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Arquivo de abril de 2012

Neymar é o bamba da bola, de novo!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

“Quem foi que falou que eu não sou um moleque atrevido; Ganhei minha fama de bamba no samba de roda; Fico feliz em saber o que fiz pela música, faça o favor; Respeite quem pode chegar onde a gente chegou”. Foi com essa música de Jorge Aragão que Neymar chegou ao Morumbi, com caixas de som gritando quando desceu do ônibus.

Podemos considerar a letra um recado à torcida pelo que estava por vir. Três gols contra o São Paulo para garantir o Peixe em sua quarta final consecutiva do Paulistão, em busca do tri.

Como é bom ter Neymar! Ainda mais jogando contra o Tricolor, que passou a ser o maior alvo, com oito gols sofridos do craque.

A Joia santista mal tinha aquecido ontem quando Alan Kardec – surpresa de Muricy Ramalho para o jogo – sofreu pênalti. O bamba no samba de roda colocou com categoria para abrir o placar.

Depois recebeu livre para fazer o segundo. Mas além dos dois gols no primeiro tempo, era possível ver o camisa 11 driblando, arrancando e, uma coisa não muito costumeira, voltando para marcar.

Após o intervalo perdeu um gol incrível, sentiu as pancadas do adversário e contou com a colaboração de Denis para anotar o terceiro, um show no Morumbi!

Neymar é assim, é fominha pela bola, quer ganhar tudo. É preciso respeitar onde ele chegou.

Agora o Peixe vai disputar o tri paulista, que não acontece desde a época de Pelé. A Joia, além de assumir a artilharia do Estadual, segue subindo entre os goleadores da história da Vila Belmiro.

A força do San-São!

sábado, 28 de abril de 2012

O São Paulo deve explorar a fragilidade dos laterais do Santos na marcação. Cícero vai abrir bastante pela esquerda para a triangulação com Bruno Cortez, atrás de Maranhão. Do outro lado, para enfrentar Léo, a velocidade de Lucas será a arma tricolor, já que Piris não subirá tanto e ficará mais atento com a marcação de Neymar. Jadson flutua pelo meio, atraindo a marcação de Arouca ou Adriano, restando apenas um volante ao Peixe para fazer as coberturas dos lentos zagueiros Edu Dracena e Durval.

Em alguns momentos do confronto, se a bola não estiver chegando em Neymar, o técnico são-paulino Emerson Leão poderá soltar Casemiro para complicar ainda mais a vida santista. Muricy Ramalho testou três zagueiros, sem Borges. O comandante santista sabe que está em desvantagem na zaga, mas se sacar o centroavante terá Ganso e Neymar mais vigiados.

Uma das saídas do Peixe é manter a posse com toques curtos, o que tem feito bem, não deixando o adversário jogar. Se conseguir virar o jogo rápido para a direita, Elano pode surpreender.

Alternativas ensaiadas

Fernandinho pode entrar na vaga do volante Casemiro se o Tricolor precisar partir para cima. Cícero seria recuado para volante, com dois pontas bem abertos.

Muricy treinou com o time no 3-6-1, sem Borges. Mudança drástica assim foi criticada na final do Mundial contra o Barça, mas o treinador sabe que seus laterais não marcam.

100 anos de todos os Santos!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Cresci vendo os jogos do Santos com Índio na lateral vestindo uma camisa marrom, na verdade o tradicional manto branco enlameado pelo péssimo gramado da Vila Belmiro. Com pouco conhecimento sobre futebol, não conseguia entender porque o lateral-direito usava a camisa 4, e não o número 2. Também não fazia sentido saber que aquele time de poucos holofotes nos anos 80 era o mesmo do Rei Pelé. Mas logo aprendi que tudo fazia parte da tradição, e a mais nobre do Peixe, de ter esquadrões que encantavam o mundo, logo foi resgatada.

O Santos aprendeu a ser ofensivo nos primeiros passos, com Siriri, Araken Patuska, Feitiço, Camarão, Evangelista e Omar. Um traço esboçado pelo destino, que também já soprava os ventos em Bauru, no interior paulista, para encaminhar o menino Edson Arantes do Nascimento até a Vila Belmiro. E o clube teve a sua “segunda fundação”, a ascensão de um Pelé que viraria sinônimo de rei.

Na história da humanidade, nenhum grande rei foi enaltecido sem um exército vitorioso. E Pelé tinha Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pepe, entre tantos outros bravos soldados.

Mas todo reinado tem seu período. O Rei do futebol está eternizado nos contos da bola, só que teve que deixar a natureza seguir seu curso cíclico. E os Meninos da Vila inauguraram uma nova era, com velhos hábitos: ofensividade e técnica que se resumiam em gols, aos montes.

Mesmo nos períodos de menos brilho, o Santos foi de todos os Santos. Serginho Chulapa e o título paulista de 84, o Rio-São Paulo de 97 e a batalha da Conmebol de 98. Até sem caneco, pelo pecado cometido por uma má arbitragem, o Alvinegro Praiano teve Giovanni para resgatar o orgulho santista: o Messias!

Eu já entendia tudo isso quando vi as oito pedaladas de Robinho sobre o freguês histórico. Após o título do Brasileiro de 2002, amantes do futebol por todo o Brasil queriam estar no estádio para ver aquela nova geração de Meninos da Vila.

A fórmula estava escrita, mas inexplicavelmente só o Peixe sabia aplicá-la. Garotos que foram privilegiados com o dom de driblar acima de qualquer média, de tocar na bola como se pintassem quadros… veio Neymar e a lição difícil de aprender no mundo contemporâneo: Não basta ser craque, tem de ter amor à camisa!

Claro que essa camisa tem algo especial, branca ou enlameada. É centenária, cheia de histórias e tradições, repleta de Santos.

Santos com força máxima para pegar o São Caetano

sábado, 7 de abril de 2012

O discurso dos jogadores do Santos é unânime. Ninguém quer ser poupado e todos querem jogar sempre, principalmente o “fominha” Neymar. Muricy escala então o que tem de melhor para pegar o São Caetano. Azar do time azul, que ainda briga contra a ameaça do descenso. Confira as armas dos dois times: