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Bruno Uvini conta como se treina na Europa

por Gabriel Saraceni em 13.mai.2012 às 18:37h

Ao lado de Sandro, ex-Internacional, Bruno Uvini faz treino no Tottenham (Foto: Arquivo pessoal)

No sábado, por volta de 12h, tive uma boa conversa com o esclarecido Bruno Uvini. O zagueiro, que volta a São Paulo nesta segunda-feira, e pode continuar no Tricolor, me falou sobre o estilo de treino no Tottenham (ING), onde esteve nos últimos quatro meses:

- A única diferença é que no Brasil tem coletivo, o que aqui não fazem. É um treino mais curto, de pouca duração, mas muito intenso. Jogo de campo reduzido quase todos dias. Praticamente um físico e técnico juntos, em que você faz físico sem perceber.

- Academia fazemos bem pouco, faz mais quem quer. Não tem obrigação, como é no Brasil. Cada um que cuida de si. Procuro fazer fortalecimento, para não machucar ou ter problema muscular – completou Uvini, que procurar manter a preparação também “puxando ferro”, como se diz no popular.

A declaração do zagueiro vai ao encontro do que este blog defende. Não só este blog, mas estudos e especialiastas. Hoje, no futebol, sem muito tempo para treinos – já que muitas vezes mais se recupera -, é preciso aproveitar ao máximo as atividades. Simular exercícios em que se consegue trabalhar mais de uma capacidade é o ideal. No caso do Tottenham, como acontece na maioria dos clubes europeus, é isso que se busca com jogos reduzidos. O jogador treina a parte técnica, mas também tem exigências físicas. Nos coletivos também, mas com menos intensidade e frequência de participação.

Em entrevista com Rogério Ceni, o goleiro disse que na Espanha também viu algo semelhante. Passou por Real Madrid, Barcelona e Atlético de Madrid. Em todos viu trabalhos intensos e de curta duração. Importante, porque simula o que ocorre no jogo. Este é o caminho, mas no Brasil muitas comissões técnicas não pensam assim e ainda fazem exercícios técnicos isolados.

Musculação é importante, mas para prevenção e direcionada de acordo com a necessidade do atleta. Ficar livre, como acontece na Europa, não vejo como sendo ideal. No Brasil o trabalho de fortalecimento, na maioria das vezes, é bem realizado. Procura-se tentar evitar lesões, preparar um jovem (em formação) e ganhar força para executar bem certos aspectos, como arranque, resistência, impulsão, entre outros pontos.

Com a esquerda afiada, Neymar fica ainda mais imprevisível

por Gabriel Saraceni em 07.mai.2012 às 11:21h

Contra o Guarani, Neymar arranca para driblar adversário (Foto: Ivan Storti)

Apesar da evolução técnica do futebol, são poucos jogadores que conseguem ter habilidade com as duas pernas. Não em mesmo nível, o que é praticamente impossível, mas com recurso para drible, lançamento, passe mais longo e chute. Não chega ao ponto de bater uma falta ou escanteio com a mesma precisão da “perna boa”, mas é um recurso a mais. Petkovic, por exemplo, até conseguia alguns lances em bola parada. Mas isso mais no fim de carreira, depois de muito treino e experiência.

Neymar é o exemplo mais emblemático do momento. O atacante santista, a cada jogada com a esquerda, mostra evolução. Tem o dom, claro, mas também treina. E é só aperfeiçoando que se consegue resultado. Trabalho específico, e não só do dia a dia, em jogos reduzidos, partidas ou coletivos. É o tipo de situação que precisa trabalhar o fundamento isolado, como com crianças. Quanto antes começar, melhor.

Resultado é a imprevisibilidade. Com as duas pernas, drible por um lado e para o outro. No arremate, o jogador pode cortar para a esquerda, e não só direita. E assim confunde o marcador. Para os defensores, também ajuda. Dá para cobrir mais espaços e também colabora na recuperação em caso de ser enganado pelo atacante.

Com grande evolução física no futebol, a técnica muitas vezes é esquecida. Mas trabalhar com os dois pés precisa ser lembrado sempre. Prova é Neymar, hoje melhor do Brasil e entre os melhores do mundo. Já é repleto de recursos, mas não se cansa de evoluir para ser ainda mais imprevisível e cheio de variações.

Confiança e ritmo de jogo como aliados, e não desculpa

por Gabriel Saraceni em 01.mai.2012 às 16:38h

É comum atleta falar em confiança para jogar. Aliada ao ritmo de jogo, são frequentes “desculpas” quando o desempenho não é bom em uma partida.

Na manhã desta terça-feira, Doulgas, que fará sua estreia pelo São Paulo nesta quarta, contra a Ponte Preta, disse que ainda tem receio em dar “pique” (recuperou-se de uma pubalgia). Thiago Heleno, no Palmeiras, trabalha para voltar na semana que vem, diante do Paraná. O zagueiro, no fim do ano passado, fez cirurgia nos dois pés e ainda não atuou este ano. É mais um que precisará de confiança e ritmo de jogo.

Em alguns casos usado para encobrir uma má apresentação, em campo dá para sentir a diferença. Depois de grave lesão, que deixa o jogador por mais de três meses afastado, o retorno é lento. Em alguns movimentos, medo de voltar a sentir o antigo problema. Em outros casos, limitação física. Por fim, dificuldade em acompanhar o ritmo de quem está “voando” na temporada.

Douglas e Thiago Heleno são alguns exemplos, mas outros podem ser citados. Cada jogador reage de uma maneira, mas confiar no seu potencial é um caminho. Outro é se preparar bem fisicamente, além de abusar da manutenção nos primeiros dias. É preciso ter acompanhamento da preparação física e fisioterapia, sem receio de reclamar e dar feedback.

Flamengo vive dilema por dias sem jogos

por Gabriel Saraceni em 23.abr.2012 às 15:46h

Renato foi um dos mais inconformados após a eliminação do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal/FlaImagem)

Eliminado do Campeonato Carioca e da Copa Libertadores, o Flamengo só voltará a fazer um jogo oficial dia 20 de maio, contra o Sport, quando começa do Brasileirão. Motivo de piada por parte de Felipe, do Vasco, mas, na prática, situação preocupante.

São quase 30 dias até o próximo compromisso. Se realizada uma pré-temporada bem feita, pode ajudar, mas a perda de ritmo de jogo será grande. Então, são duas possibilidades para abordar.

Positivo: se souber aproveitar o tempo, os jogadores do Flamengo podem chegar fisicamente bem, principalmente para manter o bom nível até o fim do Brasileirão. Vai sofrer menos do que os outros com lesões musculares, haverá balanço entre descanso e trabalho, e o parte tática também poderá ser intensificada. Mas é preciso promover coletivos e amistosos. E nada de falta aos treinamentos.

Negativo: a perda de ritmo de jogo atrapalha. Para mantê-la, só com jogo-treino e amistosos, mas desde que simulem um confronto de campeonato. Disputado e com alta intensidade. De preferência, até duas vezes por semana, revezando os jogadores. A parte psicológica também fica enfraquecida. Ver todos jogando, principalmente rivais, incomoda. Pode bater desânimo no dia a dia, além de problemas fora de campo.

O primeiro passo da comissão técnica é rever o planejamento. Definir novos ciclos, com o próximo (até o início do Nacional) bem específico, é uma boa saída. É preciso refazer toda a periodização, já que a programação no início da temporada não é mais válida. Caso contrário, se quiser trabalhar só com “achismo” e sem organização, a tendência é fracassar também no segundo semestre.

Paulo André indica caminho para profissionalizar a base

por Gabriel Saraceni em 17.abr.2012 às 17:07h

Paulo André no lançamento do "O jogo da minha vida" (Divulgação)

Na segunda-feira à noite, antes da aula de Gestão e Mkt Esportivo, na Trevisan, e depois do futebol com o pessoal do LANCE!, finalizei o livro escrito pelo zagueiro Paulo André, do Corinthians. “O Jogo da minha vida” é uma leitura tranquila, explicativa, reveladora e fácil. Foi indicação do colega Bruno Uliana e agora faço o mesmo a todos que gostam de futebol. As últimas páginas abriram minha cabeça para este post.

Poderia abordar diversos assuntos do livro, mas um, mais específico com relação ao conteúdo deste blog, chama a atenção. A preocupação de Paulo André com as categorias de base, como elas são dirigidas e a formação dos profissionais. É preciso funcionários mais preparados. A vivência no futebol é importante, mas teoria é fundamental. É essencial que os considerados professores saibam desenvolver a capacidade de crianças e jovens, que em um primeiro momento precisam de grande variação, sem muita especificidade. Necessitam conhecer o mundo, como dizem os verdadeiros educadores físicos.

Fiz questão de falar do meu MBA. Isso porque Roque Junior (Palmeiras e Seleção Brasileira) e Fabiano (São Paulo, Santos, Avaí e atualmente está no Audax) são dois dos alunos. Assim como já foram outros, como César Sampaio, hoje dirigente do Palmeiras.

A capacitação, seja para trabalhar com garotos ou profissionais, é
importante para evolução do futebol.  O “achismo” cada vez perde mais espaço no esporte.

- No Brasil, existe dificuldade para encontrar treinadores nas categorias de base que se preocupem com a evolução do atleta em longo prazo. Esse tipo de profissional é, atualmente, uma verdadeira raridade nos clubes de futebol, já que a maioria dos treinadores trabalha praticamente da mesma maneira, formando jogadores e não pessoas – boleiros, e não atletas. Os formadores deveria enxergar as necessidades, as qualidades e as limitações de cada um dos seus pupilos, assim como perceber o potencial a ser explorado e os defeitos a serem escondidos – prega Paulo André, no livro.

É preciso dar oportunidades para quem tem formação e esta disposto a melhorar a base do futebol brasileiro. Temos muita gente que não foi profissional, mas tem vivência no futebol (várzea, universitário, peneiras…) e podem melhorar as coisas. Terminei Esporte em 2005 e vi muita gente boa por lá. O Audax e o Red Bull, por exemplo, dão espaço para esses profissionais, e os resultados são bons. Aliados aos ex-jogadores, como Antônio Carlos Zago, por exemplo, que está no Grupo do Pão de Açúcar. Este é um caminho. Não é uma fórmula mágica, mas pode muito bem ser colocado em prática.

Lesão no joelho é comum e Wesley é mais um a sofrer

por Gabriel Saraceni em 10.abr.2012 às 13:58h

Wesley lesionou ligamento do joelho no último domingo e só voltará em 2013 (Foto: Denny Cesare/Futura Press)

Assim como Wellington, do São Paulo, Wesley, do Palmeiras, também vai passar por cirurgia no ligamento cruzado anterior do joelho. O problema é corriqueiro em atletas, mais comum do que no cruzado posterior (ligado a trauma direto).

Principalmente no do são-paulino, a lesão ocorreu sem choque, o que é comum nesses casos. São decorrentes de mudar bruscamente de direção, pisar em buraco no campo ou prender o pé no gramado. Wesley, depois de uma pancada, deixou o campo em lance isolado, pouco tempo depois.

Indelicato & Bittar, no livro “Ciência do Futebol”, relata: “em 100 pacientes estudados, portadores de lesão do LCA, a incidência de associação com lesões meniscais foi de 77% nos casos agudos, enquanto nos crônicos chegou a 91%.” Feagin e Sherman “concordam que existe alta incidência de alterações degenerativas em pacientes portadores de lesões crônicas de LCA. Entretanto, discute-se se essas alterações devem-se apenas ao grau de insuficiência ligamentar ou à associação com lesões meniscais e/ou condrais.”

Com a cirurgia, elimina-se a instabilidade, substituindo o ligamento por enxerto. No caso de Wellington, já na segunda operação, teve o próprio enxerto rompido. Segundo Rene Abadalla, responsável pelo procedimento, só oito em cada 200 casos por ano (média em 12 meses) são semelhantes.

O retorno é demorado (seis a oito meses) porque a operação é delicada. Além da cirurgia, o tratamento demanda cuidado. O jogador precisa fortalecer bem o local, seus entornos e os ligamentos próximos. Por isso os dois, principalmente Wesley, só estarão aptos em 2013. Psicologicamente também existe problema. Alguns atletas demoram mais do que os outros para readquirir confiança, o que limita em certos movimentos. Por isso o departamento médico é ponderado ao falar desses casos.

Em levantamento do ortopedista Moisés Cohen, em uma análise dos prontuários médicos de oito clubes profissionais, junto a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp):

- Choque entre jogadores (contusões): 24,1%,
- Lesões musculares: 39,2%
- Torsões: 17,9%
- Tendinites: 13,4%
- Membros inferiores: 72,2%: divididos entre coxa (34,5%), tornozelo (17,6%) e joelho (11,8%).

Drible e falta: recurso, necessidade e polêmica

por Gabriel Saraceni em 03.abr.2012 às 14:44h

Lucas é o jogador que mais dribles deu no Paulistão. Domingo foram vários diante do Ituano (Foto: Ari Ferreira)

Para muitos o drible é visto como recurso de jogo, quando não se tem outra coisa a fazer em campo. Para Messi, Neymar, Lucas e Roben, entre outros, é o principal trunfo para superar os adversários.

Tecnicamente também podemos chamar de finta, que muitos confundem, mas é diferente do drible. É o ato de ludibriar o adversário em curto espaço, sem a posse de bola, com objetivo de confundir e abrir espaços.

O que fez Lucas, por exemplo, diante do Ituano. Parou, olhou para o marcador, balançou o corpo, e só depois deu o drible, ao executar elástico. É o que  mostrou Neymar diante do Guarantinguetá. Muitas vezes gingou o corpo e, sem tocar na bola, foi derrubado. Movimentos técnicos, que confundem a marcação.

Entra em questionamento outro ponto. Deve ou não haver falta? Não, reponderia o protetor do jogo-limpo. Sim, defenderia o defensor da violência. Não é bem assim. Não se trata de agressividade, mas de necessidade. A falta também é um recurso técnico, desde que para segurar uma jogada, sem ter maldade. Se feita para machucar, a história muda e passa a não fazer parte do jogo.

Saber cometer falta faz parte do futebol. É preciso ter a leitura de onde pode ser feita, se o adversário tem um cobrador perigoso, quem já tem cartão amarelo e como chegar até o corpo do jogador que não se cansa de driblar.  Muitas vezes fica no vácuo e passa vergonha.

As gingas e os dribles vão continuar, mas as faltas também. É só mais um tempero do futebol, que seguirá causando discórdia e discussão. Inclusive a minha opinião. Comentem…

Milan mostra que marcar também é sinônimo de jogar bonito

por Gabriel Saraceni em 29.mar.2012 às 19:17h

Zagueiro Piquet na cola para marcar o atacante Ibrahimovic (Foto: Reuters)

No senso comum, entre outras coisas, boa técnica é passar, chutar e driblar com qualidade. São poucos os que olham para a parte defensiva como sinônimo de eficiência. Executar um bom cabeceio para afastar a bola da área, dar um carrinho preciso ou um desarme para o contra-ataque também são exemplos de técnica apurada.

Entre Milan e Barcelona, pela Liga dos campeões, os italianos deram uma aula de boa marcação. Chamou a atenção a quantidade de carrinhos, a maioria preciso, para evitar chutes e lançamentos. É o chamado “ponto futuro”, em que o atleta se joga antes e interrompe jogada do adversário. Exemplo de técnica.

A boa tática, que fez o Milan se proteger bem, só foi eficaz porque os defensores tiveram boa técnica. E ver um desarme preciso, muitas vezes, pode ser tão bonito quanto um drible. Basta ver o futebol de maneira diferente.

Não são só os placares elásticos, com vários gols, são bonitos. Um 0 a 0 também pode ser interessante. Claro que chegar à rede é o grande momento da modalidade, mas não é só disso que faz do futebol tão apaixonante.

Cautela, mas também pressa para Adriano entrar em forma

por Gabriel Saraceni em 26.mar.2012 às 12:47h

Adriano chega em clínica para fazer exames (Foto: Gilvan de Souza)

Adriano faz exames nesta semana e pode acertar seu retorno (o segundo) ao Flamengo. O Rubro Negro, ao mesmo tempo que busca se precaver, também não mostra pressa (apesar de precisar). Isso porque não quer correr risco de contratar o atacante com nova lesão no tendão-de-aquiles do pé esquerdo. O que poderia atrasar ainda mais (só pode atuar no Brasileirão) a entrada do jogador em campo. Mas pode perder tempo para colocá-lo em forma.

Do ponto de vista técnico e físico, desconsiderando os problemas fora de campo (apesar de eles interferirem dentro), vejo o Mengão na corda bamba, podendo cair a qualquer momento. Dois pontos a serem abordados.

1- Se tiver de operar novamente, dificilmente Adriano vai jogar em alto nível este ano. Serão ao menos mais cinco meses de recuperação. Abril, maio, junho, julho e agosto. Com dificuldades para entrar em forma, provavelmente só estará liberado para jogar em outubro, período que coincide com 2011, quando teve problema no Corinthians, e pouco atuou.

2- Se não tiver de operar, grande chance para o atacante. Isso porque só poderá jogar em maio, no Nacional. Tempo suficiente para que qualquer atleta profissional esteja 100% fisicamente. Daí o Flamengo precisa ter pressa, caso contrário Adriano vai só continuar a perder condicionamento físico e a ganhar peso, grande vilão da sua preparação.

Responsabilidade! É o que se cobra de clube e jogador. De qualquer maneira é uma contratação de risco. Afinal de contas, Adriano está prestes a completar três semanas sem treino. Os relatos da imprensa, por enquanto, não dão conta de trabalho físico, mas sim de muito lazer. O que só joga contra ao condicionamento, perdido a cada dia.

Palmeiras usa ciência para melhorar desempenho dos atletas

por Gabriel Saraceni em 22.mar.2012 às 12:00h

Valdivia foi um dos jogadores submetidos ao exame (Foto: Eduardo Viana)

Em parceria com médicos da Unifesp, o Palmeiras promoveu exames em seus jogadores na última sexta-feira. O estudo será feito por meio do material genético de cada um deles, com o objetivo de colher informações. As mesmas poderão ser usadas como medida de prevenção, algo cada vez mais recorrente nas modalidades esportivas, e também para especificidade do treinamento.

Parabéns ao clube pela iniciativa, que precisa ser colocada em prática. Mas só depois dos resultados, que vão demorar. Saber a característica genética do indivíduo ajuda a definir treinamento. Define se ele precisa de mais trabalho de força ou resistência, por exemplo. Outro ponto é orientar qual capacidade tem melhor predisposição a ser desenvolvida.

Valdivia, por exemplo, pode reagir melhor em trabalhos aeróbios. Suas fibras predominantes, no caso, seriam as de tipo I, que são lentas oxidativas ou vermelhas. As de tipo II são rápidas e brancas, favorecendo exercício de explosão. Essas são subdividas em IIa ou rápidas oxidativas-glicolíticas e IIb ou rápidas glicolíticas. No caso, se aperfeiçoa as lentas e se estimula as rápidas.

- Faremos a avaliação pelo DNA, para com a característica genética qualificar melhor o treinador e ver qual capacidade física pode ser trabalhada melhor. Queremos mostrar o pontencial da ciência unida ao futebol. É um início, mas esperamos ter bons resultados – explica Anselma Sbraglia, preparador físico do Verdão.

Outro detalhe é definir se o atleta tem predisposição a um tipo de lesão. Isso se deve a má formação genética, desenvolvimento do jogador (o que pode ter ligação com a posição em campo), falta de trabalho de base, entre outras coisas. Este tipo de estudo também serve para crianças e jovens. Dá para definir prematuramente quais são suas capacidades a serem intensificadas ou aperfeiçoadas, o que traz bons resultados futuros. Pensando de maneira mais ampla, pode até decidir qual melhor modalidade a ser praticada. Isso em decorrência do que a genética proporciona de melhor.

Agora, cabe ao Palmeiras fazer uso do estudo. De nada adianta fazer as análises e não colocá-las em prática. Para isso o calendário tem de ajudar. Só com tempo entre um jogo e outro que se pode deixar só de recuperar para também preparar o atleta melhor fisicamente.