publicidade


Posts com a Tag ‘Valdivia’

Nas palavras, Valdivia foi bem

sexta-feira, 8 de março de 2013
Valdivia deu entrevista coletiva nesta sexta, na Academia de Futebol

Valdivia deu entrevista coletiva nesta sexta, na Academia de Futebol

Valdivia pode ter todos os defeitos, mas não é burro. Ao contrário, é muito esperto. O Mago foi muito sensato em sua entrevista coletiva na tarde desta sexta. Sem polêmicas, deu sua versão para o gesto obsceno para um torcedor na quarta, elogiou jogadores, diretoria e afirmou que fica no Palmeiras, visando o centenário em 2014. Foi inteligente, tentou virar a página do triste episódio de quinta.

Agora, cabe a Valdivia jogar um bom futebol, algo que ele vem tentando fazer. O Mago sabe perfeitamente que ficou devendo, e muito, nos últimos quase três anos. Merece ser cobrado, merece críticas. Mas não merece apanhar. Nem antes, muito menos agora, justamente no momento em que mostra empenho e dedicação para honrar a camisa e o alto salário que recebe.

A Mancha marcou Valdivia. Foi péssima, mais uma vez, ao protagonizar as lamentáveis cenas de quinta. Um ato que envergonhou os palmeirenses e merece represália e punições.

Como sempre, qualquer crise no futebol termina com vitória. No domingo, tem clássico no Morumbi. Que seja sem mais violência.

Tropeço no jogo mais duro da chave

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Valdivia não conseguiu vencer a boa marcação de Guiñazú ontem

Valdivia não conseguiu vencer a boa marcação de Guiñazú ontem

O Palmeiras fez nesta quinta o jogo mais difícil da chave. Após duas rodadas, ficou evidente que o Libertad é o time mais forte do grupo: está acima do Verdão, e muita acima dos fracos Tigre e Sporting Cristal.

A derrota foi normal. Não há motivo para desespero. É preciso cabeça no lugar, algo que faltou em boa parte do jogo em Assunção. Até mesmo o experiente Valdivia, muito mal na etapa final, levou um cartão amarelo de graça ao dar um chilique no banco no primeiro tempo. Desnecessário, algo que não pode se repetir.

O palmeirense precisa ter consciência das limitações da equipe. Não dá para se iludir e sonhar com o título da Libertadores com o elenco atual. Mas dá, sim, para esperar pela classificação e depois tentar a sorte no mata-mata. O Verdão é mais time do que o péssimo Tigre e pode buscar a vitória em Buenos Aires, quarta. É só jogar futebol e não cair em provocações dos fracos argentinos.

Desde que pontue na Argentina, o Palmeiras voltará para duas partidas em casa, contra o mesmo Tigre e o Libertad, com grandes chances de garantir a vaga. A derrota desta quinta é “aceitável”.

Onde Valdivia (não) estava?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Valdivia deixa o campo carregado após o clássico contra o São Paulo, em outubro: fim do ano para o Mago

Valdivia deixa o campo carregado após o clássico contra o São Paulo, em outubro: fim do ano para o Mago

* Coluna “Papo da Academia” do LANCE! desta quarta

Quais foram os momentos decisivos do Palmeiras nos últimos dois anos e meio? E onde estava Valdivia?

O Verdão chegou à semifinal da Sul-Americana de 2010. Perdeu do Goiás. Valdivia não estava.

O clube voltou a uma semifinal importante no primeiro semestre de 2011. Caiu para o maior rival. Valdivia estava no início do jogo. Mas passou a não estar mais aos 25 minutos da etapa inicial, quando a sua “coxa mágica” não resistiu ao seu chute no vácuo.

Dias depois, o time foi massacrado contra o Coxa nas quartas de final da Copa do Brasil. Valdivia, obviamente, não estava.

O Verdão voltou a uma fase quartas de final, mas do Paulistão, em 2012. Perdeu para o Guarani. Valdivia não estava na equipe titular. Estava no banco. Jogou apenas os 30 minutos finais.

O Palmeiras, naquele mesmo ano, viajou para uma batalha contra o Grêmio no Sul. Venceu de forma heróica a primeira semifinal da Copa do Brasil, por 2 a 0. Valdivia, suspenso, não estava.

É verdade que ele estava na volta. Só jogou 31 minutos, mas fez importante gol que selou a classificação contra os gaúchos.

O Palmeiras ergueu a taça da Copa em 11 de julho. Valdivia estava… Na tribuna, suspenso.

O Verdão sofreu no returno do Brasileirão, lutou contra a queda. Caiu. O Mago não estava.

Agora, vem estreia na Libertadores, Dérbi… E Valdivia? Não estará. De agosto de 2010 a fevereiro de 2013, os palmeirenses ainda se perguntam: onde está a magia?

Arriscado é duvidar de um grande craque

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Riquelme continua sendo o principal alvo da diretoria do Verdão para 2013

Riquelme continua sendo o principal alvo da diretoria do Verdão para 2013

* Coluna “Papo da Academia” do LANCE! desta quarta

Neste mesmo espaço, em 2012, apostei que seria uma furada o Palmeiras tentar Ronaldinho Gaúcho antes de o Atlético-MG contratá-lo. Errei feio. No fim das contas, o craque falou mais alto em Belo Horizonte. Talvez brilhasse menos em um time pior em São Paulo, mas com certeza faria mais do que Valdivia.

Agora, a busca palmeirense é por outro craque contestado. Os “contras” que Ronaldinho tinha são menores do que os que acompanham Riquelme. Estamos falando de um atleta quase aposentado e com temperamento difícil. Um estrangeiro, com desafio de ser a grande estrela num conturbado Verdão em ano de reconstrução.

A lógica, se é que ela existe, aponta para um fracasso caso o argentino seja contratado. É um investimento de grande risco. Mas para um clube que dispensou 21 jogadores e contratou dois, o que se tem perder? Mais dinheiro, talvez.

É bom lembrar que, com as saídas de atletas, há margem na folha salarial. O veterano Assunção não recebia pouco, por exemplo.

O risco de fracasso em 2013 para o Palmeiras já existe, diante do elenco atual. Aos 34 anos, Riquelme, em seis meses, fez 25 jogos e seis gols pelo Boca Juniors em 2012, jogando inclusive a Libertadores.

Parado desde o meio do ano passado, não chegaria para resolver de imediato. Se o torcedor achar isso, vai se decepcionar logo de cara. Só craques, no entanto, podem calar críticos, surpreender. Juan Román Riquelme é craque. Craque que o Palmeiras não tem em seu elenco.

Dá para fazer a aposta. Sem tratá-lo como salvador, e reforçando com urgência zaga e ataque. Mais arriscado hoje é duvidar de Riquelme e não contratar ninguém.

Valdivia voltou. Mas não enganou

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Valdivia divulgou fotos de seus treinos durante as férias no Chile

Valdivia divulgou fotos de seus treinos durante as férias no Chile

Valdivia voltou a treinar na Academia de Futebol. Mostrou exames feitos no Chile, fez questão de divulgar fotos dos treinos que realizou em Santiago e procurou se defender por meio de veículos de imprensa. Esse não é o ponto.

Não está em discussão se o Mago trabalhou ou não em sua terra natal.

Aliás, um atleta profissional e bem remunerado deve, sempre, zelar por sua forma física nas férias. Para quem pouco joga, caso de Valdivia, isso é mais do que obrigação. Ótimo que o meia tenha trabalhado para voltar bem ao Palmeiras em janeiro.

O problema é que o camisa 10 não apareceu na reapresentação do clube. É, sim, falha grave. Criou mais uma polêmica por algo banal. As versões na Academia não batem, as desculpas não colam. Qualquer criança palmeirense sabe desde o fim do Brasileirão que a reapresentação estava marcada para o dia 3.

Um simples telefonema evitaria mais esse desgaste. Depois de tanta turbulência, não dá mais para criar polêmicas imbecis. Não sabia a data da reapresentação? Faça-me o favor… Que profissional não sabe, ou não procura saber, a data do fim das férias?

Pergunta bem realista: Mago fará falta?

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Valdivia deixou o clássico com lesão no joelho: não joga mais no Brasileirão de 2012

* Coluna “Papo  da Academia” do LANCE! desta terça

O Palmeiras sonha com Alex, perdeu Valdivia, mas é Tiago Real que pode ser o escolhido para que a realidade em 2013 seja a Série A. Aliás, já deveria ter sido a opção de Gilson Kleina no sábado, quando o técnico pensou (e falhou) em pegar o São Paulo com dois meias.

Não bastasse a assustadora situação na classificação e as perdas de mando, o Verdão tem desfalques para superar na quinta: Artur, Juninho, Valdivia e Barcos estão fora. Thiago Heleno e Maikon Leite são dúvidas. O Mago não volta mais neste Brasileirão.

Afinal, qual é o peso da saída do camisa 10? Tecnicamente, Valdivia sempre foi considerado intocável, mesmo que tal técnica andasse tão em baixa quanto o Palmeiras na tabela do torneio. Terminou o Brasileirão sem um gol, sem uma única assistência.

“Ruim com ele, pior sem ele”, alguns poderão argumentar. Um argumento que não se sustenta. Real não vai decidir sozinho, Real não passa de um atleta promissor. Mas Valdivia decidiu quando no Brasileirão? Nos últimos mais de dois anos, foram lampejos do velho Mago, na Copa do Brasil. Só.

Tiago Real pode, muito bem, fazer um papel melhor, caso tenha mesmo mais chances a partir de agora. Já fez, aliás, dois gols recentemente. Foi bem na maioria das vezes que esteve em campo. Tem vontade, velocidade e procura o jogo. Também tem técnica.

Tem menos técnica do que tem Valdivia. Mas pode mostrar mais técnica, hoje, do que Valdivia vinha mostrando. A realidade é dura. Que seja, então, com o Real.

Trio pode ‘estrear’ na Arena Barueri

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Valdivia volta ao time: vai dar alegrias como na Copa do Brasil?

Luiz Felipe Scolari tem a chance hoje de escalar, seja no começo do partida ou no decorrer do jogo, um trio inédito até agora. Valdivia, Barcos e Obina ainda não jogaram juntos pelo clube.

Fora desde 22 de julho, o Mago jogou apenas com Obina, contra o Náutico, na Arena, palco do jogo de hoje. Os dois tiveram belas atuações na vitória por 3 a 0. A armação e o ataque se entenderam e Obina fez o seu gol.

Barcos só voltou depois. E aos poucos vem se entrosando com Obina. A dupla teve boa participação nas duas últimas partidas, como titular.

Resta saber se Felipão irá apostar no inédito trio com Valdivia ainda voltando de lesão. Obina já mostrou que está em forma, tem jogado com velocidade e ajudado na marcação. Cansa no segundo tempo, mas tem aguentado bem os primeiros 45 minutos.

Com as opções que o elenco oferece, não resta dúvidas que o maior ganho técnico para o time é com os três juntos. O Mago, melhor armador alviverde, pode trabalhar bem com os dois “grandalhões” à frente no ataque.

Lição parece ter sido aprendida no Verdão

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Valdivia parece confuso com relação ao seu futuro no Brasil e no Verdão

César Sampaio foi bem mais uma vez ao ir a público e deixar clara a posição do Palmeiras na questão envolvendo Valdivia. O clube entende a questão familiar, quer contar com o atleta até a Libertadores de 2013, mas o gerente avisa: “Não quero nenhum profissional descontente aqui”.

O chileno não parece descontente. Parece confuso. Após a conquista da Copa do Brasil, afirmou que ficaria. No domingo, falou que “contratos são feitos para serem quebrados” e jogou a decisão para a diretoria, deixando o futuro em aberto. Valdivia foi mal, na última.

São razões e casos totalmente diferentes, mas o tipo de discurso lembrou Kleber, em 2011. E o bizarro caso do ano passado ao menos serviu de lição na Academia.

Aliás, faltou no clube na ocasião um César Sampaio para falar com clareza que atletas descontentes não jogam no Palmeiras. Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo bateram palmas para o atleta que queria jogar pelo Flamengo, Felipão idem, e o fim é o que todos conhecem.

Sampaio não vai segurar Valdivia caso ele diga que não há mais como viver no Brasil e a proposta, de fato, satisfaça o clube. É mais correto, por mais que a reposição seja difícil com a janela internacional já fechada. Paciência. A vida segue para todos. Dano bem maior é manter quem não quer jogar.

Ao contrário do outro caso, Valdivia não quer aumento. Ele quer jogar a Libertadores, mas tem um problema familiar. E por mais difícil que seja, precisa resolvê-lo.

Se a decisão é por sair, que fale isso com todas as letras e seja feliz.

Valdivia ainda erra. Mas fez a diferença na Copa

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Valdivia festeja como Pirata na vitória sobre o Coritiba, em Barueri

Valdivia continua errando por exagerar nas reclamações com árbitros, por provocações desnecessárias a adversários. Esse comportamento, que parece incorrigível, lhe custou a participação no grande jogo do Palmeiras nos últimos 13 anos, por mais que a expulsão tenha sido exagerada na quinta, em Barueri.

Uma “ameaça” de jogar bola no oponente não vale cartão amarelo. E tal advertência ficaria de bom tamanho na dividida com “cotovelo alto” do segundo lance. Mas é aquela coisa: quem tem fama, precisa se cuidar. E Valdivia, conhecendo os árbitros do Brasil, não se previne. Deu chance e acabou penalizado.

Isso à parte, o Mago foi, sim, um diferencial em todas as fases da Copa. Não fez chover, pois não é o craque que alguns já pintaram. Mas decidiu com gols e passes. Foi o bom jogador que não existiu nos últimos anos, por vários motivos.

Até mesmo a fatalidade do sequestro relâmpago, há exato um mês, trouxe algum tipo de benefício interno. Ele foi acolhido por Felipão, com quem já teve atritos, se aproximou do técnico e virou homem de confiança: fez gols na semifinal e na final depois daquilo.

O Mago fará falta, sim, em Curitiba. Mas menos falta do que faria Henrique, ou fará Barcos. Felipão saberá remediar a perda no meio.

Um banho de alegria e de magia

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Valdivia tirou a camisa após marcar gol e festejar na molhada e cheia Arena

Exatamente duas semanas atrás, por volta das 22h40, Valdivia estava em posse de um sequestrador, ao lado da mulher, passando o pior momento da vida dele. Nesta quinta, praticamente no mesmo horário, ele estava em campo pela primeira vez desde o crime que quase o fez sair do clube. E talvez nem mesmo o Mago imaginasse redenção maior e mais especial do que a que ocorreu em Barueri.

Muito cobrado desde que voltou por não fazer o que dele se esperava desde que voltou, ontem ele fez. E, com um gol no segundo tempo, após sair do banco de reservas, garantiu o 1 a 1 contra o Grêmio e colocou o Palmeiras na final da Copa do Brasil, quatro anos depois da última decisão do Verdão, contra a Ponte Preta, quando ele brilhou na conquista do título do Paulista.

O gol salvador, inclusive, teve festa com Felipão. O camisa 10 fez questão de correr até o treinador após marcar, o que resultou no time todo em cima do técnico, que repete o feito de 1998, quando levou o Verdão à decisão e foi campeão.

Em campo, o Palmeiras sofreu com a forte jogada aérea do Grêmio, que alçava bolas em faltas desde antes do meio de campo. Foi assim que abriu o placar, com Fernando completando após rebote.

Mesmo com o gol, a torcida, que sofreu com a chuva e para chegar à Arena, mas lotou o estádio, não se calou. E viu o Mago, maior ídolo do atual elenco, garantir a vaga.

No final, ainda houve confusão, que resultou nas expulsões de Rondinelly e Edílson, pelo Grêmio, e Henrique, que não jogará a primeira partida da final, ante o Coritiba.

O Palmeiras reencontrará o algoz do ano passado e poderá vingar aquele 6 a 0. Mais do que isso, tem a chance de voltar aos tempos de glória, com ajuda essencial da magia.