E o diretor de Segurança do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, Luiz Fernando Corrêa, finalmente deu as primeiras diretrizes do plano que está sendo montado para a competição carioca. Ele contou o objetivo será o de minimizar a presença de policiais armados nas ruas, com o objetivo de causar o menor impacto ostensivo possível.
– O plano de segurança tem de ser leve. Só tem de ter visibilidade onde for necessário. Aquele tipo de policiamento ostensivo, com grupos armados, trajes de combate é incompatível com o movimento olímpico – disse Corrêa.
O pensamento de Corrêa segue uma política iniciada por ele mesmo, na época dos Jogos Pan e Parapan-Americanos 2007, quando comandou a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e foi o responsável pela montagem do plano de proteção da competição continental.
De acordo com Corrêa, a segurança interna das instalações será feita por empresas privadas contratadas pelo Comitê Organizador Rio 2016. Os agentes policiais públicos cuidarão das áreas além do perímetro das instalações.
Sobre a possibilidade de atentados terroristas, Corrêa explicou que todos os tipos de violência que possam perturbar a ordem pública receberão a mesma atenção. E ressaltou que o Brasil estará pronto para dar uma resposta imediata a qualquer um deles.
– Um tiroteio é tão desgastante para a imagem do País quanto um atentado (terrorista). O Brasil ainda tem o estigma de ser um País inseguro – frisou o diretor de Segurança.
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