Em Londres uma das maravilhas já existentes antes dos Jogos Olímpicos é a malha metroviária. É possível ir a qualquer ponto da cidade rapidamente por baixo da terra. Mas e no Rio?
Na entrevista feita com o prefeito carioca Eduardo Paes fiz alusão a esse tema. Como o trecho não foi publicado, o faço agora, com exclusividade, no blog. A exemplo das respostas anteriores, pode não ter sido o discurso que todos gostariam de ler, mas foi sincero.
LNET! – Após os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 não seria uma boa hora para, como legado, tentar em parceria com os governos do estado e federal a ampliação das linhas de metrô?
PAES - Mas é possível?
LNET! – Não sei. Estou te perguntando. O prefeito é o senhor.
PAES - Não é. Basta olhar a história. Uma estaçãozinha aqui, outra lá, o BRT custa só 15 vezes menos. E, aí, fica esse debate para ampliar. Essa conversa fez com que essa gente ficasse andando igual a sardinha em lata durante sei lá quantos anos. Estamos fazendo um transporte que é 15 vezes mais barato que o metrô, que vamos fazer 150 quilômetros e que transporta com muita qualidade as pessoas. Um projeto criado pelo Jaime Lerner, em Curitiba, que tinha os mesmos problemas e agora é copiado o mundo inteiro. Aí, começa o complexo de Suíça aqui, nós não somos a Suíça! Adoraria fazer tudo subterrâneo, mas quantos quilômetros de metrô tem no Rio em 447 anos de história? Uns 40 quilômetros, se tanto. E como a gente faz 150 quilômetros em três, quatro anos? O BRT Transoeste tem o mesmo tamanho da linha de metrô que tem no Rio hoje.
Em Londres.















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