
Prefeito do Rio, Eduardo Paes, apresenta condomínio para onde será transferida a comunidade do Autódromo (Divulgação)
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“E a medida que o Brasil se prepara para receber a Copa do Mundo e também os Jogos Olímpicos, ainda fico muito triste em dizer isso…”
“O Brasil vai ser a sede de importantes eventos esportivos e eu já falei, em relação aos Jogos Olímpicos, me dói ter que anunciar isso. O Lula me ganhou nessa corrida…”
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao citar a derrota de Chicago para o Rio, na eleição para realizar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, em dois momentos. No primeiro, durante o discurso oficial de sua visita ao Brasil, neste sábado, em Brasília. No segundo, em pronunciamento no encontro com alguns dos principais empresários do País, também em Brasília.
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 prepara um bandeirão para ser desfraldado sobre o público que estiver nas areias da praia de Copacabana acompanhando o lançamento da logomarca da competição, às 22h, do dia 31.
A bandeira terá por estampa a logomarca Rio 2016 e seguirá os moldes da que foi desfraldada no dia em que a cidade ganhou a eleição para ser a sede dos Jogos, em 2 de outubro de 2009.
Por falar nisso, o Prêmio Brasil Olímpico, celebrado na noite de segunda-feira, decretou a aposentadoria da atual marca.
Para simbolizar o funeral, o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, entregou placas comemorativas para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, o governador fluminense Sérgio Cabral Filho e o prefeito carioca Eduardo Paes.
“Nós somos não apenas a nação do pré-sal, nós somos a nação da Copa do Mundo de 2014, nós somos a nação da Copa das Confederações, nós somos a nação da Olimpíada em 2016. E esperem que, se depender da dona Dilma (Rousseff, presidente eleita) e do dom Guido (Mantega, ministro da Fazenda) , nós chegaremos a ser a quinta economia logo em 2016, para ganhar a primeira medalha de ouro na abertura das Olimpíadas.”
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a cerimônia de Registro do Balanço do Governo – 2003 – 2010, nesta quarta-feira, em Brasília.
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, revelou nesta segunda-feira, em Brasília, durante solenidade no Palácio do Planalto que a meta do país para 2016 é a de terminar entre os dez primeiros colocados.
Mas, calma. É entre os dez primeiros colocados no número total de medalhas.
Nos Jogos de Pequim 2008, o Brasil conquistou um total de 15 medalhas (três de ouro, quatro de prata e oito de bronze) o que deu ao país o 23º lugar no quadro de medalhas.
Só que se levarmos em consideração somente o número total de medalhas, com 15, o Brasil terminou na 17ª colocação. O último lugar do cobiçado TOP 10 foi ocupado pela Ucrânia com 27 medalhas.
Em Pequim, a décima colocação na classificação obtida por número maior de medalhas de ouro ficou com a França, que conquistou sete – mesmo número da Ucrânia e da Holanda.
No desempate, os franceses totalizaram 16 de prata e 17 de bronze; os ucranianos, cinco de prata e 15 de bronze, e os holandeses, cinco de prata e quatro de bronze.
Para Londres 2012, o objetivo é o de conquistar um número maior de medalhas do que o obtido em Pequim 2008.
Pelo menos, agora, tem-se um parâmetro a atingir. Mas será que vai dar?
“A meninada que gostar de brigar, em vez de gostar de brigar, vai treinar boxe; bota uma luva e vai bater no seu adversário, sem a violência da briga de rua. E nós precisamos criar essa consciência no Brasil.”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, durante a cerimônia de assinatura da medida provisória do Esporte de Alto Rendimento, que altera a Lei Pelé e institui normas gerais sobre o esporte, o Bolsa-Atleta, e cria os programas Atleta Pódio e Cidade Esportiva, nesta segunda-feira, em Brasília.
“Eu ia ler o meu discurso, o meu discurso conta que o seu Antônio, o dono do bar, disse que o cara foi lá e pediu “water, water”, e ele não sabia que era água. Ele vai aprender a falar em inglês para atender o inglês que quer tomar água.”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente, ao lançar nesta segunda-feira, na favela Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul, o projeto Rio Top Tur, que desenvolverá uma série de projetos turísticos nas favelas cariocas já pacificadas até os Jogos Rio 2016.
O decreto para a regulamentação da Empresa Brasil 2016 foi publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. A partir desta data, ela poderá oficialmente iniciar suas atividades, constituição do Conselho de Administração, escolha da diretoria, pedido de CNPJ. Tudo como manda a lei.
Para aqueles que não se lembram, caberá à Brasil 2016 executar as obras, os contratos, licitações e todo o planejamento dos projetos de infraestrutura para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio. A empresa será contratada pela Autoridade Pública Olímpica (APO).
Mas…e sempre tem um “mas”. Há uma pedreira no meio do caminho.
Lembram-se que o Congresso ficou de votar as medidas provisórias relativas à criação da APO e da Brasil 2016, em um esforço concentrado nesta semana? Pois, é. O esforço não foi suficiente e um novo esforço foi marcado para a próxima semana.
Só que aí aparece outro “mas”…
O principal problema para o governo é o do fim do prazo de vigência das medida provisórias, publicadas no dia 13 de maio. Uma MP vale por 60 dias, automaticamente prorrogáveis por mais 60.
Com isso, as MPs 488/10 (Brasil 2016) e 489/10 (APO) perdem seus feitos no dia 22 de setembro (já acrescentado o prazo do recesso parlamentar).
Para complicar, elas precisam ser votadas pela Câmara ainda em agosto, para que sejam examinadas pelos senadores nos dias 31 de agosto e 1º de setembro, quando será a vez de o Senado realizar seu esforço concentrado.
E chegamos ao último “mas”….mas o que isso tudo significa?
Que, caso a MP que cria a Brasil 2016 não seja aprovada até a data limite, o decreto publicado nesta sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva perderá sua validade, assim como todos os atos jurídicos realizados pela Brasil 2016.
Com a canetada que deu na segunda-feira, para facilitar a vida das cidades-sedes da Copa 2014 e dos Jogos Rio 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou de uma vez só com um grande problema carioca. E poucos perceberam isso.
Quem conhece o Rio entenderá melhor sobre aquilo que escreverei a seguir. Mas tentarei se o mais didático possível para todos entenderem.
No meio do monte de papel assinado por Lula, havia um que acabou com o maior problema da Zona Portuária: a quantidade enorme de terrenos pertencentes à União e que não podiam ser negociados por causa dos entraves burocráticos.
1 º – Foi eliminada a necessidade de licitação para a venda dos terrenos da antiga Rede Ferroviária Federal. O Rio passou a ter direito de comprá-los da União sem qualquer tipo de concorrência, desde que pague o preço de mercado.
2 º - Os terrenos pertencentes à Companhia Docas ganhou o perdão de suas dívidas (impostos), o principal entrave para serem vendidos.
Com a canetada, terminaram todos os entraves para a negociação do terrenos. E, com a canetada, foram eliminados todos os empecilhos que afastavam a iniciativa privada.
Bom, só sei que tem muito empresário acordado na madrugada desta segunda-feira já babando pela mina de ouro brotada no Porto. E pelo o que me falaram, já tem até garimpeiro garantindo seu veio no local.
“Quero começar a fazer a advocacia da medida provisória que o presidente Lula assina na segunda-feira e que vai permitir a cidade do Rio captar R$ 10 bilhões e isso servirá para a reconstrução dessa cidade. É justo que isso ocorra”
Prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Pensei em transformar essa fala de Paes em uma frase olímpíca do tipo “Liberou geral”, mas achei melhor escrever um pouco sobre o assunto, por causa de sua seriedade.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta segunda-feira uma medida provisória (MP) que dará um tratamento de excepcionalidade a operações de crédito que se destinem a financiar projetos de infraestrutura nas cidades-sedes da Copa 2014 e para os Jogos Rio 2016.
Sob o guarda-chuva da União, que até então só tinha se preocupado com obras de mobilidade, entrarão as obras em aeroportos e portos.
Na prática, além da facilidade em pegar empréstimos, a MP também flexibilizará as exigências para a concessão de licenças ambientais. Principalmente, no que se refere a prazos.
Simploriamente, digo que a porteira foi aberta. Acho até justo o esforço para as obras, mas não tinha necessidade de ser assim. Agora, mais do que nunca antes visto na História deste País, será necessária a fiscalização.
Afinal, os municípios ganharão crédito “ilimitado”, o Ibama até conseguir na Justiça bloquear uma obra que afete diretamente o Meio Ambiente, já será tarde, e toda espécie de atalho poderá ser tomado em prazos e exigências.
Quero ver quem vai segurar a boiada que, com certeza, está prontinha para ir na direção do dinheiro do povo…Xiiiiii!!!
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