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Arquivo de fevereiro de 2012

Elano ainda está atrás de Ibson

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Elano não está satisfeito por ter perdido a posição titular para Ibson na equipe do Santos. Não se trata de clima ruim com o treinador ou problemas de relacionamento com o grupo, apenas que um grande jogador nunca pode estar feliz por estar no banco de reservas.

Mas se ele quiser recuperar o espaço perdido, vai ter que jogar muito mais do que (não) apresentou ontem no Brinco de Ouro.

Ficou claro no início da partida que o meia está em baixa com Muricy. No início do ano passado, era quase um atacante na equipe com muita liberdade para atacar. Não por acaso foi o artilheiro do Paulistão, com 11 gols. Agora, sem Ganso – que está servindo a Seleção Brasileira – confesso que eu esperava que fosse adiantado, mas seguiu como um volante na direita, deixando a articulação das jogadas para Ibson.

Se o seu papel defensivo era fundamental, foi muito mal. No primeiro tempo o Bugre deitou e rolou no lado direito santista, principalmente com Fabinho.

Um cruzamento na área, uma cobrança de falta por cima… nulo quando foi ao ataque.

No segundo tempo Felipe Anderson fez a sua. Mais adiantado com Ibson – só Kardec no ataque –, também produziu pouco.

O Palmeiras de Barcos

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A grande arma do Palmeiras ainda é a bola parada, mas o primeiro gol de Barcos ontem mostrou que a formação do ataque começa a abrir o leque de opções do de Luiz Felipe Scolari.

As subidas da equipe foram prudentes, sempre com um meio compacto. Apesar de jogar apenas com um jogador de articulação, Daniel Carvalho, um dos três volantes sempre tinha a liberdade de subir. João Vitor deu conta e Marcos Assunção tem qualidade no passe. Márcio Araújo destoava ao errar todas as jogadas depois de suas arrancadas em velocidade.

A defesa do São Paulo estava perdida, marcando muito atrás. Esse defeito acabou anulando um pouco a melhor virtude de Maikon Leite, que não conseguia acelerar com a mesma liberdade de outras partidas porque os zagueiros adversários estavam praticamente dentro da própria área.

Barcos soube usar os espaços com inteligência. Dominava e esperava a aproximação dos homens de meio, sempre calmo. As jogadas de pivô poderiam ser até mais utilizadas pelo parceiro Maikon Leite, mas faltou ao camisa 7 a mesma astúcia do argentino e pontaria.

Daniel Carvalho não suportou o ritmo, Patrik não tem características para ser o meia que passa. Sem esse jogador para cadenciar, faltou ao Verdão os laterais aproveitarem que o adversário não voltava.

Neymar na maior goleada do Paulistão até aqui!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Neymar foi personagem durante a semana na tentativa do Santos de inibir a violência contra a Joia com um dossiê para a Federação Paulista de Futebol. Ontem, não é que a defesa da Ponte Preta tenha aliviado, mas como o próprio camisa 11 explicou, os toques rápidos da equipe ajudaram a poupar suas pernas, mais aliviadas para dribles desconcertantes e dois belos gols, na vitória por 6 a 1.

E se o rendimento do craque já era esperado, a tarde em Barueri começou cheia de mistérios envolvendo Neymar. A delegação santista já havia deixado o ônibus rumo ao vestiário quando o jogador pediu um pouco de privacidade. Ficou mais alguns minutos a bordo falando no celular. Estaria prometendo gol para alguém? Segundo ele não, era só uma pendência com o pai. Mas o próprio revelou que a promessa de gol foi feita com Ganso no vestiário. Deu certo, os dois balançaram a rede!

O jogo ainda estava morno, com o Santos mantendo a posse de bola em toques rápidos, quesito que vem evoluindo na temporada. Até que o craque decidiu com um belo chute de longe para abrir o placar.

No segundo, a Joia deu um “chute no vácuo” pela esquerda e tocou para Borges, que brigou na área até a bola sobrar para Ganso finalizar.

Na segunda tempo a Ponte descontou com Uendel. Só que a reação parou em uma trapalhada de Guilherme, que chutou a bola em Ferrón. Gol contra duplo que confundiu até o placar da Arena Barueri, corrigido rapidamente depois de marcar 2 a 1 para a Macaca.

Em jogada corriqueira, Neymar bateu falta para Edu Dracena fazer de cabeça. O terceiro gol tirou a defesa da Ponte do prumo e Cicinho foi expulso por… adivinhe! Depois que cobrou escanteio para o repeteco de Edu, a Joia também provocou a expulsão de Guilherme. Efeito dossiê?

Alô, Neymar! Deu tempo de mais um gol. Comemorou de novo com a letra T. Será de Triturador?

Mais uma trapalhada de Arnaldo Tirone no Verdão

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

E com esta frase célebre, o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, explicou a dificuldade de concretizar a contratação do volante Wesley, do Werder Bremen.

- Está difícil fechar a negociação, não só pela dificuldade financeira. É uma dificuldade global, não só financeira.

Para você, palmeirense, que não entendeu o que é uma dificuldade global, como eu também não entendi, vou tentar passar um exemplo para contextualizar a situação:

Eu compro um carro na concessionária e faço um financiamento. Marco o boleto de pagamento para o primeiro dia do mês. Porém, ao chegar em casa, eu lembro que não tenho o dinheiro e estava contando com uma mãe investidora, que decide não me dar a grana. Ao conversar com os meus “conselheiros de casa”, também analiso que o preço do automóvel está muito caro para o meu orçamento – não sei porque não pensei nisso antes de fazer a proposta.

Quando você, leitor, estiver lendo esse comentário, o clube pode até ter fechado o negócio. Mas que a transação foi estabanada, não tem como negar!

Jogadores que voltam da Europa não têm a mesma pegada aqui

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Já perceberam a quantidade de jogadores que retornam ao futebol brasileiro depois de longa temporada no exterior e passam anos enganando, sem jogar nada por aqui? Eu defendo que se foram liberados sem grandes obstáculos por lá, não podem chegar como solução. Por mais que o poder econômico dos nossos clubes tenha melhorado consideravelmente, nenhum louco vai sair do centro do mundo da bola só por causa da saudade do feijão!

Vejo muitos pitaqueiros comemorando os milhões de reais gastos com a prosperidade tupiniquim. Mas o que acrescentaram Kleber, Ronaldinho Gaúcho, Luis Fabiano… entre tantas outras estrelas repatriadas?

O pior efeito, além do prejuízo financeiro, será sentido daqui a alguns anos. Com o êxodo de craques, nossos clubes lançavam cada vez mais atletas ao time principal. Agora, com tantos reciclados, não há mais o mesmo espaço para quem ainda corre atrás da bola como se fosse um prato de comida.

O Santos falou que aprendeu com o Barcelona a valorizar a categoria de base e a contratar pontualmente. Apenas falou. Para esta temporada, o Peixe mira no improdutivo Juan, no encrenqueiro Alex Silva e no veteraníssimo Zé Roberto. Claro que um deles pode dar certo, mas o custo benefício da operação é arriscado demais.

Acho muito mais louvável o exemplo, também da Vila Belmiro, de segurar uma estrela com todos os recursos financeiros possíveis. Se tivesse vendido Neymar por cerca de R$ 100 milhões, talvez todo o dinheiro seria gasto em jogadores na descendente, machucados, e bem pouco motivados.

É preciso cuidado nessa “liquidação” dos bem mais espertos clubes do exterior. Futebol não é apenas dentro das quatro linhas, e perder dinheiro ninguém gosta!

Como é bom ter Neymar!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Caro torcedor santista, como é bom ter Neymar! Os mais pessimistas até podem dizer depois da vitória desta quinta, por 4 a 1, sobre o Botafogo, em Ribeirão Preto, pelo Paulistão, que o Santos está dependente demais. Mas depois de outra noite mágica com três gols, ninguém duvida do quanto o craque tem talento para levar o Peixe ao topo, mesmo em um time com problemas para a estreia na Libertadores, na próxima quarta, contra o The Strongest, na Bolívia.

O time de Muricy Ramalho sofreu com a falta de inteligência no meio e lentidão para recompor o setor defensivo, foi facilmente envolvido no primeiro tempo. Ganso foi Ganso apenas pelo nome na escalação, se escondeu do jogo. Elano só foi Elano na faixa de capitão, e Neymar preferia quando a equipe ajudava.

Os volantes Arouca e Henrique estavam muito avançados e longe demais dos zagueiros Bruno Rodrigo e Vinícius Simon. Nesse enorme quintal o Bota deitou e rolou nos contra-ataques. Em um deles, Alex Barros deu a assistência para Camilo fuzilar o goleiro Rafael e marcar.

Após o intervalo o Santos entrou com mais vontade. Também pudera, Pará saiu! E que grata boa notícia a boa estreia de Fucile.

Muricy inventou levando Fucile para a esquerda, com Henrique na lateral direita e Felipe Anderson no meio. Mas treinador que mexe e vence é gênio, então podemos dizer que arriscou. Felipe Anderson realmente foi bem, até fechou a goleada após passe de Neymar – e este sim fez diferença, chamou a responsabilidade.

Sem desistir da partida, a Joia fez de cabeça o gol de empate aos 31 da etapa final. Dois minutos depois deu lindo drible e sofreu pênalti para virar o marcador. Pronto, a vitória já seria suficiente para rasgar elogios, e o camisa 11 se empolgou. Mais um golaço aos 46 e uma assistência.

É a vantagem de ter Neymar. Hoje, é impossível alguém lembrar que o Peixe não foi bem mais uma vez.

Palmeiras venceu na tática para defender e na raça para atacar

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Felipão foi bombardeado pelos jornalistas ao pisar no gramado para explicar a escalação de três volantes contra o Peixe. O treinador disse que a mudança estava relacionada com o calor de Presidente Prudente e, desta forma, poderia manter mais a posse de bola no meio e soltar mais Valdivia.

Era muito mais complexo que isso. A arma preparada por Scolari para segurar Neymar era explorar a velocidade de Cicinho. Com o novo esquema, o lateral-direito deixou suas funções para se tornar o carrapato em cima do craque santista. João Vitor ficava na sobra, com a moleza de ficar de olho no ineficiente Pará.

Márcio Araújo encostou em Ganso, Marcos Assunção precisou correr menos e fazer a bola correr. A marcação foi perfeita.

O que esteve longe do ideal foi a maneira de atacar. Não é que o Palmeiras abdicou de criar, como era o mais esperado. Porém, Cicinho é sempre opção na frente, desta vez ficou preso e, nas poucas vezes que subiu, abriu o time.

Valdivia tem qualidade, mas ficou sobrecarregado com as laterais inutilizadas. O mesmo depois com Daniel Carvalho. As poucas chances criadas foram em lances por acaso. Pior quando a equipe sofreu um gol da maneira que esperava fazer: depois de cobrança de bola parada na área.

Felipão colocou Maikon Leite e Ricardo Bueno. Lembrou o Palmeiras de Euller e Oséas de Felipão. O velocista colocou fogo no jogo e os grandalhões na área esperavam as bola alçadas. Deu certo. Virada heroica, na raça!

Novidades de Santos X Palmeiras

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Prancheta do clássico deste domingo. Duas novidades anunciadas momentos antes do jogo. João Vitor no lugar de Patrik, que mostra uma postura totalmente defensiva do Palmeiras. Ele deve ficar na cabeça de área, deixando Márcio Araújo mais solto para acompanhar Neymar. No Peixe entra elano no lugar de Ibson, o que não muda nada taticamente. O Peixe ganha nas bolas paradas e perdeu em poder de marcação, já que Ibson está melhor fisicamente para ajudar. Maranhão ganhou a posição na direita pela experiência, Pará joga na esquerda:

Felipão mexe mal no Palmeiras para pegar o Mogi

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Veja como o Palmeiras vai enfrentar o Mogi nesta quarta. Gostou das mudanças feitas pelo Felipão? Eu não!