Passei grande parte da minha vida viciado em games de futebol do tipo manager, que você gerencia um clube como cartola e treinador ao mesmo tempo. Um dos mais tradicionais deles era o Elifoot, um jogo simples de computador, bem antigo, no qual ficava negociando jogadores e torcia enlouquecidamente pelos resultados positivos do time na frente da tela.
No Elifoot não era fácil contratar, o orçamento era apertado e quando se afundava em dívidas acabava vendo seus atletas leiloados para sanar o rombo nos cofres. Até que um dia criaram um código hacker que te dava dinheiro ilimitado para comprar quem você quisesse. Então era possível montar a seleção de estrelas em pouco tempo, ficava fácil demais!
Parece que o Grêmio está usando esse tal código para sustentar hoje um dos times mais caros do país, com patamar de mercado europeu. Só com Barcos, Zé Roberto, Elano, Marcelo Moreno e Kleber o Tricolor gaúcho gasta cerca de R$ 3 milhões de reais por mês. Fora os altíssimos salários dos recém-contratados Cris, André Santos, Vargas e Welliton. O treinador Vanderlei Luxemburgo também é um dos mais bem pagos do país e um dos que mais gosta de gastar dinheiro por onde passa.
Não vamos esquecer quanto custa caro para um clube ganhar títulos com Luxa no comando. Isso quando ele vence, o que não é mais corriqueiro como há vinte anos atrás. Palmeiras, Santos, Cruzeiro e Flamengo são alguns exemplos que viraram territórios devastados depois que o técnico passou por lá com contratações mirabolantes.
Afinal, dinheiro ilimitado é só no Elifoot ou quando você encontra um podre de rico extravagante afim de torrar dinheiro para ser dono de um time de futebol. Não é o caso do Grêmio, e essa gastação vai ter consequência lá na frente.













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