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Posts com a Tag ‘Parque Olímpico’

Tour pelas instalações olímpicas

terça-feira, 26 de agosto de 2014

No início do mês o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 fez um tour pelas instalações das competições para mostrar como está o andamento das obras. Quem quiser conferir um pouco do atual estágio da preparação carioca, basta clicar no vídeo abaixo.

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Felli se foi mas volta para a Copa e com Bach a tiracolo

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O diretor do Comitê Olímpico Internacional, Gilbert Felli, deixou o Rio na noite de quarta-feira mas não sem antes se reunir com o prefeito Eduardo Paes e com o governador fluminense Luiz Fernando Pezão. E de acordo com a programação, ele só retornará à cidade na Copa do Mundo, quando estará acompanhado pelo presidente do COI, Thomas Bach.

Em seu último dia no Rio, desde que chegou em 24 de abril, Felli se reuniu pela manhã com o prefeito carioca Eduardo Paes, na sede da prefeitura. Na pauta de negociações, problemas no Parque Olímpico, como o fornecimento de energia elétrica para o complexo, algo que há muito se arrastava e, agora foi resolvido.

À tarde, Felli seguiu para o Palácio Guanabara, sede do governo do estado, onde encontrou com Pezão. Nesta reunião, o principal assunto foi a despoluição da Baía de Guanabara e também saiu satisfeito do encontro, por causa dos acordos que fechou sobre a questão.

O retorno de Felli ao Rio está marcado para a Copa do Mundo, onde o Brasil será observado de perto pelo COI. Na ocasião, o presidente da entidade internacional Thomas Bach virá à capital fluminense, como um dos convidados da Fifa, mas também estará a trabalho dos Jogos de 2016.

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E o povo, quase, unido venceu

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Os operários que trabalham na construção do Parque Olímpico conseguiram nesta sexta-feira importantes vitórias. Após uma greve que durou 14 dias, a volta ao trabalho no dia 18 de abril foi condicionada à retomada de negociações e foi o que ocorreu.

E os ganhos foram:

- no tíquete-assiduidade, que vai imediatamente para 260 reais e, depois de 60 dias, será de 280 reais;
- no pagamento das horas extras – a primeira hora extra trabalhada nos dias de semana tem o adicional de 50% e, a partir da segunda hora, o pagamento é de 100%. Aos sábados, até o meio-dia é de 70% e, depois desse horário, de 100%;
- na assistência médica e odontológica disponibilizada via Sintraconst-Rio (extensiva aos familiares);
- no programa de produtividade, que será proposto no mês de maio aos trabalhadores;
- na estabilidade dos integrantes da comissão de empregados, que está garantida por 60 dias;
- na inclusão de 23 novos equipamentos de relógio ponto para agilizar a entrada e saída dos operários;
- na inclusão de quatro cadeiras odontológicas para atender os empregados nas frentes de trabalho do Parque Olímpico;
- na autorização da entrada de agentes sindicais ao canteiro de obra;
- e na regularização do pagamento e folga de campo de operários de empresas subcontratadas.

Outra conquista foi que os dias parados não serão descontados e serão pagos através de uma escala de compensação. Uma vez atendidas as reivindicações qualquer possibilidade de nova greve foi descartada.

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Deodoro sobe o valor dos Jogos e greve acaba

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Na quinta-feira, a prefeitura do Rio divulgou os editais de licitação para reforma e construção de instalações do Complexo de Deodoro e fez com que o custo dos Jogos Rio-2016 saltasse de R$ 36,7 bilhões para R$ 37,5 bilhões.

Tudo porque foram acrescentados os valores de R$ 804,2 milhões, por causa das despesas com Deodoro. A prefeitura, ao invés de realizar três licitações, optou por fundir duas das três zonas previstas.

Com a decisão, as zonas A e B, que ficam na Região Norte de Deodoro vão custar R$ 647,1 milhões e compreenderão: o Estádio de Canoagem Slalom, a pista de Mountain Bike, a pista de BMX, o Centro Nacional de Tiro Esportivo, a Arena de Rúgbi e Combinado do Pentatlo Moderno, a Arena Deodoro – onde acontecem a esgrima do Pentatlo e as preliminares do basquete feminino –, o Centro de Hóquei sobre Grama e a piscina do Pentatlo Moderno.

Já a zona C, na Região Sul, sairá por R$ 157,1 milhões e será composta pelo Centro Nacional de Hipismo, a clínica veterinária e a Vila dos Tratadores.

A promessa é a de que as obras comecem no segundo semestre deste ano e terminem no primeiro semestre de 2016.

Outro assunto que trazia dor-de-cabeça aos organizadores era a greve dos operários do Parque Olímpicos, que durou 14 dias. Os trabalhadores voltaram ao trabalho na quinta-feira, mas poderão parar novamente, caso as negociações reiniciadas com o consórcio Rio Mais para a concessão de novos benefícios não avancem.

Tanto o Rio Mais quanto a prefeitura do Rio garantem que a greve não atrapalhou o cronograma de obras e que as construções do Parque Olímpico estão em dia. Só lembro que falamos do atual cronograma e não daquele inicial em que obras já eram para estar prontas.

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R$ 36,7 bilhões e sobe

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Finalmente os governos federal, estadual e municipal divulgaram, ainda que parcialmente, os gastos com obras de infraestrutura e políticas públicas nas áreas de mobilidade, meio ambiente e urbanização para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016. E o valor totalizado foi de R$ 24,1 bilhões mas ainda vai subir.

Nesse pacote foram incluídos 27 projetos que estão divididos entre os governos: 14 serão realizados pela prefeitura, dez pelo Estado e, três, o governo federal. Mas outras obras serão incluídas ao longo do tempo, fato que, por si só, aumentará o valor total.

Para exemplificar o que consta no orçamento das obras de legado, construções como as linhas de ônibus expresso (BRT), metrô linha 4 ou a despoluição da Baía da Guanabara estão neste conjunto de R$ 24,1 bilhões.

– A maior crítica do Pan-Americano em 2007 qual foi? A que se prometeu muito e nada foi deixado de obras. Dessa vez, não. Nosso foco é o legado para a cidade – disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Mas, e tem sempre um mas, esse valor poderia ter sido maior. Sob o argumento de que as obras já estão prontas, os gastos com, por exemplo, o BRT Transcarioca (Aeroporto Tom Jobim/Barra da Tijuca) e parte do BRT Transolímpica, não foram incluídos.

Com os R$ 24,1 bilhões do orçamento das obras que os entes públicos classificam como aquelas que seriam realizadas com a ocorrência ou não dos Jogos, somados aos R$ 7 bilhões do orçamento do Comitê Organizador Rio-2016 e aos R$ 5,64 bilhões da matriz de responsabilidades, temos a cifra de R$ 36,74 bilhões para a realização dos Jogos até o momento.

Para quem quiser analisar todo o orçamento, as planilhas e justificativas das obras pode clicar AQUI.

Quem desejar assistir a um vídeo explicativo sobre o orçamento de legado, clique AQUI.

P.S.- Só para constar, a greve no Parque Olímpico continua. Mas agora começou o “bate-boca na cerca” entre os operários e o consórcio Rio Mais. Está virando drama mexicano. Vou esperar mais um ou dois capítulos e volto ao assunto.

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A greve acabou, mas não totalmente

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Pelo menos, por hora, parte dos problemas da organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 foi resolvido com o término da greve dos trabalhadores da construção pesada, nesta segunda-feira. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada (Sitraicp) obras como a linha 4 do metrô (Barra da Tijuca/Zona Sul) e o corredor de ônibus expresso BRT Transcarioca serão retomadas na terça-feira.

Mas a greve dos trabalhadores do Parque Olímpico que deveria ter sido encerrada na sexta, após um acordo prévio na Justiça do Trabalho foi mantida e chegará, na terça-feira, a 13 dias de paralisações. E a promessa é a de que esse dia seja marcado por uma grande manifestação.

Já que desde o acordo na Justiça, o consórcio Rio Mais só aceita negociar com os operários após a retomada dos trabalhos. Afinal, o término da greve e uma solução final em até 30 dias foram os termos firmados judicialmente, tanto pelo consórcio quanto pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sintraconst), com o aval da comissão formada por dez operários que acompanham as negociações.

Nesta segunda-feira, estive nas obras do futuro Parque Olímpico e entrevistei alguns membros da comissão que representa os operários. E para encerrar esse post, deixo dois trechos da conversa que tive com o carpinteiro Jonathan do Valle, que participa da comissão que representa os trabalhadores.

A primeira - sobre a tentativa de volta ao trabalho:

– Queríamos voltar e fazer como na China. Em que os operários retomam o trabalho mas a produção é baixa. O consórcio disse que só entramos quando for para valer, porque foi o acordado na Justiça.

A segunda - sobre a disputa entre os operários para a troca ou não do sindicato que os representa nas negociações. Lembro que alguns desejam a saída do Sintraconst para a entrada do Sitraicp:

– Não adianta brigar que a representatividade é do Sintraconst e se formos para a justiça vamos perder. A verdade é que é um querendo comer mais dinheiro do que o outro. Aí, fica essa briga.

E nada mais preciso escrever por hoje.

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Estava tudo escrito, só não viu quem não quis

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Em jornalismo, temos uma máxima para grandes coberturas que diz: “isso aqui não é um tiro de 100m (rasos) mas uma maratona”. E, claro, a cobertura de uma organização de Jogos Olímpicos e Paralímpicos nunca seria uma prova resolvida em, no máximo, dez segundos mas os detalhes podem ser determinantes após muitos quilômetros percorridos.

Escrevi o parágrafo acima para expressar que devemos sempre olhar o conjunto de uma cobertura como esta, para podermos entender a atitude tomada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), nesta quinta-feira, quando revelou uma série de medidas de acompanhamento da organização dos Jogos Rio-2016.

Para começar, olhe na página abaixo, que publiquei no dia 5 de setembro de 2013, quando estava na Argentina para acompanhar a eleição de Thomas Bach para a presidência do COI, fato que ocorreria no dia 10. Mas, um detalhe, esqueça a matéria principal, o título e atente para o pequeno box no pé direito da página.

Em uma peça do jornal chamada “À boca pequena”, escrevi o seguinte: “Felli fica! – Com a eleição do novo presidente do COI, o diretor executivo para Jogos Olímpicos, Gilbert Felli, deixará o cargo. O seu substituto será o atual diretor de Esporte, Christophe Dubi. Mas já foi acertado que Felli permanecerá na Comissão dos Jogos Rio-2016. Depois, adeus”.

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No dia 30 de novembro de 2013, publiquei neste blog, o post: “COI vem em definitivo para o Rio“. Nele, revelei que o COI buscava um imóvel para “chamar de seu” e abrigar seus técnicos na capital fluminense.

Por isso, quando o presidente do COI anunciou que Felli passaria a visitar o Rio com mais frequência já estava tudo para lá de acertado. Inclusive, as comissões técnicas de acompanhamento.

Durante a entrevista coletiva da última visita da Comissão de Coordenação ao Rio, no dia 21 de março, ao fazer uma pergunta sobre a intenção do prefeito carioca Eduardo Paes de mudar a Vila de Mídia/Árbitros, do Porto para a Barra da Tijuca, e comparei com os problemas de quartos dos Jogos de Sochi, ao finalizar sua resposta, Felli me disse que o COI decidiu criar comissões para acompanhar todas as áreas e a primeira seria: Acomodações.

A grande novidade, e diria astúcia, nas medidas tomadas pelo COI está naquelas em que ele encurralou os entes públicos brasileiros, seus principais alvos.

Para acabar com o disse-me-disse de que é preciso passar por dez instâncias para se conseguir uma decisão, o COI impôs a criação de um colegiado com poder de decisão. Debate-se ali e, ali mesmo, toma-se uma decisão.

Nada de vou ter de falar antes com o meu chefe, que vai falar com o chefe dele, que vai falar com o outro superior e por aí, vai. Do colegiado participarão os governos federal, estadual e municipal, além do Comitê Organizador Rio-2016 e do próprio COI.

E a outra medida foi a contratação de um engenheiro independente para o acompanhamento das obras. Isso quer dizer: o prefeito pode espernear, falar que está tudo em dia, que serão os melhores Jogos (aliás, como fez em entrevista nesta quinta-feira), que se o “engenheiro do COI” afirmar o contrário, o alcaide ou quem quer que seja, será “desmascarado”.

Agora, só resta a todos tentarem cumprir direitinho o combinado para que a vergonha não seja maior. Por que se agora está assim, imagina DEPOIS da Copa?

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Greve no Parque Olímpico suspensa

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A greve no Parque Olímpico foi suspensa nesta quarta-feira, após uma audiência de conciliação no Ministério do Trabalho. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sintraconst), ficou acordado que uma reunião ocorrerá com o Consórcio Rio Mais, reponsável pelas obras, além da comissão que representa os operários para uma nova rodada de negociação.

Na manhã de quinta-feira, o Sintraconst irá comunicar aos trabalhadores o acordo celebrado na Justiça do Trabalho. E a expectativa é a de que todos retornem às atividades, já que a comissão representante dos operários participou da audiência de conciliação, na condição de ouvinte, e aprovou o acordo.

O consórcio Rio Mais ainda não se pronunciou sobre a solução provisória e disse que a fará por meio de nota. Desde segunda-feira, as negociações com os trabalhadores estavam suspensas.

As reivindicações dos trabalhadores são:

- 300 reais de tíquete-assiduidade
- hora extra paga em 100%
- plano de saúde extensivo a família
- programa de produtividade
- grade de programa de capacitação ou qualificação
- folga de campo a cada 90 dias com passagem paga pela empresa para trabalhadores alojados
- pagamento de tíquete-assiduidade, plano de saúde, adequação dos salários e regularização de alojamentos das subempreiteiras

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Rio-2016 responde às críticas das Federações

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Na manhã desta quarta-feira, o Comitê Organizador dos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 fez uma apresentação para o Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre os progressos da organização. E por cerca de 40 minutos, o presidente do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, o CEO da entidade Sidney Levy, além do prefeito carioca Eduardo Paes, que não costuma participar desse tipo de encontro, responderam às perguntas dos 14 membros internacionais e o negócio ficou feio.

A reunião aconteceu por videoconferência, com os brasileiros na sede do Comitê Rio-2016 e os membros do COI, inclusive o seu presidente Thomas Bach, na Turquia, onde ocorre a SportAccord, principal feira de negócios voltada para os Jogos Olímpicos e que reúne todas as federações internacionais. Além das explicações do Comitê Rio-2016, a presidente da Comissão de Coordenação do COI para os Jogos Rio-2016, Nawal El Moutawakel, fez um relatório da última visita da comitiva à capital fluminense, em março, onde apontou progressos mas também ratificou parte das críticas feitas pelas Federações Internacionais.

Ontem, terça-feira, as federações internacionais criticaram a preparação do Rio e cogitaram, inclusive, a elaboração de um plano B para algumas instalações, como o basquete que poderia ter algumas de suas partidas realizadas em São Paulo. Hoje, o próprio presidente do COI se pronunciou sobre as críticas feitas à organização carioca.

- O COI já tinha traçado as suas preocupações sobre os atrasos há algum tempo e já declarou em várias ocasiões que o tempo está se esgotando. Mas acreditamos que o Rio-2016 ainda poderá entregar bons Jogos, se as ações necessárias foram tomadas imediatamente – frisou Bach.

Ante as críticas, o Comitê Rio-2016 optou por redigir uma nota. Leia o documento na íntegra:

“Ouvimos com atenção os comentários feitos na Turquia pelas Federações Esportivas Internacionais. Levamos suas preocupações em consideração.

O diálogo é constante entre o Rio 2016 e todos os nossos parceiros. Trabalhar em equipe é a melhor e a única maneira de avançar.

Conversamos com o Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) hoje. O compromisso de trabalhar em conjunto foi renovado. Esse é o espírito de parceria que valorizamos.

Temos plena consciência das questões que precisam ser resolvidas. Estamos gratos pela contribuição de todas as partes envolvidas.

Progresso foi feito nas últimas duas semanas desde a visita da Comissão de Coordenação do COI para o Rio 2016. Avançamos a cada dia. Não temos absolutamente nenhuma dúvida de que o Rio vai realizar grandes Jogos.”

Reunidos na Turquia, membros do COI assistiram à apresentação brasileira por videoconferência (IOC/Mine Kasapoglu)

O presidente do COI (à dir) conversa por videoconferência com Nuzman e o prefeito do Rio (Foto: IOC/Mine Kasapoglu)

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Triste dia: tiros e greves para todos os lados

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Para quem torce pelo sucesso dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 esta foi uma segunda-feira negra. Primeiro, com a manifestação operária no Parque Olímpico em que até tiros foram disparados e, em segundo, porque várias obras infraestruturais do evento foram paralisadas.

Desde quinta-feira, as obras no Parque Olímpico estão paralisadas, como todos sabem. Na manhã de hoje, os manifestantes cruzaram os braços e iniciaram uma manifestação. Para conter o ímpeto, tiros foram disparados para o alto. Até o momento, não se sabe quem realizou os disparos.

Abaixo reproduzo a nota do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sintraconst). Aproveito para lembrar que há uma disputa política sobre a representatividade dos operários do Parque Olímpico, como escrevi nos posts anteriores.

Parte dos trabalhadores deseja ser representada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Industrias da Construção Pesada (Sitraicp) ao invés do Sintraconst. Dito isso, leia a nota:

“Atenção trabalhadores(as) do Parque Olímpico,

O Sintraconst-Rio apoia os trabalhadores do Parque Olímpico (Rio Mais). A obra é urgente devido ao prazo para os Jogos Olímpicos de 2016.Desde o início da obra, o Sindicato orienta a empresa quanto à necessidade de um acordo coletivo específico para este canteiro. Dessa forma, as reivindicações dos trabalhadores já foram repassadas ao consórcio por diversas vezes.

O Sintraconst-Rio não vai compactuar com nenhum ato de vandalismo, depredação ou agressão física sobre os trabalhadores ou com quer que seja. E também não comunga com qualquer posicionamento radical em relação às reivindicações, pois não levaremos os empregados deste grandioso empreendimento a uma aventura, como tem ocorrido em alguns atos na porta da Rio Mais por pessoas sem nenhuma responsabilidade com a categoria — que prometem aquilo que não podem dar. Eles insuflam os trabalhadores para tirar proveito político, criando fatos com objetivos obscuros.

Nas negociações salariais, o Sintraconst-Rio conseguiu um dos maiores reajustes do Brasil. Mesmo assim, olhamos caso a caso em função do grande volume de obras e equipamentos para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos e entendemos que em determinados contratos, com um programa de produtividade e planejamento do consórcio, certamente os trabalhadores satisfeitos produzirão ainda mais. Com isso, contribuindo para esses grandes eventos em nosso país.

Contudo iremos lutar até o fim para que todos as reivindicações colocadas pelos trabalhadores sejam negociadas por meio de um canal de diálogo, criando uma comissão tripartite (empresa, sindicato e trabalhador) dentro do consórcio Parque Olímpico (Rio Mais).

Reivindicações a serem negociadas:

- 300 reais de tíquete-assiduidade
- hora extra paga em 100%
- plano de saúde extensivo a família
- programa de produtividade
- grade de programa de capacitação ou qualificação
- folga de campo a cada 90 dias com passagem paga pela empresa para trabalhadores alojados
- pagamento de tíquete-assiduidade, plano de saúde, adequação dos salários e regularização de alojamentos das subempreiteiras”

A segunda notícia triste para quem sonha com Jogos espetaculares foi a deflagração de uma greve geral justamente dos trabalhadores ligados ao Sitraicp. Com a decisão, que nada tem a ver com a paralisação no Parque Olímpico, obras como a reforma da cobertura do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, além dos corredores de ônibus expresso previstos para os Jogos e a linha 4 do metrô (Barra da Tijuca/Zona Sul) tiveram parte de suas contruções paralisada.

Agora é esperar pela terça-feira e ver se uma luz surgirá no fim do túnel.

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