Sete jogos seguidos sem ganhar, apenas uma vitória no segundo turno, no qual tem a terceira pior campanha, vexames e mais vexames dentro de campo… Mas, pelo discurso no Palmeiras, clube que vive essa situação descrita, parece que está tudo indo bem.
O conformismo da maioria dentro do Verdão com o momento horrível da equipe é incompreensível. Um clube da grandeza do Palmeiras não pode estar em uma situação como essa e a conversa ser sempre a mesma: “vamos trabalhar para melhorar”, “a culpa é do elenco”, “não estamos dando sorte”, entre outras desculpas.
São vários os vexames: empatar com o lanterna em casa, ser derrotado por times medianos com facilidade, sofrer empate com dois homens a mais… E ninguém mostra indignação com isso tudo. Parece que já se tornou algo normal, costumeiro, e todos aceitam.
No segundo turno, o time conquistou apenas uma vitória, contra o fraco Ceará. Nos últimos 20 jogos no Brasileiro, foram duas – a outra no clássico contra o Corinthians. Mas para a diretoria, o trabalho está sendo bem feito. Para Felipão, é hora de torcer para que erros cometidos não se transformem em gols do adversário. Para os jogadores, vontade não falta e a equipe tem levado azar.
Após o duelo com o Atlético-MG, no último domingo, mais uma derrota, outra atuação muito ruim, mas para Luan a equipe estava de parabéns. Parabéns pelo quê? Um resultado assim, na atual situação, não é digno de parabenizar o time. Pelo contrário.
Sigo com a minha opinião de que, por conta do rendimento da equipe e por toda essa “calmaria”, o Palmeiras não ganhará mais nenhum jogo até o final do Brasileirão. Pelos “feitos” que já conseguiu, não pode ser considerado favorito em nenhum dos confrontos que restam.
O risco de rebaixamento existe, mas é muito pequeno. Não pelo que o Verdão vem jogando, mas pela incompetência dos outros e pelo pouco tempo que resta até o final do Campeonato. Mesmo assim, para a maioria no clube, parece estar tudo bem.
Esse conformismo é incompreensível. No Palmeiras, parece que todos estão entregues, sem reação. O torcedor, o único que parece realmente estar indignado com toda essa situação, não merece isso. Nem a história do Verdão!






















Estudante do último ano de jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, chegou ao LANCE! em 2012 como setorista do Palmeiras pela LANCE! TV. Está com 21 anos.
Escolheu a faculdade de Direito, mas só em 2003 descobriu a vocação, quando ingressou na Anhembi Morumbi para fazer Jornalismo. Acumulou experiências como diagramador em lugares como o Jornal do Brasil e Gazeta Esportiva antes de chegar ao LANCE!. Depois de bons anos atuando em todas as mídias do grupo e como editor, foi escolhido para ser um colunista específico de Palmeiras no site. Conhece muito bem o clube que frequenta desde criança e já vestiu a camisa alviverde quando jogava futsal.
Jornalista formado pela PUC-SP desde 2011, está no Núcleo Palmeiras pela segunda vez. Foi setorista do Verdão por dez meses, entre 2009 e 2010, e depois cobriu o Corinthians até o fim do ano passado. Está com 23 anos.
Fellipe Lucena cursa Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo, e chegou ao LANCE! em julho de 2012, já para cobrir o dia a dia do Santos. Antes, acumulou experiência na Gazeta Esportiva.Net, acompanhando os demais clubes grandes do Estado. Agora seu desafio é cobrir o Palmeiras.

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