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A capa mais palestrina do LANCE! que já fiz

quarta-feira, 12 de junho de 2013

capa1Não vejo problema de um jornalista torcer para um clube de futebol, desde que seja bom jornalista. E claro que escrever sobre futebol é gratificante e apaixonante, por mais que, em muitas oportunidades, os leitores deixem os limites da razão se extrapolarem pela paixão e não aceitem o profissionalismo.

Sempre trabalhei com ética e transparência, seja qual for o clube envolvido nas minhas reportagens. Porém, existem momentos mágicos do jornalismo esportivo que podem aliar o ganha pão com a paixão de infância.

Nesta quarta-feira, 12 de junho de 2013, tive o prazer de fazer a capa do LANCE! sobre a vitória por 2 a 0 sobre o América-RN, pela Série B. Seria mais uma da minha carreira, um jogo normal, não fosse pelo detalhe do dia representar a vitória mais épica do meu time quando eu nem sonhava em ser jornalista.

Foi uma capa do LANCE! que saiu do coração, de lembranças que ficam guardadas com carinho. Do dia que vi o meu tio Marcos Martigli, o palmeirense mais palmeirense que conheci, ficar com os olhos vermelhos de emoção com o título do Campeonato Paulista de 1993 sobre o Corinthians, uma vitória inesquecível por 4 a 0. O alívio era nítido em seu semblante e de milhões de outros.

Eu tinha 12 anos e gritei “É campeão!” pela primeira vez. Fui ao clube festejar no extinto salão de festas, e depois para a Avenida Paulista. Acabei o dia exausto e em êxtase, tentando entender como aquele sofrimento de ter orgulho de ser palmeirense em tempos tão difíceis foi recompensado da forma mais incrível.

Incrível como foi ter orgulho de fazer essa capa, que remete ao palestrino a força de enfrentar mais uma fez um período difícil. Que cada um que ama o Palmeiras se apegue aos seus grandes ídolos e na história para esperar um futuro novamente de glórias. Que cada jovem palmeirense tenha o seu Tio Marquinhos para entender o que é ser alviverde. E que todo torcedor, seja de qual time for, respeite o jornalista que mantém seus valores éticos sem desmerecer os sentimentais.

Obrigado por tudo Tio Marcos, Evair e LANCE!…

As lembranças dos grandes camisas 9

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Barcos tem de continuar no Palmeiras em 2013: grande chance de virar um ídolo da torcida

* Coluna “Papo da Academia” do LANCE! desta quinta

Nasci em 1982. As lembranças do futebol começam por volta de 1988, 89… O maior camisa 9 que vi jogar: Romário. Seu nome deveria ser o primeiro a aparecer depois da palavra artilheiro em qualquer dicionário.

Nesses anos, que não são tantos, vendo futebol também não tenho dúvida alguma ao dizer qual foi o maior camisa 9 que vi jogar pelo Palmeiras. O nome dele é Evair.

Barcos nem de longe é Romário. Também ainda está muito distante de Evair, apesar das semelhanças físicas dentro de campo. Os mais eufóricos comparam o argentino com o ídolo. Mas é preciso calma. Evair tem uma coleção de medalhas, é o sexto maior artilheiro da história do Palmeiras, com 127 gols. O Pirata precisa balançar a rede mais 99 vezes para empatar com “El Matador”. No pique de Barcos, daria para chegar perto, sim, em mais dois anos de contrato. Na Série B, então, faria gols, gols e gols…

A distância enorme para Evair não impede que o argentino seja, sim, um dos melhores camisas 9 que vi defender o Alviverde ao longo de mais de 20 anos. É artilheiro e técnico. E tem alma, o que conta muito para o torcedor. Foi um achado. Acerto raro desta direção.

Há tempos o Palmeiras não via um jogador com tamanho potencial para ser ídolo (não se compara a Valdivia). Oséas, um dos bons 9 que vi no Palestra, fez 65 gols em quase três anos, num timaço. Foi um vencedor. Num time rebaixado, Barcos já fez quase metade. Quantos gols ele não faria em 99, aliás?

Segurar o Pirata é obrigação.

Ídolo Evair exalta a importância de Kleber

sábado, 2 de abril de 2011

Evair elogiou a postura de Kleber (Djalma Vassão)

Kleber é o artilheiro do Palmeiras na temporada, com dez gols – sendo sete pelo Paulistão. Dos 22 títulos estaduais de sua história, em cinco deles o Verdão fez também o artilheiro.  Confira:

Palestra Itália
Antes de se tornar Palmeiras, o Verdão foi campeão paulista fazendo o artilheiro da competição três vezes. Em 1926, Heitor fez 18 gols. Em 1932 e 1934, Romeu Pellicciari fez 18 e 13 gols, respectivamente.

Evair – 1994
Foram 23 gols marcados pelo atacante, dos 63 que fez a equipe de Vanderlei Luxemburgo naquela edição do estadual.

Alex Mineiro – 2008
No último título conquistado pelo Verdão, o atacante marcou 15 gols dos 45 da equipe, que também foi comandada por Vanderlei Luxemburgo. “Era um jogador com uma presença de área muito grande, que sabia fazer gol. Um atacante muito importante naquele time”, disse Kleber, em entrevista exclusiva ao LANCE! que você confere neste domingo.

Para falar sobre a importância do Gladiador para o time de Felipão, o PITACOS DO PALESTRA falou com Evair neste sábado.  Confira a conversa abaixo:

PP: Qual a importância de se ter um artilheiro no time, como foi você para o Palmeiras e hoje é Kleber?

EVAIR: Acho que quando você tem  confiança em seu atacante dentro de campo, a coisa acontece de uma forma diferente.  O time fica mais tranquilo, seguro. E o Kleber não é só artilheiro, ele prende bem a bola, chama a falta, é muito importante nesse time.

PP: Em 1994 o time foi campeão com você sendo artilheiro. Como o grupo te via?

EVAIR: Não tinha nenhum pedido especial para mim. Tínhamos todos o objetivo de ser campeão, mas nada de obrigação de me deixar na cara do gol, de tocar para mim. Mas eu sabia que tinha possibilidade de ajudar.

PP: E o que significa ser o artilheiro de um campeonato. É uma satisfação pessoal apenas? Ou tem uma importância maior?

EVAIR: É uma satisfação, é bom saber que dentro do grupo tem um artilheiro, alguém que chamava a responsabilidade. Você tem toda a confiança e moral. Mas precisa estar pensando sempre no grupo. A artilharia você conta depois que acabar o campeonato, quando for campeão e erguer a taça. Do contrário, as marcas individuais num esporte coletivo, como é o futebol, são só para o indivíduo mesmo. Se não for campeão, nem é muito lembrado.

PP: Em entrevista ao LANCE!, Kleber disse mesmo que a prioridade é um título para o Verdão. Essa é mesmo a postura esperada para um jogador do porte dele?

EVAIR: É justamente a opinião que um capitão tem de ter. Para jogar no Palmeiras, tem de saber que o importante é ser campeão. A marca só é importante para o indivíduo. Ele tem que ser mesmo o mais centrado do time, como capitão, para passar a visão que o grupo precisa ter.

Palavra de Evair: ‘Um grande ídolo precisa de títulos’

terça-feira, 1 de março de 2011

Evair, multi-campeão pelo Verdão, em sua foto clássico: correndo para o abraço

O LANCE! desta quarta publica uma matéria sobre Valdivia, que mostra como o título da Copa do Brasil pode fazê-lo subir um “degrau” na história do clube. O Mago já disputou nove campeonatos pelo Verdão e ganhou um, o Paulistão de 2008. O chileno quer mais para se afirmar na condição de ídolo.

O blog procurou um dos maiores da história do Palmeiras para falar sobre isso. Desta vez, quem dá o “pitaco” é Evair Aparecido Paulino, que dispensa apresentações. Fala, El Matador:

“Um grande ídolo precisa de títulos

O Palmeiras tem sentido a falta de líderes, de jogadores que tenham uma identificação maior com a torcida. E o Valdivia é um cara que já conquistou o coração dos torcedores, apesar de não ter um título muito importante, de grande expressão, apenas um Campeonato Paulista (em 2008).

Na minha visão, porém, para se tornar mesmo um ídolo, o jogador precisa dos títulos. Só ganhando-os é que se chega mesmo a essa condição. Todo jogador precisa de títulos, eles são fundamentais, sempre importantes para a carreira.

Não diria que o Valdivia é o atleta mais importante do elenco porque o Kleber sempre tem decidido jogos, mas ele tem ajudado bastante.

É que o futebol brasileiro sente a falta de jogadores de meio de campo como ele, de extrema qualidade, que exerçam função de criação de jogadas. Valdivia é um grande jogador.”