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Neymar é o bamba da bola, de novo!

por Alessandro Abate em 30.abr.2012 às 14:08h

“Quem foi que falou que eu não sou um moleque atrevido; Ganhei minha fama de bamba no samba de roda; Fico feliz em saber o que fiz pela música, faça o favor; Respeite quem pode chegar onde a gente chegou”. Foi com essa música de Jorge Aragão que Neymar chegou ao Morumbi, com caixas de som gritando quando desceu do ônibus.

Podemos considerar a letra um recado à torcida pelo que estava por vir. Três gols contra o São Paulo para garantir o Peixe em sua quarta final consecutiva do Paulistão, em busca do tri.

Como é bom ter Neymar! Ainda mais jogando contra o Tricolor, que passou a ser o maior alvo, com oito gols sofridos do craque.

A Joia santista mal tinha aquecido ontem quando Alan Kardec – surpresa de Muricy Ramalho para o jogo – sofreu pênalti. O bamba no samba de roda colocou com categoria para abrir o placar.

Depois recebeu livre para fazer o segundo. Mas além dos dois gols no primeiro tempo, era possível ver o camisa 11 driblando, arrancando e, uma coisa não muito costumeira, voltando para marcar.

Após o intervalo perdeu um gol incrível, sentiu as pancadas do adversário e contou com a colaboração de Denis para anotar o terceiro, um show no Morumbi!

Neymar é assim, é fominha pela bola, quer ganhar tudo. É preciso respeitar onde ele chegou.

Agora o Peixe vai disputar o tri paulista, que não acontece desde a época de Pelé. A Joia, além de assumir a artilharia do Estadual, segue subindo entre os goleadores da história da Vila Belmiro.

A força do San-São!

por Alessandro Abate em 28.abr.2012 às 22:02h

O São Paulo deve explorar a fragilidade dos laterais do Santos na marcação. Cícero vai abrir bastante pela esquerda para a triangulação com Bruno Cortez, atrás de Maranhão. Do outro lado, para enfrentar Léo, a velocidade de Lucas será a arma tricolor, já que Piris não subirá tanto e ficará mais atento com a marcação de Neymar. Jadson flutua pelo meio, atraindo a marcação de Arouca ou Adriano, restando apenas um volante ao Peixe para fazer as coberturas dos lentos zagueiros Edu Dracena e Durval.

Em alguns momentos do confronto, se a bola não estiver chegando em Neymar, o técnico são-paulino Emerson Leão poderá soltar Casemiro para complicar ainda mais a vida santista. Muricy Ramalho testou três zagueiros, sem Borges. O comandante santista sabe que está em desvantagem na zaga, mas se sacar o centroavante terá Ganso e Neymar mais vigiados.

Uma das saídas do Peixe é manter a posse com toques curtos, o que tem feito bem, não deixando o adversário jogar. Se conseguir virar o jogo rápido para a direita, Elano pode surpreender.

Alternativas ensaiadas

Fernandinho pode entrar na vaga do volante Casemiro se o Tricolor precisar partir para cima. Cícero seria recuado para volante, com dois pontas bem abertos.

Muricy treinou com o time no 3-6-1, sem Borges. Mudança drástica assim foi criticada na final do Mundial contra o Barça, mas o treinador sabe que seus laterais não marcam.

Blog volta com novidades!

por Alessandro Abate em 26.abr.2012 às 10:23h

Internauta do LANCENET! e leitor do LANCE!, eu gostaria de mandar um recado aos frequentadores do Blog, hospedado aqui desde 2007.

Lembro da minha felicidade quando Valdomiro Neto, editor do site, me ofereceu esse espaço para escrever sobre os times do futebol interior de São Paulo, que eu acompanhava muito por ser o editor responsável no jornal. Com peculariedades e análises, conquistei um público fiel que ficou frustrado quando passei a falar menos do assunto.

Em 2010 fui designado a um projeto novo do LANCE!, o lançamento de um novo jornal do grupo, o popular MAIS. Com a responsabilidade, infelizmente passei a ver menos os jogos dos times menores, o que já não me mantinha tão capacitado para dominar o assunto.

Meses antes da Copa do Mundo na África do Sul, o mesmo Valdomiro Neto, que já havia deixado a empresa e retornado, passou a falar sobre o Mundial, pedindo para que eu cobrisse sua área: os grandes do futebol paulista.

Retornei para o LANCE! com a missão de chefiar as equipes de Santos e Corinthians, e voltei a atuar na TV LANCE! como apresentador do Nó Tático, programa que embedei muitos vídeos aqui.

Com tantas tarefas, muitas vezes não rendi o que gostaria de render nesse espaço. Por isso, pensando em você leitor, decidi mudar o formato do Blog em busca de uma maior aproximação.

Agora começarei um videoblog, gravando da redação comentários sobre alguns dos assuntos mais polêmicos da semana. Espero que a mudança traga ainda mais comentários, criticando (jornalista que não recebe críticas não está fazendo o trabalho direito porque não pode trabalhar apenas para agradar os outros), elogiando ou sugerindo.

Espero que gostem!

100 anos de todos os Santos!

por Alessandro Abate em 12.abr.2012 às 15:34h

Cresci vendo os jogos do Santos com Índio na lateral vestindo uma camisa marrom, na verdade o tradicional manto branco enlameado pelo péssimo gramado da Vila Belmiro. Com pouco conhecimento sobre futebol, não conseguia entender porque o lateral-direito usava a camisa 4, e não o número 2. Também não fazia sentido saber que aquele time de poucos holofotes nos anos 80 era o mesmo do Rei Pelé. Mas logo aprendi que tudo fazia parte da tradição, e a mais nobre do Peixe, de ter esquadrões que encantavam o mundo, logo foi resgatada.

O Santos aprendeu a ser ofensivo nos primeiros passos, com Siriri, Araken Patuska, Feitiço, Camarão, Evangelista e Omar. Um traço esboçado pelo destino, que também já soprava os ventos em Bauru, no interior paulista, para encaminhar o menino Edson Arantes do Nascimento até a Vila Belmiro. E o clube teve a sua “segunda fundação”, a ascensão de um Pelé que viraria sinônimo de rei.

Na história da humanidade, nenhum grande rei foi enaltecido sem um exército vitorioso. E Pelé tinha Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pepe, entre tantos outros bravos soldados.

Mas todo reinado tem seu período. O Rei do futebol está eternizado nos contos da bola, só que teve que deixar a natureza seguir seu curso cíclico. E os Meninos da Vila inauguraram uma nova era, com velhos hábitos: ofensividade e técnica que se resumiam em gols, aos montes.

Mesmo nos períodos de menos brilho, o Santos foi de todos os Santos. Serginho Chulapa e o título paulista de 84, o Rio-São Paulo de 97 e a batalha da Conmebol de 98. Até sem caneco, pelo pecado cometido por uma má arbitragem, o Alvinegro Praiano teve Giovanni para resgatar o orgulho santista: o Messias!

Eu já entendia tudo isso quando vi as oito pedaladas de Robinho sobre o freguês histórico. Após o título do Brasileiro de 2002, amantes do futebol por todo o Brasil queriam estar no estádio para ver aquela nova geração de Meninos da Vila.

A fórmula estava escrita, mas inexplicavelmente só o Peixe sabia aplicá-la. Garotos que foram privilegiados com o dom de driblar acima de qualquer média, de tocar na bola como se pintassem quadros… veio Neymar e a lição difícil de aprender no mundo contemporâneo: Não basta ser craque, tem de ter amor à camisa!

Claro que essa camisa tem algo especial, branca ou enlameada. É centenária, cheia de histórias e tradições, repleta de Santos.

Santos com força máxima para pegar o São Caetano

por Alessandro Abate em 07.abr.2012 às 14:39h

O discurso dos jogadores do Santos é unânime. Ninguém quer ser poupado e todos querem jogar sempre, principalmente o “fominha” Neymar. Muricy escala então o que tem de melhor para pegar o São Caetano. Azar do time azul, que ainda briga contra a ameaça do descenso. Confira as armas dos dois times:

Ganso recuado é o 10 de antigamente!

por Alessandro Abate em 29.mar.2012 às 23:54h

A velocidade imprimida pelo Santos não seria tão objetiva se não fosse a maestria de Ganso. O seu talento nunca foi questionado, mas a subida de produção está relacionada ao olhar inteligente de Muricy.

O camisa 10 do Peixe nunca foi meia-atacante, como insistiam alguns treinadores. O garoto é um talentoso armador, daqueles raros na história do futebol. E como fazer ele armar o jogo, ao contrário de ficar esperando a bola perto da área? A solução parece esquisita, mas é fantástica.

Em alguns momentos era possível ver Ganso mais recuado que os volantes Arouca e Adriano. Além de desarmar e desafogar a marcação, quando dominava a bola, Paulo Henrique tinha espaço para caminhar e dar assistência milimétricas, pegando a defesa adversária desarrumada contra a velocidade de Neymar e Ibson, ambos abertos pelas pontas.

O Peixe mostrou que ainda se pode jogar bonito, e que o camisa 10 precisa desfilar sua classe pelo campo todo, de cabeça erguida.

Corinthians com Emerson no lugar de Alex

por Alessandro Abate em 24.mar.2012 às 13:04h

O Corinthians pega o Palmeiras com possibilidade de ganhar o jogo pelo meio com Paulinho na infiltração pela diagonal. Alex está fora, Emerson deve jogar em seu lugar aberto pela ponta, trocando de lado com Jorge Henrique durante o jogo. Outra opção seria Douglas mais no meio e Danilo aberto.

O Palmeiras vai sofrer com os dois pontas do Timão porque seus laterais não terão a mesma liberdade. Com Valdivida só na articulação, a bola terá de chegar dos lançamentos de Assunção para a velocidade de Maikon Leite, que não está 100%. Se a bola chegar, Barcos leva vantagem sobre a zada adversária.

Barcos vira ídolo pela produtividade

por Alessandro Abate em 22.mar.2012 às 19:20h

A torcida do Palmeiras está sorridente com a boa fase de Barcos. Há quem diga que a carência por títulos faz com que a identificação seja precoce, mas estes corneteiros pessimistas que preferem aguardar mais para novas conclusões não estão levando em conta alguns fatores importantes.

Barcos poderia ganhar mais dinheiro no futebol árabe, quis jogar no Verdão pela tradição do clube. Não fez mil exigências, não quis ser recebido com tapete vermelho, nem chegou com marra exigindo uma posição de titular. Ele respondeu apenas dentro de campo.

Em entrevista exclusiva ao LANCE! mostrou que é um cara articulado e centrado para o repórter Caio Carrieri. Também não precisou de gracinhas na coletiva querendo puxar saco de jornalistas. Mais uma vez, respondeu apenas no campo.

Cinco gols em seis jogos. O argentino já mostra que, apesar da falta de velocidade, se movimenta muito, surpreende nos passes e se posiciona bem. Seu passado goleador em competições sul-americanas comprovam. Resposta apenas no campo.

Na era das mídias digitais é cada vez mais raro ver no futebol alguém perseverar mais pela produção do que pelo marketing.

Quantos torcedores analisam a boa conduta do jogador fora de campo, seu histórico, o horário que ele chega ao treinos todos os dias e o quanto ele se dedica? Esses fatores deveriam ser incisivos para a formação de um ídolo, talvez mais do que apenas os dribles e gols.

Mesmo que não conquiste títulos, Barcos deixa um legado. O argentino comprova que o jogador profissional, dedicado ao trabalho e despreocupado com o status de celebridade, tem seu espaço sempre. Como ele mesmo disse: “Não estou aqui para falar de apelidos, estou aqui para falar de futebol”.

Palmeiras unido e equilibrado

por Alessandro Abate em 12.mar.2012 às 12:18h

Márcio Araújo arranca do meio de campo, dá um lindo passe para a esquerda, no vazio, para Juninho, que ajeita de primeira para Valdivia. O Chileno dribla e entrega com carinho para Barcos marcar. Um gol estilo ‘Barcelona’.

Esse Palmeiras se destaca pela coletividade. Claro que uma visão do time em uma vitória dessas ressaltaria a importância do terceiro gol narrado acima, pela construção de pé em pé. Porém, prefiro ressaltar a eficiência do setor defensivo.

Henrique está jogando muito faz tempo. As laterais cumprem a função de marcação e começam a ganhar confiança no apoio. Juninho cruza bem e Artur é menos afobado que o bom Cicinho. Até os inconstantes Márcio Araújo e Leandro Amaro estão rendendo. Mas um ganho significativo para Felipão foi a entrada de João Vitor na equipe. O volante vira ala e meia direita na dinâmica do jogo.

Claro que essa equipe está longe de ser perfeita, mas é unida.

Na articulação, o Alviverde tem dois meias capazes de desequilibrar: Daniel Carvalho e Valdivia. Pena que tiveram pouco tempo juntos em campo ontem para tirarmos as conclusões: é possível escalar a dupla no time titular?

Mas Scolari não tem motivos para mudar agora, deu padrão de jogo para um grupo desacreditado com as peças que recebeu.

Barcos provou mais uma vez que atacante não precisa ser craque, mas precisa jogar com inteligência. Ao lado do veloz Maikon Leite, espaço é o que não falta.

Politicagem ou desvio de responsabilidade de Mano?

por Alessandro Abate em 12.mar.2012 às 12:13h

Não faz sentido a colocação de Mano Menezes no momento excepcional que vive o Neymar. Falar que ele se cansa porque no Brasil precisa atender mais compromissos publicitários é um absurdo! O jogador nunca desfalcou o Santos e não é poupado.

Todos sabem do interesse do Barcelona na Joia e do livre trânsito que dirigentes do clube espanhol têm na CBF com Ricardo Teixeira. Parece politicagem para forçar o garoto a se transferir pelas cifras que o Santos recusou em uma ação inédita para o futebol brasileiro.

Ou Mano quer justificar a ruindade de sua equipe, na qual nem Neymar consegue jogar.