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Arquivo de março de 2011

Fabuloso e a nova era do futebol

quarta-feira, 30 de março de 2011

A festa feita pela torcida são-paulina para receber o atacante Luis Fabiano não mostrou apenas a força do clube, mas a nova ordem no futebol brasileiro. Os craques estão voltando e os dirigentes perceberam que todos só têm a ganhar com isso. Ver mais de 40 mil pessoas no Morumbi tremulando bandeiras para ver a volta de um ídolo motiva até os rivais e enaltecem o campeonato.

Ronaldo começou tudo quando voltou ao Brasil desacreditado, mas ensinou muito sobre o marketing esportivo, que é fundamental para resgatar o sentimento de amor das torcidas pelo clube. O amor verdadeiro, não aquela violência disfarçada de facções organizadas. Que os estádios voltem lotar como ontem, minimizando essa briga patética de certos dirigentes egoístas por direitos televisivos. É preciso planejar, pensar no bem.

Luis Fabiano mostrou amor à camisa e escolheu voltar para o time que o consagrou. Agora, faltam os dirigentes aprenderem com isso.

Ceni: um ídolo pelo conjunto da obra!

terça-feira, 29 de março de 2011

Rogério Ceni é um daqueles ídolos do esporte quem vêm completo de fábrica, com todos os acessórios originais de fábrica. Ganhou títulos importantes com participação decisiva em campo e também teve papel fundamental para o clube fora das quatro linhas. Sua figura serviu para consolidar o São Paulo Futebol Clube como sinônimo de excelência no futebol mundial. Isso culminou na fusão involuntária entre a imagem do jogador e do Tricolor, impossível de ser desvinculada.

O M1to não vive só de elogios. Na minha modesta opinião Rogério Ceni não foi um dos melhores que vi jogar em baixo das traves. Ainda critico suas ajoelhadas – seriam adequadas para o futsal –, e suas defesas de manchete – resquícios do vôlei jogado na infância. Mas reconheço que sua grande virtude foi não se restringir apenas a essa função.

A determinação para subir cada degrau de sua carreira ensina a trabalharmos duro por nossos objetivos. O nome já diz: nota 100ni!

Análise do clássico na TV LANCE

sábado, 26 de março de 2011

Assista na TV LANCE! minha análise tática do jogo, com direito a participação no Risadaria, evento de comediantes em São Paulo

Programa Nó Tático

A última chance de Adriano

sexta-feira, 25 de março de 2011

O repórter do LANCE! Felipe Bolguese conversou com a dona Rosilda, mãe de Adriano, pouco depois da confirmação da assinatura do contrato com o Corinthians. Figura muito simples, ela lamentou não ver o filho com a camisa do Flamengo, mas agradeceu por mais uma chance que o filho está recebendo na carreira. Pessoa humilde, ela sabe que o futebol está sendo generoso e paciente com o atacante.

A mãe também fica tranquila por ver o filho mais próximo, mesmo que separados por uma ponte aérea, e garantiu que sempre estará em São Paulo para dar colo ao polêmico jogador.

E quem não falou nada foi o empresário Gilmar Rinaldi, que foi excluído das negociações, afastado do Imperador desde a rescisão com a Roma. Há quem diga que o empresário forçou a barra para levá-lo do Flamengo de volta para a Itália mesmo sabendo que Adriano não tinha condições psicológicas de se adaptar à Europa. Outra corrente defende que Gilmar teve paciência demais nas crises mais difíceis do quase ex-atleta e sempre lutou muito pelo seu bem-estar.

Fato é que Adriano está chateado com o Flamengo, não acreditava na possibilidade de ser rejeitado pelo clube do coração. A torcida também não, e os comentários de flamenguistas nas internet eram mais de revolta com Luxemburgo, que vetou o atacante, do que os indecisos sobre a possibilidade dele brilhar no Timão.

Muricy Ramalho, o mesmo filme! Final diferente?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sabe aquele filme que você começa assistir e percebe a semelhança com muitos outros que já viu? Sempre torcemos para o fim ser diferente, apesar do roteiro previsível, mas é muito difícil acabarmos surpresos na hora dos letreiros finais. No futebol também é assim, e a contratação de Muricy Ramalho pelo Santos já está desenhada.

Muricy também falou que não aceitaria a proposta do Palmeiras porque queria tempo para descansar e desvincular sua imagem do São Paulo. Porém, ao analisar o elenco e as chances de conquistar o Brasileirão de 2009, o treinador assumiu o cargo. Agora, o comandante diz que precisa de um tempo para dirigir o Peixe, mas seus elogios ao clube já esboçam sua vontade em dizer sim.

O filme alviverde, o fim não foi feliz e ele saiu contestado. Ensaiou um descanso antes de assumir o Flu, conquistou um título e saiu. Agora, o santista torce para que o início seja o mesmo mais uma vez, só que com um final diferente.

Criar nova imagem para Adriano será desafio para a 9ine

quinta-feira, 17 de março de 2011

Ronaldo está por trás da negociação de Adriano com o Corinthians. O plano é usar sua agência de marketing esportivo, a 9ine, para administrar a imagem do Imperador. É um teste desafiador para o novo ramo do Fenômeno, afinal, fazer com que grandes empresas se interessem pela imagem do polêmico atacante é como tentar vender uma enciclopédia nos dias de internet.

Jogador de futebol que pensa no seu futuro – implica ganhar muito dinheiro para se aposentar tranquilo aos trinta e poucos anos – depende muito de contratos publicitários. Pois está na hora deles se prepararem para isso. Hoje as grandes marcas encontram dificuldades para achar alguém que se associe à imagem do público alvo.

Espero que a a 9ine se preocupe em preparar seus atletas, dar suporte cultural e psicológico. Assim, poderá atingir cifras ainda mais altas para todos. O desafio está aí: resgatar a imagem de Adriano e transformá-lo em exemplo de superação.

Defesa fraca e sem proteção não salva um belo ataque

quinta-feira, 17 de março de 2011

A palavra inverte, quando utilizada pelos técnicos de futebol, visa pegar a defesa adversária desprevenida com a bola viajando de um lado para o outro do gramado, abrindo espaços com a manobra. Quando é feita contra uma equipe de marcação frágil faz estragos, como o Colo Colo mostrou nesta quarta-feira no Chile.

Não é novidade a lentidão da dupla de zaga composta por Edu Dracena e Durval. Pior ainda quando sentem a falta do onipresente Arouca fazendo a proteção. Adriano foi fraco demais para substituí-lo, estabanado nos desarmes e perdido no posicionamento. Danilo é lateral, e não volante, não tem pegada. Possebon, que entrou no jogo, estava pregado no chão.

Para piorar, os laterais Pará e Léo, escolhidos pelo técnico Marcelo Martelotte, deram espaços demais para cruzamentos do adversário.

Assim, nem um ataque brilhante composto por Elano, Ganso, Neymar e Zé Eduardo é capaz de garantir. Quando a bola passava da intermediária santista, as jogadas fluíram na frente, mas quando o time chileno apertou a marcação no primeiro tempo sufocou a saída, deixando um buraco negro entre o quarteto e a defesa.

O buraco aumentava a cada vez que o inteligente Miralles invertia a bola com categoria, deixando os santistas vendidos para o gol. No fim, a técnica foi mais decisiva que os dribles brasileiros.

Meu nome é Ganso, Paulo Henrique Ganso!

terça-feira, 15 de março de 2011

O técnico do Colo Colo (CHI), Américo Gallego, adversário do Santos hoje pela Libertadores, disse que não conhece o Ganso. Em que planeta esse cara vive? Ou ele fez gênero para minimizar o estrago que o meia santista pode causar, ou é um péssimo profissional incapaz de estudar os times que vai enfrentar. É só acompanhar futebol pelo mundo, obrigação de quem trabalha com isso.

O milionário time do Chelsea (ING) está acertando a contratação de Lucas Piazon, garoto do São Paulo, de 17 anos, por R$ 14,3 milhões. No futebol é assim, pura globalização. As imagens de qualquer promessa correm o mundo e esperto é aquele que sabe observar, antecipar. Portanto, o técnico argentino do Colo Colo só pode estar de brincadeira em declarar que ainda vai esperar para ver como Ganso se comporta em campo.

Mal sabe ele que Paulo Henrique está com fome de bola, como um Leão que ficou preso na jaula por seis meses comendo apenas alface. Aguarde!

O Santos vai errar feio se contratar o Muricy Ramalho

segunda-feira, 14 de março de 2011

Já pensou em escalar o maestro Ganso de pivô, jogando de costas para o gol? E o Elano como ala direito, aberto na ponta? Pior seria atribuir ao Neymar a função de recuar para a marcação do meio de campo adversário. Com Durval e Dracena, seria bem provável a entrada de um terceiro homem para compor o setor, alguém da frente dança para isso. Se o torcedor santista criticou tanto o técnico Adilson Batista pelas invenções táticas, pode se preparar psicologicamente para o Muricy Ramalho.

Não vou falar que Muricy não tem seus méritos, a sua competência. É um vencedor! Porém, sua características não se adaptam a times com tendências ofensivas.

O principal problema que detectei no trabalho dele no Palmeiras foi não saber adaptar o esquema aos jogadores, mas querer adaptar os jogadores ao seu esquema, sempre. Assim, algumas peças não se encaixam. O mesmo aconteceu no Fluminense quando teve de escalar Deco e Conca juntos, por exemplo.

Acho que a diretoria santista está cometendo um erro em procurar o comandante. Não vejo esse Santos jogando feio e vencendo por 1 a 0, se for jogar assim, como sempre jogam as equipes de Muricy, vai ser uma catástrofe.

Além na limitação tática, ele não tem resolvido bem os problemas extra-campo e rachas nos grupos que dirige em momentos de pressão. Seu temperamento explosivo e radical preocupa para administrar os egos da molecada.

Hora de Valdivia chamar o jogo!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Valdivia tem uma técnica rara no futebol, seus domínios, passes e dribles enchem os olhos dos torcedores palmeirenses. E arrisco a dizer que se jogasse em uma equipe com mais companheiros de qualidade, chamaria muito mais a atenção do futebol mundial. Esse foi o Mago que esteve em campo nesta quarta-feira comandando a virada do Palmeiras sobre o Noroeste, com um gol e uma assistência.

O problema do chileno está na motivação, joga claramente apenas quando está de bem-humorado. E ultimamente, sua concentração está muito mais na noite paulistana do que dentro de campo.

O Mago sabe que a água já está batendo no nariz, e as desconfianças voltaram à tona depois que ficou ausente contra o Santo André para sambar em um camarote no Carnaval. A resposta tem de ser assim, dentro de campo. Afinal, um jogador que ganha o seu salário, tem a obrigação de chamar a responsabilidade, o que tem faltado a ele.