Acredito que a essa altura do campeonato não é mais segredo para ninguém que o Estádio Olímpico João Havelange precisa passar por reformas para os Jogos Rio-2016. No caso, o anel do estádio seria fechado para elevar sua capacidade de 45 mil para 60 mil pessoas.
No ano passado, antecipei que o projeto, que seria definitivo, passou para assentos provisórios. Com o problema no teto do Engenhão, a prefeitura do Rio e o Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016 começaram a planejar a realização da ampliação juntamente com as obras de reparo na cobertura do estádio.
E era perfeitamente possível realizar as duas obras e poupar um novo fechamento do estádio em 2015.
Mas, agora, existe um impasse. Como os lugares passaram a ser provisórios, a dúvida é a de que se valeria à pena realizar a ampliação, neste momento, por causa da durabilidade, por exemplo, dos assentos.
Será que a estrutura provisória resistirá por dois anos? Será que o investimento para mantê-la compensaria?
Uns defendem a idéia de se fazer tudo agora. Já, outros, acreditam que se a ampliação for feita terá de, provavelmente, “quase ser refeita” em 2016. A turma do “contra” alerta para o desperdício de dinheiro.
Os técnicos, neste momento, terminam um estudo para saber qual das duas opções é melhor. A prefeitura baterá o martelo sobre a questão.
Lembro que as obras de ampliação permanente foram orçadas no dossiê de candidatura do Rio, em 2009, em US$ 41,2 milhões (R$ 82,4 milhões). Já as obras temporárias, segundo empresas especialistas neste tipo de estrutura, custariam cerca de R$ 30 milhões.
Social