publicidade


Arquivo de julho de 2010

A retranca estilo handebol do São Paulo

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O técnico Ricardo Gomes adotou uma tática usada no Handebol para suportar a pressão do Internacional no primeiro tempo. A defesa toda estava na linha da área, fazendo uma muralha. Dois problemas: primeiro que a falta de posso de bola do Tricolor cansava ainda mais a zaga, com toda bola batendo e voltando. Segundo que, por mais que o Colorado não tivesse bombardeado o gol, manter o inimigo tão perto é arriscado demais.

Tão perto, era só acertar uma tabela estilo one-two do Winning Eleven, como fez Giuliano para construir a vantagem.

A cavadinha de Neymar

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Robinho e André se despediram da Vila Belmiro, já que deixam o clube após a decisão da Copa do Brasil na próxima quarta-feira, no Barradão. O camisa 7 pecou demais prendendo a bola nos contra ataques, já o cenatroavante – também convocado por Mano Manezes para a Seleção Brasileira – esteve apagado mais uma vez. O Peixe perdeu um caminhão de gols, parece que guardou a emoção para a finalíssima. Chance para os dois se despedirem em alta, assim como Neymar, que protagonizou um lance tão ridículo quanto a sua marra ao perder um pênalti no estilo cavadinha.

Neymar aprendeu que cavadinha é igual aos biquínis da mulherada na praia, só vai quem se garante. E o Peixe apresentou o verdadeiro futebol moleque, as travessuras de perder tantos gols deixaram a torcida impaciente.

Reforços exagerados no Palmeiras

terça-feira, 27 de julho de 2010

Valdivia é um jogador de qualidade e ídolo identificado com a torcida. O tipo de atleta carismático que conquista a simpatia da criançada e traz novos adeptos. Porém, R$ 13,7 milhões me parece um valor alto demais para uma equipe com problemas financeiros e tantas carências no elenco.

Gosto do estilo do chileno, mas seria mais apropriado pegar o dinheiro capitalizado e investir em um zagueiro, um meia e um atacante.

Claro que eu reconheço o esforço do presidente Belluzzo em contratar jogadores com o peso da grandeza do clube, mas isso pode se tornar uma gastação desenfreada, com reflexo no futuro.
Kléber e Valdivia foram contratados para silenciar os protestos da torcida, mas no contexto geral de um planejamento a longo prazo, ainda mais com Felipão no comando, deixa os mais conscientes com a pulga atrás da orelha.

Espero que os dois possam dar conta do recado.

Washington e a sina da reserva

terça-feira, 27 de julho de 2010

O São Paulo fez bem de contratar Ricardo Oliveira, que é um atacante acima da média. Fez melhor ainda em negociar Washington. Não porque lhe falta qualidade, eu até o considero um bom jogador, mas porque tumultua o ambiente com sua incapacidade de ficar no banco de reservas. Infeliz foi a escolha do W9, que poderá passar pelo mesmo problema com Fred no Fluminense. Talvez se tivesse pulado o muro para o Palmeiras teria espaço.

O vírus que atacou Ricardo Gomes

quinta-feira, 22 de julho de 2010

As fofocas do futebol se espalham pela rede como uma gripe fatal. Hoje é mais fácil embarcar na história de alguém do que apurar a notícia. Parcela de culpa também para dirigentes mentirosos, que insistem em negar quando há verdade. Porém, se realmente o São Paulo estiver negociando com um novo técnico antes de dispensar o corretíssimo Ricardo Gomes, será a desmoraçização de uma diretoria que sempre agiu certo com seus funcionários.

Falta zagueiro para o Palmeiras

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A diretoria do Palmeiras se esforça para contratar Valdivia, reforço para fazer moral com a torcida. Calma, eu não contra a volta do chileno, pelo contrário. Mas os dirigentes têm de fazer esforço para trazerem reforços para a defesa, principalmente com Henrique.

Não adianta trazer atacantes e meias se a equipe continuar uma peneira na bola aérea. Assim, nem Felipão vai dar jeito.

Brincadeira de mão dá caixão!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Estou completando nesta terça-feira (20 de julho) 30 anos, uma marca que traz saudade da minha infância. Tive uma educação primorosa, mas nem a marcação dura da dona Mirian, minha mãe, evitou alguns episódios de moleque besta. E esse surto de imaturidade da garotada balança as estruturas da Vila Belmiro.

Já brinquei muito de dar tapinha nos amigos, a chamada “brincadeira besta de mão”. Realmente dá confusão. Lembro de ameaçar um dos meus melhores amigos até hoje: “Vou te dar uma voadora Júnior Bianchi”, desabafei irritado. E ele era o mestre de brigar com todos depois desses tapas, que culminaram na confusão entre Robinho e Wesley no Santos.

Porém, tínhamos 15 anos e as ameaças não se transformavam em agressões sérias, com taco de sinuca ou depredando objetos, como fizeram os jogadores, mais velhos.

Não sei quanto a educação que tiveram, mas está na hora de crescerem, santistas!

Mudança de regras prejudica o São Paulo

terça-feira, 20 de julho de 2010

A CBF confirmou a antecipação da janela de transferências do exterior para o Brasil. Será que ninguém analisou o calendário no início do ano antes de reclamar? Fico perplexo porque os dirigentes adoram mudar a regra com a competição em andamento, quando isso é na verdade uma desmoralização das leis do futebol. Então agora eu pego o contrato vigente de locação da minha casa e vou mudar as cláusulas para me beneficiar. Pode isso?

Sorte do Inter-RS, que contará com Rafael Sóbis e Tinga no duelo contra o São Paulo pela Libertadores

A volta do Brasileirão, com Felipão

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A parada do Brasileirão durante a Copa do Mundo começa a ser medida pelos clubes. Em primeira instância, São Paulo e Corinthians foram prejudicados. Já o Palmeiras ganhou a luz de Felipão.

O Tricolor perdeu para o Avaí com preguiça, sem ritmo. Normal pelas circunstâncias, mas preocupante para a decisão na Libertadores contra o Inter-RS.

Já o Corinthians parece ter aproveitado bem os sete jogos antes da parada, quando todos os times não tiveram tanta atenção com a competição. A gordura foi criada, o Timão não se reforçou, mas não perdeu ninguém. Deve continuar com a consistência de Mano Menezes para seguir na luta.

O Palmeiras venceu o clássico contra o Santos, como fez no Paulistão. Mas o ânimo do torcedor foram as atuações de Kleber e Tinga, reforços importantes para a sequência da competição, além da postura enérgica dos jogadores, coisa que ainda não havia aparecido no Nacional.

Murtosa, com o dedo de Felipão, que estava nas tribunas do Pacaembu, escalou o time no 4-2-3-1, com Márcio Araújo e Ewerthon abertos, Lincoln na armação à frente dos dois volantes, e Kleber de centroavante.

A vitória teve drama no fim, após o gol de Marcel para o Peixe. E o aperto remeteu aos tempos áureos do Verdão de Scolari, que ganhava os jogos de forma dramática, com brio, que emocionava cada torcedor.

Com Scolari a vida não vai ser fácil, mas emocionante, resgatando a grandeza do clube.

Felipão para todos!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Não acho que a possibilidade de Luiz Felipe Scolari assumir o Palmeiras e a Seleção seja ruim. São projetos que podem ser conciliados pelo treinador para o bem do futebol brasileiro, já que o perfil do comandante se encaixa perfeitamente com as necessidades de ambos. 

Felipão é o nome certo para o Palestra, não apenas pelo prestígio internacional e competência, mas sua ligação com o clube trouxe paz e confiança à torcida, que será fundamental para a retomada em busca de títulos. 

O carinho não é só dos palmeirenses, mas de todos os torcedores do Brasil. E isso também seria fundamental na Copa de 2014, para unir jogadores e arquibancada. 

Scolari é o meio termo entre a baderna de 2006 e a ditadura de 2010 na CBF, e o presidente Ricardo Teixeira sabe. 

Agora, não adianta a Confederação e o Verdão fazerem jogo duro se precisam dele. É preciso diálogo e bom senso. 

Mas Felipão nunca se destacou trabalhando só com garotos, e isso é uma pulga atrás da orelha para vê-lo assumindo a Seleção Brasileira agora, no momento em que a renovação é essencial. Colocá-lo no posto agora pode ser um risco, já que resultados podem não aparecer em virtude do trabalho ser voltado mais para formar a base de 2014. O ideal seria Felipão ser uma espécie de coordenador técnico até 2012, quando assumiria o time para valer.