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Posts com a Tag ‘Meirelles’

As coisas acontecem…

quinta-feira, 26 de julho de 2012

A correria em Londres tem sido grande. Todo mundo corre, as coisas acontecem e os jornalistas que se virem.

Vou destacar dois fatos importantes. Posteriormente, falo dos outros.

O primeiro foi a revelação do projeto a ser implementado pelo governo federal para o desenvolvimento do esporte. Em primeira mão, pude revelar no LANCE! que estão previstos investimentos de mais de R$ 1 bilhão. As modalidades serão divididas em três categorias para o recebimento de recursos. O objetivo inicial é o de conquistar 30 medalhas em 2016.

Quem quiser ler mais é só clicar aqui.

E, nesta quinta-feira, em outra matéria, revelo que o governo federal quer construir um centro de treinamento olímpico em cada estado até 2016.

O segundo assunto é a escolha do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, para ser membro honorário do COI. Como todos sabem, o dirigente admitiu que manobrava para permanecer na entidade, na entrevista publicada no domingo.

Por ter completado 70 anos, Nuzman sairia ao fim de 2012. Mas por ter mais de dez anos a serviço do COI, o nome do dirigente pode ser submetido à votação na assembleia da entidade. Ato que somente o presidente do COI, Jacques Rogge, poderia promover.

Nuzman não poderá participar de comissões ou votar na eleição de cidades-sedes. Mas estará com portas abertas para circular na entidade mundial. Algo que, com sua saída ao fim deste ano, nenhum brasileiro teria.

Em Londres.

Alguém viu o Meirelles?

domingo, 17 de junho de 2012

Há exatamente um ano, uma sexta-feira, foi publicado no Diário Oficial da União a nomeação de Henrique Meirelles para o cargo de presidente do Conselho Público Olímpico (CPO). Lembro que, até então, ele acumularia o cargo com o posto de presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO).

Alguns dias depois, o nome do ex-ministro das Cidades Marcio Fortes era o escolhido para ser o presidente da APO. Confesso que, na ocasião, pensei que o ato seria apenas mais um para acomodar aliados do governo.

Mas, com o passar do tempo, ficou nítido que Fortes foi para o front da guerra olímpica, enquanto Meirelles…

Meirelles presidiu duas reuniões do CPO, não mais apareceu, nem por cortesia, nas reuniões com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e, por enquanto, ficou nisso.

 

Henrique Meirelles fica na Rio-2016

sábado, 12 de maio de 2012

Henrique Meirelles é o presidente do Conselho Público Olímpico (CPO) da Autoridade Pública Olímpica (APO). No conselho, ela representa a presidenta Dilma Rousseff e tem por companheiros o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, e o prefeito carioca Eduardo Paes.

Em março, Henrique meirelles assumiu a presidência do Conselho Consultivo da J&F, holding que controla a JBS, o maior frigorífico do mundo. E continuou no CPO por entender que não havia conflito de interesses.

Nesta semana, a J&F assumiu a gestão da Delta Construções, empreiteira que está envolvida em uma investigação da Polícia Federal.

Diante desse novo quadro, fui até Meirelles para saber se, agora, não há conflito de interesses e se ele sairia do CPO, já que a Delta poderia vir a participar de alguma obra olímpica. Eis a resposta:

“Não. Porque a Delta não vai participar de licitações olímpicas. Logo, não há conflito de interesses.”

Antes que alguém pergunte, lembro que a Delta era uma das responsáveis pelas obras do Maracanã e do corredor de ônibus expresso Transcarioca (Barra da Tijuca/Aeroporto Internacional Tom Jobim) mas abriu mão de ambas as construções, após a divulgação de que estava sob investigação policial.

Como fica o Meirelles?

quinta-feira, 15 de março de 2012

Henrique meirelles assumiu a presidência do Conselho Consultivo da J&F, holding da JBS, o maior frigorífico do mundo. E como fica a presidência do Conselho Público Olímpico (CPO), posto que Meirelles ocupa na organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 como representante da presidenta Dilma Rousseff?

Antes de dar a resposta, uma explicação:

A J&F tem um faturamento anual de cerca de R$ 60 bilhões, além de controlar a JBS, a fábrica de celulose Eldorado, a Flora, fabricante de produtos cosméticos, de higiene e limpeza, além do banco Original e da fábrica de laticínios Vigor.

A resposta:

Pelo menos por enquanto, Meirelles continuará a acumular os dois cargos porque, após análise jurídica, foi concluído que não existe conflito de interesses entre as duas funções.

A primeira do ano: APO já tem site

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

E, aqui, vai a primeira exclusiva deste espaço no ano de 2012. A Autoridade Pública Olímpica (APO) já tem um site: www.apo.gov.br

Apesar de, digamos, bem tosco (se me permitem o adjetivo) o site da APO já se mostra eficiente. A partir dele, é possível a qualquer um baixar, por exemplo, o estatuto do consórcio público formado pelos governos federal, estadual e municipal.

Também é possível ter acesso aos números do orçamento de 2011, que fecharam em R$ 21 milhões, como era previsto. Assim como era previsível que a maior parte ou quase toda sairia do governo federal.

E até as atas das reuniões do Conselho Público Olímpico (CPO) estão à disposição para ser baixadas e lidas.

Como o governo federal ainda não lançou o site, agora revelado pelo blog e que, nesta terça-feira estará detalhado em uma matéria publicada pelo LANCE!/LANCENET, acredito que, em breve, ganhará uma roupagem melhor e deixará de ser simples.

Mas simples ou não, o mais importante, no entanto, é continuar com a transparência e funcionalidade que, nestes seus primeiros dias, exibe.

Dois pesos e duas medidas

sábado, 30 de julho de 2011

Essa foi uma semana significativa em que o governo federal demonstrou o tratamento distinto reservado para a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016.

Em relação à Copa 2014, o abismo existente entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Comitê Organizador Local (COL) e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, foi ampliado.

Ao nomear Pelé para ser embaixador Honorário da Copa 2014, tornando o cargo oficial, Dilma fez com que Teixeira engolisse um de seus desafestos no futebol. O dirigente só tolera Pelé por ser o Rei do Futebol.

E até o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, que dá uma boiada, acompanhada de uma fazenda com direito a heliporto e pista de pouso de avião, para não criticar Teixeira, se curvou às ordens de Dilma – com quem, dizem, não ter uma boa relação (mas isso é outra história). Vejam:

- A presidenta Dilma Rousseff quer que o Mundial tenha a cara de Pelé – disse o ministro do Esporte. Em uma clara demonstração de que o governo não quer atrelar sua imagem a do COL.

Dilma estará neste sábado no sorteio das Eliminatorias da Copa 2014 e irá de braço dado com Pelé, que disse não ter sido convidado pelo COL para participar do evento.

Mas e os Jogos Rio 2016?

Dilma nomeou dois nomes técnicos para assumirem a tarefa pelo governo federal: Henrique Meirelles e Márcio Fortes.

E já no seu primeiro dia no cargo permitiu que o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, e o presidente do Comitê Rio 2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, fossem à sua posse.

A presidenta também tem se mostrado próxima do movimento olímpico. Durante a campanha presidencial, foi à sede do COB para conhecer as ações da entidade. E, na sexta-feira, recebeu a delegação brasileira que participou dos Jogos Mundiais Militares Rio 2011. Derramou-se em elogios e palavras de apoio:

- Eles (atletas), sem dúvida nenhuma, vão estar entre os atletas que vão participar da Olimpíada, eu tenho certeza disso. E faz parte da missão do governo ajudar vocês a chegarem lá – disse a presidenta, na cerimônia.

Alguém duvida que para Dilma uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa….Xiiiiii!!!

A explicação de Meirelles

quarta-feira, 22 de junho de 2011

“Foi uma excelente escolha da presidente Dilma (Rousseff). O Márcio (Fortes) fará o trabalho exigido na organização dos Jogos e o conselho (Público Olímpico) estará preparado para tomar as decisões rapidamente para que não haja atrasos.”

Foi com essas palavras que o presidente do Conselho Público Olímpico (CPO), Henrique Meirelles, comentou, nesta quarta-feira, a escolha do ex-ministro das Cidades Márcio Fortes para o cargo de presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO).

Não vou nem me alongar neste post, porque o recado foi claro: “eu decido e ele fiscaliza a execução das minhas ordens”.

Alguém ainda tem dúvida a quem caberá o cargo de rainha da Inglaterra? Com certeza, não será de Meirelles. Ou preciso ser mais claro?

Frase Olímpica: “Alô, Meirelles! Tá me ouvindo!?”

terça-feira, 21 de junho de 2011

“A presidenta (Dilma Rousseff) só falou comigo hoje (terça-feira). Por isso, não houve oportunidade de conversa anterior com meu estimado amigo Henrique Meirelles. Inclusive, ele está no Rio para mais uma rodada (de reuniões) do comitê e também para se encontrar com uma comitiva inglesa.”

Presidente indicado da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes, ao ser indagado se já havia conversado com o presidente do Conselho Público Olímpico (CPO), Henrique Meirelles, a quem será subordinado.

“Virou barata voa”

terça-feira, 21 de junho de 2011

A indicação do ex-ministro das Cidades Márcio Fortes para ocupar a presidência da Autoridade Pública Olímpica (APO), no lugar de Henrique Meirelles, que não vai mais acumular o cargo com o de presidente do Conselho Público Olímpico (CPO), a princípio, surpreende. Mas, uma análise com calma e umas dicas de bastidores dão uma ideia de como as coisas funcionam em Brasília.

No dia 14 de março, o  Blog do Planalto informou oficialmente o convite para Henrique Meirelles ocupar a presidência da APO (veja em http://blog.planalto.gov.br/henrique-meirelles-e-indicado-para-comandar-autoridade-publica-olimpica-apo/). Um nome acima de qualquer suspeita.

Agora, o mesmo blog anuncia o convite para Marcio Fortes (http://blog.planalto.gov.br/queremos-ganhar-o-maior-numero-de-medalhas-diz-marcio-fortes/).

Mas o que isso significa? Na opinião deste blogueiro, nada mais do que uma distribuição de cargos para acomodar aliados. Com certeza, alguém nessa história vai virar a rainha da Inglaterra.

E por que afirmo isso?

Simples. O CPO nada mais é do que a instância superior à APO. Ele foi criado para, quando ocorrer um impasse na APO, dar a palavra final. Tanto que tem por integrantes somente o prefeito do Rio, o governador do Rio e o presidente da República.

No caso, a presidenta Dilma Rousseff nomeou Meirelles para representar a União e presidir o CPO.

Então… ou Meirelles vai calçar os chinelos e ficar decidindo tudo de camarote ou Fortes é quem vai reinar mas não governar.

Não quero questionar a capacidade técnica de Fortes. Mas duas verdades precisam ser ditas:

1ª – Fortes nunca participou de uma reunião do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, ao contrário de Meirelles.

2ª – Fortes começou mal. Veja a primeira declaração dele como presidente da APO: “Eu quero ganhar as medalhas. Será uma oportunidade de o Brasil se firmar no esporte e é sempre melhor participar vencendo”. Ok. Mas essa não é a preocupação dele. O novo integrante dos Jogos Rio 2016 precisa se ocupar é de realizar as obras necessárias para que os atletas, aí sim, ganhem as medalhas.

Espero estar errado e que meus limbenses de alta plumagem a quem consultei também estejam, mas a primeira análise dos fatos é essa que escrevi.

Agora, nessa história de reino, rainha, começo a desconfiar que o papel de bobo da corte já tem dono. Quer uma dica? Começa com PO e termina com VO!

Mantra do COI: e a APO?

terça-feira, 7 de junho de 2011

E foi justamente por causa da Autoridade Pública Olímpica (APO) que a Autoridade Olímpica Municipal (AOM) passou a se chamar Empresa Olímpica Municipal (EOM). E por dois motivos:

1º – Para não se fazer confusão com tantas letras parecidas.

2º – O motivo mais importante: o prefeito do Rio, Eduardo Paes, finalmente aprovou nesta terça-feira, na Câmara dos Vereadores, a participação da cidade na APO. Com isso, agora, o nome de Henrique Meirelles poderá ser levado ao Senado para que ocorra sua sabatina. Já que não há mais empecilhos para o órgão sair do papel.

Paes enviou o projeto a toque de caixa, já que a APO deveria ter ficado pronta e funcionado já para esta visita da Comissão de Coordenação do COI. Mandou pela manhã e o projeto foi aprovado à noite.

O problema foi que ao aprovar o projeto anterior para a participação do município, em abril, os vereadores colocaram duas emendas que limitavam os poderes da APO. Algo que não poderia ser feito, de acordo com a concepção do órgão.

Dessa maneira, Paes precisou enviar um novo projeto, sem as emendas. Articulou sua base na Câmara de Vereadores que em sessão extraordinária, por 38 votos a favor e dois contra, aprovou o documento.

E dentre as mudanças inseridas por Paes estava a troca do nome de AOM para EOM.