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Cobrar menos é o mínimo que se espera

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Torcida do Palmeiras vai pagar menos para apoiar o Verdão no Paulistão

Torcida do Palmeiras vai pagar menos para apoiar o Verdão no Paulistão

O Palmeiras agradou o seu torcedor nos dois jogos mais importantes do ano até aqui, contra Sporting Cristal (PER) e Corinthians. Agradou no campo, com bom futebol e empenho. Mas estava devendo fora.

A nova diretoria tomou uma acertada decisão ao pedir para baixar o “piso” da FPF, que exige um ingresso mínimo de R$ 40 no Paulistão. Aproveita um suspiro de reação da equipe para levar mais torcedores ao estádio, cobrando R$ 30 na arquibancada e R$ 20 pela entrada no tobogã.

É um absurdo sem tamanho cobrar R$ 40 para jogos de primeira fase, contra pequenos. A diretoria conserta um erro anterior, que fez torcedores irem desaparecendo a cada rodada do Estadual.

O Palmeiras só irá se levantar, com a força esperada, ao lado do sua apaixonada torcida. A medida deveria valer, inclusive, para a Libertadores, competição em que o clube cobra o mínimo de R$ 50 (e R$ 40, para quem comprou o pacotão dos três jogos no Pacaembu).

No último jogo em casa pelo Paulistão, o Verdão levou apenas 3.709 pagantes ao estádio. Ridículo, por menor que seja o interesse na primeira fase da competição. Isso ligou um alerta na direção.

Cerca de 17 mil foram à estréia na Libertadores. Com certeza, a R$ 30, a casa encheria mais. Diante de um time sem estrelas e que só agora dá a mínima esperança de evolução, é preciso atrair o torcedor. Que a diretoria entenda que seu torcedor é fator fundamental no ano de reconstrução.

O palmeirense já demonstrou em outras ocasiões que, basta lhe dar o mínimo para ele retribuir com o máximo. Veremos como reage a torcida neste domingo.

Não pode confundir garra com nervosismo

domingo, 1 de maio de 2011

Durante a semana, muito se polemizou sobre o sorteio do árbitro Paulo Cesar de Oliveira para o Dérbi. Por tudo o que ocorreu, a Federação Paulista de Futebol deveria ter trocado o juiz. Mas não o fez. Alheios a isso, os jogadores do Verdão e o técnico Luiz Felipe Scolari não questionaram o assunto. O treinador nem deu entrevista para evitar atritos. Deixaram passar. Reclamação só da diretoria.

Kleber recebeu cartão amarelo logo no início do clássico. Palmeirenses questionaram a arbitragem (foto: Tom Dib)

Mas o que era um sinal de tranquilidade tornou um grande nervosismo logo no início do jogo deste domingo. Os palmeirenses não esconderam a irritação com o juiz. Toda marcação era motivo de reclamação.

Lógico que alguns lances merecem questionamentos. Mas os alviverdes deveriam ter mantido os nervos no lugar. Até o tão calmo Deola se irritou. E o primeiro tempo, que começou melhor para o Verdão, terminou com o rival em alta. Ainda mais pela lesão de Valdivia, justamente por tentar o tão polêmico chute no vazio.

No segundo tempo, o ânimo mudou. O que era nervosismo, se transformou em garra e superação. Com um a menos, a equipe colocou a cabeça no lugar. Na tão temida bola parada, conseguiu abrir o placar com Leandro Amaro. Mas a tão bem postada defesa falhou e permitiu o empate.

Cansados, os palmeirenses assustaram em alguns lance. Mas depois decidiram segurar o empate para a decisão por pênaltis. E com erro de João Vitor não deu. O nervosismo fez a diferença.

Visão de jogo: chute no ângulo e Mirassol no vácuo!

domingo, 24 de abril de 2011

Valdivia marcou golaço e foi destaque na vitória que deu a vaga na semi ao Verdão

Chute no vácuo é a jogada que Valdivia inventou no Chile e, na quinta, causou polêmica e irritou o Santo André. Neste domingo, o Mago mudou o recurso para o chute no ângulo, que abriu o caminho para a classificação do Verdão.

Quem ficou no vácuo no Pacaembu foi o Mirassol, que até deu bons sustos nos palmeirenses, mas não impediu que o Paulistão seja decidido pelos quatro grandes. O Palmeiras avançou e agora pega o Corinthians, seu maior rival, em uma semifinal.

Deola, no primeiro ataque do jogo, mostrou que, no vácuo, ele não costuma ficar. A boa defesa em bola cruzada do Mirassol foi uma das poucas jogada da equipe de amarelo no começo.

Depois disso, com Valdivia participativo, o Palmeiras fez o que dele se espera, com maior posse de bola e indo ao ataque.

Foi o chute no ângulo do Mago que fez o estádio explodir já no início do jogo: 1 a 0. A comemoração do chileno foi com pulinhos de um Coelhinho da Páscoa.

No vácuo ficou Tinga, minutos depois, ao não colocar para dentro uma bola que passou limpa, dentro da pequena área.

Com pouca reação, o Mirassol mudou já na etapa inicial. O volante Esley saiu para Marcelinho tornar o meio mais ofensivo.

Foi justamente ele, que pertence ao rival Corinthians, que deixou a defesa do Verdão no vazio, empatou o jogo e deixou um clima de tensão no Pacaembu.

Os “amarelinhos” voltaram do intervalo mais fechados, com um zagueiro (Daniel Marques) no lugar de um lateral (Samuel).

Valdivia não dava chutes no vácuo, mas articulava muito bem o meio de campo. A torcida vibrava com o camisa 10 e se irritava com Luan, errando passes e gols.

O drama acabou quando Márcio Araújo, um dos melhores do time em 2011, desempatou. Xuxa foi expulso depois. Aí, deu para o Mago dar seu chute irreverente, Luan perdeu gols incríveis, o Mirassol deu seus sustos , mas…. O Palmeiras não ficou no vácuo!

Derrota sem traumas em jogo que não valeu nada

domingo, 17 de abril de 2011

Max Santos ganhou chance entre os titulares e fez o gol do Palmeiras

Felipão abriu mão dos seus principais jogadores contra a Ponte Preta, com razão. Nunca é bom perder um jogo, a liderança ou uma série histórica de invencibilidade. Mas o técnico está certo ao dizer que a partida deste domingo não mudaria quase nada (ou nada) para o Palmeiras.

Deola, Cicinho, Rivaldo, Tinga e Kleber foram os titulares escolhidos para o jogo. Os demais, estafados, foram poupados para a bateria de decisões que o time terá a partir de quinta.

Com três atacantes (Adriano Michael Jackson e Max Santos ao lado do Gladiador), o Palmeiras foi ligeiramente superior, com maior posse de bola, na etapa inicial. Só não foi para o intervalo vencendo por um vacilo da zaga, com Leandro Amaro.

Felipão deixou mais claro ainda sua preocupação com o futuro ao sacar Kleber, com risco de levar cartões, antes do segundo tempo. Cicinho, o melhor do time, foi mais um titular a ser poupado, aos 16.

Com mais reservas, o Verdão caiu de produção. E foi justamente derrotado, vendo a invencibilidade de 15 jogos (recorde desde 1999) cair.

Não há derrota boa. Mas é inegável que um tropeço, cedo ou tarde, viria. A última chance para isso acontecer sem prejuízos era agora.

E há até lucros. Seria melhor pegar a Portuguesa ou Mirassol? Fico com a segunda opção, o que não aconteceria com um empate em Campinas. Agora, o Paulistão começa.

Impossível de imaginar a liderança sem ele

terça-feira, 5 de abril de 2011

Luiz Felipe Scolari fez do Palmeiras um time competitivo: será campeão?

Técnicos no futebol brasileiro passaram a ser supervalorizados. Às vezes, se atribuem a eles méritos que não têm, e também fracassos pelos quais não são os responsáveis. Enfim, é uma longa discussão. O fato é que há treinadores que fazem a diferença. Luiz Felipe Scolari é um deles.

Em meio às cornetas do Palestra Itália, já houve quem o chamou de ultrapassado. Muitos outros acham seu alto salário um desperdício. Mas até os radicais, caso do ex-presidente Mustafá Contursi, se renderam ao trabalho feito por Felipão com o atual elenco palmeirense, com elogios.

Você acha que o Verdão seria líder do Paulistão hoje sem Scolari? Cravo: não! O Palmeiras sempre precisou de técnicos de peso para render. São eles que seguram a bronca, aguentam a pressão e conseguem resultados. Nos últimos 35 anos (não 40, como escrevi antes), só dois foram campeões no clube: Felipão e Vanderlei Luxemburgo.

A vantagem do primeiro é ser ídolo, o que o blinda ainda mais das críticas. Felipão teve respaldo para bater de frente, até com algumas de suas teimosias (Rivaldo? Márcio Araújo?), e fez do operário Palmeiras um time competitivo. A equipe será campeã agora? Acho que não. Mas uma estrutura está sendo montada para isso acontecer em breve.

Acredito que Felipão perdeu a mão em alguns métodos, como mandar recado para jogadores pela imprensa. A boleirada atual não aceita, vide Valdivia e Kleber. Mesmo assim, o treinador faz a diferença na Academia de Futebol. É ele que dá hoje um diferencial ao Alviverde.

Visão do Verdão: Três atacantes e defesa exposta

domingo, 20 de março de 2011

Felipão voltou a escalar o Palmeiras no esquema com três atacantes, que fez sucesso no início da temporada. Na época, ele dizia que não poderia usar a formação em todas as partidas. Neste domingo, sem Valdivia, era um desses casos.

Após o jogo, Felipão admitiu erro na escalação (Foto: Miguel Schincariol)

Na frente, Luan começou pela esquerda, Adriano, pela direita, e Kleber, mais centralizado. Os três alternavam a todo momento e o pênalti saiu após infiltração do Gladiador, que havia saído da área. Porém, os dois mais abertos voltaram muito para ajudar atrás e tiveram pouca liberdade para atacar.

O problema foi o meio de campo que, com um homem a menos no setor, não conseguiu proteger a defesa. Márcio Araújo e Marcos Assunção sofreram para conter os avanços dos meias do Azulão. Com isso, a zaga foi pressionada em boa parte do jogo, principalmente nas bolas aéreas. Foi assim que o São Caetano chegou ao empate.

Único jogador com características ofensivas no setor, Patrik até teve liberdade, mas não armou o time. Felipão percebeu o problema no meio e colocou Tinga no lugar de Adriano no intervalo da partida.

Entretanto, após a expulsão de Thiago Heleno, foi obrigado a tirar Cicinho, uma das melhores opções ofensivas.

A partir daí, o Verdão passou a tentar alguma coisa na velocidade de Luan (depois Max Santos) e Kleber. Não deu resultado. No fim, em mais um vacilo aéreo da defesa, Deola ainda livrou a equipe da derrota.

Visão do Verdão: mais qualidade com Valdivia

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Valdivia fez sua estreia em 2011 no empate em 0 a 0 com o Mogi Mirim

Mais importante do que o resultado da partida do último domingo foi a volta de Valdivia ao Palmeiras. Com uma situação até certo ponto tranquila no Paulistão, a equipe precisava do retorno de seu camisa 10 para ganhar mais qualidade no setor ofensivo. E mesmo sem ser brilhante, o chileno cumpriu bem seu papel.

Defasado em relação aos companheiros por ainda estar sem ritmo de jogo, o Mago foi o principal armador do Verdão. Sem mostrar cansaço ou qualquer problema muscular, ele buscou o jogo, se movimentou, foi ao ataque e ainda marcou.

Chance para marcar algum gol foram apenas duas. No primeiro tempo, aos 29 minutos, quando arriscou um chute de dentro da área. Depois na segunda etapa, momentos antes de sair. Ao receber passe de Marcos Assunção, perdeu a dividida com o zagueiro na área.

Após um bom trabalho, Valdivia foi substituído aos 18 minutos do segundo tempo. Se já deu mais qualidade para o time em sua primeira partida no ano, a meta é deixá-lo ainda melhor nos próximos jogos.

Apesar de ter sido o primeiro compromisso, Valdivia já mostrou que com ele em campo o Verdão ganha em qualidade e fica ainda mais forte para a disputa do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil.

Se o Mago ficou devendo no segundo semestre do ano passado, agora ele tem tudo para desencantar. É só não ter mais lesões musculares.

Valdivia está em dívida. E ele sabe disso

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Valdivia sabe que chegou a hora de corresponder em campo ao alto investimento

Está chegando a hora de o palmeirense rever Valdivia em campo. Isso deve acontecer, por até 45 minutos, no domingo, contra o Mogi Mirim. O camisa 10, que custou cerca de R$ 14 milhões ao Verdão em 2010, está em débito com a torcida. E não apenas pelos problemas físicos do fim do ano passado.

O Mago chegou ao Palmeiras fora de condições e demorou a entrar em forma (reestreou em agosto). As atuações no Brasileirão, com exceções às vitórias contra Flamengo e Avaí, deixaram a desejar. O chileno é inteligente e, mais do que ninguém, sabe disso. A pressão em 2011 será maior.

A questão física e os problemas de relacionamento com Felipão só aumentaram o peso em cima de Valdivia. Mas qualidade para responder à altura ele tem. Vai depender do jogador: dedicação e raça em campo nunca foram problemas para o camisa 10, visto por muitos torcedores como ídolo. O que ele faz fora das quatro linhas será esquecido pelo técnico, que já o cobrou, em caso de bom desempenho. Já foi assim em 2007 e 2008.

Na minha visão, é preciso mais para o Mago colocar um “carimbo” na condição de ídolo. Em declarações recentes, o jogador demonstrou que pensa da mesma forma. O time precisa de mais qualidade, o time precisa de um meia, de um belo camisa 10. Então, Valdivia, chegou a sua hora!

Os jogadores, que colocaram o Palmeiras na liderança do Paulistão, querem o chileno em campo o quanto antes.

Visão de jogo (Verdão 1 x 0 Americana): O astro é o Gladiador!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Felipão treinou com Adriano Michael Jackson no coletivo da semana, mas, em dúvida, manteve o “astro” no banco e lançou Patrik no lugar de Dinei neste sábado.

Por isso, quem esperava por danças do irreverente atacante no primeiro tempo se decepcionou. Na “pista” do Pacaembu, houve só alguns espaços para bailar nos 45 minutos iniciais. Neles, Patrik e Márcio Araújo mostraram cintura dura e desperdiçaram boas chances.

Kleber marcou seu quinto gol pelo Palmeiras no Paulistão e garantiu nova vitória

O primeiro chutou por cima, livre na área. O segundo, após bela arrancada, vacilou ao bater a bola na mão de Jailton na hora da finalização.

Os convidados da festa souberam se fechar. O Americana se postou com Jorge Luiz, Julio Cesar e Vinícius na zaga. Kleber ficou bem marcado, assim como Luan. Patrik e Tinga não conseguiram fazer o meio de campo criar. E o primeiro tempo terminou sem motivos para aplausos.

Se quem estava louco para dançar seguia no banco e a festa estava chata, era hora de uma das estrelas presentes brilhar. A maior delas no time atual do Verdão atende por Kleber.

Não demorou para o Gladiador achar os espaços que faltaram na etapa inicial. Primeiro, Jailton salvou uma boa finalização. Na segunda, mais precisa, a bola entrou!

Kleber, artilheiro alviverde, fez o quinto no Paulistão. Não teve dancinhas de Michael Jackson, afinal um Gladiador está ali é para lutar.

Se não há um Loco Abreu ao lado do camisa 30, como quer Felipão, Kleber se vira na frente e resolve.

O Americana, que viajou para se defender, não soube atacar. O Palmeiras, então, controlou o jogo.

Adriano Michael Jackson, ainda sonhando com a primeira dança, não saiu do banco. Ele até chegou a ser chamado por Felipão, que preferiu garantir a festa da torcida atrás com João Vitor e Chico nos lugares de Tinga e Luan.

Resultado: o Verdão recuperou a liderança do Paulistão, com 19 pontos, e caminha a passos largos rumo à classificação. O Palmeiras de Scolari está sendo eficiente.