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Arquivo de dezembro de 2011

Todo mundo já se encheu com a novela Ganso

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Até a torcida santista já esgotou sua paciência com a novela que envolve Ganso fora de campo. Se no começo a culpa recaía sobre a imprensa, agora todos já perceberam que as notícias sobre a situação contratual do jogador “vazam” justamente nas vésperas de partidas importantes.

O futebol do meia não é o mesmo e falta convicção do próprio jogador para afirmar que sua vontade é permanecer no clube.
Acompanhei o imbróglio e me parece que a renovação acontecerá por falta de uma proposta oficial de transferência, que a DIS tanto esperava. Ganso segue perdido e mal assessorado, o oposto de Neymar.

Análise tática de Santos 0×4 Barcelona

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Confira a análise tática do passeio que o Barcelona deu na final do Mundial. Muricy errou na formação do time?

O que faltou para o Santos contra o Barcelona?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Acreditei na vitória do Santos, essa coisa de ficar bajulando time europeu é muito chata. Mas esse Barcelona é diferente de tudo o que vi até hoje – Talvez o Cosmos de Pelé e Beckenbauer contra os americanos que não sabia nem andar. E o maior problema da minha análise inicial foi estar contaminado pela genialidade de Neymar ao ponto de ignorar as deficiências do Santos, já apresentadas na conquista da Libertadores.

Podemos fazer uma mesa redonda com os melhores treinadores do mundo e a discussão sobre como o Peixe deveria marcar nesse jogo nunca se esgotaria. Alguns torcedores criticaram duramente Muricy por ter escalado três zagueiros. Mesmo não tendo treinado muito com o esquema, foi a única alternativa para suprir a falta de qualidade e velocidade que tinha em suas peças de ataque. O problema é que, além de atrair o Barça para mais perto de sua área, o Alvinegro não tinha cinco marcando – Danilo e Léo não viram a bola, nem na parte defensiva, nem na ofensiva. A falta de Adriano para jogar em frente a área nesse esquema, também tem de ser levada em conta. Henrique e Arouca não souberam preencher espaço, não desarmaram.

O Santos foi melhor na segunda etapa porque o Barcelona diminuiu o ritmo, e talvez porque passou a jogar com duas linhas de quatro. Bruno Rodrigo virou lateral, Elano dava o primeiro combate a sua frente e Neymar marcava o lado oposto do campo. Dessa forma, o amontuado de camisetas brancas dentro da pequena área, se espalhou mais no meio de campo.

Não cabe aqui ficar exaltando as qualidades do Barça, que perderíamos parágrafos e parágrafos. Os jogadores do Santos entraram assustados e desorientados quando viram que o monstro tinha mesmo cara feia. Faltou catimba, Arouca e Henrique não fizeram faltas, poderiam ter travado mais o jogo, esfriado a velocidade do adversário. Faltou consciência tática, o Peixe estava tonto com a correria espanhola. Faltou fundamento, excesso de passes errados. Faltou ousadia nas substituições.

Faltou tudo, inclusive da diretoria, que tem todos os méritos de manter os craques, mas sabia que faltava a contratação de um zagueiro e uma opção para a lateral esquerda.

Vi que estava enganado, não era tão possível assim vencer o Barcelona, mas o Santos poderia ter feito melhor, muito melhor. Que fiquem as lições para a temporada que vem. Quem sabe uma revanche?

Clubes estão gastando sem planejamento

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O brasileiro ainda não aprendeu a ter dinheiro no bolso e gasta desenfreadamente. O reflexo desse consumismo inconsequente já começa a aparecer nos clubes de futebol. A saúde financeira no futuro é preocupante com a irresponsabilidade dos dirigentes, que depois não respondem pelas dívidas, como acontece com o indivíduo comum.

Em tempos de crise econômica mundial, o Brasil ainda mantém um crescimento significativo no poder aquisitivo, mas vê ao mesmo tempo um número alto de inadimplência. Quanto mais dinheiro no bolso, mais o cidadão gasta, mesmo com coisas desnecessárias, principalmente artigos de luxo.

Esses artigos caríssimos, com preços abusivos e fora da realidade, mas que encontram consumidores dispostos a pagar, também passaram a existir no mercado da bola.

O Corinthians foi o primeiro novo-rico ao oferecer 40 milhões de euros por Carlitos Tevez, cerca de R$ 101 milhões. O presidente Andrés Sanchez estava amparado na bolada que receberá da TV Globo pelos direitos de transmissões das próximas temporadas.

E a lei mais antiga do comércio, a proporção entre a oferta e a procura, já faz com que todos os reforços procurados pelo Timão estejam com o preço inflacionado.

Claro que é ótimo o futebol brasileiro conseguir se igualar ao patamar europeu em salários e para a contratação de jogadores. A questão é apenas se vale a pena.

O Santos abriu mão de receber a multa rescisória de 45 milhões de euros para manter Neymar. Mas o craque traz muito retorno ao clube. Tanto na parte de marketing, valorizando a marca, quanto em cativar novos adeptos. Na visão do torcedor, dinheiro no futebol serve para reforçar o time, certo? E qual o reforço que seria melhor do que Neymar para o Santos? Nenhum!

Já o Palmeiras pagou cerca de 6 milhões de euros por Valdivia e 3 milhões de euros por metade dos direitos de Kleber. Sabia que ambos eram jogadores problemáticos e que estavam mais interessados em dinheiro para as noitadas do que em ajudar o Alviverde. O investimento foi pelo ralo. Aliás, um dinheiro que o clube não tinha para gastar, como aquele cidadão que se enche de prestações para comprar algo que possa ostentar e, depois de se enforcar nos juros, perde o bem e fica devedor na praça.

Agora vejo os olhos dos clubes endinheirados flertarem com Montillo, do Cruzeiro. A saúde financeira dos mineiros não é das melhores e, claro, vão abrir um leilão pelo meia – a oferta e procura. O preço estipulado é de 15 milhões de euros, cerca de R$ 36 milhões. Pense bem torcedor, se vale pagar tudo isso por um jogador – de muita qualidade técnica – mas que brilhou apenas nos últimos anos de sua carreira, aos 27 anos de idade…

O Flamengo já questiona o investimento de R$ 1 milhão por mês para Ronaldinho e os mais sensatos criticam o Grêmio por ter bancado a contratação de Kleber pagando cerca de R$ 500 mil por mês ao jogador.

Mas se os brasileiros, por natureza, estiveram sempre mais acostumados em adquirir novas dívidas do que traçar um planejamento financeiro, será que vão reclamar dos dirigentes rasgando dinheiro dos clubes sem pudor?!

A marcação com a bola de Pep Guardiola

sábado, 10 de dezembro de 2011

Pepe, o segundo maior artilheiro da história do Santos e campeão brasileiro em 1986 como técnico pelo São Paulo, revelou algo interessante sobre seu xará “Pep” Guardiola que pode explicar a ofensividade do temido Barcelona. O ídolo do Peixe comandou o volante – aos 35 anos – no Al-Ahli, do Qatar, e revelou a indisposição que o espanhol sempre teve para marcar.

Guardiola tinha muita qualidade ao sair jogando. Em seu raciocínio, quanto mais tempo mantivesse a bola sob seu controle, menos teria que destruir as jogadas da equipe adversária. E de fato ele sofria mais faltas do que fazia: “Mister, mister… no me dejan juogar”, resmungava para o treinador Pepe.

O Barça de hoje tem dez jogadores de linha que pensam da mesma forma. Fica difícil não deixar jogar!

Parece uma tática óbvia, mas no futebol é cada vez mais rara. Principalmente quando os treinadores são brucutus que se sentiam mais seguros distribuindo porradas do que mantendo a bola em seus pés, já que não possuíam o dom para isso.

O Barcelona sufoca quando ataca e se espalha para preencher o campo por zona quando defende, o posicionamento é mais importante que a força física. Não há marcação individual. Se Neymar é tão temido em uma possível final do Mundial de Clubes contra o Santos, a solução de Pep é atacar mais pelo seu lado, não dar a oportunidade de passarem a bola para o craque.

Na Liga europeia, o Milan encaixou ataques e contra-ataques expondo a fragilidade dos homens de marcação do Barça. Porém, não venceu os jogos – um empate e uma derrota – porque perdeu tempo demais fazendo faltas, sem a bola.

Muricy sabe que não pode pensar em como vai marcar o Barcelona, mas tem que descobrir como vai manter a posse de bola.

Qual a surpresa guardada para o final do Brasileiro?

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

 

Parece que o final do Campeonato Brasileiro de 2011 foi escrito por um roteirista de cinema. Claro que nos últimos anos a disputa por pontos corridos tem ficado emocionante, como na arrancada do Flamengo em 2009 e a vitória suada do Fluminense sobre o Guarani em 2010 (este contou com um capítulo à parte, uma espécie de rede de corrupção na máfia das entregadas). Mas a CBF não poderia imaginar que a medida de colocar os clássicos regionais para a última rodada daria tão certo. A disputa pelo título ganhou um tom ainda mais de dramaticidade com os minutos de festa do Timão em Florianópolis, que acabaram com um gol do Vasco no último lance do jogo.

O Corinthians entra em campo sem Emerson, mas Adriano já mostrou que pode ser o herói inusiitado do título. Valdivia promete passar uma borracha na sua pífia temporada com uma grande atuação para a torcida. O Flamengo precisa da vaga da Libertadores para provar de vez que Ronaldinho foi um bom investimento. Já o Vasco pode emocionar o país com a superação após o susto com o treinador Ricardo Gomes.

E você, torcedor, se fosse o roteirista desse filme, o que escreveria para o final dessa história?