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Arquivo de fevereiro de 2011

Djokovic vem dominando Federer. Bellucci comemora a semana

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Novak Djokovic jogou num nível absurdamente alto na final do ATP 500 de Dubai contra Roger Federer. Até surpreendente para o que o sérvio vinha fazendo durante todo o torneio alternando altos de baixos.

Firme no fundo de quadra, cometendo raríssismos erros não-forçados e com alto percentual do 1º serviço. Nole dominou Federer no fundo e desmontou a confiança do suíço que só conseguiu abrir uma vantagem, 3/1 no 2º set, por umapequena queda de ritmo do sérvio.

Djokovic já soma 14 vitórias seguidas (2 na Copa Davis em dezembro, 7 no Australian Open e 5 em Dubai). Se continuar desta forma, Nole rapidamente, provavelmente após os Masters nos Estados Unidos, se consolidará como número dois do mundo.

Me perguntaram no Twitter se Federer virou freguês de Djokovic no piso rápido. Pera lá! Muito cedo pra dizer. O retrospecto mostra que o suíço lidera por 13 a 8. Isso talvez só se configure se o sérvio encaixar mais umas quatro ou cinco vitórias seguidas.

O que é inegável comentar. Djokovic está dando dor de cabeça . Ele não só ganha do suíço nos ATPs bem como nos Grand Slams.

Detalhe importante. Djokovic revelou que vinha trabalhando muito duro no serviço para ganhar dos tops. O Australian Open já indicou a evolução (perdeu apenas um set no torneio). Todo mundo, incluindo os tops, precisa seguir em constante evolução. Federer ainda carece de paciência nos jogos parelhos ou quando se encontra atrás no marcador contra Djokovic, Murray e Nadal. Hoje foi nítida a pressa que tinha e aí os erros vieram em série.

Sobre o Bellucci. Fez um ótimo primeiro set. Aguentou bem a pancadaria no fundo com o Almagro, fez ele cometer erros e criou chances. Mas contra um rival tão confiante (13 vitórias seguidas no saibro) não se pode desperdiçá-las. Um break-point com erro na devolução de segundo saque, outro com equívoco de revés e um finalde Tie-break ruim. Ali se foi a cabeça de Thomaz e o jogo.

O brasileiro fica muito ansioso nos tie-breaks decisivos principalmente contra jogadores de alto calibre. Ano passado foi uma série deles que custaram vitórias, pontos importantes no ranking e confiança. Com certeza o duelo de ontem tomaria outro rumo se Thomaz ganhasse a primeira etapa.

De qualquer forma a campanha de Bellucci em Acapulco é para ser comemorada. Ele vinha um tanto cabisbaixo, com resultados aquém do esperado, perigando sair do top 40 e agora chega no piso rápido dos Estados Unidos como cabeça de chave, podendo fazer quem sabe uma quartas de final em Miami ou Indian Wells e com uma parte mental mais aguçada paraganhar de tenistas de alto nível. Algo que necessita para ser top 20.

Bellucci será Top 30 e favorito no Masters de Indian Wells

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Acompanhar um jogo de Thomaz Bellucci está se tornando um teste pro coração do torcedor brasileiro em 2011. É muita emoção, sofrimento, chances confirmadas, perdidas, reviravoltas. Mesmo com tudo isso finalmente Bellucci vem confirmando o favoritismo e aproveitando o fator de ter uma chave aberta esta semana. Situação que conquistou com méritos após a brilhante vitória sobre o Top 10 Fernando Verdasco.

Thomaz quebra mais um tabu psicológico ao atingir a semifinal de um evento ATP 500, o que equivale a mais pontos do que a final de um ATP 250 (180 a 150). Como recompensa subirá pelo menos aos 1285 pontos e vai ultrapassar Juan Carlos Ferrero, Ernests Gulbis, Philipp Kohlschreiber, John Isner, Juan I. Chela, Gilles Simon e Juan Monaco indo pelo menos ao 29º lugar no ranking.

O melhor ranking de Bellucci é o 21 em julho do ano passado, mas estar no top 30 é muito importante. Nosso número 1 será cabeça de chave no Masters 1000 de Indian Wells (que começa dentro de duas semanas) evitando assim um encontro com outro favorito nas duas primeiras rodadas.

Nesta sexta-feira o desafio é ainda maior contra o embalado Nicolas Almagro, bicampeão de 2008 e 2009 e que vem de 12 vitórias seguidas no piso lento com títulos no Sauípe e Buenos Aires. Bellucci já fez um bom jogo contra Almagro no piso rápido de Miami em 2010 e mostrou ter condições de vencer. Só não conseguiu na época por falta de experiência.

Pode pesar a favor um cansaço físico e mental do rival que está praticamente sem descanso nas últimas três semanas. Mas Bellucci precisa se superar e recuperar-se do desgaste acumulado dos três jogos acima de duas horas (último em 3h09).

Curtinhas:

Nossas duplas estão em alta. Melo e Soares na semi em Acapulco com 10 vitórias seguidas no saibro. Ferreiro e Sá nas quartas em Delray Beach com boa chance de ir à semi.

Boicote na Colômbia pode beneficiar Brasil na Davis

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Não é só no Brasil que ocorre problemas da Confederação com jogadores em termos de patrocínio. Em 2009 Marcos Daniel não pôde jogar a Copa Davis pois não havia assinado contrato com a CBT/Correios no 1º semestre.

Agora o problema está na Colômbia como retrata reportagemda agência EFE. A Federação local tem dez dias para convencer Santiago Giraldo e Alejandro Falla, os dois melhores do país, para evitar o boicote e enfrentar o Uruguai na primeira rodada do Zonal Americano.

Os dois não jogariam o confronto por imposição do patrocinador de ambos, a Colsanitas, firma que indicou Alejandro Pedraza para ser o novo capitão do time colombiano, mas não foi atendida. A Federação local escolheu Miguel Tobón para o cargo.
“Os jogadores não são da Colsanitas, são do tênis colombiano e não creio que eles tenham a obrigação de representar o país, colocar a camiseta da nação, isso é o que pensa o Comitê Olímpico Colombiano e o povo colombiano”, disse o presidente da federação local, Gabriel Sanchez que segue “insistindo com a Colsanitas até o último minuto” para que não barre seus tenistas de representarem o país.

Giraldo e Falla foram convocados pelo capitão, mas caso mantenham o boicote, a Colômbia irá enfrentar o Uruguai com um time juvenil.

Se isto ocorrer, a vitória do time uruguaio será barbada. Deste confronto sai o adversário do Brasil na final do Zonal Americano que este ano será em julho. O duelo contra o Uruguai seria fora de casa, mas mesmo assim é muito mais acessível para nossa equipe do que a Colômbia que vem com um Falla forte e um Giraldo em franca ascenção (ganhou fácil de Bellucci em Auckland). Cuevas é um tenista de qualidade, mas na minha visão os nossos top 4 ganham dele (Bellucci, Mello, Daniel e Feijão).

Vitória do Alívio (e para deslanchar)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A primeira vitória sobre um Top 10 é inesquecível para qualquer tenista. Nem todos conseguem este tipo de feito, tanto é que o Brasil ficou sem ganhar de um tenista desta qualidade por quase sete anos. Pelo tanto e qualidade de Thomaz Bellucci esse triunfo demorou a acontecer. Foram dez partidas e a maioria com atuações abaixo do esperado.

Mas uma hora ela tinha que vir e veio no momento mais apropriado, quando Bellucci alternava altos e baixos, resultados longe do esperado e questionamentos.  Aquela vitória que, além de acrescentar confiança, o fará perder certo medo/receio quando ver outro Top 10 pela frente.

Infelizmente o jogo não foi mostrado para a TV, mas pelos números dá para se ter uma base de que o brasileiro usou muito bem o serviço (acima do 70% de primeiro saque), aproveitou bem as chances (converteu três de quatro possibilidades de quebra) e foi bem nos momentos decisivos, principalmente no terceiro set quando, após abrir 3/1, salvou quatro breaks, um no quinto game e um 0/40 quando servia em 5/3 pro jogo.

Sem desmerecer a vitória de Bellucci, mas o momento era favorável para derrotar Fernando Verdasco, como levantei a bola no post anterior. Ele ainda não havia jogado no saibro este ano e vinha do frio e o piso rapidíssimo de Memphis na semana passada. Essa mudança brutal de condições não é fácil para nenhum jogador.

Quem ficou acordado até 3h da manhã vibrou com a mais do que merecida maior vitória da carreira de Bellucci, aquela pode alavancar sua temporada que estava mediana até aqui. E agora ele não pode se vislumbrar. Ganhar de um tenista desse porte dá uma alta confiança pode fazer o tenista relaxar. E Bellucci não pode cometer esse erro, principalmente pois se torna favorito a ir para a semifinal de um ATP 500 o que seria um resultado ainda melhor.

Seu caminho é bem favorito. Enfrenta hoje o lucky-loser Ivan Navarro, jogador de saque e voleio sem muitos recursos no saibro. Nas quartas encara Eduardo Schwank ou Lukasz Kubot onde é o favorito.

É voltar a jogar bem para não esbarrar nos erros dos torneios de Santiago e Auckland onde tinha o favoritismo e bobeou.

Curtinhas:

Elogios de Verdasco a Bellucci: “(Bellucci) É muito bom no piso de saibro, um jogador de primeira. Eu ainda não estava adaptado totalmente ao piso e sabia que podeira perder”.

Hoje temos a estreia de Ferreiro e Sá nas duplas em Delray Beach, ATP no piso rápido. Mello enfrenta amanhã Mardy Fish nas oitavas, no repeteco das oitavas de 2004 quasndo o brasileiro venceu e foi campeão do torneio, seu único ATP da carreira. Será que vem outra zebra ? Aí é mais difícil.

Agressividade com recursos reserva um lugar de Raonic no top 10

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Está surgindo de uma nova estrela no circuito mundial. Milos Raonic une o arsenal de golpes para se dar bem no esporte atualmente. Saque poderoso – com aces a todo momento -, direita potente, excelente voleio, boa mobilidade e jogo agressivo. Para completar, o sangue frio e boa cabeça nos momentos decisivos são notáveis no jovem de 20 anos nascido em Montenegro e que já é o maior tenista de simples da história do Canadá.

A ascenção de Raonic é impressionante. Começou o ano como número 156 do mundo e já está no 37º lugar com oitavas do Australian Open, um título de ATP 250 e uma final de ATP 500. E ele não bateu em galinha morta não. Ganhou duas vezes de Fernando Verdasco, número 9 do mundo, e uma vez de Mikhail Youzhny, décimo, levando Andy Roddick ao sufoco num jogo espetacular na final de Memphis.

Raonic já é realidade e estará entre os 20 melhores rapidamente. O top 10 pode demorar um pouco, é preciso mais “cancha” no circuito, mas certamente virá se ele se manter livre das lesões este ano. A única dúvida é se seu jogo vai encaixar no saibro. Provavelmente não. Acapulco dará a 1ª resposta. Mas não fará tanta diferença já que o circuito tem a maioria de torneios no piso duro.

Milos é o melhor talento que apareceu no tênis após Murray/Djokovic e Del Potro/Cilic nos últimos anos. Roger Federer, Rafael Nadal e cia. que se cuidem!

Não concordo com o rótulo de que Thomaz Bellucci está azarado ao ter Verdasco na estreia no México que ocorre nesta terça-feira. Ele se deu bem na maioria dos sorteios até aqui, mas não aproveitou as chaves teoricamente abertas. Como já dito, a fase não é das melhores. Mas o brasileiro pode se beneficar visto que é difícil a troca brutal de condições que se submeterá Verdasco que joga a 1ª no saibro no ano e estava no frio e o piso rápidíssimo coberto nos Estados Unidos.

Quem sabe pode pintar a 1ª vitória de Thomaz sobre um top 10. Já está mais do que na hora. São nove confrontos e nove derrotas contra tenistas neste grupo.

Curtinhas:

Ainda não me conformo com o fato de Bellucci ter excluído Buenos Aires do calendário. Era mais simples ter se inscrito e caso fosse bem no Sauípe desistia alegando algum problema físico. Após o sorteio em Acapulco ele corre o sério risco de somar apenas 90 pontos na gira latinoamericana no saibro, bem abaixo dos 340 do ano passado e 210 de 2009.

Ratos, macacos em quadra, hospedagem em moteis. Os perrengues de uma tenista

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vivian Segnini

Vida de tenista não é fácil. Ainda mais quando se joga no feminino e ainda se está no nível future e challenger. As viagens são desgastantes e as meninas precisam passar sufoco nos lugares onde ficam. Diferente dos homens, as meninas não tem o aporte de hospedagem concedido pelos torneios (são raros os challengers que oferecem esse serviço) que indicam locais para elas ficarem. Nem sempre tudo corre bem. Que o diga Vivan Segnini.

A número 437 do mundo, que treina desde setembro no Instituto Gaúcho de Tênis, e começou a viajar com o técnico Eduardo Frick após se deslocar sozinha pelo mundo desde os 15 anos, contou ao Tênis News todos os perrengues vividos pelo circuito. Neste momento ela se encontra em um torneio de US$ 10 mil de premiação em Tigre, na Argentina. Só que a indicação do evento era um Albergue (hotel comunitário).

“Eu e meu treinador Eduardo Frick chegamos tarde porque o voo acabou atrasando em Porto Alegre. O torneio nos indicou dois hotéis, chegamos tarde e um deles era uma casa velha, cheia de cachorros, que custava aproximadamente 100 dólares a noite e a outra opção é o hostel (albergue), que normalmente é usa por mochileiros, eles ficam em várias pessoas em um quarto, normalmente pessoas que nem se conhecem, banheiro comunitários etc. No nosso caso viemos a trabalho, então tranquilidade e privacidade, dormir bem é importante. No final conseguimos quartos normais, deu tudo certo, mas na chegada foi um choque”, relatou a tenista que teve casos bem piores do que este.

Na Índia, no torneio de Muzzafarnagar, ela teve que lidar com ratos no hotel e ainda macacos interromperam o seu jogo: “Estava jantando no hotel do torneio e eu olhei para o chão e vi um rato”, conta Segnini ainda mais surpresa com a reação do gerente do hotel: “Chamei o gerente e contei que havia visto um rato e ele me disse ‘No problem, small mouse’ (Sem problemas, ratinho pequenininho). E uma amiga minha tinha um rato enorme no quarto dela. Na India também entrou um macaco babuíno dentro da quadra, e a família inteira de macacos estava em volta da quadra.

Isto fora a comida. Vivian ficou três semanas na Índia e em todas com problemas estomacais. No Uzbequistão ela precisou desistir de uma partida pelo mesmo problema.

Na Coréia do Sul, Vivian disputou uma série de torneios e quase todos o hotel oficial não era bem um hotel: “Joguei cinco torneios e em quatro deles o hotel oficial era motel, que tem a mesma finalidade dos motéis aqui do Brasil (risos). Tinha cama redonda, de coração, luz azul, vermelha, amarela, espelhos. Eram torneios de US$ 25.000 realizados em cidades pequenas, e era nossa única opção de hospedagem. Na Coréia a alimentação também era bem complicada, porque as comidas eram muito estranhas e ninguém falava inglês. Eu comia quase todo dia miojo ou arroz com atum”.

Mesmo com a vida sofrida e os problemas pelo mundo com o tênis, a jovem de 22 anos destaca que para crescer no esporte é preciso passar por estes perrengues e esquecê-los ao entrar em quadra. “Essas coisas não conspiram para que eu entre na quadra e jogue meu melhor tênis, mas o importante é que eu tenho a oportunidade de estar lá para jogar e somar pontos no ranking. Tem que esquecer tudo isso. Na Coréia eu comia miojo ou arroz com atum quase todo dia, não é a alimentação ideal. Na Suécia eu comia comida de supermercado de microondas porque era muito caro comer em restaurante, custava uns 50 reais a comida. Tem que dar um jeito e entrar na quadra e jogar.

O nascimento de novas estrelas. E o retorno de outra. Justiça

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Infelizmente o Brasil Open não consegue trazer as maiores estrelas do tênis atual. Problemas já discutidos aqui no blog como a logística de deslocamento de europeus ou até mesmo sul-americanos bem como a concorrência com outros torneios maiores na semana.

Mesmo assim, o torneio na Costa do Sauípe (BA) é característico em revelar futuras estrelas. A maior delas, e com sobras, é Rafael Nadal em 2005. Andava tranquilamente na época e hoje nem por muita grana aparece no evento. Em 2008 o próprio Almagro, com 22 anos, levantava seu 3º título da carreira no país e arrancava para ser 11 do mundo em agosto, sua melhor posição até agora. No ano seguinte Thomaz Bellucci disputava sua primeira decisão. O paulista está longe de ser uma estrela, é um ótimo jogador e com potencial já muito falado por aqui.

Nesta edição Aleksandr Dolgopolov manteve o nível da Austrália e disputou sua primeira final de ATP com um jogo confiante e com muita variação de jogo. Uma direita com movimento estranho é verdade, mas muito talento e eficiência. Não ganhou o título por falta de experiência. Sentiu o fator de jogar uma final. Mas que se diga. Almagro agrediu desde o início, sufocou o rival, o jogou contra a parede e Dolgopolov não conseguiu comandar os pontos como fez durante todo o torneio.

Estamos vendo o nascimento de uma nova estrela do tênis que rapidamente estará no top 20 e quizá chegará entre os dez melhores.

A semana aliás vem sendo dos jovens assim como vimos em boa parte de Melbourne. Milos Raonic disputa neste domingo sua primeira decisão ATP em San Jose e os tops já começam a temer a bomba que é seu serviço. Richard Berankis, outro nome que pode dar o que falar, fez quartas de final e perdeu para Raonic.

Outra boa notícia é a aparente recuperação de Juan Martin Del Potro. Vitórias convincentes sobre tenistas intermediários e uma surra em Lleyton Hewitt.

A subida de jovens e o retorno de Delpo são muito saudáveis a concorrência no circuito.

Justiça foi feita! O tênis feminino tem uma líder justa. Kim Clijsters, com sobras na semana, atingirá o topo a partir desta segunda-feira. Na primeira oportunidade que teve ela foi e confirmou, desbancando o terceiro nome nos últimos anos que atingiu a liderança sem ganhar nenhum Slam.

Precisamos lembrar. Clijsters foi nº 1 em 2003 e só ganhou seu primeiro Slam em 2005. Viveu do mesmo carma que Jankovic, Safina e Wozniacki viveram. Mas a diferença é que ela ganhou. As outras ainda não.

Curtinhas:

Brasil Open teve a final na TV Aberta transmitida pela Band. Algo positivo, importante pra mídia de nosso esporte.

Notícias negativa é que nem a Band ou BandSports ou Sportv transmitiu a final de duplas em mais uma ótima atuação dos brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares, campeões pela segunda semana seguida repetindo Santiago (Chile).

Os mineiros devem aparecer no top 8 da temporada na semana e iniciar a briga pelo ATP Finals. Ainda é cedo pois o torneio é em novembro, mas não custa sonhar.

Mello, a grata surpresa no Sauípe

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Quando saiu a chave do Brasil Open, a maior dureza estava com Ricardo Mello em seus adversários e a pressão também pois defendia 90 pontos de uma semifinal, algo que não é fácil. Mas o campineiro mostrou sangue frio, experiência e é claro, um tênis agressivo e regular, o mesmo que o levou ao top 50 em 2005.

Foram três jogos, três atuações sólidas e triunfos que saíram melhor do que a encomenda contra Santiago Giraldo – embalado pela boa campanha e o vice-campeonato de Santiago – , Albert Montañes – mesmo não tendo muitos recursos técnicos já ganhou 5 títulos de ATP, é um top 25 e tem vitória sobre Roger Federer no saibro – e uma aula sobre Pablo Andujar, algoz de Tommy Robredo.

Nos últimos anos Mello vem se caracterizando por ter ótimos resultados no Brasil, algo que se conseguir levar com mais frequência pra fora do país, conseguirá elevar ainda mais seu ranking (78º colocado).

Sobre suas chances de conquistar o título. Aumentam bastante. Está confiante, firme e por enquanto não temendo ninguém.

- Até o momento são 13 vitórias seguidas no país (títulos de Salvador em agosto de 2010, São Paulo em janeiro e agora a semi no Sauípe).

- Mello possui 13 títulos de challenger na carreira, 12 foram vencidos no Brasil. Em ATP ele tem um título em Delray Beach nos Estados Unidos em 2004. Fora isto seus melhores resultados em ATP foram no Sauípe em 2005 e 2010 perdendo para Nadal e Ferrero, campões em seguida.

Bellucci em crise – Como o próprio Bellucci disse, a torção no tornozelo não foi culpa de sua derrota. Atrapalhou sim, mas o brasileiro esteve muito aquém do que pode produzir.  Como eu afirme posts atrás, Juan Ignacio Chela não é bobo e traria dificuldades. Usou a experiência de 31 anos para dominar o brasileiro.

Uma pena, mas Bellucci não está em boa fase. Segue somando derrotas melancólicas e aí a confiança vai ladeira abaixo. Somou 90 pontos na gira do saibro onde tem potencial para muito mais. Não joga Buenos Aires e terá uma chave dura em Acapulco.

O que nos resta ? Torcer para essa maré passar. Fases ruins acontecem com qualquer jogador. Bellucci só não pode se deprimir. No jogo contra Chela vi ele com poucos momentos de vibração.

É Brasil Open ou Argentina Open ? O torneio é feito aqui no Brasil, mas a torcida argentina estava em igual ou até maior número do que a brasileira no jogo contra Chela. E vibrava muito mais do que a nossa. Triste isso.


Qual o melhor torneio sul-americano para ir ?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Para o brasileiro a fase dos torneios sul-americanos é uma boa oportunidade de acompanhar bons jogos sem ter que cruzar o Oceano. Meu exercício na coluna é ajudar ao fã que está em dúvida sobre quais eventos ir já que estive presente em todos da América do Sul.
Infelizmente o Brasil Open é o menos acessível de todos. Está situado há 1h30min de carro de Salvador e os custos para ficar dentro do complexo passam dos R$ 200 por dia. Para quem vem de grandes centros como RJ, SP, MG ou Sul do país, é preciso ter bala na agulha. Para aqueles que desejam gastar menos a dica são pousadas pela metade do preço em Imbassaí. Mesmo assim é necessário alugar um carro para se deslocar por uns 15 ou 20 minutos para o local dos jogos.

Se a acessibilidade e custos do Sauípe causam um esvaziamento de público no evento, o local dá de 10 a 0 nos outros ATPs em termos de beleza e opções de lazer. A praia é maravilhosa e a quantidade de esportes que se pode fazer é inigualável.

Em termos de nível de jogos e atmosfera o torneio de Buenos Aires ganha de longe. Sempre tem os melhores jogadores da turnê sul-americana, todos estádios lotados e várias crianças espalhadas pelo clube caçando os tenistas por autógrafos. A localização é ótima. Menos de 10 minutos de táxi do centro de uma das cidades mais charmosas do continente.

Em Santiago, com qualidade de jogadores similares ao Sauípe, o espectador desfruta da tranquilidade, o bom clima, pode degustar de um bom vinho e ser bem recebido pelo povo hospitaleiro. O público inflama e lota as arquibancadas nos dias de jogos de chilenos. Fanatismo tão grande ou até maior que os argentinos.

Nos três torneios tive ótimas experiências e vale visitar pelo menos uma vez cada um deles. Aí depende do gosto do fã.

Clezar ainda imaturo. Como afirmei em posts anterores, o convite para Guilherme Clezar no Sauípe não foi em um bom momento. O menino tem bons golpes e tem futuro, mas ainda precisa ganhar muita experiência para poder disputar um ATP. Ele se mostrou muito instável e sem muita noção cobertura de quadra. O tempo todo ficava atrás, acuado e não conseguia ler as curtinhas de Feijão que se impôs desde o início e não deu chances.

Digo e repito. Clezar disputou sete challengers com convite em 2010 e não ganhou um jogo sequer. Este é seu primeiro ano completo como profissional e certamente vai subir no ranking e ganhar seus primeiros jogos de médio porte.

Feijão terá um duro compromisso contra Nicolas Almagro. O espanhol está jogando seu melhor tênis nos últimos meses. O brasileiro pode ter chances se jogar bem, é claro, e também aproveitando da falta de ritmo do oponente no saibro. Mesmo assim a tarefa de João Souza é das mais complicadas.

Fernando Romboli fez uma ótima primeira metade do primeiro set. Abriu 4/1 dominando o espanhol Ruben Hidalgo e mostrou porque chegou a uma final de challenger na semana pasada. Mas pecou pela ansiedade e passou a errar demais se perdendo no jogo. Ele é um jogador consistente que tem uma direita legal e uma esquerda bonita de uma mão.

Curtinhas:

Mais dois brasileiros na chave. Rogerinho e Ghem passaram o quali e enfrentam Juan Ignacio Chela e Carlos Berlocq. Ghem tem mais possibilidades de avançar.

Ao todo temos 7 na chave principal repetindo o ano passado. Em 2001 tivemos nove nachavem o recorde.

Bellucci (teoricamente) tranquilo para a semi na Bahia

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Como disse no post anterior, o começo de Thomaz Bellucci em 2011 não é ruim, mas tampouco animador. Ele manteve aquela inconstância da segunda metade do ano passado. Oras joga bons sets e games no nível de top 20, oras joga os mesmos no nível de juvenil errando todas.

Por esse momento precisamos ter cautela quando analisamos a chave de Thomaz Bellucci nos sorteios dos ATPs. Em Auckland ele poderia fazer semi, não fez. Se enrolou na 1ª rodada com quem não deveria. Ganhou o até agora seu melhor jogo do ano na 2ª com o Robredo, mas jogou bem mal nas quartas. Na Austrália esperavamos uma terceira rodada e não correspondeu. E agora em Santiago tinha tudo pra fazer uma semi e deu no que já postei ontem.

No Sauípe o caminho parece animador. Veja bem, eu disse parece. Carlos Berlocq ou um qualifier. Não posso falar sobre o quali pois ainda não foi decidido, mas sempre um tenista que sai da fase prévia está com ritmo de jogo e adaptado à quadra, condições e etc. Sobre o Berlocq. Ele bate legal de fundo, tem boa direita, mas não é aquele corredor, passador de bola. Bellucci tem muito mais qualidade.

Pras quartas de final a coisa engrossa se ele pegar o Chela. O argentino está aos poucos crescendo, já figura no top 40 e será um jogo de troca de pancadas no fundo. Mais uma vez a questão das regularidade será o ponto chave e Bellucci vem falhando muito.

A semi é ponto que Bellucci pode chegar bem senão der as costumeiras viajadas. Daí por diante o perigo se chama Nicolas Almagro que do fim do ano passado pra cá voltou a jogar seu melhor tênis.

Sobre os outros brasileiros. Mello tem uma primeira rodada perigosa, mas que até pode ser boa. Santiago Giraldo. Tenista que disputa amanhã sua primeira final no circuito. Bate muito forte na bola e é meio kamikaze. Se está bem fisicamente e afiado ele pode bater tops, caso contrário perde feio para tenistas mais regulares e o brasileiro se encaixa neste nicho. Um detalhe interessante. O campeão de Santiago chega no Brasil na segunda-feira à tarde e quase não descansa pra jogar no dia seguinte (caso do Bellucci em 2010). Daí que Mello pode se dar bem. Estará fresco.

Caso o brasileiro avance, duelo dos corredores com o Montañes. Este espanhol é bom no saibro, mas não me inspira confiança. Acredito no brasileiro.

Feijão tem tudo para avançar diante do inexperiente Guilherme Clezar, mas precisa ter cuidado. Se o gaúcho não sentir o fato de jogar o maior torneio do Brasil virá com muito apetite. Nas oitavas João Souza tem possibilidades de incomodar bastante Almagro que fará seu primeiro jogo no saibro no ano e estará sem o ritmo adequado no piso.

Fernando Romboli faz seu 1º jogo ATP contrao experiente Ruben Hidalgo de 33 anos. A consistência e boa fase do brasileiro podem gerar aí uma surpresa ou pelo menos um jogo duro de maisde duas horas. Vamos aguardar.

Curtinhas:

No duelo dos palpitões do blog do meu amigo jornalista Alexandre Cossenza eu coloquei o campeão do torneio como Tommy Robredo. Aposto que ele virá confiante após a final em Santiago (pode descansar até quarta-feira por ter bye no Sauípe).

No Tennis Game do Fórum Tennis News as apostas seguem abertas pro Brasil Open. Você pode levar uma Raquete do Nadal, um Tênis de Wimbledon do Federer e mais 33 prêmios durante o ano.

No Sauípe são 4 grupos com 4 tenistas. Você escolhe o seu melhor de cada grupo. Se ele tiver o melhor desempenho do torneio real, você leva os pontos do mesmo. O game jáconta com 280 participantes.  CLIQUE AQUI E PARTICIPE!

Bellucci terá ranking 37 na semana que vem. Perderá seis posições. Já fica fora de cabeça de chave de Grand Slams assim. Prejuízo em vista para Roland Garros.

Se eu critiquei a organizaçãodo Brasil Open na questão de um convidado. Elogio pelos WCs dados no quali. Privilegiaram os juvenis e eles fizeram bons jogos. Karue Sell engrossou e teve até chance de tirar um set do top 150 Daniel de La Nava, da Espanha. E Bruno Sant´anna tirou um set do experiente e ex-top 200 André Ghem.

Meninada toda no top 30, top 40 juvenil que tem futuro. Sant´anna ganhou um torneio Grau A em Casablanca (México) em janeiro, evento com mesmo patamar dos Grand Slams.