Esperei um dia para escrever sobre a eliminação do Palmeiras na Libertadores para o Tijuana. Eu queria analisar mais o VT do jogo, ler mais sobre a derrota alviverde e entender mais o sentimento do torcedor. O fatídico lance do goleiro Bruno desmontou um Verdão ainda não bem montado, mas não foi esse o único motivo do fracasso.
O time mexicano começou retrancado, bem armado, mesmo sendo fraco tecnicamente. Já a equipe de Gilson Kleina entrou com a raça que conquistou a torcida, com a mesma fragilidade técnica do adversário, e com sacos de cimento no lugar das chuteiras dos jogadores.
Toques de lado, pacientes, são importantes quando se está procurando um espaço no ferrolho adversário. Mas o Palmeiras não acertava um desses passes sequer, muito menos tinha astúcia de encontrar brechas para chegar ao gol. A perna pesava na hora de fazer a bola rolar, na hora de cruzar, na hora de chutar. Talvez por medo de decepcionar o estádio lotado, talvez apenas por falta de talento.
E o lance de Bruno foi assim, coisa de gente cheia de coragem, mas assustada ao mesmo tempo. Coisa de quem faz tudo pela sua bandeira, mas o tudo que consegue não é o bastante.
O Palestra Itália foi o Palmeiras da década de 80, e dos mais esforçados. Mas faltou fundamento, faltou inteligência, faltou sorte. Quem sobra em campo pode até ter uma noite de azar, mas não o Verdão dos últimos 14 anos.
A torcida precisa cantar e vibrar para a Série B. O time precisa dela, pois hoje a linha é só raça. E aos poucos, quem sabe, a perna pese menos, para que os sacos de cimento fiquem pelo caminho.























Estudante do último ano de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, chegou ao LANCE! em 2012 como setorista do Palmeiras pela LANCE! TV. Está com 21 anos.
Escolheu a faculdade de Direito, mas só em 2003 descobriu a vocação, quando ingressou na Anhembi Morumbi para fazer Jornalismo. Acumulou experiências como diagramador em lugares como o Jornal do Brasil e Gazeta Esportiva antes de chegar ao LANCE!. Depois de bons anos atuando em todas as mídias do grupo e como editor, foi escolhido para ser um colunista específico de Palmeiras no site. Conhece muito bem o clube que frequenta desde criança e já vestiu a camisa alviverde quando jogava futsal.
Jornalista formado pela PUC-SP desde 2011, está no Núcleo Palmeiras pela segunda vez. Foi setorista do Verdão por dez meses, entre 2009 e 2010, e depois cobriu o Corinthians até o fim do ano passado. Está com 23 anos.
Fellipe Lucena cursa Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, e chegou ao LANCE! em julho de 2012, já para cobrir o dia a dia do Santos. Antes, acumulou experiência na Gazeta Esportiva.Net, acompanhando os demais clubes grandes do Estado. Agora seu desafio é cobrir o Palmeiras.

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