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Arquivo de dezembro de 2011

Hora de balançar

sábado, 31 de dezembro de 2011

Fim de ano é época de fazermos um balanço e escolhi o último dia para falar um pouco de 2011. É bom chegar a este ponto e poder dizer que as coisas continuam em um andamento desejável na preparação do Rio para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.

Um dos principais desafios, as obras referentes aos transportes (linhas de ônibus expresso e metrô) seguem em frente e, a princípio, estão dentro do prazo.

O panorama poderia estar melhor? Sim. Por exemplo, a questão que envolve o Parque Olímpico Rio-2016. Foi bom ter sido feita a licitação de seu master plan e, principalmente, nenhum problema jurídico ter surgido.

Ainda faltam quatro anos e meio para o início dos Jogos, parece muito mas não é. A torcida é para que em 2012 o ritmo seja mantido e tanto as obras do Parque Olímpico quanto da Vila Olímpica comecem.

No mais, desejo a todos um feliz ano novo. Que 2012 seja repleto de alegrias, realizações e muitas discussões (sadias) aqui, neste espaço.

Um abraço a todos e que venha 2012!

Barraco Olímpico – Fim

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Depois de tanto suspense, vamos ao fim dessa novela e sem rodeios.

Personagens principais:
Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 e a Embratur – Instituto Brasileiro de Turismo.

Enredo:
A Embratur quis usar a Somerset House, local escolhido para ser a Casa Brasil durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Londres 2012, para promover a Copa do Mundo 2014.

Desenvolvimento da trama:
O presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, foi bem claro: “Aqui, não, violão”.

Desfecho:
A Embratur decidiu criar outra Casa Brasil em Londres para promover os roteiros turísticos e as cidades-sedes da Copa do Mundo 2014.

Agora, vamos a alguns pontos para reflexão…
Um limbense de alta e vasta plumagem me contou que Nuzman usa a seu favor a argumentação de que o Comitê Rio 2016 é o responsável pelo aluguel da Somerset House. E resolveu pagar (e não deixar sob a responsabilidade do Comitê Olímpico Brasileiro – COB) justamente para o local servir exclusivamente de promoção para os Jogos no Rio, que ocorrerão após Londres.

Por isso, não havia sentido abrir espaço para a promoção de outra competição, mesmo sendo a Copa do Mundo a ser realizada no Brasil. Caso isso ocorresse, o Rio passaria a dividir as atenções na Somerset House com outras 11 cidades e um evento que nada tem a ver com os Jogos 2016.

A criação de uma nova Casa Brasil acarretará, no mínimo, o gasto de mais R$ 10 milhões pelo governo federal. Esse foi o montante investido para a criação da Casa Brasil na África do Sul, durante a Copa de 2010.

Vale lembrar que a Casa Brasil foi uma criação do COB para os Jogos de Atlanta 1996 e somente em Pequim-2008 o governo federal passou a participar da divisão dos custos (por causa da candidatura do Rio para a sede dos Jogos 2016). E desde o início, a principal função da Casa Brasil foi a de promover o esporte, a cultura e a economia do País.

E, aí, quem está certo?

Barraco Olímpico III

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

E como promessa é dívida…calma! Ainda não é o que vocês estão pensando mas já é um algo a mais.

No dia 31 (caso nada de grave ocorra), o último do ano, o LANCE! publicará a matéria sobre o barraco que tenho vos falado por aqui.

Até o momento, sabemos que se trata de uma briga, desavença, mal-estar, saia justa entre o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 e o governo federal.

Também já sabemos que a briga, desavença, mal-estar, saia justa envolve os Jogos Olímpicos de Londres e o futebol.

Agora, o que ainda foi dito é que envolve: a Copa do Mundo de 2014 e o gasto de mais alguns milhões do bolso dos tupiniquins.

E mais não conto, pelo menos, até a noite de sexta-feira, quando adiantarei para todos do que se trata.

Uma foto, mil palavras

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Como falamos em Maracanã...2.748 peças de concreto armado serão feitas para as arquibancadas, previstas para estar concluídas em setembro de 2012

Cimento, tijolos e mulher

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Tem iniciativas que são bem legais e deveriam sempre estar em prática. Uma delas ocorre no Maracanã, que será palco das Cerimônias de Abertura e Encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Um total de 33 jovens, entre 18 e 23 anos, participam de um curso promovido pelo consórcio responsável pelas obras no estádio em parceria com o Senai. Deste grupo, 16 são mulheres.

Os alunos que se destacarem no curso, que vai até junho, poderão ser contratados para continuarem na reforma do Maracanã ou trabalharem em outras obras das empreiteiras envolvidas no consórcio.

Mas, e tem sempre um mas, caso contratados, a função será de meio-oficial (cargo intermediário entre o ajudante e o pedreiro).

Por que não contrata logo como pedreiro?

 

Com que roupa?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A categoria de patrocínio de material esportivo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 receberá atenção especial já nos primeiros dias de 2012. Afinal, o comitê organizador tem menos de seis meses para realizar a licitação a tempo de o novo fornecedor confeccionar o material para as disputas de Londres.

Com o fracasso da primeira tentativa, quando os principais fornecedores esportivos do mundo não demonstraram muito interesse (todos se lembram que a Adidas se recusou a participar, como relatei no blog), o Comitê Rio 2016 espera, agora, obter sucesso.

Aqui faço uma revelação natalina, me confidenciada por um limbense de alta e vasta plumagem: até a Nike deu sinais de que desistiria da disputa. A “coisa”, nas palavras do limbense, estava realmente feia.

O principal problema para o Comitê Rio 2016 é que se não realizar logo a licitação, um novo adendo contratual poderá ser feito pelo Comitê Olimpico Brasileiro (COB) em benefício da Olympikus. Até janeiro deste ano, a empresa era a fornecedora oficial de material esportivo da entidade e só deixou de ser porque o COB precisa ter os mesmos patrocinadores do Rio 2016.

E como a primeira concorrência não teve êxito, a Olympikus já foi beneficiada durante os Jogos Pan-Americanos Guadalajara 2011, com um adendo ao antigo contrato. Um novo beneficiamento, digamos, não pegaria muito bem.

Por isso…a pressa.

Barraco Olímpico II

sábado, 24 de dezembro de 2011

Nesta véspera de Natal, não custa dar mais alguns detalhes sobre o barraco olímpico que está rolando nos bastidores dos Jogos Rio 2016.

Já disse que envolve o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 e o governo federal.

O que ainda não disse é que o motivo da discórdia passa pelos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e uma outra grande competição esportiva…

Feliz Natal

sábado, 24 de dezembro de 2011

A todos que por aqui passam gostaria de desejar um grande e maravilhoso Natal!

Que esta data sirva para inspirar e despertar nossos sentimentos mais nobres e que eles sejam vividos todos os dias.

Muitas alegrias, saúde e presentes para todos!

Um grande abraço para vocês e suas famílias.

Passarinho que acompanha morcego dorme…

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Soltar foguetes não é para qualquer um, que o diga o prefeito do Rio, Eduardo Paes. Exige maestria e uma certa dose de teatralidade.

Pois na quinta-feira, o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, e o presidente da SuperVia, Carlos José Cunha, convidaram alguns jornalistas para a viagem inaugural do primeiro trem dos 73 previstos para ser modernizados (de uma frota de 160), e que custará um investimento total de R$ 230 milhões. Tudo para modernizar o sistema ferroviário até os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Foguete daqui, foguete dali e na primeira parada após a saída da Central rumo a Deodoro, o vagão em que todos os ilustres estavam sofreu uma pane no ar condicionado. Sorrisos amarelos distribuídos, troca-se de vagão e…o resultado foi ainda pior.

Ar-condicionado ruim, goteiras em todo o teto e pane na iluminação. É mole ou quer mais?

A explicação: problemas inaugurais, existem ajustes por serem feitos e por aí vai…foram as explicações do presidente da SuperVia.

E olha que o trem passou um ano na oficina…antes de voltar aos trilhos.

Quem é o mocinho da história?

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Essa entrada na justiça da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) pedindo a impugnação do edital para a construção do Parque Olímpico no Autódromo de Jacarepaguá me parece mais jogo de cena, perante uma comunidade automobilística ansiosa por informações a respeito do novo autódromo do Rio.

Senão, vejamos, ao informar em seu site oficial sobre a decisão tomada no dia 20, a CBA diz:

“A obra a ser licitada prevê o uso da área onde está situado o Autódromo de Jacarepaguá e fere o convênio firmado entre a União, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Brasileiro e a CBA conforme consta nos autos do processo administrativo 14/200.608/2007. O local onde está situado o circuito foi desapropriado e decretado como de utilidade pública pela Administração Pública através do decreto E 5672/72 com a finalidade da construção do autódromo. O uso dessa área para a construção de um Parque Olímpico está condicionado à construção e entrega de uma nova praça desportiva voltada para esportes a motor de padrão internacional.”

Em suas observações, a CBA está mais do que certa. O acordo celebrado na Justiça, em 2007, para a realização do PAN era a de que após a competição continental, o autódromo deveria ser recuperado. Com a candidatura olímpica, posteriormente foi feito outro acordo, em 30 de junho de 2008, onde ficou acertado que se o Rio ganhasse a sede de 2016, um novo autódromo seria erguido em outro local para a construção do Parque Olímpico em Jacarepaguá.

Mas a CBA que agora entra na Justiça, como se nada soubesse e fosse a mocinha enganada na história, publicou o seguinte release em seu site no dia 15 de maio de 2010:

“Rio de Janeiro, 12 de maio de 2010 – O Ministério do Esporte, por meio da Secretaria de Alto Rendimento, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) se reuniram ontem,  terça-feira, 11 de maio, em Brasília, para tratar da construção do novo autódromo internacional do Rio na região de Deodoro, zona norte da cidade.
Em razão da construção do Parque Olímpico dos Jogos Rio 2016, a ser erguido na área onde está o atual Autódromo de Jacarepaguá, o governo federal propôs à CBA e à Federação de Automobilismo do Rio que o novo circuito fosse construído em um espaço próximo do Complexo Esportivo de Deodoro, construído para os Jogos Pan-americanos Rio 2007.
Na reunião, as partes decidiram dar início ao processo de providências para a construção. Será formado um grupo técnico com representantes das três partes para estudar o projeto da nova pista. O grupo terá prazo de dois meses para ouvir todas as partes interessadas, em especial o setor de automobilismo, e apresentar suas conclusões.
Os dois governos assumem o compromisso de compatibilizar o cronograma das obras do novo circuito em Deodoro com as obras do parque olímpico no autódromo de Jacarepaguá, de modo a não inviabilizar o calendário do automobilismo nacional.
De sua parte, a CBA se incumbe de ouvir as entidades do automobilismo para preparar o projeto técnico, de forma que o novo autódromo atenda a todos os requisitos do esporte. A Confederação vai oferecer aos governos todo o suporte técnico para o projeto de construção e buscar a homologação das entidades do setor.
Além do autódromo, novo circuito deverá ter um kartódromo, espaços multiuso e áreas esportivas como quadras e ginásio. Prevê-se ainda a implantação de projetos sociais e escolinhas voltadas para o automobilismo.
Para o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro, a solução “atende ao anseio dos automobilistas de que o Rio de Janeiro tenha novamente um autódromo de padrão internacional. A partir da construção da nova pista, os grandes eventos automobilísticos mundiais poderão retornar ao Rio”.

Agora, pergunto: se a CBA participou de todo o processo, como diz o release de 2010, como, agora, entra na Justiça?

Outra questão, sempre indaguei o secretário nacional de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, sobre a questão do acordo judicial de 2007. E ele sempre respondeu: “a CBA concordou em erguer o autódromo ao mesmo tempo que o Parque Olímpico”.

Aí, volto a perguntar: “se havia esse acordo, porque a CBA, agora, tenta se fazer de vítima e entrar na Justiça? Quem descumpriu o combinado o governo federal, responsável por erguer o autódromo, ou a CBA?

Confesso que ainda não achei o mocinho na história…