
Já nos acréscimos, Fred fez de pênalti o gol que garantiu o empate com o Atlético-PR na Arena da Baixada
Desacreditar do Fluminense pode ser algo perigoso para a saúde. Excessivamente defensivo neste sábado, o atual campeão brasileiro aprontou mais uma com os cardíacos e arrancou heroicamente o empate diante do Atlético-PR, na Arena da Baixada.
Também não é bom desconfiar da sinceridade do técnico Abel Braga. Com a desatrosa derrota para o Bahia ainda na cabeça, ele havia dito durante a semana que poderia modificar o desenho tático tricolor. E assim o fez, ao tirar Lanzini e colocar Diguinho. Com Edinho recuado, o Flu atuou num nítido 3-4-1-2, com Rafael Sobis as vezes retornando para ajudar a marcação no meio de campo.
Novo rabisco na prancheta, menos risco na defesa. Sem obrigações lá atrás, Mariano e Carlinhos chegaram ao ataque constantemente. O problema é que o já carregador de pianos Marquinho ficou sobrecarregado, ao ter que, sozinho, levar nas costas a responsabilidade de criar as jogadas. Muito peso para um jogador esforçado, porém mais limitado tecnicamente que Lanzini e Deco.
A estratégia de Abelão quase foi desmoronada quando a arbitragem marcou pênalti (ao meu ver, inexistente) de Edinho em Wagner Diniz. Sorte que Diego Cavalieri, firme como uma muralha, defendeu a cobrança de Cléber Santana.
Na etapa final, o Tricolor manteve a sua postura defensiva e, paradoxalmente, foi ferido com o ferro que queria ferir, no contra-ataque finalizado por Paulo Baier. A partir dali, jogou com o coração. E já nas últimas batidas, Lanzini sofreu pênalti, convertido pelo sereno Fred.
O Fluminense pulsa forte no segundo turno do Brasileirão e, mais importante, segue pontuando. O que é fundamental na briga pelo título.
* Visão do Flu publicada neste domingo no LANCE!
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