É isso mesmo! Há bombas no terreno do novo Autódromo do Rio, em Deodoro, Zona Oeste. O campo não está minado, mas existem artefatos enterrados, oriundos de uma gigantesca explosão de paióis naquela região, ocorrida em 1958.
Quem admitiu a presença dos artefatos foi o comandante da 1ª Região Militar do Exército, general de divisão João Ricardo M. M. Evangelho. De acordo com ele, os militares só entregarão o terreno para a criação do novo autódromo quando estiver em total segurança.
Além de novos equipamentos para detectar objetos, um avião não-tripulado foi comprado especificamente para este fim.
A princípio, o terreno teria de ser entregue até, no máximo, junho de 2013, quando o Estado prevê o fim da licitação das obras. Já o governo federal, responsável por pagar as obras, aprontará até fevereiro o projeto executivo para o governo estadual iniciar o processo licitatório.
O novo autódromo ficará pronto até janeiro de 2015. Mas em junho de 2014 já estará liberado para os testes com a realização do Campeonato Estadual.
Para quem se esqueceu, erguer um novo autódromo foi a condição para que o Parque Olímpico dos Jogos Rio-2016 fosse erguido no lugar do atual complexo automobilístico em Jacarepaguá, na Zona Oeste.
E mesmo as bombas parecem não desestimular o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Cleyton Pinteiro. Veja o que ele me disse:
- Trabalho há 40 anos com perfuração de rochas e sei bem o que vou falar. Se há problema no autódromo, essa questão das bombas é a menos relevante. Só haveria perigo se fossem minas – afirmou Pinteiro.
Então, vamos aguardar.
Mas falei tanto de explosão que acabei por me lembrar de fogos…e fogos lembram?…Tchan! Tchan! Tchan!
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P.S. – E nem adianta reclamar porque tem muito tempo que não falo de fogos por aqui.
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