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Arquivo de julho de 2010

As vilas sociais

sábado, 31 de julho de 2010

Como o blog adiantou em março, o governo federal decidiu fazer vilas para abrigar a força de trabalho dos Jogos e evitar, por exemplo, o vexame protagonizado pelos policiais, que foram acomodados nos batalhões ou obrigados a dividir um apartamento de um quarto com 20 colegas de profissão.

Resumidamente:

- O governo federal deu início ao estudo para a construção das vilas que serão destinadas, após os Jogos, às pessoas que vivem nas favelas reurbanizadas via programa lançado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, na terça-feira.

- A intenção é a de espalhar as vilas pela cidade.

- Uma equipe de técnicos do governo federal irá a Medellín ver a vila construída para a realização dos Jogos Sul-Americanos de 2010 e que depois tiveram o mesmo destino (tem post no blog sobre o assunto).

- Ainda não há previsão de quantos apartamentos serão destinados à Rio 2016 mas cerca de mil estão garantidos.

Enfim…se sair do papel, terá sido um belo aprendizado, e poque não dizer legado, deixado pelo Pan.

Com a palavra, Paes

sábado, 31 de julho de 2010

Bom, antes que alguém diga que privilegio a, b ou c. Vou reproduzir as respostas dadas pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, às três perguntas feitas para o ex-prefeito Cesar Maia, por ocasião da data que celebrou os três anos de realização dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Na ocasião, Paes era o secretário estadual de Turismo, Esporte e Lazer.

1 – Qual o maior legado do Pan?

Resp. – Mostrou a capacidade da cidade em realizar grandes eventos, ganhamos novos equipamentos esportivos, sem contar que melhoramos a imagem do Rio .

2 – E  o que deveria ter acontecido e não ocorreu ou deu errado?

Resp. – Faltou pensarmos melhor nos legados de infraestrutura. Deixou-se de fazer melhorias urbanísticas, como no sistema de transportes.

3 – O que não pode ocorrer na organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, que aconteceu no Pan?

Resp. -  Qualquer um de nós acharmos que somos os donos dos Jogos, como ocorreu no Pan.   É claro que a responsabilidade da cidade é maior do que a do Estado e da União,  as devemos trabalhar juntos. O prefeito não deve querer ser o protagonista.

Duas caras

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Nesses dois últimos dias, fiz algumas matérias sobre o legado do PAN, como já escrevi nos posts anteriores.  Em uma delas mostro o quanto a relação poder, dinheiro e esporte é complicada.

Vejam o que disse o secretário nacional de Esportes de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser:

– Ainda estão em análise R$ 25 milhões (no Tribunal de Contas da União). A outra metade já comprovamos que está tudo certo, tanto que não sofremos nem sequer uma condenação. Explicaremos tudo o que foi gasto e como foi gasto, mas não sei se vão aceitar as justificativas e os comprovantes que apresentaremos para cerca de R$ 1 milhão em despesas – disse Leyser.

Bom, então, do montante de R$ 1,6 bilhão gasto no Pan 2007, o Tribunal de Contas da União (TCU) questionou a aplicação de R$ 50 milhões. E, destes, R$ 1 milhão podem ficar sem explicação? Aguardemos a apuração do TCU.

Em compensação, o governo federal foi o único a fazer com que uma instalação do Pan virasse realmente um lugar para o desenvolvimento de talentos e realização de competições.

Desde 2007, o Complexo Esportivo Deodoro realizou 81 competições, além de administra uma escolinha de hóquei sobre grama para 130 alunos da rede pública.

Os números

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Como disse no post anterior, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) já tem os recursos garantidos para iniciar a operação do Centro de Desenvolvimento de Talentos (CDT) no Parque Aquático Maria Lenk.

Vamos a eles:

R$ 4 milhões já foram captados via Lei de Incentivo Fiscal, pelo mesmo projeto, ainda é possível captar R$ 7 milhões.

R$ 40 milhões assegurados pelo governo federal para o biênio 2010/2011.

R$ 10 milhões de um convênio com o Ministério da Ciência e Tecnologia para a montagem do laboratório olímpico.

R$ 500 mil em contrato de patrocínio celebrado com a Casa da Moeda, até o final deste ano.

Esse dinheiro ainda ajudará a manter o Velódromo.

Por mês, o custo do Maria Lenk é de 300 mil e do Velódromo, R$ 90 mil.

Será que agora vai?

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Conversei nesta quinta-feira com o superintendente executivo de Esporte do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinicius Freire, para a matéria que sairá sobre o legado dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 e ele garantiu que o Parque Aquático Maria Lenk entrará em funcionamento em setembro.

De acordo com Marcus Vinicius, a instalação estará, digamos, operando em sua capacidade plena no segundo semestre de 2011. O Centro de Desenvolvimento de Talentos será voltado exclusivamente para o esporte de alto rendimento.

Mas também haverá espaço para uma escolinha de natação para 1.500 crianças da rede pública de ensino.

Além da natação, outras modalidades que serão beneficiadas no Maria Lenk serão: saltos ornamentais, boxe e taekwondo.

No próximo post, falo sobre os custos de manutenção do parque aquático.

E lá se foram três anos…

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Olá, pessoal. Nesta quinta-feira, chegamos a marca de três anos do fim dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007. Sem dúvida, a realização das disputas foi um dos pilares para a cidade carioca conquistar a sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Mas ficaram problemas: como legado e prestação de contas.

Nesta quinta-feira, começo a publicar uma série de reportagens sobre o assunto no LANCE!

Em um dos textos, publico as respostas a um email com três perguntas, que enviei para quatro pessoas envolvidas na organização do Rio 2007. Uma delas, foi o prefeito carioca na época dos Jogos Cesar Maia. Vejam o que ele respondeu:

1 – Qual o maior legado do Pan?

Resp. – Os Jogos Olimpicos 2016. Sem Pan-2007 não teríamos os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 e estes trazem todos os desdobramentos que hoje conhecemos.

2 – E  o que deveria ter acontecido e não ocorreu ou deu errado?

Resp. – O que era fundamental deu certo e garantiu os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

3 – O que não pode ocorrer na organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, que aconteceu no Pan?

Resp. - Atraso nas obras, que aliás ainda nem começaram com a exceção do que foi feito no Pan.

P.S. – Devo algumas respostas a comentários. Prometo respondê-los em breve.

Extra: liberou geral

terça-feira, 27 de julho de 2010

Os presidentes de Confederações Esportivas do Brasil tiveram uma surpresa nesta terça-feira com o presente dado pelo Ministério do Esporte: R$ 80 milhões para o desenvolvimento de projetos olímpícos. O anúncio ocorreu durante uma reunião realizada na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

- Esse dinheiro não vai ser usado para pagar contas de luz, água, esgoto, reforma em ginásios. O que queremos é pagar treinamento de atletas, viagens internacionais para competições e treinos, importar material esportivo, pagar cursos de formação – disse o secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser.

Os recursos foram oriundos do crédito suplementar aprovado pelo Congresso, no total de R$ 554,4 milhões.

Deste total, R$ 130 milhões vão ser destinado às confederações e outros programas do Ministério do Esporte.

A princípio ficou determinado que os contratos serão por dois anos, por isso:

R$ 80 milhões para serem distribuídos entre os projetos apresentados pelas confederações.

R$ 20 milhões para transformar o Parque Aquático Maria Lenk e o Velódromo em um celeiro de atletas.

Uma comissão de nove pessoas, formada por técnicos do COB e do Ministério do Esporte, vai analisar quais projetos serão contemplados.

O dia para a apresentação dos projetos será toda a sexta-feira e a comissão avaliará as propostas sempre na terça-feira seguinte à entrega. E o primeiro dia será já nesta semana.

E pensam que acabou?

Tem mais detalhes, como o fato de o Ministério do Esporte aumentar ainda mais esses valores para o ano de 2011, no orçamento que será enviado ao Congresso. Mas contarei depois…nesta quarta-feira, o LANCE! trará uma reportagem sobre o assunto.

Olha só quem ficou

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sempre digo que uma das finalidades do blog é a de procurar mostrar os fatos e que cabem aos leitores, internautas, participantes e limbenses julgar.

Saiu a lista das empresas habilitadas para prosseguirem na concorrência pelas obras de modernização do Maracanã. E quais foram as avalizadas pela Secretaria estadual de Obras?

Resposta: OAS (que concorre sozinha) e o consórcio Maracanã Rio 2014, capitaneado pela Oldebrecht e formado ainda por Andrade Gutierrez e Delta. 

Os demais:

Consórcio Brasil 2014: Sanerio, BA Engenharia e Meio Ambiente e Hexagonal Construções.

Consórcio Construcap-Cetenco-Convap Maracanã: Construcap-CCPS Engenharia, Cetenco, Convap.

Consórcio Novo Maracanã: Queiroz Galvão, Carioca Christiani-Nielsen.

Consórcio Novo Maracanã Paulitec-Estacon-Recoma: Paulitec, Estacon Engenharia e Recoma

Todos prometeram que vão recorrer pois não querem ficar fora da disputa. O prazo para recurso irá até sexta-feira. Com isso, a licitação do Maracanã deverá levar mais duas semanas para o próximo passo.

Se há algo errado, não sei. Se souber, publico. Mas já notaram que são sempre as mesmas empresas que…?

O polêmico Centro de Mídia

domingo, 25 de julho de 2010

O Jeferson Rosa me perguntou no sábado, nos comentários do post “Hotel Vinicius de Moraes”, sobre o Centro de Mídia para a Copa do Mundo de 2014 e escreveu…

“Pergunto isso aqui pois li que São Paulo (mais forte concorrente do Rio), Brasília e Belo Horizonte também pleiteiam recebê-lo. Entretanto, o Rio de Janeiro, quer recebê-lo para ele sirva como o Centro de Mídia não-Credenciada durante os Jogos de 2016 e mais quer instalá-lo na Zona Portuária, como parte da sua revitalização.

Caso outra cidade ganhe esta disputa qual seria o plano B para o Rio?
A Copa do Mundo também existe Centro de Mídia não-Credenciada? Se existir, o Rio poderia ser a sede deste Centro e o outra cidade a sede do Centro de Mídia Credenciada.”

Vamos lá…até que provem o contrário, tanto o Centro de Mídia quanto a sede da Fifa ficará no Rio. Já está certo e, para ser mais preciso, o martelo foi batido no dia 4 de junho de 2009, quando a prefeitura do Rio se dispôs a apoiar a construção da nova sede da CBF na Barra da Tijuca e erguer com recursos públicos, um museu do futebol, orçado em cerca de R$ 20 milhões.

Na ocasião, aconteceu uma cerimônia no Palácio da Cidade, com a presença do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o prefeito Eduardo Paes. Inclusive, o político afirmou, na época, que adiantaria a construção do Centro de Mídia dos Jogos Rio 2016 para ser utilizado em 2014.

Só que…

Teixeira fez chegar aos ouvidos de Paes que o Centro de Mídia deveria ficar próximo do palco principal das partidas, o Maracanã. Colocá-lo na Barra não seria possível. E até por essa exigência, a pressão por levar instalações para a Zona Portuária aumentou. E, como vimos, não funcionou.

Mas ao manobrar instalações sem sedes previstas no dossiê de candidatura do Rio para o Porto, a prefeitura arrumou construções que poderiam servir para os propósitos da Copa 2014.

Por exemplo, o Centro de Mídia para Não Credenciados 2016, tornou-se uma opção. Até porque, na Copa, não há uma instalação para essa finalidade.

Para terminar, a sede da Fifa. Nesse caso, a prefeitura ofertou o Palácio da Cidade, em Botafogo, e o governador Sérgio Cabral Filho, o Palácio Laranjeiras (residência oficial do governo do Estado), ambos na Zona Sul, e óbvio gratuitamente. Ou melhor, bancado com recursos públicos.

A polícia deveria ser sempre assim

sábado, 24 de julho de 2010

O Batalhão de Operações Especiais (Bope), que ganhou fama com o filme “Tropa de Elite”, aproveitou a manhã deste sábado e fez um treinamento de preparação para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 e a Copa do Mundo de 2014. Os policiais fizeram um rapel em um dos edifícios mais tradicionais da cidade: a torre do Shopping Rio Sul.

A torre tem 160 metros de altura e 44 andares e, de acordo com o comandante do treinamento, o tenente J. Loureiro, foi só o primeiro desafio que os policiais enfrentarão. Os próximos alvos serão o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor.

- É importante atuarmos em pontos turísticos, além de pontos notáveis, como prédios muito altos, que poderiam ser alvos de terrorismo. Precisamos no antecipar, conhecer como são essas construções para ficarmos preparados em caso de necessidade – explicou o tenente do Bope.

Está aí, uma boa iniciativa, que não gastou rios de dinheiro e pode ser necessária em casos extremamente graves.

E mostra ainda qualidades necessárias e decisivas na montagem de uma operação de segurança para grandes eventos: planejamento, treinamento e preparação.

Torre do Rio Sul escalada por profissionais do Bope, em Botafogo, Zona Sul