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Posts com a Tag ‘Seleção Brasileira’

O casamento de Felipão com a Seleção

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Na roda de amigos, falando sobre relacionamentos, um deles foi apontado sortudo por viajar muito a trabalho: “O seu casamento vai ser feliz, porque você sempre vai ter saudade da sua mulher”, era o argumento principal. O paradoxo pode parecer incabível neste blog, mas acho que podemos usar a mesma linha de raciocínio para ver um ponto positivo em Luiz Felipe Scolari na Seleção Brasileira.

Felipão não era o mesmo no Palmeiras, cansei de apontar seu cansaço com o futebol nas bufadas durante as entrevistas coletivas. Era nítido o seu descontentamento com a rotina e o pavio curto com os problemas a serem administrados dentro do grupo.

Mas Scolari ganhou a Copa do Brasil, porque em um determinado momento conseguiu isolar o trabalho pífio e focar o grupo em um objetivo específico, a ser conquistado em um curto prazo.

Pois bem, a Seleção pode ser para o treinador o casamento perfeito, como citado no primeiro parágrafo. Não terá o dia a dia desgastante de um clube e poderá respirar entre uma convocação e outra. Poderá até sentir a tal saudade de seus comandados.

Os objetivos são claros: Copa das Confederações e a tão sonhada Copa do Mundo no Brasil, esqueçam a renovação agora ou uma nova filosofia tática.

Não se pode negar que Luiz Felipe Scolari é o único tarimbado hoje a dar um choque pelo pouco tempo que se tem de trabalhar. A fórmula deu certo em muitas oportunidades, poderá dar de novo, mesmo estando longe do ideal sonhado pelo amante de futebol.

Só torço para que o treinador não venha de novo a ser dirigente também, e que estes consigam blindar as pressões externas para Scolari implantar sua filosofia, mesmo que esteja longe de ser ideal, e se fechar com o grupo durante a hora mais decisiva.

A chance de ouro para o dedicado Kaká

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Ando antipático com a Seleção Brasileira de Mano Menezes, mas comemorei a convocação de Kaká para os amistosos contra Iraque e Japão. O time precisa urgente de uma figura experiente com currículo vencedor, um jogador que possa assumir a responsabilidade diante da garotada e dividir a pressão com Neymar, blindando também o próprio treinador.

Na teoria, quase todos com quem conversei concordam. Porém, na prática, alguns acham que Kaká não é o cara certo, amparados pelo argumento da falta de ritmo de jogo do atleta, reserva pouco utilizado no elenco galáctico Real Madrid.

Vamos então analisar a questão para saber se o “não está jogando” é suficiente. Vamos falar de profissionalismo, palavra que não tem muito peso no nosso futebol. O meia é um dos jogadores que leva a dedicação muito a sério, se comporta como atleta dentro e fora de campo.

Pois bem, quantas chances de voltar a vestir a camisa amarelinha foram dadas, por exemplo, a Adriano Imperador e Ronaldinho Gaúcho? Inúmeras, mesmo sabendo que o problema dos dois estava relacionado com a falta de vontade de serem mais profissionais.

Nem sempre o cara em campo está jogando mais do que outro reserva dedicadíssimo nos treinos. E lendo pela imprensa espanhola, Kaká está muito bem fisicamente, uma pena ficar à mercê de um gênio tão difícil: o técnico Mourinho.

Só pelo histórico eu convocaria, além de confiar em sua técnica e saber que é um cara totalmente de grupo, capaz de acrescentar muita coisa para a molecada.

A meritocracia não é uma palavra muito utilizada no Brasil, nem no futebol, nem em outros segmentos. Deveria ser pregada quando uma pessoa se dedica muito por um objetivo, e este é o caso.

Mano acertou nos cinco convocados das equipes paulistas?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Em poucas palavras vou expressar a minha opinião sobre os jogadores de clubes Paulistas convocados para a Seleção Brasileira por Mano Menezes, para os amistosos contra África do Sul e China, que acontecerão nos dias 7 e 10 de setembro, respectivamente:

Cássio – goleiro – Corinthians: Entrou bem no time durante a Libertadores e me lembra a postura fria de Dida, que é uma qualidade para a posição. Porém, é muito pouco para ganhar uma chance de ouro dessas. Outros jogadores, como Diego Cavalieri, do Fluminense, mereciam mais. Também não dá para entender como Rafael, do Santos, era o titular até se machucar e agora não foi lembrado. Convocação estranha!

Paulinho – volante – Corinthians – Convocação indiscutível, jogador completo e decisivo no clube. Se eu fosse o Mano Menezes também levaria Ralf para aproveitar o entrosamento dos dois no Timão. Aliás, já perceberam que qualquer zagueiro joga bem na equipe de Tite? Claro que é influência da ótima proteção da dupla.

Arouca – volante – Santos – É um jogador que desarma muito e sabe sair jogando, dá dinâmica para o meio de campo. Porém, não é o seu melhor momento. Durante o primeiro semestre seu nome seria incontestável, mas caiu de produção com a equipe santista. De qualquer forma vale o teste, mas fica a observação pela falta senso de Mano.

Lucas – meia-atacante – São Paulo – Voltou voando da Olimpíada de Londres e tem uma característica importante para a Seleção: arranca com velocidade e chega para concluir na área. Mano acerta em levá-lo, mas erra em dar pouco tempo para o jogador mostrar seu potencial em campo. Deveria ter atuado mais nas últimas partidas, se continuar no banco é melhor deixá-lo no clube.

Neymar – atacante – Santos – Mesmo contestado por parte dos torcedores, é o melhor jogador brasileiro em atividade. Sua função tática de armar mais a Seleção nos últimos jogos prejudicou um pouco o seu rendimento, precisa estar mais perto da área. Mano também precisa soltar mais o craque, deixá-lo à vontade em campo para driblar mais e tocar menos de lado.

Ganso volta ao Peixe sob desconfiança

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Sem propostas para deixar o Santos, depois de demonstrar seu descontentamento com os valores oferecidos pela diretoria para uma renovação de contrato com reajuste salarial, Ganso desembarcou como coadjuvante em São Paulo, e afirmou que está de volta para ajudar o Peixe.

Cercado por jornalistas no aeroporto internacional de Guarulhos que esperavam a Seleção Brasileira de vôlei feminino, medalha de ouro da Olimpíada de Londres, o jogador, que veio no mesmo voo das campeãs, lamentou o fato de ter sido cortado pelo técnico Mano Menezes do amistoso de amanhã do Brasil contra a Suécia por “razões técnicas”. Bem-humorado e atencioso com todos – sempre tem sido assim quando a coisa está preta, o meia aproveitou a oportunidade para fazer as pazes com a torcida santista, que tem criticado muito a postura do atleta.

Se depender apenas da vontade do técnico Muricy Ramalho, o jogador deverá recuperar a posição de titular na equipe mesmo com as dúvidas quanto ao seu futuro, conforme o comandante deixou claro após o empate com o Atlético-GO no último sábado, pelo Brasileiro. Mas além da parte física, ele também está devendo na parte técnica e vai ser cobrado muito mais pela pressão que vive o time da Vila Belmiro.

É fato que Ganso sempre muda seu discurso e a torcida anda cada vez mais ressabiada. Mas nada que boas atuações e uma sequência pelo clube não possam apagar. Mesmo que seja porque não viu outra alternativa, gostei da coragem de Paulo Henrique de chegar e pedir para jogar.

Futebol não combina com Jogos Olímpicos

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Falar que a Seleção Brasileira já não desperta mais a paixão do torcedor virou clichê. De vez em quando a fase iluminada de um craque como Neymar até faz o apaixonado por futebol sintonizar o canal e tentar de novo, como aquele ex-namorado que não se conforma com o fim do amor. Mas logo percebe que tudo continua borocochô e larga mão. E existe algum relacionamento mais água com açúcar do que esse? Sim, com a Seleção Brasileira olímpica.

Para começar, uma das coisas mais legais dos Jogos Olímpicos é a velocidade das competições e a fartura no cardápio. O espectador, seja in loco, assistindo pela televisão, ou agora pela mais do que nunca interativa internet, escolhe a opção entre as mais variadas provas em um curto espaço de tempo. Já o futebol leva, no mínimo, 105 minutos, tempo perdido que poderia ser gasto vendo atletas fazerem história.

O futebol é tão discrepante dos olímpicos que começa antes da cerimônia de abertura. Fica em outra cidade e não se entrosa com o espírito esportivo, tão ressaltado na vila onde ficam os atletas.

Claro que, se o Brasil de Mano Menezes conquistar a inédita medalha de ouro, será recebido com festa. A paixão pela amarelinha será resgatada, por uma ou duas semanas, e os prognósticos para a Copa vão melhorar – isso importa mais do que a conquista olímpica.

Futebol é capaz de parar o mundo frequentemente, sem falar que tem o seu Mundial. Deveria deixar a Olimpíada para outra modalidade que espere por um espaço na mídia a cada quatro anos. Nos Jogos Olímpicos, pelo menos, esses heróis que batalham tanto para chegarem lá merecem toda a atenção. Por estas que se a modalidade fosse cortada, só seria injusto deixar fora a Marta e nossas meninas.

Felipão para todos!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Não acho que a possibilidade de Luiz Felipe Scolari assumir o Palmeiras e a Seleção seja ruim. São projetos que podem ser conciliados pelo treinador para o bem do futebol brasileiro, já que o perfil do comandante se encaixa perfeitamente com as necessidades de ambos. 

Felipão é o nome certo para o Palestra, não apenas pelo prestígio internacional e competência, mas sua ligação com o clube trouxe paz e confiança à torcida, que será fundamental para a retomada em busca de títulos. 

O carinho não é só dos palmeirenses, mas de todos os torcedores do Brasil. E isso também seria fundamental na Copa de 2014, para unir jogadores e arquibancada. 

Scolari é o meio termo entre a baderna de 2006 e a ditadura de 2010 na CBF, e o presidente Ricardo Teixeira sabe. 

Agora, não adianta a Confederação e o Verdão fazerem jogo duro se precisam dele. É preciso diálogo e bom senso. 

Mas Felipão nunca se destacou trabalhando só com garotos, e isso é uma pulga atrás da orelha para vê-lo assumindo a Seleção Brasileira agora, no momento em que a renovação é essencial. Colocá-lo no posto agora pode ser um risco, já que resultados podem não aparecer em virtude do trabalho ser voltado mais para formar a base de 2014. O ideal seria Felipão ser uma espécie de coordenador técnico até 2012, quando assumiria o time para valer.

O brasileiro precisa mudar para exigir mudanças

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A crise na seleção francesa é inacreditável em uma Copa do Mundo. Os torcedores de Inglaterra e Itália cobram um futebol melhor, já na Espanha o temor é de mais uma amarelada. Aqui em terras tupiniquins, Dunga segue em pé de guerra com a imprensa. Espero que o técnico do Brasil entenda que a cobrança é mundial, e os jornalistas são apenas um canal de transmitir as informações, mas se ele quer omiti-las, que esqueça os jornalistas.

É novidade para alguém que o Dunga é um rancoroso com sede de vingança por ter sido perseguido em 90? Agora, temos de ser muito patriotas para torcer por ele com essa postura repudiável.

Mas desta vez patada foi na poderosa Rede Globo, e achei que mais gente ia perceber a ofensa ao torcedor que está assistindo à entrevista, não ao jornalista. Parece que me enganei. Andei vendo comentários em vários Blogs incentivanto a falta de educação do comandante do time mais importante do planeta. Acho que o povo brasileiro precisa de uma mudança de postura se quiser ter uma vida mais digna.

Ganso amarelou!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Há quem diga injustamente que o Santos amarelou nas finais do Paulistão. Como assim falar de um time campeão que marcou dois golaços no jogo decisivo e fez o resultado que precisava? Acho que oúnico que amarelou na derrota para o Santo André foi o Paulo Henrique Ganso, mas o amarelou é de vestiu a camisa da Seleção Brasileira.

Ganso salvou a pele do técnico Dorival Júnior, bateu o pé para não sair do jogo e chamou a responsabilidade, jogando como herói. Mostrou Maturidade. Já o treinador do Peixe se perdeu um pouco e seria crucificado caso Paulo Henrique saísse da partida e o time levasse mais um gol.

Neymar também foi brilhante, também merece ser convocado por Dunga, mas meu principal argumento para ver o treinador do Brasil dando o braço a torcer é o fato de que o grupo preferido para a Copa do Mundo na África do Sul não possui um meia de criação: brecha para Ganso.

Em 2002 Felipão optou por não levar Alex – hoje rei na Turquia – e esse jogador fez falta, com características de enfiar uma bola, acertar um passe milemétrico para furar a retranca adversária. Em 2006 a opção seria Juninho Pernambucano. Desta vez, a criação estará nos pés do baleado Kaká, mais de arranque do que lançamentos, e Elano, homem de cruzamentos e bolas paradas. Não há outra alternativa no banco.

Ganso virou Cisne, suportou a pressão de um Santo André guerreiro e sem sorte de ver a bola tocar na trave nos últimos minutos da decisão.

Enquanto a dupla de joias santista se consolida, o conjunto em si oscila. Mostrou deficiências nos últimos jogos que podem ser fatais na Copa do Brasil. Ainda mais cutucando a onça – Vanderlei Luxemburgo – com vara curta.