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A falta de profissionalismo do futebol brasileiro

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Já ouvi muito falar que o futebol é sujo! Não deveria, apesar do lado passional, prefiro tratar o esporte como um negócio, profissional. Uma pena ainda termos poucos profissionais sérios para a importância desse mercado no Brasil. Sou otimista, nosso marketing esportivo evoluiu, os clubes têm mais poder econômico, a estrutura de alguns centros de treinamentos são invejáveis… mas grande parte de dirigentes ainda acha que está acima do bem e do mal.

Depois de passar alguns dias de folga no fim do ano, me enchi de satisfação enquanto atualizava os acontecimentos do futebol: Alexandre Pato fechou com o Corinthians e Montillo com o Santos, conforme o LANCE! havia noticiado no plantão de Natal.

Olha que li muitos e-mails de cruzeirenses revoltados com nossa equipe porque estávamos “forçando” a situação do meia argentino, coro que ganhou força com a frase do presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, dias antes de concretizar a transferência: “Não procede essa informação de que está próximo do acordo. Nós não tivemos interesse na proposta que o Santos apresentou semana passada e não é verdade que o Montillo esteja próximo de acertar com o Santos”.

O maior problema não é tentar manter a negociação em sigilo, se negar a falar ou não atender o telefone. É a irresponsabilidade de manipular a massa com frases que não são verdade. Tivemos também outros casos. O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, tentou explicar o sumiço de Valdivia com versão diferente do gerente de futebol César Sampaio. Barcos e seu irmão divergiram sobre o futuro do atacante no Palestra Itália. E, por último, o empresário Antenor Joaquim cravou ao LANCE! que Jobson não jogaria no São Caetano antes de entrar em uma reunião, que selou a contratação do polêmico jogador, sendo que já havia deixado o Barueri por se recusar a jogar em um time sem torcida, como o Azulão.

Um dos pontos principais da formação de caráter de um homem homem é perceber que manipular e possuir são possíveis com relação a objetos, mas quando falamos de relações com outras pessoas, falamos de sentimento. O sentimento às vezes interfere de tal forma que pode impedir de enxergarmos como as coisas são, dificultando o acesso à verdade. Por isso a boa educação não deve erradicar os sentimentos, mas ser transparente com as outras pessoas para o convívio em sociedade. Caso contrário, iremos perpetuar o estágio atual que nos encontramos, onde não se acredita em nenhum valor e onde as respostas emocionais são imprevisíveis, como defende o escritor britânico C. S. Lewis.

Está na hora das torcidas aprenderem a desconfiar das versões oficiais, assim como boa parte da nossa imprensa. De cobrarem transparência no futebol para não serem tratados como palhaços em um circo sem a mínima graça. E aos que continuam achando que não falar a verdade faz parte da profissão, meus mais profundos pêsames.

Marcos Assunção falhou atrás e na frente

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O Palmeiras se acostumou nos últimos anos a decidir jogos graças ao talento de Marcos Assunção na bola parada. Porém, no empate em 1 a 1 com o Cruzeiro, o volante falhou justo em sua especialidade e deixou a vitória do Verdão escapar no último instante do jogo com um pênalti desperdiçado aos 46 minutos da etapa final.

Com três meias perigosos – Montillo, Roger e Gilberto –, o Cruzeiro ameaçava dar trabalho desde o início para Assunção no setor de meio de campo próximo à área de Marcos. Mas o volante deu conta na marcação, tanto que foi o líder de desarmes do time na partida, com seis, ao lado de Márcio Araújo.

O jogador também cadenciou a saída de bola sendo o melhor passador, com 42 passes certos, equivalente a 14% do Verdão – errou apenas 7 –, e ainda foi o mais efetivo na articulação com sete lançamentos, segundo números do Footstats.

Em três cobranças de falta próximas à área, que sempre enchem o torcedor de esperança, Marcos Assunção viu duas desviarem na barreira e uma passar muito próxima ao gol do Cruzeiro, saindo por cima, aos 30 minutos do segundo tempo, quando o Palmeiras vencia o jogo por 1 a 0, com um gol de Luan, aos 23.

Porém, o resultado começou a conspirar contra o volante e contra o Alviverde aos 40, com a primeira falha de Assunção, ao lado do zagueiros Mauricio Ramos. Ambos passaram lotado com o drible de Montillo, que empatou a partida.

– Ele (Montillo) não estava sozinho, estava com dois, mas girou e bateu. Foi um erro nosso ali atrás – disse o zagueiro Henrique após o jogo.

O camisa 20 teve a chance de se recuperar e sair como o herói do jogo quando ninguém esperava mais. Aos 45, João Vitor tabelou e foi derrubado na área por Gilberto. Marcos Assunção foi para a bola na penalidade máxima do futebol, no último instante do confronto no Pacaembu. Mas chutou no meio e viu o jovem goleiro Rafael, substituto de Fábio, que está na Seleção, defender com o pé.

– Vi que o goleiro pulou, mas deixou a perna. É assim, a vida é essa e segue em frente. Peço desculpas ao torcedor e aos companheiros por não termos conquistado essa vitoria, assumo toda a responsabilidade – desabafou o capitão após o jogo.

Marcos Assunção tem crédito, mas nem o mais pessimista palmeirense poderia esperar que o dono do chute tão venenoso pudesse falhar.

Tudo bem que ele tem crédito com a torcida, mas um jogador experiente e que pega tão bem na bola não pode cobrar do jeito que ele cobrou.

Cruzeiro terá facilidade no meio, Palmeiras nas pontas

sábado, 3 de setembro de 2011

Análise da partida entre Palmeiras x Cruzeiro. Com três meias, o time mineiro pode ganhar a disputa no meio de campo. Já o Verdão terá de avançar pelas laterais e com dois atacantes abertos nas pontas contra a fraca zaga celeste:

Lágrimas de crocodilo?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Já ouviu falar do termo “lágrimas de crocodilo”? Eu ouvi pela primeira vez aos 9 anos, quando a coordenadora pedagógica da escola resolveu acabar de uma vez por todas com minha artimanha do “choro de desespero”. Ao ver os olhos vermelhos do presidente do Cruzeiro, Zezé Perrela, após o jogo contra o Corinthians, entendi sua intenção em comover a todos no vestiário do Pacaembu.

Sempre que eu não fazia a lição de casa simulava uma dor de barriga antes mesmo de ser cobrado pela professora. Quando chegava na sala da coordenadora eu… chorava. Se tinha nota vermelha no boletim e precisava da assinatura da minha mãe… chorava antes mesmo que ela ficasse brava. Quando jogava mal na escolinha de futebol eu… chorava justificando que a bolada no primeiro tempo tinha me impossibilitado de brilhar.

Era o choro na hora do desespero, sempre que me sentia pressionado e sem saída, como um bebê com fome ou fralda suja.

Então, quando todos perceberam as minhas manhas, passaram a pedir para eu engolir o choro: “E não me venha com as lágrimas de crocodilo, Alessandro!”, esbravejava a coordenadora.

Cresci e passei a encarar os problemas, a assumir responsabilidades e consequências, coisas que alguns dirigentes de futebol ainda insistem em delegar, mesmo depois de uma certa idade.

Já deixo claro aqui a minha opinião sobre o lance em cima de Ronaldo que resultou no controverso pênalti: eu não marcaria nada. Porém, entendo que foi difícil e interpretativo, portanto, não houve esquema, conforme disse Perrela.

O dramalhão mexicano feito após o apito final foi exagerado. Os cruzeirenses derramaram lágrimas de crocodilo e, mesmo indignados com a marcação, estavam externando a decepção pela derrota em um jogo que a Raposa jogou mais, mereceu vencer, mas não venceu – faz parte do futebol – e pecou no fim – a imprudência do zagueiro Gil na jogada tem de ser observada no enredo.

A tática do choro para lidar com a decepção foi a mesma utilizada no ano passado pelo então presidente do Palmeiras  Luiz Gonzaga Belluzzo, ao perder a compostura com o gol anulado – mal anulado, muito mais claro que o lance do Pacaembu deste ano – de Obina contra o Fluminense, no Maracanã.

O Verdão, que desperdiçou inúmeras chances de disparar na ponta, culpou o erro por todas as vergonhas que apresentou em campo na reta final do Brasileirão. Condenei a atitude de Belluzzo, que desesperaria ainda mais o time, e recebi um e-mail do dirigente… o tal “chorando o leite derramado”.

Então não adianta lamentar. O Cruzeiro tem condições de brigar pelo título, mas é preciso responder aos problemas dentro de campo. Caso contrário, fará a imagem de indefeso e pequeno, coisa que nunca foi.

Deixem as lágrimas para as crianças, porque o futebol é para homens!

Emoção

Choro permitido no esporte é o de emoção, principalmente após uma conquista exemplar, como foi o desabafo de Sebastian Vettel, da Red Bull, ao se consagrar campeão mundial de F-1. Deu uma lição de moral para o esporte. Resposta com atitude!

Arrependimento

Neymar veste hoje a camisa da Seleção contra a Argentina. Além disso, seu gol contra o Santo André, pelo Paulistão, concorre no site da Fifa como o mais bonito da temporada. O comportamento melhorou e parece ter aprendido com os erros. Cresceu!

O presente de Ronaldo

sábado, 13 de novembro de 2010

Ronaldo é ídolo porque não se limita a ser um craque apenas dentro de campo, tem carisma e dá aula de simpatia fora dele. Assisti a entrevista coletiva desta semana, na qual o Fenômeno falava de uma possível ponta no filme “The Brazilian”,  brincando com os jornalistas o tempo todo. Sua postura, o estilo de vida simples e as piadas de menino fazem com que torcedores de todos os times do mundo torçam para mais uma volta por cima, mesmo que para alguns resulte no título do rival.

O garoto dentuço e magrinho que estreava pelo Cruzeiro no Brasileirão em 1993, contra o Corinthians, transformou o jeito desengonçado de andar em arte com a bola nos pés. Agora, ilustrando um quadro que faz parte do futebol, está do outro lado. Declarou amor pelo Timão e disse que o passado é uma lembrança, o presente é o futuro!

R9 prometeu que estaria em campo na reta final, e está cumprindo. O time é outro com ele, porque além de tudo, Ronaldo exala confiança.

O centroavante chegou?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Enfim, o palmeirense tem um motivo para sorrir. O atacante Kléber, o Gladiador, está voltando ao Palestra Itália por amor. Vira e mexe o jogador declarava que estava infeliz no Cruzeiro e queria retornar. Com isso vieram contusões, expulsões e até uma transferência negada pelo próprio Kléber para o Porto, de Portugal. O Verdão ainda carece de reforços, mas o maior problema, que era a falta de um centroavante, foi sanado da melhor forma.

São Paulo incontestável, já a expulsão de Kléber…

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O São Paulo tem o trauma de ser eliminado por um time brasileiro na Libertadores por quatro anos seguidos, mas quer superá-lo em 2010. Se vingou da derrota para o Cruzeiro no ano passado, recolocou Fernandão em alta no cenário futebolístico e conquistou a vaga de forma merecida com o triunfo por 2 a 0 no Mineirão. Tudo isso é incontestável. Mas que o uruguaio Jorge Larrionda deixou o jogo mais chato ao expulsar o atacante Kléber, de forma injusta, aos dois minutos do primeiro tempo, deixou.

Aos que nunca entraram em campo na vida e analisam o esporte friamente, expulsão justa do Kléber. Aos que ao menos sabem dar um passe de lado, vermelho injusto. Simples, como disse meu colega de profissão Gabriel Saraceni. E o mesmo serve para Josué em 2006, contra o Inter-RS, na decisão, tão contestada pelos são-paulinos.

Um detalhe: Ricardo Gomes insistiu em improvisar durante a temporada Richarlyson na lateral esquerda e deixou Junior Cesar no banco sem necessidade. Quando deu um voto e uma sequência para o especialista da posição, J. C. foi bem e brilhou demais no primeiro gol da vitória por 2 a 0 ontem.

Fernandão e Ricardão dão cara nova ao São Paulo

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ricardo Gomes insistia em Richarlyson na lateral esquerda porque temia fragilidade no setor. Contra o Cruzeiro, o volante foi recuado para a zaga para surprir a ausência de Miranda. O esquema deu certo na vitória, exceto pela afobação de Ricky. Porém, méritos para Ricardo Gomes. 

Fernandão teve uma estreia de gala, me deixando boquiaberto. Eu critiquei sua contratação porque não é o homem gol que o time precisa, e não vinha jogando nada no Goiás, mas como é inteligente! O atacante jogou demais sem a bola, além de participação nos dois gols.

O Cruzeiro vinha em um momento melhor e levou o favoritismo, mas o Tricolor estava engasgado e voltou a ser grande na LIbertadores.