Os corintianos me falavam com orgulho hoje que o tão sonhado estádio próprio saiu do papel, uma data histórica para o clube. Como visitar a obra daquela casa financiada em 80 anos que não sabemos como vamos pagar, mas que temos orgulho porque é nossa. Porém, pode-se mesmo dizer que o Fielzão já começou a ser construído ou hoje foi uma data para inglês, ou melhor, integrante da Fifa ver?
Depois de mais uma disparada de críticas ao atraso das obras, o Timão obteve a liberação e começou a todo vapor para recuperar o tempo perdido: 12 homens trabalhavam hoje no terreno da Zona Leste de São Paulo. Meio estranho para uma construção complexa que precisa correr contra o tempo.
Tudo bem que o Corinthians está se lixando para a abertura da Copa no Brasil em 2014, quer mesmo é ter o seu palco, então faz vista grossa a um início que não tem nem um projeto definido: vai ser o estádio do Mundial? E quem vai bancar essa diferença do orçamento inicial? Deve ser por isso então que os trabalhadores ainda não foram chamados!
A Odebrecht, empresa responsável pelo Fielzão, projeta que até abril de 2012 a terraplanagem esteja completa. Depois será inicada a preparação a fundação do terreno. Isso se for feita a remoção dos dutos da Petrobras que atravessam o local. A conclusão está prevista para dezembro 2013, assim como o meu banheiro, que estava previsto para acabar neste mês, com dois pedreiros, quase o mesmo número no terreno ontem.
Em Itaquera, cerca de 50 desempregados estavam na porta, cheios de esperança de serem contratados. Garanto que muitos destes e outros que terão oportunidades levarão mais do que dinheiro: o orgulho de terem feito parte do surgimento do estádio alvinegro.
E os mistérios da obra seguem com a cara do Timão. Políticas inexplicáveis que fazem do nosso mundial sério candidato a vergonha alheia.
O Corinthians merece um estádio? Com certeza, o melhor deles. Mas não nessas circunstâncias, torcendo para que os tratores passem logo por cima das mentiras, dos escândalos, e escondam a sujeira da obra.














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