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Nadal construirá Centro de Treinamento de R$ 91 milhões em casa

por Fabrizio Gallas em 15.mai.2012 às 10:12h

Rafael Nadal, número três do mundo, já está pensando no futuro do esporte de seu país. O espanhol já começou a fazer as contas para construir o Centro Internacional de Tênis Rafael Nadal em Manacor, sua cidade natal, que custará 35 milhões de euros (R$ 91 mi).

O centro terá área de 47.500 m2 e vai demorar cerca de cinco anos para ficar completo e será disponível para melhora, profissionalização a aperfeiçoamento de jovens entre 8 e 17 anos. O CT terá um alojamento com 85 quartos além de 20 quadras de tênis, sendo algumas cobertas, uma academia e piscina climatizada.

A verba para a construção do CT de Nadal será toda privada. A prefeirura de Manacor cedeu 15% de seu terreno que será revertido em titularidade do município. Em troca, Nadal se comprometeu a pagar 15% do valor dos terrenos além de deixar uma área verde de 3.126 m2.

O jornalista David Nadal (twitter dele é @davidjnadal), este mesmo o nome, que vive na mesma região de Rafa, quem passa essas informações. Segundo ele, o tio e técnico de Rafa, Toni, será um dos principais nomes para comandar o CT do tenista.

É uma grande iniciativa de Nadal em prol do tênis local. Mas como a reportagem acima afirma, vem quase tudo na base do privado. Enquanto isso no Brasil ainda ficamos esperando que as inúmeras promessas de CTs para o tênis nacional saiam do papel muito pela BURROCRACIA de nossas leis.

Nos limitamos a poucos e ótimos CTs privados como o da Amil, no Rio de Janeiro, o Instituto Larri Passos e Instituto Gaúcho. Ainda é pouco.

Curtinhas:

Nadal tem apenas 25 anos de idade (faz 26 em menos de um mês). Ele soma quase US$ 48 milhões em prêmios na carreira. Estima-se que esse valor triplique por conta de bônus e patrocínios que os tenistas possuem. Ou seja, Nadal deve ter uns US$ 150 milhões mais ou menos. Obviamente que esses R$ 91 mi a maioria vem de parcerias privadas que o tenista deve ter realizado.

Federer põe lenha na fogueira do circuito

por Fabrizio Gallas em 13.mai.2012 às 15:39h

Roger Federer é o tenista com maior arsenal de golpes e sem dúvida o de mais talento no circuito. Seus 16 títulos de Grand Slam falam por si só. O suíço é o que melhor se adapta às condições ainda mais se elas forem rápidas.

Madri inventou moda, colocou um saibro azul, que até ficou bonito, melhor para ver na TV, mas alguma coisa no processo de produção deu muito errado para sair escorregadia. O torneio é jogado na altitude onde a bola anda mais, torna o jogo mais veloz, acabou ficando ainda mais rápido e melhor para quem ataca primeiro e não depende tanto da correria ou regularidade para se dar bem.

De qualquer forma a experiência, talento e genialidade do suíço o levou a reverter um panorâma ruim e conquistar com muita raça e méritos o troféu. Tomas Berdych jogava muito, acertava winners para todos os lados e acuava Federer. O suíço não jogava mal, mas soube se segurar na partida, salvar alguns breaks importantes e mesmo com alguns deslizes converter as oportunidades nos momenhtos decisivos.

O tcheco deu uma certa contribuição – duas duplas-faltas para perder o 2º set e dois erros bobos para perder o jogo. Por isso que não se encontra acima no ranking. Contra os principais jogadores quase sempre falha na hora H. Foi parecido na semi de Monte Carlo contra Djokovic.

O ano se mostra bem disputado no tênis masculino com Federer somando quatro títulos, Djokovic dois, Nadal dois. E agora Roger reassumirá o número 2 do ranking e se mantiver tal posição deixará Rafa solto na chave de Roland Garros para emparelhar com ele mesmo ou Djokovic numa provável semifinal. Por isso, o torneio de Roma, que começou já hoje, será importante.

Outro detalhe. Djokovic tinha uma vantagem meses atrás de 4 mil pontos, semanas atrás de 3 mil. Agora são só 1800 para Federer, 2,1 mil para Nadal. Teremos uma briga de cachorro grande nessa temporada e Federer louco para voltar ao topo e ser o maior líder de todos os tempos (são 285 semanas suas contra 286 do recordista Sampras).

A vaia - Categóricas vaias para Ion Tiriac, dono do torneio, e Manolo Santana, diretor da competição, nas cerimônias masculina e feminina de entrega dos troféus. Eles bancaram o saibro azul, nenhum espanhol chegou nas semis, o número 1 do mundo perdeu nas quartas e o ídolo local Rafael Nadal promoteu boicote com Djokovic para 2013. Uma encruzilhada para Tiriac. Será que manterá essa quadra para o novo ano ?

Bellucci fora de Roma e aumentando o risco-Olimpíada - Se complicou para Londres Bellucci. Uma 1ª rodada difícil contra Mikhail Youzhny em prévia da Copa Davis, mas ao mesmo tempo uma ótima chance desperdiçada. Ele fez 2/0 no 3º set teve game-points, não converteu, levou o revés e deixa de somar 35 pontos importantes na briga pelo topo do ranking.

Bellucci deve subir uns dois postos no ranking de segunda-feira indo ao 67º lugar e por enquanto está duas posições acima do corte dos classificados para a Olimpíada de Londres. O que complica é que defenderá 90 pontos da terceira rodada de Roland Garros. Como está com um ranking ruim sairá solto na chave e corre o risco de pegar um top logo de cara e aí a Olimpíada ficará por um fio.

Falando nisso o presidente da CBT deu entrevista esta semana avisando que se Bellucci não conseguir sua vaga direta para a Olimpíada de Londres bvai tentar um dos oito convites disponíveis junto à ITF. Como o Brasil é sede das próximas Olimpíadas, vejo uma chance legal. Mas é apenas palpite.

Curtinhas:

Serena deu uma surra na número 1 Azarenka, levou o troféu e ainda zombou dos homens: “Eles são frouxos”, sobre as reclamações da quadra azul. A americana quando quer joga demais. Pena que isso seja apenas em algumas semanas por ano…

Copa Davis, a boa escolha. WTA no Brasil com data e piso definido

por Fabrizio Gallas em 11.mai.2012 às 13:22h

São José do Rio Preto será novamente a sede para um confronto do Brasil na Copa Davis, desta vez para o duelo contra a Rússia valendo vaga para o Grupo Mundial. A CBT promete um piso de saibro mais lento em relação ao que tivemos contra a Colômbia no mês passado. Os jogos a partir das 16h.

É uma boa escolha. Não estive lá em abril, mas pelo que falaram e pela estrutura tudo parece ter funcionado. Quanto ao esquema de jogo os russos são versatéis e não tem aquela deficiência clara. Tem problemas sim com um piso bem lento e num calor forte, mas aí iria de encontro com Thomaz Bellucci que como já se sabe sente cãibras e tem dificuldades debaixo de muito sol.

O melhor mesmo era escolher aquelas condições rápidas, mas nem tanto, evitando assim favorecer Nikolay Davydenko e Mikhail Youzhny que se adaptam melhor ao que foi jogado diante da Colômbia.

Agora é torcer para que nossos tenistas estejam em uma boa fase para setembro e também para que os russos não venham assim tão confiantes.

A CBT aproveitou também para anunciar que o WTA no Brasil será no dia 25 de fevereiro sobre o piso rápido indoor ou outdoor. Será definido também ainda o local. Brasília e cidades de Santa Catarina, São Paulo e Bahia lutam para sediar o evento. Quem traz a informação é meu amigo repórter do Lance! Fábio Aleixo.

Curtinhas:

Sobre o tênis feminino um challenger em Brasília com a maioria de brasileiras e por enquanto surgimento de Laura Pigossi, jovem de 18 anos, e volta de Vivian Segnini. Em Rosario, na Argentina, Teliana Pereira na semi de outro challenger.

Nadal reativa ‘problema’ de fechar jogos. E agora Tiriac ?

por Fabrizio Gallas em 10.mai.2012 às 20:04h

Não foi de hoje que Rafael Nadal estava com um certo problema para fechar jogos. Desde os Masters de Indian Wells, Miami, passando por Monte Carlo que o número dois do mundo na hora de encerrar as partidas quase sempre tinha que jogar um game ou outro a mais que não estava no script.

Problemas de cunho emocional e até normais visto que seu jejum de títulos era grande. Mas depois da conquista de dois torneios seguidos e liderando por 5/2 com duas quebras não se imaginava que eles viriam à tona. Apareceram junto com o mérito de Verdasco que apresentou um tênis super agressivo devolvendo firme e fundo e forçando erros de Nadal, vencendo pela primeira vez Rafa em 14 jogos.

O que é justo se dizer. O jogo foi de muitos altos de baixos e por certos momentos bem chato. Nadal se mostrou muito impaciente e o jogo apresentou uma quantidade elevada de erros não-forçados.

Agora a derrota de Nadal só fez abrir mais sua insatisfação com o torneio. O número dois do mundo queria entrar na quadra com sapatos próprios para grama, com travinhas, para evitar escorregões. A ATP não permitiu. E hoje disse que boicotará o torneio em 2013 se seguir com o saibro azul. Em seguida Novak Djokovic, que venceu, está nas quartas e ontem havia dito “isto não é tênis” ao se referir à superfície, se juntou a ideia de Nadal. E até Roger Federer, sempre mais político, afirmou que está difícil jogar nesta quadra.

O que vai dizer e fazer agora o manda-chuva do torneio, o ex-tenista romeno Ion Tiriac ?

Ontem ele havia dado uma entrevista à agência DPA dizendo que buscaria soluções para os problemas, mas já querendo inventar pros próximos anos com BOLAS FOSFORECENTES (da cor laranja ou verde). O motivo ? Contrastam melhor com o saibro azul, segundo ele.

Sobre o seguimento do torneio. Temos uma provável final esperada para a semi com Federer x Djokovic. Mas não descarto o Del Potro que vem invicto no saibro no ano sem perder sets e só fazendo o trabalho dele sem alarde. Com a queda de Nadal se torna o favorito para a final no outro lado da chave.

Esnobe ?

por Fabrizio Gallas em 09.mai.2012 às 8:34h

Maria Sharapova anunciou que não ficará na Vila Olímpica durante os Jogos de Londres a partir do fim de julho. Em entrevista ao Diário AS a musa afirmou:

“Não vou ficar na Vila Olímpica, ficarei numa casa alugada perto das quadras de Wimbledon pois ficar no centro de Londres é muito incômodo e terei nos Jogos meu treinador e toda minha equipe. Acho que vamos chegar a Londres antes dos demais”.

A pergunta que eu deixo a você caro leitor. Estaria a musa russa sendo esnobe ?

Vamos aos prós e contras para ela. Os jogadores que participam de Wimbledon estão acostumados a alugar casas nos arredores do torneio por esse mesmo motivo. Além de longe, o centro de Londres não oferece os melhores hotéis e é bem enrolado.

Mas porque não interagir com a Vila Olimpíca, ficar com os outros grandes atletas, ídolos do esporte e conviver com o verdadeiro clima Olímpico ? Atletas como Roger Federer e Rafael Nadal passaram por isso em Pequim (China) e a todo momento relatavam seus encontros com grandes nomes do basquete, atletismo e etc. O único contra eram que eles eram estrelas e diversos atletas serviam de tietes, muitos deles brasileiros.

Meu questionamento acima é para debater pois entendo o lado de Sharapova. Certamente a musa quer tranquilidade, focar apenas no tênis e no importante torneio olímpico que não esteve presente em 2008. Mas ao mesmo tempo sabe-se que ela não gosta de se misturar por exemplo com outras tenistas, não tem amigas no circuito.

Sabão em pó. Bellucci a 20 pontos de ficar fora da Olimpíada

por Fabrizio Gallas em 08.mai.2012 às 17:17h

Gostei do apelido de um internauta dado no twitter ao saibro azul. A inovação de pintar o pó de tijolo de outra cor é puramente comercial para agradar o principal patrocinador do evento – até o papel higiênico leva a cor – e fazer marketing atraindo as atenções para uma competição que tem a utopia de ser um Grand Slam.

Para quem vê pela televisão ficou mais nítido ver a bolinha sobretudo quando está sol. Só isso. Além de romper com o tradicional, o saibro azul parece mais um sabão do que qualquer coisa. Escorrega mais do que o comum e vira uma batalha para os jogadores se manterem em pé, o que gera riscos de quedas e lesões. Ou seja, reprovo totalmente a novidade.

Some aí a altitude de 600m de Madri, um ar mais rarefeito, bola andando mais. Leva vantagem aquele tenista que ataca primeiro e saca bem. Por esses motivos tenistas como Federer,  Raonic, Isner entre outros, podem se dar bem.

Pudemos atestar isso na partida entre Bellucci x Gasquet. O brasileiro foi mais agressivo no 1º set diante de um defensivo rival e venceu com certo conforto. Quando Richard passou a jogar mais dentro de quadra e sacando com mais força virou o encontro.

Bellucci a 20 pontos de ficar fora da Olimpíada - O brasileiro caiu para o 69º lugar no ranking e por enquanto estaria a apenas 20 pontos de ficar de fora dos Jogos Olímpicos de Londres. De acordo com a tabela desta segunda-feira, a linha de corte olímpica é o 71º colocado do ranking (veja abaixo a lista olímpica de momento!)

São 56 vagas diretas sendo que cada país aceita até quatro em simples e que eles tenham ficado aptos para disputar confrontos da Copa Davis nos últimos quatro anos, um deles em 2011 ou 2012. Por enquanto a Espanha estaria cortando seis tenistas, a França quatro, a Argentina dois e os Estados Unidos não contará com Mardy Fish (joga Washington). A Rússia é outro caso a ser discutdi pela ITF.  Alex Bogomolov Jr.  era americano e se tornou em outubro passado tenista de cidadania russo ficando apto a disputar apenas a 1ª rodada deste ano.

A lista olímpica será baseada no ranking de Roland Garros, 10 de junho, e só divulgada no fim deste mês após a indicação dos tenistas pelas confederações dos países que escolherão os 4 melhores ranqueados de cada país.

Infelizmente Bellucci perdeu outro jogo duro contra um top e deixa de ganhar 35 pontos que podem fazer a diferença. Bellucci se aperta já que só terá o Masters de Roma ou o próprio Roland Garros para somar sendo que ainda descartará 90 pontos da terceira fase de Paris. Pressionado

1 Novak Djokovic (SRB)
2 Roger Federer (SUI)
3 Rafael Nadal (ESP)
4 Andy Murray (GBR)
5 Jo-Wilfred Tsonga (FRA)
6 David Ferrer (ESP)
7 Tomas Berdych (CZE)
8 Janko Tipsarevic (SRB)
9 Juan Martin Del Potro (ARG)
10 John Isner (EUA)
11 Gilles Simon (FRA)
12 Nicolas Almagro (ESP)
13 Gael Monfils (FRA)
14 Juan Monaco (ARG)
15 Fernando Verdasco (ESP)
16 Alexandr Dolgopolov Jr. (UCR)
17 Kei Nishikori (JPN)
18 Stanislas Wawrinka (SUI)
19 Milos Raonic (CAN)
20 Richard Gasquet (FRA)
21 Marin Cilic (CRO)
22 Philipp Kohlschreiber (ALE)
23 Radek Stepanek (CZE)
24 Marcel Granollers (ESP)
25 Andy Roddick (EUA)
26 Florian Mayer (ALE)
27 Viktor Troicki (SRB)
28 Andreas Seppi (ITA)
29 Jurgen Melzer (AUT)
30 Bernard Tomic (AUS)
31 Mikhail Youzhny (RUS)
32 Kevin Anderson (AFS)
33 Juan Ignacio Chela (ARG)
34 Carlos Berlocq (ARG)
35 Albert Ramos (ESP)
36 Robin Haase (HOL)
37 Marcos Baghdatis (CYP)
38 Denis Istomin (UZB)
39 Fabio Fognini (ITA)
40 Jarkko Nieminen (FIN)
41 Nikolay Davydenko (RUS)
42 Donald Young (EUA)
43 Alejandro Falla (COL)
44 Santiago Giraldo (COL)
45 Gilles Muller (LUX)
46 Mikhail Kukushkin (CAZ)
47 Lukasz Kubot (POL)
48 Robin Soderling (SUE)
49 Ryan Harrison (EUA)
50 Yen-Hsun Lu (TPE)
51 Ivo Karlovic (CRO)
52 Go Soeda (JPN)
53 Steve Darcis (BEL)
54 Olivier Rochus (BEL)
55 Lukaz Lacko (SVK)
56 Thomaz Bellucci (BRA) (último a entrar direto)
57 Matthew Ebden (AUS)
58 Tatsuma Ito (JPN)
59 Dudi Sela (ISR)
60  Flávio Cipolla (ITA)

Mardy Fish não se encontra na lista pois se comprometeu a jogar o ATP de Washington e não disputar a Olimpíada. Robin Soderling se encontra na lista, mas está com mononucleose e não joga desde julho do ano passado então seria provável baixa.

Alex Bogomolov Jr. não se encontra na lista. Ele jogava pelos Estados Unidos até ano passado e só passou a atuar pela Rússia a partir do fim do ano passado, ou seja só esteve apto a disputar 1 duelo de Copa Davis pelo seu novo país. Enviei um email à ITF e eles responderam que o Comitê Olímpico ainda decidirá sobre este caso.

Curtinhas:

Bellucci na semana passada: “Saibro azul não é muito diferente do convencional”. Após perder para Gasquet hoje: “ano que vem terei que levar chuteiras de trava se a quadra continuar azul”. Como pode mudar de opinião assim de uma hora para outra ? Quando treina é boa, quando joga escorrega e não presta mais?

Dureza para Federer e Bellucci em Madri

por Fabrizio Gallas em 05.mai.2012 às 12:13h

Saiu o sorteio do Masters e do WTA Premiere de Madri. E a sorte não sorriu tanto para Roger Federer quanto para o brasileiro Thomaz Bellucci.

Primeiro sobre o brasileiro. Como apontado duas semanas atrás ele descartará já nesta segunda-feira os pontos da semi de Madri do ano passado e vai cair para o 68º lugar do ranking. Terá agora na Espanha sua primeira chance de recuperação, mas não será nada fácil. Logo na estreia o francês Richard Gasquet, tenista muito talentoso que venceu Bellucci nos dois encontros que tiveram.

O que que Thomaz precisa fazer ? De acordo com relato dos tenistas a quadra está dura, rápida, favorecendo os serviços e quem joga mais veloz. Ponto positivo para que o saque do brasileiro funcione e que jogue agressivo sem dar ritmo para o francês. O problema é que Gasquet varia muito o jogo, bate firme, cadencia, joga slices e isso vez ou outra acaba incomodando Thomaz. Mas outro dado favorável para o brasileiro é que Gasquet virá direto de Estoril onde se joga com muito vento e numa quadra mais lenta com condições totalmente diferentes de Madri. Mesmo que chegue confiante, não terá praticamente tempo para se adaptar.

Se vencer Thomaz pode até ter um jogo mais fácil na rodada seguinte. Troicki e Donald Young não são especialistas no saibro. Em uma eventual oitavas de final a situação aperta ainda mais pois o provável adversário seria o Federer. Aí dispensa comentários.

Falando dos favoritos o suíço foi o que pegou a chave mais dura. Não joga desde fevereiro no saibro e pega um torneio com uma quadra e condições diferentes e logo na estreia terá um Milos Raonic ou David Nalbandian na estreia. Um saca demais e mostrou que não é bobo no saibro e outro é bicho conhecido que já derrotou Federer oito vezes em 19 jogos no circuito. Tanto Nalbandian quanto Raonic já estarão com ritmo de jogo no torneio enquanto que Federer virá “cru”, ou seja, não terá vida fácil.

Enfrentando Gasquet ou Bellucci nas oitavas, Roger também não terá vida mole e nas quartas já pega o especialista David Ferrer e para semi o sérvio Novak Djokovic atual campeão do torneio e que está com uma chave favorável até a semi.

Comparando com outros favoritos a vida de Rafael Nadal ficou um pouco mais facilitada. De última hora Andy Murray anunciou sua desistência e seus rivais mais perigosos na serão Jo-Wilfried Tsonga, Juan Martin Del Potro ou John Isner. Todos eles no mesmo lado e probvavelmente um irá sobrar para encarar o espanhol.

Mesmo assim a vida de Rafa não promete ser tão fácil assim. Pegar um Karlovic com as condições velozes de Madri sem dar ritmo não é o melhor dos cenários para uma estreia. E Davydenko é uma incógnita. O venceu seis vezes, mas não está confiante e o russo pode se tornar presa fácil. Mas vai que o russo encaixa seu melhor jogo justo contra o espanhol e pode sim complicar bastante. Na sequência o rival que mete mais medo seria o Berdych nas quartas, mas Rafa vem com seguidas vitórias sobre ele.

A chave de Nole está aparentemente tranquila até o provável duelo com Federer na semi. Tem o Simon, Wawrinka, Tipsarevic. Bons tenistas, mas que não são aqueles ganhadores. Se estiver bem da parte mental tende a avançar sem sustos.

Na chave feminina o lado de Sharapova está mais interessante que o de Azarenka. Poderemos ter uma oitavas entre Serena x Wozniacki, Sharapova x Jankovic e na parte de cima Kvitova, Zvonareva e Stosur. Ou seja, o caminho da russa pode ser árduo. Na parte de cima Azarenka pode encarar Ivanovic nas oitavas e em seguida tem um caminho um pouco mais livre para retornar à final.

Feijão em Belgrado – Não deu pro brasileiro na Sérvia. Foi dominado por Nalbandian. Teve suas chances de endurecer mais o primeiro set, mas não aproveitou um 0/40 no 3/5. Feijão precisa aliar mais a agressividade com a consistência. Assim conseguirá melhores resultados. Mas fez uma ótima semana, bateu um top 60 talentoso, Ryan Harrison, e já ficará coladinho no top 100 novamente o que o deixa com ótimas chances de entrar em Wimbledon.

A lamentar somente por não ter jogado o quali de Madri. A organização de Belgrado colocou seu jogo para a noite enquanto era realizado o sorteio do quali de Madri. Dada regra da ATP, um jogador não pode jogar o quali de outro torneio caso o sorteio do mesmo esteja sendo realizado e ele ainda esteja disputando uma competição. Se a partida contra Nalbandian fosse na parte da manhã ou tarde em Belgrado, ele poderia jogar na Espanha. Seria corrido e chegaria sem adaptação nenhuma, mas com confiança.

Classificação para Olimpíada do Rio ficará mais difícil e polêmica

por Fabrizio Gallas em 03.mai.2012 às 9:34h

A Federação Internacional de Tênis divulgou recentemente a nova regra para a classificação dos tenistas para a Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016 que promete gerar polêmica entre os jogadores. A ITF arroxou o cerco e agora os jogadores precisam participar mais tanto da Copa Davis quanto da Fed Cup.

Até a Olimpíada deste ano, em Londres, os tenistas necessitavam ser convocados para pelo menos dois confrontos das competições de nações em 2011 e/ou 2012. Para o Rio de Janeiro, cada atleta necessita ser convocado para QUATRO confrontos durante os quatro anos do ciclo olímpico.

A ideia da ITF é que um atleta possa disputar sua maior competição pelo menos uma vez por ano, mas ele pode por exemplo disputar duas em uma temporada, ficar ausente na outra e mais duas no ano seguinte.

Para quem gosta de jogar as competições não há tanto problema, mas para outros fortes a polêmica já foi gerada. Maria Sharapova, que de forma clara não vai com a cara das companheiras da Fed Cup e quase nunca se apresenta para a competição, disparou contra a entidade: “É desapontador. Tivemos uma reunião em Miami e eles não nos ouvem”.

Barbara Travers, porta-voz da ITF, concedeu entrevista ao TENNIS.COM e comentou sobre a motivação da mudança: “A Olimpíada se tornou uma parte muito importante do calendário tenístico com a maioria dos jogadores com todo mundo de olho numa medalha inclusive na dupla mista, com honras semelhantes ao título de um Grand Slam. Mas a Olimpíada não é um torneio regular, precisa não somente do ranking para participar. Então em ordem para estar apto, cada jogador precisa estar em dia com sua federação. Então o mecanismo de demonstrar é representar seu país no tênis estando apto para a Copa Davis e Fed Cup, algo que acreditamos que os tenistas tenham se adaptado. O retorno deles é poder jogar a Olimpíada, o que sentimos ser um privilégio para o jogador que acredita que representar o país é uma prioridade. Ainda acreditamos que o calendário do tênis é anual assim como a Copa Davis e Fed Cup”.

A regra começa a valer ao fim dos Jogos de Londres, ou seja, o jogador que quiser disputar o Rio 2016, já pode estar apto a disputar a Davis ou Fed a partir de setembro e/ou novembro. Jogadoras que disputam os zonais regionais da Fed Cup diminuem esse direito de quatro para três participações na competição no ciclo olímpico.

A ITF terá um encontro com o Comitê Olímpico em junho e algumas alterações/adaptações podem ser feitas.

O que eu acho dessa nova regra. Em primeiro lugar tanto a Davis como a Fed estão ficando cada vez mais esvaziadas por conta da exigência do calendário. É uma forma de trazer os grandes competidores para jogar pelo menos uma vez por ano nas mesmas. Mas ao mesmo tempo nomes como Sharapova, Serena Williams e possivelmente Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, podem se rebelar pela obrigação de disputar tais competições que não queriam. Nadal é um que reclama a todo momento das regras da Copa Davis.

Outro ponto a se discutir e que ainda não ficou claro nessa nova regra Olímpica. E se algum jogador se machucar, ficar um período um pouco mais longo sem poder atuar, acabar coincidindo com a Davis ? A média anual de Copa Davis é de dois confrontos, um jogador pode muito bem perder um duelo pela lesão e não ser convocado para a outra por falta de ritmo de jogo ou o que for.

E se no ano anterior ou dois anos anteriores surgir uma nova revelação obtendo o ranking pra Olimpíada mais perto da competição e ter um país competitivo em jogadores de Davis por isso não poder completar os quatro duelos da Davis/Fed Cup ?

No fundo a regra tende a dificultar a ida dos tenistas ao Rio 2016, principalmente de revelações. E corremos o risco de ter uma Olimpíada sem uma ou outra estrela. Aguardemos a reunião de junho e a reação de mais atletas. Os principais já não estão muito satisfeitos ultimamente.

Curtinhas:

Por enquanto Bellucci está caindo para o 68º lugar no ranking da próxima semana já que possui o descarte de Madri. Estaria ali no limite para se classificar para a Olimpíada e ainda terá que descontar 90 pontos de Roland Garros o que o deixa no fio da navalha. Não pode pensar em perder muito cedo em Madri, Roma e Paris. Caso contrário…

E Feijão faz ótima campanha no ATP de Belgrado. Não vinha bem, somava derrotas seguidas, mas não deixou a peteca cair e está nas quartas de final batendo um top 60 talentoso, Ryan Harrison. TYerá um bom teste amanhã contra David Nalbandian.

Federer ponderou saída do Conselho de Jogadores da ATP. E o saibro azul ?

por Fabrizio Gallas em 02.mai.2012 às 10:47h

Ótima reportagem do website do jornalista italiano Ubaldo Scanagatta, http://www.ubitennis.com/, dá conta que Roger Federer, número três do mundo, também não está satisfeito como se imagina com a ATP. O suíço considerou pedir demissão da presidência do Conselho de Jogadores da ATP, que abrange 10 jogadores distribuídos por sua faixa de ranking para lutar pelos direitos dos mesmos dando opiniões para o Board de Diretores da Associação que cuida do tênis masculino.

“Se eu me demitisse, estaria certo que nada mudaria”, afirmou Federer que hesitou em tomar a mesma decisão tomada por Rafael Nadal que em março anunciou sua saída da vice-presidência do Conselho.

O motivo da insatisfação de Federer é parecido com o que levou Nadal a sair e que vem gerando, desde o ano passado, muitas reuniões e discussões com a maioria dos tenistas: a baixa divisão de premiação dos torneios para os jogadores. O suíço concorda com os jogadores, mas acredita que a paciência é ponto-chave para a conquista de melhorias.

“Conversei com alguns jogadores em Miami para explicar o que estava ocorrendo com o prize money dos Grand Slams. Sugeri esperar e ver o que ocorreria com Roland Garros e Wimbledon. E eles tomaram uma iniciativa”, disse Federer.

De fato, os tenistas, com a ameaça de greve, ganharam pequenas, mas algumas vitórias. Os dois próximos Slams anunciaram aumentos na premiação e o maior deles foi para as primeiras rodadas. A Federação Francesa dará 20% a mais para os derrotados na estreia. Na Inglaterra, o aumento pros perdedores da estreia será de 26%.

Mesmo assim ainda não há descarte na possibilidade futura de greve. Mas Federer mantem-se ponderado: “Vou ver em Madri como está a relação dos jogadores quanto a isso que no momento não sei. Rolandm Garros e Wimbledon tomaram as decisões certas. Vamos ver o que o US Open fará”.

Colocando no pingo dos “is”. É bom que os torneios e a ATP se movam sobre o assunto para que problemas não ocorram e as estrelas não fiquem fora do jogo. Mesmo assim é uma questão delicada. Tantos os jogadores precisam dos torneios quanto os eventos precisam deles. Mas se os principais, já com a vida ganha, que se diga, se rebelarem e boicotarem, a ATP e os eventos tendem a perder mais.

Saibro azul ? Jogadores já iniciam os treinos em Madri sobre a inovadora quadra azul. Para Thomaz Bellucci “não há muita diferença” na superfície para a tradicional vermelha. Ficou um pouco vaga sua declaração no twitter. Qual seria está pouca diferença que existe ?

Fato é que esta e a próxima semana, quando começa o torneio, será de muita discussão e polêmica já que Nadal e Djokovic se declararam contrários a nova cor do piso. Madri alega que o saibro azul vcai ajudar ao telespectador em ver a bolinha amarela quicando. Isso pode ser fato. Alguns jogos com muito sol é complicado enxergá-la. Mas o motivo principal é para agradar e chamar atenção ao principal patrocinador, de cor azul, uma empresa de seguros.

Na minha opinião, perde a essência e tradição do saibro que é vermelho. Vamos ver no que vai dar.

Retomando a confiança

por Fabrizio Gallas em 22.abr.2012 às 11:20h

O tênis é feito de confiança. Sem ela, mesmo que se jogue bem, os resultados esperados não vem ou custam a chegar. E o problema de Rafael Nadal com Novak Djokovic era claro. A final do Australian Open escapou pelos nervos, mas agora em Monte Carlo não teve jeito. Após sete derrotas seguidas, o natural de Manacor finalmente espantou o carma para derrotar o sérvio e vai ganhar aquela injeção de confiança que parecia meio abalada durante os últimos meses. Afinal, foram quase 11 meses sem títulos (Roland Garros início de junho de 2011 a última conquista).

Ah mas agora então Nadal vai ganhar tudo ? Não é assim. Talvez no saibro, mas temos algumas ponderações a fazer.

Em primeiro lugar. O que fez Nadal vencer hoje ? Sacou melhor, tomou a iniciativa da maioria dos pontos e jogou com o revés longo errando muito pouco. Contribuiu a atuação abaixo do esperado de Djokovic que já não vinha de altos e baixos durante todo o torneio. Certamente que a perda do avô influenciou nas performances não convincentes, afeta a parte mental. Mas não é desculpa. Seria difícil o sérvio vencê-lo hoje.

Em segundo lugar. Monte Carlo é o torneio de Nadal. Se sente à vontade. Saibro ao nível do mar, condições bem lentas. Favorece seu estilo. Os próximos Masters no saibro, Roma e Madri são mais velozes. Na Itália a quadra costuma ser mais ‘rala’ e em Madri tem a altitude. Daí a chance dos outros e do próprio Djokovic são maiores. Em Roland Garros a situação é parecida com Monte Carlo.

Em terceiro lugar. Os torneios na sequência são no piso de grama, piso rápido onde Rafa não ganha nada desde o fim de 2010.

De qualquer forma a temporada tem um início animador em termos de equilíbrio. Federer ganhando, Djokovic sem aquele domínio, mas sempre chegando e vencendo e agora Nadal retomando a boa fase.

PRESSÃO E RISCO OLÍMPICO - Thomaz Bellucci teve uma ruptura no abdômen e não joga Barcelona e nem Munique. Desistir de Barcelona foi uma boa opção. Tinha Nadal na chave para as oitavas e iria somar pouco se chegasse até lá tendo que vencer dois jogos. Agora o problema é que em Madri defende 360 pontos e corre um sério risco de despencar no ranking e até sair da zona de classificação para a olimpíada. Ele descartará nessas semanas outros 45 das quartas de Estoril. Ou seja, chegará muito pressionado na Espanha.

Caso não consiga um bom resultado terá que ir buscar em Roma e Roland Garros. É torcer.

DE LUTO - Notícia péssima ontem me deixou muito triste e foi um dos motivos por não escrever meu post prévio da final. Morreu o árbitro Roberto Almeida. Pernambucano, de ótimo coração e linda família, era um grande amigo, foi Silver Badge da ATP (só perde pro gold Badge onde hoje se encaixa Carlos Bernardes) e arbitrou duelos de Copa Davis, Grand Slams e Jogos Olímpicos.

Infelizmente não conseguiu vencer o câncer no esôfago pelo qual já havia batalhado em 2007. Nos tornamos amigos nas coberturas de challengers e realizei uma entrevista em 2007 no Pan-Americano do Rio junto com o jornalista Paulo Conde, do Diário LANCE! onde contou sobre o drama da doença.

Nos últimos anos atuava como supervisor de torneios pelo Brasil. Aqui deixo o bate-papo que fiz com ele em 2007.  CLIQUE AQUI E LEIA!

Descanse em paz, Beto!