A Copa das Confederações está perto – a bola rola no dia 15 de junho – e os torcedores brasileiros se preparam para a estreia de seis estádios que receberão jogos na Copa do Mundo de 2014. Sem investimentos significativos em infra-estrutura nas 12 cidades que receberão jogos do Mundial, nos resta engrossar o bordão “Imagina na Copa!” e torcer para que estas arenas caríssimas possam então melhorar os padrões das competições nacionais.
Segundo um estudo feito pela BDO RCS Auditores Independentes, o Campeonato Brasileiro de 2012 apresentou a maior queda de público total dentre os campeonatos estudados, com 8,2% em relação ao público presente nos estádios na temporada anterior – foram levantados dados do Italiano, Espanhol, Inglês e Alemão. A média de público por jogo em 2011 no Brasil foi de 14.976, caindo para 13.670 na última temporada. O Italiano caiu de 24.136 para 22.492; o Espanhol subiu de 28.177 para 28.796; no Inglês um declínio de 35.273 para 34.600; e no Alemão o crescimento de 42.663 para 45.116.
Com as arenas modernas, os clubes daqui terão a chance de propiciar ao seu torcedor um leque mais amplo de entretenimento no dia de jogo, com restaurantes, lojas, passeios turísticos e segurança, por exemplo. É o que costumam chamar na Inglaterra de Match-day Experience. Diversão para o público significa bons negócios que podem reforçar os cofres do time, se explorados com um departamento de marketing competente. É só seguir os ótimos exemplos da Bundesliga alemã.
Ainda segundo a pesquisa da BDO, a receita bruta em bilheteria brasileira é cerca de 13 vezes menor do que a Premier League – também afetada pela valorização do Euro. Enquanto arrecadamos 43,77 milhões de euros em 2012, os ingleses chegam a 599,57 milhões. O Espanhol, terceira média de público, é o segundo no montante, com 551,50 milhões. A Alemanha chegou a 309,64 milhões e a Itália 179,49 milhões.
Mas esse crescimento financeiro não é apenas elitizar o preço dos ingressos, como fez o Corinthians durante a Libertadores. Isso se sustentará por mais tempo quando o serviço oferecido em seu novo estádio for melhor, tem tudo para ser!
Nossos clubes tiveram uma melhora significativa em arrecadações com direitos televisivos e patrocínios nos últimos anos, tanto que conseguimos repatriar alguns craques e segurar outros. Porém, ainda estamos muito aquém dos europeus. Um dos pontos fundamentais pode ser a precariedade dos estádios, que agora será sanada – com dinheiro público ou não – graças às absurdas exigências da Fifa para realizar uma Copa do Mundo.
Que esse alto preço a ser pago pelo povo brasileiro seja explorado para fortalecer o esporte, e que essas construções recebam a manutenção necessária para que perdurem por um longo tempo.
Como continuaremos sendo o país do futebol com o público pífio nos estádios e o amadorismo de nossas competições? É fácil fazer publicidade dizendo que aqui tudo acaba em festa, mas quero ver essas mesmas cabeças pensando em ações que possam fazer dessas festas uma experiência confortável para o consumidor.













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