Depois recorro a metáforas pirotécnicas em alusão ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, e, alguns dos senhores, com toda a razão e direito democrático, dizem que pego no pé do político. Aliás, ele está em um ritmo frenético, já que tem até a sexta-feira para inaugurar ou dar início a obras, por causa do impedimento eleitoral em vigor a partir de sábado.
Para quem não é do Rio, um esclarecimento: Paes é candidato à reeleição e optou por continuar a exercer o mandato até a data limite. Por isso, com o começo oficial da campanha a partir de sábado, ele não poderá inaugurar ou participar de eventos ligados à prefeitura que possam promovê-lo.
Nesta quarta-feira, Paes deu início à construção do corredor de ônibus expresso Transolímpica (Barra da Tijuca a Deodoro). Ao término de seu discurso, travei o seguinte diálogo com ele:
EU: Durante o discurso o senhor voltou a falar em levar alguma competição para Moça Bonita. Ainda quer levar o rúgbi para lá?
PAES: Rúgbi é em São Januário. Estou com outra carta na manga para Moça Bonita.
EU: Então, só pode ser o hóquei sobre grama (que ia ser no Parque Olímpico, transferiram para Deodoro, mas a Federação Internacional não aceita a troca).
PAES: Vai ser surpresa. Quero muito fazer de Moça Bonita um estádio olímpico, com competições lá. É um estádio tradicional.
EU: Mas tem o problema da transferência de recursos já que é um estádio privado.
PAES: A gente tem um projeto de revitalização, você tem uma dificuldade jurídica por ser propriedade do Bangu, a prefeitura tem de tentar algum convênio ali de utilização posterior. Meu sonho de consumo é botar Moça Bonita na Olimpíada e vou botar.
Preciso falar mais alguma coisa? Acho que não, certo? Deixo para o Comitê Olímpico Internacional (COI).
Social