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Rio-2016 adere aos protestos

por Michel Castellar em 18.jun.2013 às 15:35h

Calma! Ninguém do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 vai sair às ruas com cartazes nas mãos. Mas na noite de segunda-feira, o diretor Geral de Operações Leonardo Gryner foi visto por um limbense retornando pacificamente para a sua casa de: metrô em detrimento ao ônibus!

Ao se deparar com a cena, o limbense tratou de me ligar. A essa altura, ainda estava no Mineirão, após a partida entre Nigéria e Taiti. E seguiu-se o relato.

Segundo limbense, apesar do vagão cheio, Gryner, até então em pé, conseguiu sentar quando o metrô parou na estação Central do Brasil. Vale lembrar que o Comitê Rio-2016 fica ao lado da estação Estácio.

E como esse limbense é bem observador, ainda notou que o diretor da Rio-2016 foi a viagem inteira manipulando o seu celular. Que, segundo o atento limbense não era da marca oficial coreana que patrocina os Jogos, mas daquela marca… a da frutinha proibida.

Mais protestos

por Michel Castellar em 17.jun.2013 às 12:22h

Sempre que escrevo sobre protestos a respeito de assuntos envolvendo os grandes eventos, como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, tem os que me aplaudem e os que, com ou sem retórica, me acusam de estar ao lado dos, digamos, governantes.

Isso é bom e, confesso, gosto desse conflito de opiniões. Sinal de que meu objetivo com o blog está sendo alcançado: informar da maneira mais clara possível e deixar que o leitor faça o seu julgamento.

Por isso, agora, vou publico um texto que saiu nas edições regionais do LANCE! nesta segunda-feira. Ele se refere aos protestos ocorridos em Brasília na sexta-feira e no sábado.

“Uma moeda, duas caras”

Eu estava lá e vi. E foi impressionante o abismo que separou as duas manifestações populares ocorridas em Brasília, na sexta-feira e no sábado, antes da abertura da Copa das Confederações.

Na sexta-feira, em uma ação extremamente bem articulada, em questão de minutos, 150 pneus já encharcados com querosene foram retirados de um caminhão frigorífico, amontoados no chão e foi só riscar o fósforo. Os policiais militares nem tiveram tempo de dar um respiro e uma densa fumaça preta já encobria o Estádio Mané Garrincha.

Agora, quanto tempo se levou para a ação ser montada? Cerca de 20 dias. E o que motivou o astuto plano, que mobilizou 300 pessoas? Moradias para os sem-tetos de Brasília, mais investimentos na saúde e o pedido de uma auditoria externa nos gastos do DF com a Copa.

Resultado da operação comandada pelo Movimento dos Sem-teto e o Comitê Popular da Copa: nenhum confronto com a PM e uma audiência com os governantes no Palácio Buriti.

No dia, seguinte, sábado, nova manifestação. Convocada na véspera, reuniu uma gama de grupos e organizações populares.

Os motivos da manifestação? Os mais diversos: contra o aumento das passagens de ônibus, contra o abuso e exploração sexual, mais educação, mais saúde, mais moradia, cancelar a concessão do Maracanã à iniciativa privada, abaixo a Fifa, os políticos e a mídia.

Dessa vez, ao invés de queimarem pneus, os responsáveis pela manifestação optaram por uma caminhada até o estádio. Para garantir que nenhum ato de vandalismo seria cometido, celebraram um acordo com a Polícia Militar, que os escoltaria em segurança.

Mas o movimento perdeu-se no meio do caminho. Os supostos líderes admitiram que não tinham mais controle sobre o grupo que, de 200 pessoas, pulou para cerca de mil.

E uma massa sem controle ante uma força treinada para manter o controle, só podia dar no que deu: cenas lamentáveis de confronto.

Apareci no meio da fumaça

por Michel Castellar em 14.jun.2013 às 16:12h

Olá a todos. Como procuro fazer postagens diárias neste espaço, cabe uma explicação pelo “sumiço”.

Desde o dia 5, estou em Brasília para a cobertura da Copa das Confederações e, por isso, acredito que possam imaginar o volume de trabalho.

Mas estou de volta ao blog, apesar de ainda estar na capital federal, e tentarei manter a regularidade durante a competição.

Algumas coisas em relação aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 ocorreram nesse tempo. Por exemplo, a presidenta Dilma Rousseff passou a sexta-feira na capital fluminense.

Dentre os compromissos, a liberação de R$ 532 milhões do PAC da Mobilidade para a construção do VLT do Centro. Outros R$ 590 milhões serão financiados pelo consórcio responsável pela obra.

Com a liberação dos recursos, o VLT tem o seu primeiro trecho previsto para ser entregue em janeiro de 2015. A segunda etapa só ficará pronta no segundo semestre, após os Jogos.

E já que estou em Brasília acredito que vale a postagem de algumas fotos que fiz nesta sexta-feira, véspera da abertura da Copa das Confederações, do protesto que queimou 150 pneus ao lado do Estádio Mané Garrincha, que será também sede do futebol nos Jogos Rio-2016.

A manifestação foi promovida por integrantes do movimento sem-teto do DF e teve o apoio de várias ONGs e organizações populares. A principal queixa era quanto a falta de moradia, saúde e o dinheiro gasto, R$ 1,2 bilhão, na reforma do estádio.

Pneus queimam ao lado do Estádio Mané Garrincha (Foto: Michel Castellar)

Pneus queimam ao lado do Estádio Mané Garrincha (Foto: Michel Castellar)

Estádio Mané Garrincha totalmente encoberto pela fumaça (Foto: Michel Castellar)

Estádio Mané Garrincha totalmente encoberto pela fumaça (Foto: Michel Castellar)

Os 150 pneus foram transportados em um caminhão frigorífico (Foto: Michel Castellar)

Os 150 pneus foram transportados em um caminhão frigorífico (Foto: Michel Castellar)

Cerca de 300 pessoas participaram da manifestação (Foto: Divulgação)

Cerca de 300 pessoas participaram da manifestação (Foto: Divulgação)

 

Frase Olímpica: “Simpatia é quase amor”

por Michel Castellar em 09.jun.2013 às 1:06h

“Só será difícil falar com sotaque carioca.”

Presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), Philip Craven, ao dizer que pretende aprender palavras em português para o discurso de abertura dos Jogos-2016. O dirigente está em São Paulo, onde ocorre a reunião do conselho executivo da entidade.

Engenhão: quem disse que são só 18 meses?

por Michel Castellar em 07.jun.2013 às 19:14h

A a prefeitura do Rio bateu o martelo nesta sexta-feira: o Estádio Olímpico João Havelange ficará fechado por 18 meses para a reforma de sua cobertura.

Mas perceberam o que escrevi? Fechado para a reforma da COBERTURA.

E as reformas de ampliação do estádio para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016?

Essa é uma resposta que nem a prefeitura ainda tem. A secretaria municipal de Obras e a Empresa Olímpica Municipal não chegaram a uma conclusão se as obras de ampliação das arquibancadas serão ou não feitas nesse período de interdição.

Querem saber o motivo da indecisão? Cliquem e leiam o post que escrevi no dia 17 de maio: “Reforma do Engenhão subiu no telhado

Moral da história: não se assustem se esse prazo de 18 meses for estendido para 30 meses e o Engenhão só ser reaberto no fim de 2015, porque as obras de ampliação das arquibancadas têm duração prevista para 12 meses.

LEIA MAIS:

> Secretário diz que fechar o Engenhão ‘é uma vergonha’
> Surpreso, Botafogo não irá se pronunciar agora sobre laudo do Engenhão

A um passo do paraíso

por Michel Castellar em 06.jun.2013 às 23:33h

Lembra deste post: “Um brasileiro no topo“? Se não lembra, clique antes de prosseguir. Caso se recorde, saberá que me refiro ao fato de o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, poder ser eleito presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) em 2017.

Mas por que volto a esse assunto?

Porque a partir de sexta-feira até domingo, a cúpula do IPC, seus 14 membros do Conselho de Governança, estarão todos reunidos em São Paulo para, oficialmente, tratarem de assuntos ligados aos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Mas o encontro é o último antes das eleições marcadas para novembro, em Atenas.

Logo, nem preciso dizer que a política estará a reinar nos bastidores. Não pelo cargo máximo, já que Philip Craven tem a reeleição garantida.

Inclusive, um limbense de alta e vasta plumagem, todo faceiro, veio me contar que o presidente do CPB já pode sair desse encontro como candidato ao cargo de vice-presidente do IPC.

Será? Vamos aguardar.

O “programa”, agora, é oficial

por Michel Castellar em 05.jun.2013 às 23:35h

E saiu até no Diário Oficial da União: o programa…de Observadores, agora já pode sair do papel. Nesta quarta-feira, as diretrizes do projeto que será coordenado pela Autoridade Pública Olímpica (APO) foram publicadas.

Pelo texto, as áreas de interesse são: segurança, educação, cultura, acessibilidade, sustentabilidade, telecomunicações, energia, direitos de propriedade intelectual, governança, saúde, transporte, acomodações, infraestrutura, saneamento, legado, comunicação, cerimônias e turismo.

Os eventos que já estão certos de receber observadores são: a Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno Sochi 2014 e a Copa do Mundo. Mas qualquer outro evento que possa contribuir para a organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 poderá entrar na lista.

- O objetivo é acertarmos o máximo na organização dos Jogos, aproveitando a experiência adquirida ao acompanhar a execução de serviços e de infraestruturas, tal como houve em Londres no ano passado - disse o presidente da APO, Marcio Fortes.

Poliglota

por Michel Castellar em 04.jun.2013 às 23:09h

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 já está ao alcance de quase todos. Tudo porque, agora, além das línguas portuguesa e inglesa, seu site já disponibiliza conteúdo em espanhol e francês.

Já vi esse filme…

por Michel Castellar em 03.jun.2013 às 19:22h
Montagem feita na internet sobre os conflitos em Istambul e as pretensões olímpicas da cidade.

Montagem feita na internet sobre os conflitos em Istambul e as pretensões olímpicas da cidade.

Frase Olímpica: “Está difícil desatolar”

por Michel Castellar em 02.jun.2013 às 23:44h

“Istambul 2020 está monitorando a situação lamentável em relação às manifestações em Istambul com muito cuidado e vai deixar para as autoridades competentes comentarem sobre as manifestações. Mas, apesar dos últimos acontecimentos, todos os setores da Turquia permanecem unidos no sonho de ser, pela primeira vez, a sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2020. O nosso slogan de candidatura é ‘Uma ponte, juntos’ e há um desejo comum de se unir ao espírito olímpico e mostrar ao mundo que podemos trabalhar juntos para uma Turquia melhor.”

Trecho do comunicado distribuído pelo Comitê de Candidatura de Istambul à sede dos Jogos de 2020. Voltarei ao assunto posteriormente. Mas, volto a dizer, a situação, guardada as devidas proporções lembra e muito a do Rio, em 2009. Talvez, ainda não seja a hora de jogar o chapéu.