Em tempos de retrospectiva com o fim do ano é chegada a hora de relermos algumas das declarações dadas pelas pessoas envolvidas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 ao longo de 2012:
“Daqui não saio” (19 de janeiro)
“É interesse de todos que o projeto olímpico aconteça, mas não podemos deixar de ouvir a população. A realização das Olimpíadas é possível, mas sem que os moradores que vivem na Vila Autódromo há 35 anos deixem aquele lugar.”
Coordenador do Núcleo de Terras e Habitação, Francisco Horta Filho, que defende a causa dos moradores da Vila Autódromo contra a remoção das famílias do local para a construção do Parque Olímpicos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016.
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“Mobral” (5 de fevereiro)
“Você tem carência de pessoas. Tenho trabalhando no COB 19 ex-atletas olímpicos. E fazemos cursos para formar outros. Para integrarem nossos quadros ou ser futuros dirigentes. As pessoas não fazem curso, não estudam, não querem melhorar e acham que sabem tudo. Então, o dirigente fica. E no mundo inteiro isso acontece com frequência.”
Presidente dos Comitês Olímpico Brasileiro e Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, ao falar sobre a permanência de dirigentes por um longo tempo em seus cargos.
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“E eu sou bobo?” (21 de fevereiro)
“Imagina se vamos negar um pedido da presidenta. Temos uma tradição de entregar (obras) e ela confia.”
Vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, ao responder se aceitará ou não realizar as obras em Deodoro para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, que eram uma incumbência do governo federal.
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“Fã Olímpica” (30 de março)
“Eu gosto mais da maneira como o COI lida com o Brasil em relação às Olimpíadas. Vem, aqui, discute conosco o andamento, os problemas, as boas situações e trabalha para resolver os problemas. Não fica usando palavras demais.”
Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Miriam Belchior, sobre as diferenças entre o trabalho com a Fifa para a realização da Copa do Mundo de 2014 (que vive a tecer críticas ao Brasil) e o realizado com COI na organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016.
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“Qual a credibilidade do fogueteiro?” (24 de abril)
“Agora posso falar para vocês (jornalistas) que, quando cheguei aqui em janeiro (ao tomar posse do cargo), não acreditei que o Maracanãzinho fosse ficar pronto. Olhava aquilo tudo quebrado e pensava: meu Deus estou falando que isso (Maracanãzinho) vai ficar pronto a tempo. E se não ficar? O que vou falar para eles (jornalistas)? Só que, agora, estou aliviado e tudo estará terminado no dia 16 de junho.”
Prefeito do Rio, Eduardo Paes, quando ocupava o posto de secretário estadual de Turismo, Esporte e Lazer, em 20 de maio de 2007, durante a preparação carioca para os Jogos Pan e Parapan-Americanos.
Postei a frase porque me ocorreu a possibilidade de o prefeito do Rio estar utilizando o mesmo expediente em relação às obras dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016.
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“Fala isso para o COI” (23 de maio)
“A Copa é o maior acontecimento, é o evento mais esperado, o mais visto, o mais acompanhado, o mais universal, o mais apaixonante, aquele que gera mais expectativa. E vamos fazer uma copa dentro das expectativas do Brasil e do mundo.”
Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, durante balanço dos preparativos do Brasil para a Copa do Mundo-2014, em Brasília.
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“Quero meu ingresso VIP” (14 de junho)
“…e vamos ter o principal evento do mundo que é, sem dúvida, os Jogos Olímpicos de 2016, que serão os Jogos mais bonitos de toda a história, com todo o respeito a Pequim, a Atenas, a Londres e a Barcelona. Vamos fazer, aqui, e espero que me convidem para ir na Abertura dos Jogos Olímpicos de 2016, e como cidadão carioca vou assistir aos Jogos mais esfuziantes, mais mobilizadores, mais populares, mais vibrantes da História, onde todas as cidades vão ganhar, onde todo o Brasil vai ganhar.”
Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, na quarta-feira, em discurso durante a cerimônia de assinatura do contrato de empréstimo com o Banco do Brasil, de R$ 3,6 bilhões, para obras de infraestrutura.
P.S. – Cabral fica à frente do estado do Rio até 2014. E ele não poderá concorrer à reeleição porque já está no exercício de seu segundo mandato.
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“Faltam quatro anos” (5 de agosto)
“Os dois maiores desafios é a gente ter o maior número possível de atletas participando da Olimpíada. O segundo maior desafio é o de fazer uma Olimpíada absolutamente perfeita. É o que nós queremos. Desafio é isso: você coloca a meta e corre atrás para conseguir.”
Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff.
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“Para bom entendedor…” (9 de outubro)
“O que os técnicos têm dito é que custa quase a mesma coisa adaptar e fazer um novo. Sob o ponto de vista da disposição do Parque Olímpico é melhor fazer um novo, sob o ponto de vista ético e moral eu preferia adaptar. Aí é uma questão de pesar custos mesmo. Mas quero insistir na tese da manutenção do velódromo, por isso contratamos novo estudo.”
Prefeito do Rio, Eduardo Paes. Agora, vejam o que disse o alcaide no post “Velódromo: uma aula de matemática“, do dia 3 de agosto.
Só para efeito de informação, como já escrevi, o velódromo será novo. Agora, nem no mesmo lugar do atual será erguido. Sua localização foi mudada dentro do dentro do Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016.
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“Me ajudem” (7 de novembro)
“Temos de ter mais pedreiros na obra. Por incrível que pareça, o material está na obra, mas estamos com dificuldade em encontrar mão-de-obra. Faltam 200 pedreiros é só ir ao Portão13. Garanto que entrego o estádio em fevereiro mas preciso de gente também.”
Presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado (Emop), Ícaro Moreno Júnior, ao fazaer um apelo por causa da escassez de pedreiros nas obras de modernização do Maracanã, palco do futebol e das Cerimônias de Abertura e Encerramento dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016.
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“Preciso ser mais clara?” (4 de dezembro)
“Aliás, eu acho que nós temos, junto às pessoas com deficiência, um grande exemplo: é o exemplo dos jovens atletas paraolímpicos. Aliás, nós todos, nós somos muito mais bem sucedidos nos jogos paraolímpicos do que nos jogos olímpicos. É uma coisa que nós vamos ter de falar para o pessoal dos jogos olímpicos: “Vamos nos espelhar nos atletas paraolímpicos e ter o desempenho similar.”
Presidenta Dilma Rousseff, durante seu discurso na 3ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em Brasília, nesta terça-feira.
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“Me engana que eu gosto” (26 de dezembro)
“Poderemos fazer Olimpíadas sem pegar um tostão com Brasília.”
Prefeito do Rio, Eduardo Paes, após o encontro desta quarta-feira com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília. Na ocasião, ele foi informado de que poderá iniciar negociações com o Tesouro Nacional para ampliar o limite de endividamento em 120% da receita corrente líquida (RCL) do município, que atualmente é de R$ 6,1 bilhões e pularia para R$ 14 bilhões.
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