“Tentar arriscar pode acontecer na política. No esporte, não acontece. Ou se prepara ou treina ou age de uma forma profissional ou se cai antes do tempo. E nós pela primeira vez trabalhamos de forma profissional.”
“Aí, é preicso trabalharmos com profissionalismo. É preciso ter dinheiro, viajar, gastar com hotel, fazer reunião. É preciso fazer reunião, conversar.”
“Conversamos até com um (delegado – em busca de votos) que o João Havelange não gostava. Eu perdi meia hora com esse cidadão, conversei com ele como se fosse o melhor cara do mundo. Era o meu papel conversar.”
“Tem um tipo de gente que é tão azeda e tão de mal com a vida que nada que esse país faça, as pessoas acham que esse país tem direito. É aquele cidadão que se trata como segunda classe. Tudo lá fora é melhor.
“Sou nordestino e sou tinhoso. Não dá para levar desaforo para casa e por que o Brasil não poderia fazer (os Jogos)? E disse para o Sérgio Cabral”
“Nós temos que provar que somos um povo…não vou dizer um palavrão aqui porque político não pode dizer. Só humorista.”
“Imagina se o Brasil vai ganhar. Madri é muito mais bonita, uma cidade fantástica, olha Madri, tem não sei quantos mil anos. Até os mouros já ficaram em Madri. Tóquio? Imagina, o imperador está lá em Tóquio, o Brasil vai ganhar de Tóquio? Essa sabedoria milenar e não sei das quantas. Imagina? O Brasil não se enxerga? Vai disputar com Chicago? Não sabe que Chicago é a terra do homem?” Eu fui ficando nervoso.”
“A nossa delegação ficou num hotelzinho só, que não tinha suíte presidencial, nem governamental, nem prefeiturável. Era um quarto apenas, muito pequeno e nós ficamos lá. Para mim era mais fácil, porque eu ligava a televisão e não entendia nada, para estava tudo maravilhoso, tudo extraordinário.”
“Aí, chega o homem e a mulher do cara também estava lá. E não dava para eu buscar a Marisa porque o meu força aérea tem que para muitas vezes. O Força Aérea One vai direto. O meu tem de ir de picote.”
“Aí, estávamos nos bastidores para fazer a apresentação. Nessa hora todo mundo dá palpite. É como você Hypolito (dirigiu-se ao ginasta Diego) quando você vai entrar para fazer seus pinotes. Faz isso, faz aquilo, dá quatro, dá cinco saltos mortais, dá oito, faz nove. O pessoal não sabe que você se preparou e não pode mudar na hora.”
“Quando o Japão caiu fora ficamos nós e Madri, ainda tinha a dúvida, porque tinha um dirigente do COB internacional (na realidade, COI)… o Samarães (o espanhol Juan Antônio Samaranch, ex-presidente do COI), que está lá há 140 anos. E me disseram o seguinte: esse cara manda em todo mundo, os delegados vão votar nele. A minha sorte era que a somatória de idade do João Havelange e do Nuzman dava mais do que a idade dele. E falei: então vai ser possível a gente ganhar essa coisa.”
“A hora em que aquela menina pegou aquele envelope sagrado, na hora em achei maldito, pôs naquele prato. Aqueles 15 segundos da moça andando, tec, tec, tec, e mais a lerdeza do companheiro (Jacques Rogge, presidente do COI) de abrir aquele envelope… parecia cartão de crédito vencido ou a notificação da Receita Federal para o pagamento do imposto de renda. O cara vai, vai…A hora em que ele anunciou, eu confesso a vocês que descobri que nunca vou morrer de infarto. Senão eu teria morrido ali naquela hora, tal foi a sensação.
“O meu problema é esse: quando não leio o meu discurso, eu falo demais.”
“O Brasil só vai se transformar em uma verdadeira potência olímpica se a gente, nesses seis anos que faltam para as olimpíadas, trabalharmos com o mesmo profissionalismo que ganhamos as olimpíadas.”
“O Brasil não vai chegar nessas olimpíadas com a cara lambida para disputar meia dúzia de medalhas. Queremos chegar na ponta dos cascos.”
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