Calor na Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo… Os jogadores sofrem com a chegada (agora de verdade) do verão. Em alguns estádios do Brasil, no último fim de semana, a sensação térmica foi de mais de 40 graus. Entre Santos x Palmeiras, em Presidente Prudente, duas paradas técnicas: uma durante o primeiro tempo e outra no segundo.
Para manter bom nível físico, além da preparação e recuperação durante a semana, também é preciso atenção nas partidas. Entra em ação a reposição hídrica. Segundo o Professor Doutor Luis Fernando Aragón, em artigo “Hidratação no futebol”, no livro “Ciência no futebol”: “A hidratação para o futebol deve seguir as mesmas regras que a prática de qualquer outra atividade física: repor líquido perdido pela sudorese para evitar desidratação e oferecer carboidratos e eletrólitos que podem ser necessário, de acordo com a duração e a intensidade do exercício.”
A evolução dos materiais esportivos colaboram com os atletas. Mais modernos, facilitam a termorregulação (regulação da temperatura do corpo), com menor sudorese. Segundo Luis Fernando: “Quando a perda de líquidos pela sudorese é mais rápida do que a reposição de líquidos, o indivíduo está em um processo de desidratação. Esta leva a um estado de hipoidratação (falta de líquido) que, combinada com a hipetermia (aumento da temperatura), diminui o desempenho, como resultado da incapacidade do sistema cardiovascular em manter o débito cardíaco (volume de sangue bombeado pelo coração). A hipoidratação prejudica a função termorregulatória, o que faz que o exercício no calor seja mais difícil de ser realizado.”
O regulamento do futebol, que não permite tantas paradas, dificulta a reposição, seja ela só de água ou com outros compostos. Então, é preciso aproveitar paralisações com faltas, gols ou uma simples ida ao banco de reservas quando seu time ataca ou defende. Os intervalos, quando se tem mais tempo, são determinantes.
A ingestão de carboidratos (definida de acordo com o peso de cada jogador) se torna decisiva. O gasto energético e o glicogênio consumido são altos, dificultando o trabalho das fibras musculares. De acordo com Luis Fernando: “As dietas ricas em carboidratos resultam em maiores concentração de glicogênio muscular, que, por sua vez, podem melhorar o desempenho esportivo.”
Esta ingestão também precisa acontecer depois dos confrontos. A absorção nas duas horas seguintes à prática é maior do que passado este tempo. O procedimento acelera a recuperação. Em início de temporada e com jogos durante a semana, ajuda na preparação entre uma partida e outra.
Cuidando bem da hidratação e com reposição de carboidratos e eletrólitos, o jogador ganha em desempenho, recuperação e corre menos riscos de lesões. Importante em qualquer partida, o clima quente do verão exige ainda mais observação da comissão técnica.













É um absurdo o calendário brasileiro. Sua formulação prejudica o espetáculo, a beleza do jogo. Sobre o assunto, indico a leitura: http://futebologiabrasil.blogspot.com/2012/02/e-bom-te-lo-de-volta.html. Essa é para quem gosta de música!
Um abraço