O Jeferson Rosa me perguntou no sábado, nos comentários do post “Hotel Vinicius de Moraes”, sobre o Centro de Mídia para a Copa do Mundo de 2014 e escreveu…
“Pergunto isso aqui pois li que São Paulo (mais forte concorrente do Rio), Brasília e Belo Horizonte também pleiteiam recebê-lo. Entretanto, o Rio de Janeiro, quer recebê-lo para ele sirva como o Centro de Mídia não-Credenciada durante os Jogos de 2016 e mais quer instalá-lo na Zona Portuária, como parte da sua revitalização.
Caso outra cidade ganhe esta disputa qual seria o plano B para o Rio?
A Copa do Mundo também existe Centro de Mídia não-Credenciada? Se existir, o Rio poderia ser a sede deste Centro e o outra cidade a sede do Centro de Mídia Credenciada.”
Vamos lá…até que provem o contrário, tanto o Centro de Mídia quanto a sede da Fifa ficará no Rio. Já está certo e, para ser mais preciso, o martelo foi batido no dia 4 de junho de 2009, quando a prefeitura do Rio se dispôs a apoiar a construção da nova sede da CBF na Barra da Tijuca e erguer com recursos públicos, um museu do futebol, orçado em cerca de R$ 20 milhões.
Na ocasião, aconteceu uma cerimônia no Palácio da Cidade, com a presença do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o prefeito Eduardo Paes. Inclusive, o político afirmou, na época, que adiantaria a construção do Centro de Mídia dos Jogos Rio 2016 para ser utilizado em 2014.
Só que…
Teixeira fez chegar aos ouvidos de Paes que o Centro de Mídia deveria ficar próximo do palco principal das partidas, o Maracanã. Colocá-lo na Barra não seria possível. E até por essa exigência, a pressão por levar instalações para a Zona Portuária aumentou. E, como vimos, não funcionou.
Mas ao manobrar instalações sem sedes previstas no dossiê de candidatura do Rio para o Porto, a prefeitura arrumou construções que poderiam servir para os propósitos da Copa 2014.
Por exemplo, o Centro de Mídia para Não Credenciados 2016, tornou-se uma opção. Até porque, na Copa, não há uma instalação para essa finalidade.
Para terminar, a sede da Fifa. Nesse caso, a prefeitura ofertou o Palácio da Cidade, em Botafogo, e o governador Sérgio Cabral Filho, o Palácio Laranjeiras (residência oficial do governo do Estado), ambos na Zona Sul, e óbvio gratuitamente. Ou melhor, bancado com recursos públicos.
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