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Arquivo de maio de 2012

Esquema prejudica Barcos, que precisa de Maikon Leite

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Já ficou claro que Felipão não abre mão do seu esquema 4-2-3-1 no Palmeiras, com o “atacante-volante” pela esquerda (Luan na maioria das vezes) e o “volante-ponta” pela direita (quase sempre João Vitor). O que também está claro, porém, é que jogando assim Barcos, principal referência no ataque, fica muito isolado.

Barcos quer mais um atacante para voltar a comemorar (Foto: Felipe Gabriel)

Nesta quarta, na Academia, ele reclamou que se sente muito sozinho na frente. Com razão. Atacante de ofício, Luan se preocupa mais em marcar do que em atacar. João Vitor é volante e pouco ajuda na frente. Os resultados – ou falta deles – nos últimos anos mostraram que o sistema não é eficaz. Ao menos quando joga em casa, Felipão poderia abrir mais a equipe.

A melhor opção, sobretudo para aproveitar a qualidade de Barcos, seria a entrada de Maikon Leite na equipe. O Pirata precisa de alguém de velocidade com ele, para tabelar, fazer as jogadas e receber mais chances.

Os dois, inclusive, são os mais entrosados do setor ofensivo. Foram vários os gols que saíram em jogadas da dupla. Quando Maikon era titular, desde o jogo contra o Ituano até ante o Mirassol, Barcos fez nove de seus 11 gols. Nessa partidas, o camisa 7 só não atuou frente à Ponte Preta, quando o Pirata passou em branco.

Apesar da boa campanha na Copa do Brasil, o Verdão ainda não enfrentou um adversário de Primeira Divisão na competição. Contra o Grêmio, será o maior teste da equipe no ano. Fora de casa, é bom ser precavido. Mas, na segunda partida, é melhor usar um time ofensivo e atacar do que esperar o adversário e depender mais uma vez das cobranças de Marcos Assunção.

Adeus do Santo com Dérbi e pênaltis. Que tal?

terça-feira, 29 de maio de 2012

Aposentado, Marcos confirmou a data da despedida: 12/12/12São Marcos confirmou nesta terça o que já era esperado: seu jogo de despedida será em 12/12/12, emblemática data que remete à gloriosa e aposentada camisa 12 do Palmeiras. Adversário  e local ainda estão indefinidos.

Acho que o Santo poderia promover um Palmeiras x Corinthians com os jogadores de 99/2000. É a época que o consagrou. É o clássico que o fez Santo.

E fazer, não importa o resultado, uma disputa de pênaltis com Marcelinho Carioca ao fim do confronto. Não seria incrível?

E você, o que acha? Aproveite o espaço do “Pitados Palestra” para discutir, debater e sugerir. Contra quem deve ser a despedida? Onde?

 

Ufa, era pelo Campeonato Brasileiro

domingo, 27 de maio de 2012

Ainda bem que não era a Copa do Brasil. Os duelos históricos entre Palmeiras e Grêmio nos anos 90 ficaram marcados pela tensão, pressão para todos os lados, goleadas e até brigas. Bem diferente do que ocorreu neste domingo em Porto Alegre. Em uma partida sem tanta empolgação, os gremistas venceram por 1 a 0. Ah, isso pela segunda rodada do Brasileirão.

Felipão não ficou satisfeito com o desempenho do time contra o Grêmio (foto: Ricardo Rimoli)

A competição ainda está no início e a cabeça do Verdão está voltada para as semifinais do outro torneio nacional. Mas é sempre bom deixar o alerta ligado: em duas partidas, foram um empate (com a Portuguesa) e a derrota deste domingo.

Pelo menos o técnico Luiz Felipe Scolari pode tirar algumas lições do jogo no Olímpico. Nenhuma delas não deve ser repetida quando o duelo realmente for decisivo. Do contrário, o tropeço pode significar uma eliminação e até uma crise.

O Palmeiras não fez uma boa partida. Com Valdivia, Mazinho e Juninho poupados, a equipe pouco atacou. Barcos ficou muito isolado. Luan, seu companheiro, mais apareceu na defesa do que no ataque. Tudo bem, ele é importante na marcação. Mas ontem foi exagerado. Sem tem com quem jogar, o Pirata pouco fez. E olha que o camisa 9 ainda perdeu duas chances.

Na defesa, a situação foi pior. A marcação falhou pela direita. Pará fez a festa no setor. Tanto que sofreu um pênalti de João Vitor, desperdiçado por Léo Gago. E o gol do Grêmio veio após cruzamento.

No fim, Henrique sofreu penalidade de Gilberto Silva não marcada. Motivo de reclamação, mas não de desculpa para o jogo ruim.

Perder por 1 a 0 fora de casa no primeiro jogo semifinal da Copa do Brasil não seria ruim. Mas do jeito que o Verdão jogou, é preocupante. Ainda bem que era o Brasileirão.

Ex-jogadores relembram rivalidade com Grêmio nos anos 90

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Palmeiras e Grêmio reeditarão na semifinal da Copa do Brasil deste ano uma das maiores rivalidades dos anos 90, quando as duas equipes protagonizaram disputas históricas e inesquecíveis para os torcedores.

Os ex-jogadores Roger, do Tricolor, e Antônio Carlos, do Verdão, falaram ao LANCENET! sobre aqueles duelos. Para ambos, os mais marcantes foram pela Libertadores de 95, quando o Grêmio venceu por 5 a 0 no Olímpico e o Alviverde quase se classificou ao ganhar por 5 a 1 em casa.

Naquele ano, a equipe gaúcha acabou se tornando campeã da competição. Confira os depoimentos de ambos:

Antônio Carlos, ex-zagueiro do Verdão:

“Era uma rivalidade muito grande. Até porque, tivemos confrontos decisivos na Libertadores e na Copa do Brasil.

Pela Libertadores, em 1995, ficamos com dois jogadores a menos, teve briga e perdemos no Olímpico por 5 a 0. Não sei o que aconteceu. Tínhamos condições de nos classificar, até porque ganhamos de 5 a 1 na volta, no Palestra Itália. Fizemos uma partida sensacional. Tivemos oportunidades para fazer mais gols, mas não aconteceu.

Eram jogos difíceis. A gente tinha uma boa equipe, mas o Grêmio acabava levando vantagem. Naquele tempo, Grêmio e São Paulo eram as maiores rivalidades.

Não só o Vanderlei Luxemburgo, mas todos nós tínhamos muita vontade de vencer essas partidas. A preparação que antecedia esses compromissos era diferente. Concentrávamos dois , três dias antes. Eram duelos muito importantes.”

Roger, ex-lateral-esquerdo do Grêmio:

“A rivalidade foi criada naquela época, já existia pela história, mas por estarem se enfrentando em competições boas, isso se acirrou ainda mais. A expectativa e ansiedade eram grandes por enfrentar o grande time do Palmeiras, aquele do Vanderlei. Tinha conquistas recentes, importantes, o Brasil inteiro assistia ao jogo.

Era um duelo muito estudado, com os dois melhores técnicos do Brasil, uma partida de quebra-cabeça, baseada em estratégia bem definida, concentração grande.

Não teve um duelo marcante, são dois. Aqueles da Copa Libertadores de 1995 (na época, Carlos Alberto Silva comandava o Palmeiras) que vencemos no Sul, goleamos, e quase saímos fora com outra goleada. Se não fosse um gol do Jardel, teríamos saído naquele ano que fomos campeões. A partir disso, tivemos certeza que tínhamos chances de conquistar o título.”

E você, torcedor palmeirense, quais lembranças tem daqueles duelos?

Felipão tira peso das costas e sonha com decisão

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Calma. Essa foi a palavra de ordem do técnico Luiz Felipe Scolari para os jogadores no jogo desta quarta, contra o Atlético-PR, na Arena Barueri. Nem mesmo a vantagem de poder empatar em 0 a 0 ou 1 a 1 trouxe tranquilidade ao Palmeiras. Alívio mesmo só após Luan abrir o placar aos 23 minutos do segundo tempo. Quando Henrique fez o segundo, então, foi só alegria: vitória por 2 a 0. Finalmente, o time garantiu a sonhada vaga na semifinal da Copa do Brasil.

Felipão jogou com o time contra o Atlético-PR nesta quarta (foto: Eduardo Viana)

Após a bola balançar redes, Felipão pulou, vibrou, cumprimentou a comissão técnica, jogadores. Fazia tempo que ele não comemorava tanto. Ele tirou um peso das costas com a classificação alviverde.

Também, não poderia ser diferente. O momento e o histórico jogavam contra. Os palmeirenses não alcançavam a semifinal da Copa do Brasil desde 1999, quando caiu nessa mesma fase para o Botafogo. Já o técnico vinha de um fracasso no torneio da temporada passada, quando caiu com o Alviverde nas quartas de final. E os resultados desde seu retorno, no meio de 2010, não são bons.

Felipão não entrou em campo para jogar, mas deve ter suado muito. Não ficou nem cinco minutos sentado no banco de reservas. Durante toda a partida, gesticulou, orientou os jogadores, ouviu conselhos do auxiliar Flávio Murtosa e do preparador Anselmo Sbragia, contestou marcações da arbitragem e gritou demais o tempo todo.

Méritos também ao colocar Luan e Maikon Leite na segunda etapa. O camisa 7 criou a jogada e o primeiro mandou a bola para o fundo do gol para tirar a pressão do comandante na Arena Barueri.

Felipão chega pela sétima vez à semifinal da Copa do Brasil, em nove participações. São três títulos. Na luta para reconquistar de vez os palmeirenses, está perto de mais um. Que venham as decisões!

 

Verdão já está na Arena e Marcos acompanha o grupo

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A delegação do Palmeiras chegou na Arena Barueri por volta de 18h15. O ônibus não teve nenhum problema no trajeto ao estádio da partida contra o Atlético-PR

Quem está com o elenco do Verdão no vestiário é o ex-goleiro Marcos. Na semana passada, o Santo fez o mesmo em Curitiba, quando teve encontro com alguns torcedores no hotel. Ele tem ido a alguns jogos e costuma se juntar aos jogadores.

No saguão, alguns atletas falaram com os jornalistas. Betinho e Mazinho confirmaram que estão entre os titulares para a partida.

 

Palmeirenses na Arena, ‘com a cabeça’ no Pacaembu

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O jogo mais importante para os palmeirenses nesta quarta é o do Verdão contra o Atlético-PR, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Porém, na Arena Barueri, alguns torcedores também estão com a cabeça no Pacaembu.

Torcedores com o apoio ao Vasco na bandeira do Verdão (Foto: Guilherme Cardoso)

Lá, o Corinthians fará o segundo jogo das quartas de final da Libertadores, contra o Vasco da Gama. Em Barueri, alguns palmeirenses não esquecem o arquirrival. Alguns deles, inclusive, resolveram estampar a torcida pelo clube carioca na própria bandeira alviverde.

 

Torcida ainda procura ingressos na Arena Barueri

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cerca de uma hora antes do jogo contra o Atlético-PR, nesta quarta-feira, é grande o movimento do lado de fora da Arena Barueri.

Fila em uma das bilheterias da Arena Barueri (Foto: Guilherme Cardoso)

Nas bilheterias, algumas filas são formadas por torcedores na busca por ingressos. A venda vai até o intervalo do confronto.

A expectativa do clube é de casa cheia para a partida. A delegação do Verdão já está no estádio.

Diretoria aumenta carga de ingressos em Barueri

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A diretoria do Palmeiras espera um bom público para a partida contra o Atlético-PR, nesta quarta-feira, às 19h30, na Arena Barueri. Tanto que a carga de ingressos foi aumentada para 26 mil. Inicialmente, seriam vendidos 21.312 bilhetes.

Até o fim da tarde de terça-feira, 12 mil entradas tinham sido vendidas antecipadamente.

Com menos de duas horas para o início da partida, alguns palmeirenses já estão na região da Arena Barueri. Como os portões ainda não foram abertos, eles aproveitam para fazer um lanche nas barracas em frente ao estádio.

A delegação do Verdão ainda não chegou em Barueri.

 

Felipão reclama, mas também tumultua ambiente

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Palmeiras tem o motivos para relcamar de Felipão (Foto: Miguel Schincariol)

Uma das principais queixas de Felipão no comando do Palmeiras é a grande quantidade de alas políticas divergentes dentro do clube que tumultuam o ambiente e, segundo ele, vazam informações para a imprensa de acordo com os seus interesses.

Mas o treinador enche o bolso dos seus opositores de munição ao dar declarações como as da entrevista para a TV Gazeta e o destempero inexplicável depois da goleada por 4 a 0 sobre o Paraná, há duas semanas, com o time classificado.

O treinador não costuma fugir das divididas ao atender a imprensa, o que é bom para nós, jornalistas. Mas a coragem em certos momentos só prejudica o Verdão.

A três dias de decidir o futuro na Copa do Brasil contra o Atlético-PR – o jogo mais importante do Palmeiras no ano até aqui –, ele revelou que não quer permanecer no cargo na próxima temporada.

Não bastasse a declaração de Scolari, Arnaldo Tirone, Roberto Frizzo e César Sampaio negam que tenha havido qualquer tipo de conversa sobre o assunto no CT.

Difícil presumir que o trio esteja mentindo e Felipão seja o único a antecipar algo que já tenha sido conversado na Academia sobre planejamento para 2013, ano eleitoral em que o comando pode mudar.

Não é improvável que depois do jogo com o Atlético-PR (com a vaga na semifinal garantida) Scolari diga que foi “normal” falar sobre a sua provável saída em janeiro.

Se o Palmeiras for eliminado, no entanto, a diretoria não deve esperar até o fim do contrato para mudar a comissão técnica.