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Arquivo de outubro de 2011

Conformismo no Palmeiras com a situação é incompreensível

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sete jogos seguidos sem ganhar, apenas uma vitória no segundo turno, no qual tem a terceira pior campanha, vexames e mais vexames dentro de campo… Mas, pelo discurso no Palmeiras, clube que vive essa situação descrita, parece que está tudo indo bem.

Luan fez o gol do time na derrota para o Galo (Foto: Gil Leonardi)

O conformismo da maioria dentro do Verdão com o momento horrível da equipe é incompreensível. Um clube da grandeza do Palmeiras não pode estar em uma situação como essa e a conversa ser sempre a mesma: “vamos trabalhar para melhorar”, “a culpa é do elenco”, “não estamos dando sorte”, entre outras desculpas.

São vários os vexames: empatar com o lanterna em casa, ser derrotado por times medianos com facilidade, sofrer empate com dois homens a mais… E ninguém mostra indignação com isso tudo. Parece que já se tornou algo normal, costumeiro, e todos aceitam.

No segundo turno, o time conquistou apenas uma vitória, contra o fraco Ceará. Nos últimos 20 jogos no Brasileiro, foram duas – a outra no clássico contra o Corinthians. Mas para a diretoria, o trabalho está sendo bem feito. Para Felipão, é hora de torcer para que erros cometidos não se transformem em gols do adversário. Para os jogadores, vontade não falta e a equipe tem levado azar.

Após o duelo com o Atlético-MG, no último domingo, mais uma derrota, outra atuação muito ruim, mas para Luan a equipe estava de parabéns. Parabéns pelo quê? Um resultado assim, na atual situação, não é digno de parabenizar o time.  Pelo contrário.

Sigo com a minha opinião de que, por conta do rendimento da equipe e por toda essa “calmaria”, o Palmeiras não ganhará mais nenhum jogo até o final do Brasileirão. Pelos “feitos” que já conseguiu, não pode ser considerado favorito em nenhum dos confrontos que restam.

O risco de rebaixamento existe, mas é muito pequeno. Não pelo que o Verdão vem jogando, mas pela incompetência dos outros e pelo pouco tempo que resta até o final do Campeonato. Mesmo assim, para a maioria no clube, parece estar tudo bem.

Esse conformismo é incompreensível. No Palmeiras, parece que todos estão entregues, sem reação. O torcedor, o único que parece realmente estar indignado com toda essa situação, não merece isso. Nem a história do Verdão!

Visão do Verdão: E o martírio segue bem longe do fim…

domingo, 30 de outubro de 2011

A atuação do Palmeiras contra o Atlético-MG foi apenas mais uma de tantas horríveis que o time teve neste ano. Entregue, sem criatividade, sem força, sem reação, sem oferecer perigo… E o pior: ainda restam seis rodadas e a chance de rebaixamento existe.

Valdivia foi expulso contra o Galo (Foto: Gil Leonardi)

Felipão deixou de lado o esquema com três atacantes e colocou Tinga para dar força ao meio. De nada adiantou. Os meias do Galo fizeram o que quiseram por ali.

Na defesa, Henrique foi para o banco. Thiago Heleno e Maurício Ramos sofreram com os atacantes, que deitaram e rolaram. O segundo gol foi uma prova disso.

Na frente, Fernandão atuou centralizado, com Luan aberto pela esquerda. A criatividade foi quase nula. Só melhorou com a entrada de Maikon Leite e uma pressão desesperada no final.

O problema no ataque também de deve a outra atuação apagadíssima de Valdivia, que errou muito, se preocupou mais em reclamar o jogo todo e foi expulso.

Felipão parece não saber o que fazer. A cada partida, trocas e mais trocas no time titular. Mas é incompreensível a insistência com alguns atletas como Fernandão, Tinga e Rivaldo, que ficou parado no primeiro gol do Galo.

O treinador pode tentar todos os jogadores. Enquanto os “desfalques” forem vontade, determinação e empenho, o martírio do Palmeiras estará longe do fim.

Valdivia faz o que quer fora de campo. Mas, dentro dele, está devendo

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Foram divulgadas nesta quarta-feira fotos de Valdivia beijando uma mulher, em fevereiro deste ano. Tudo bem. O jogador tem a vida dele fora de campo e faz o que quiser, como qualquer outra pessoa, ainda mais quando ele nem tinha a obrigação de jogar no dia seguinte.

Valdivia deu entrevista coletiva nesta quinta-feira (Foto: Tom Dib)

O que o Mago fez na ocasião ou o que faz fora de campo deve ser resolvido entre ele e a família e isso não pode ser relacionado ao desempenho dele em campo. É mais uma polêmica. Porém, não é por isso que  joga bem ou mal. Todo mundo tem uma vida fora do trabalho. Com os jogadores não é diferente. Quem o camisa 10 beija ou deixa de beijar é problema dele.

A questão é que, com ou sem esse tipo de problema, Valdivia ainda está devendo em campo. Recuperado das seguidas lesões, ele não consegue voltar a jogar o futebol que o consagrou no próprio Palmeiras, em 2008. E assim tem sido desde que voltou.

Em meio ao caos que o time vive em campo – e fora dele – o Mago é a “estrela solitária”, o único capaz de fazer algo diferente nos jogos. Até tem sido assim, com algumas boas jogadas nas últimas partidas. Entretanto, longe de ser aquele meia brilhante e que resolvia para o Verdão na primeira passagem.

Em forma e com vontade, ele é diferenciado. Diante da falta de qualidade do elenco palmeirense, então, é a única esperança de o time ainda ter dias melhores neste ano. Se está ruim com o Mago, sem é ainda pior, pois a equipe perde muito.

Valdivia está em débito com a torcida e sabe disso. A principal organizada do clube, inclusive, tem o xingado nos jogos. A possibilidade de melhora do Palmeiras passa pelos pés dele. Ou por alguma magia, como aquelas de 2008, que estão cada vez mais escondidas na memória do torcedor.

Treino foi válido, mas problema não está só nas laterais

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Na manhã desta quarta-feira, os laterais Paulo Henrique, Cicinho, Gerley, Gabriel Silva e Rivaldo fizeram um trabalho específico, sem a presença do restante do elenco.

Laterais fizeram trabalho específico com Felipão (Foto: Fabricio Crepaldi)

A decisão de Felipão de fazer uma atividade diferenciada para os atletas da posição é válida, sobretudo por conta dos erros na parte defensiva. No último jogo, Cicinho foi facilmente driblado no lance do segundo gol do Figueirense, erro que eles mesmo admitiu nesta quarta.

No lado esquerdo, Gabriel Silva, Rivaldo e Gerley já foram titulares e as trocas na posição são constantes. Nenhum deles, porém, conseguiu se firmar. Pelo contrário. As atuações ruins se repetem, seja de um ou de outro.

Mesmo com as deficiências no setor, o problema do Palmeiras está longe de ser apenas nas laterais. A defesa não é nem de perto aquela segura de antes. O meio não defende e pouco cria. O ataque não oferece quase nenhum perigo ao adversário e marca poucos gols.

Diante da atual situação da equipe, o treino desta quarta foi válido. Mas que o mesmo seja feito com outros setores, que são tão deficientes quanto e precisam de uma melhora urgente para o Verdão não correr riscos no Brasileirão.

Caso isso não seja feito, será incoerência de Felipão, até porque não é apenas com um treinamento que ele resolverá os problemas na posição. Além disso, vai parecer que os laterais são os principais culpados pela situação ruim do time.

O ténico ainda não divulgou se fará o mesmo tipo de trabalho com atletas de outros setores.  Se realmente ajudar, que faça, pois na atual condição da equipe qualquer ajuda é válida para o Verdão respirar um pouco mais aliviado até o final do ano.

Palmeirenses provaram que é possível protestar sem violência

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O protesto da torcida do Palmeiras lutando, sobretudo, por eleições diretas no clube e contra a criação de um “Conselho Gestor” para administrar o futebol merece ser elogiado.

Torcedor durante o protesto da última segunda-feira (Foto: Anderson Rodrigues)

Os palmeirenses provaram na noite da última segunda-feira que é possível uma torcida fazer uma manifestação organizada, pensada e, acima de tudo, sem violência. Nem mesmo o temporal que caiu em São Paulo por volta das 19h desanimou os mais de 300 torcedores presentes.

Acompanhei de perto o protesto. Não houve qualquer tipo de agressão, vandalismo ou violência. O que se viu foram palmeirenses lutando pelo bem do clube da maneira que se deve: gritando, com faixas, adesivos, fogos, panfletos, cantando o hino… Até um caminhão de som foi deslocado para a Academia de Futebol. Alguns, às vezes mais exaltados, eram contidos pelos organizadores.

Além de mostrar que um protesto pacífico dá resultado, o manifesto na porta do CT deixou claro mais uma coisa, que pode servir de alento e esperança em meio ao caos do Palmeiras: os torcedores, sócios e grupo políticos estão unidos pelo bem do clube.

A “vitória” obtida na reunião do Conselho foi comemorada como um gol do lado de fora da Academia. Com tantos problemas do time dentro de campo, eles tiveram ao menos um motivo para festejar. Ainda prematuro, mas que pode ajudar muito o clube no futuro.

Brigas políticas, crise no elenco, afastamento de Kleber, críticas à diretoria, campanha pífia no Brasileiro, agressão a jogador… Em meio a tudo isso, os palmeirenses têm ao menos um motivo para se orgulhar: eles mesmos!

Sem bombas, armas ou agressões. Assim, os torcedores mostraram nesta segunda-feira que podem fazer muito pelo futuro do clube e que, mesmo que seja pelas mãos deles, ainda há esperança de ver o Verdão de volta ao que já foi um dia.

E o rendimento da empresa caiu…

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Um dos chefes da grande empresa anda com problemas para recolocar as coisas no caminho certo

Na sua empresa, você já viu o seu chefe direto bater de frente com o superior dele várias vezes. Entre seus colegas, o superior, aliás, é alvo de piadas e de críticas: um de seus parceiros, inclusive, já se rebelou e chamou o de mau caráter. Não aconteceu nada. Aliás, prometeram dar um aumento para esse colega a partir de janeiro de 2012. Sem contar que o chefe direto sempre o elegia “funcionário do mês”.

O seu chefe também não anda com moral. Você e boa parte do seu grupo discordam dos métodos dele. Dizem que é incoerente. Para completar, o chefe agora bateu boca com seu colega que sempre era defendido. E agora foi afastado da empresa. É verdade que alguns amigos seus não gostavam desse colega, mas a maioria não concordou com esse afastamento.

Você, funcionário correto, vai continuar trabalhando. Afinal, o salário está em dia. A empresa, apesar de bagunçada, é grande. Você não quer se queimar, nem cogita “corpo mole”. Vai tentar fazer as coisas melhorarem. Seus amigos estão tentando também.

Mas ninguém é de ferro. Não dá para render da mesma forma. É inevitável que a produção da empresa caia.  O presidente da firma, para completar, não toma decisões firmes.

E o Palmeiras despenca no Brasileirão…

Torcida que canta e vibra – desabafo de um torcedor

domingo, 23 de outubro de 2011

Valdivia não conseguiu evitar mais um fiasco, no último sábado, contra o Figueirense, no Canindé

Por Flavio Rezende, escrito a convite do LANCE!, na edição deste domingo*

Não é por falta de torcida que o Palmeiras está nessa draga. O torcedor, entre os quais este que para um pouco para refletir sobre a atual situação do clube, sempre esteve do lado do time. Acontece que a torcida que canta e vibra está se desencantando cada vez mais, já não canta nem vibra tanto. Pensei em um monte de palavras para exprimir meus sentimentos  a cada decepção, e elas são muitas, e fico com sentimentos todos negativos.

Na atual fase  do meu time, o amado Palestra Itália, meu querido Palmeiras, que conheci ainda menino e passei a amar, os sentimentos são de banzo, tristeza, irritação, desilusão, confusão, impotência. Que coisa! Nunca pensei em ver o Verdão nessa pindaíba.

Para quem viu a elegância do divino Ademir da Guia, a eficiência de um Dudu, formações como a da Academia, de nomes gloriosos e que honraram a alviverde, como Oberdan Cattani e tantos outros. Quem viu o time veloz, que atacava e trazia resultados, uma verdadeira Seleção Brasileira, com Roberto Carlos, Antonio Carlos, Djalminha e nomes tão expressivos quanto. Era outra fase, mais venal, mas todos tinham orgulho e sede de vencer, honravam a camisa do clube, nos levavam a títulos, nos emocionavam e faziam esse sentimento fluir entre os torcedores rivais. Afinal de contas, quando se tem um bom futebol todo mundo canta e vibra.

Há um banzo geral de dor intensa, de torcedores que mereciam melhor sorte pelo que movem o time. Pessoas que se dispõem a dar um pouco de seu tempo para ver uma causa ganha e a cada rodada se sentem ainda mais diminuídas. É o que nos tem proporcionado um bando de conselheiros, conselheiros hereditários, diretores e presidentes. Estão fazendo com o time e com a Associação uma varredura, desanimando jovens e desiludindo os mais velhos, destruindo a cultura vencedora e escravizado a vontade e o ímpeto de vencer.

Tristes dos que não percebem essa realidade, que não enxergam uma luz que nos aponte o caminho da luta e da vitória no gramado, de novo. Que nos conceda a alegria  pela disputa  e que nos ponha no lugar que merecemos, de onde nunca deveríamos ter saído.

Estou irritado por não encontrar, nesse momento, ninguém que possa comandar nossa luta, nosso apego à vitória. Alguém que sem medo “parle” bem alto como nossos “oriundi”, que não deixe nenhuma pergunta sem resposta, nenhuma questão com dúvida, que grite com paixão em defesa do Palestra. Alguém que entenda esse sangue de emoção que somos, alguém que nos represente e seja ou se torne um ídolo.

Estou desiludido quando um técnico fala mais grosso que o Presidente e o comparam a ídolos como Dudu, Da Guia, Julinho Botelho, Mazola e ao nosso grande Marcão. Quem é esse “cara” que passa o dia se lastimando com a vida, criticando os jovens jogadores, o time, a mídia?

Quem é esse que só tem um amigo e se põe como a pessoa mais importante do Palmeiras?

Diferentemente dos outros ídolos alviverdes, essa pessoa vai e vem a cada tempo, tirando nossa estima e nosso dinheiro.

Estou irritado por perceber que se abre um vácuo perigoso no comando dessa nação de dez milhões de torcedores, dando oportunidade para malandros. Estou confuso por não saber o que fazer. Estou impotente por não saber ensinar a vencer.

*Flavio Rezende é diretor nacional de mídia da agência DPZ Propaganda

Quem era o grande no Canindé?

sábado, 22 de outubro de 2011

Valdivia nada pôde fazer para melhorar a situação do Palmeiras, que despenca no Brasileirão

O Palmeiras perdeu para o Figueirense, em casa. O resultado causaria espanto em quase todos os momentos da história dos clubes. A palavra quase se justifica porque, no momento atual, não houve surpresas.

O favorito no Canindé era a equipe de Santa Catarina. Simples: chegou três pontos à frente do Verdão no Brasileirão e saiu com seis.

O Figueira viajou com quatro vitórias e três empates fora de casa no retrospecto recente. Venceu a quinta. O time de Jorginho é muito bem organizado dentro de campo.

E o Palmeiras? Bem, o Palmeiras… Só venceu uma partida no returno, convive com crises e tem um elenco que não está em sintonia com o seu consagrado treinador.

Neste sábado, a história das camisas não fez diferença. O time grande, principalmente no primeiro tempo, foi o Figueirense. Com toques curtos e envolventes, colocou o Verdão na roda. Talvez fosse inspiração da “Barcelusa”, dona do estádio. Wellington Nem, Elias, Juninho, Julio César, Maicon… Todos chutaram contra o bom Deola.

Foi Nem quem entortou a coluna de Henrique no gol, já no início.

Se um ET viesse à Terra e fosse ao Canindé, ele diria, sem vacilar, que o clube campeão da Libertadores, oito vezes campeão nacional e um dos maiores do país, era o Figueira.

O time de Santa Catarina joga com dois atacantes perigosos, rápidos, espertos. O Palmeiras tem Ricardo Bueno, com chutes sem direção, furadas, e um golzinho no fim.

Felipão mudou no intervalo: Maikon Leite por Tinga. Nem é preciso escrever aqui que nada mudou.

O organizado Figueirense marcou com eficiência, o que não era tarefa difícil, e contra-atacou. Entrosados, os comandados de Jorginho chegaram aos 2 a 0 com Júlio César.

Foi fácil para os visitantes bater naquilo que sobrou do Palmeiras na temporada. Um time aos pedaços.

Os quase quatro mil heróis palmeirenses presentes perderam a paciência aos gritos de “time sem vergonha”. Muitos foram embora. Outros gritaram “olé” para o Figueira.

Os únicos aplausos, merecidos, foram para a Portuguesa, no intervalo. Isso mesmo. Palmas quando o sistema de som anunciou o acesso à Série A dos donos do estádio.

Faltam sete jogos. Três pontos já devem evitar o rebaixamento. Mas você acredita que o Palmeiras fará três pontos até o fim? Restam Galo, Grêmio e Bahia (fora). Coritiba, Vasco, São Paulo e Corinthians. A Lusa jogará na Série A no Canindé em 2012. O Alviverde também vai?

Valdivia e Carmona juntos?

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Valdivia e Pedro Carmona juntos é uma alternativa que poderia ser testada por Felipão (Fotos: Miguel Schincariol)

Os erros por desatenção na defesa palmeirense têm influenciado diretamente nos resultados do Palmeiras neste Brasileirão. Tão prejudicial quanto, no entanto, é a falta de criatividade na armação da equipe. Com Valdivia de volta, os torcedores se perguntam se não seria possível escalar Pedro Carmona ao lado do Mago. E não há hora melhor para Felipão fazer o teste…

Carmona não pode ser crucificado pelas duas atuações decepcionantes até aqui. Na estreia, jogou 17 minutos no desastroso empate com o Atlético-GO. Foi mal, assim como toda a equipe. Na primeira chance como titular, fez seu primeiro clássico, fora de casa, contra o Santos. Merece outra chance. Sem muitas pretensões em 2011, as última rodadas podem ser úteis para testes – já planejando a próxima temporada.

Escalá-lo ao lado de Valdivia tem prós e contras. Fernandão, atacante grandalhão, mostrou que sabe marcar gols quando a bola chega eficientemente ao ataque. Ele empurra para as redes, é esforçado… Com Carmona armando pela esquerda, Valdivia pela direita e Maikon Leite avançando em velocidade, na teoria, o time ganha força ofensiva. Esse é o lado bom. Só que, para isso, Luan teria que sair do time. E esse é lado ruim…

Luan faz uma função que nenhum jogador do elenco poderia cumprir com a mesma eficiência. Durante o jogo, é ala-esquerdo, meia e atacante. Marca e avança melhor pelo setor que o próprio Gabriel Silva. Dois meias armadores obrigariam Felipão a mexer no esquema. Três zagueiros e Chico na contenção seria uma solução. Outra seria orientar Chico a atuar como um falso zagueiro e segurar um pouco Marcos Assunção.

Alguns dos times brigando pelo título do Brasileirão atuam com dois armadores em campo, mesmo que fora de suas posições de origem. Danilo e Alex, no Corinthians, Elkeson e Maicossuel, no Botafogo, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, no Flamengo, são alguns exemplos. Cabe ao treinador arriscar…

Se aquele título fosse do Palmeiras…

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Vagner Love: o reforço que todos queriam e Belluzzo contratou, na metade de 2009

Luiz Gonzaga Belluzzo terminou 2009 fortalecido. Fez a aposta certa ao segurar as principais peças do elenco, contratou Muricy Ramalho e atendeu à torcida com o centroavante que todos sonhavam: Vagner Love. O título incontestável do Brasileirão calou opositores. Há quem diga até que os ataques a Carlos Eugênio Simon serviram de aviso no bastidores: a arbitragem foi perfeita até o fim do torneio.

A conquista nacional acalmou, dentro do possível, a política palmeirense. Quem vai contestar o presidente campeão brasileiro? A perda da Libertadores de 2010, na semifinal, foi normal. A equipe lutou. Muricy, agora ídolo do Verdão, é intocável. Belluzzo foi bem mais uma vez ao buscar recursos e contratar Vagner Love, outro ídolo, em definitivo em julho do ano passado. Muitos pressionavam pelo investimento nas voltas de Kleber e Valdivia, mas o presidente optou por segurar o camisa 9 campeão nacional.

Como de costume no Palestra, corneteiros soaram contra Muricy. Lembraram que Felipão estava de saída do Uzbequistão. Belluzzo não deu ouvidos. Bancou Muricy. Felipão foi para o São Paulo. E daí? Se um ídolo tricolor se tornou ídolo alviverde, o inverso pode acontecer.

O ano de 2010 não foi vitorioso como o de 2009, mas o Verdão ao menos fechou com uma vaga na Libertadores. Diego Souza e Vagner Love são mais ídolos do que nunca na Academia. Obina é outro amado pelos palmeirenses. Belluzzo foi reeleito com sobras.

O melhor ainda estava por vir, em 2011. A América voltou a ser verde, com os comandados de Muricy: o Palmeiras é bicampeão da Copa Libertadores!

Com o time de ressaca, duro agora será enfrentar o Barcelona (ESP). São Marcos, porém, sonha em parar de jogar com o título que perdeu em dezembro de 1999. Seria mais do que sonho para o Verdão, o gigante que, enfim, despertou. A meta, agora, é preparar um esquadrão para 2013, ano da Arena Palestra Itália.

O texto acima é apenas uma obra de ficção. Não existe NEHUMA semelhança com a realidade, basta olhar para o Palmeiras.

Mas: e se aquele título fosse do Verdão???