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Arquivo de fevereiro de 2011

Michael Jackson dá mais ‘ginga’ ao ataque

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Adriano Michael Jackson já conseguiu encarnar o personagem em campo

“Quanto mais gente a equipe tiver na frente, mais chances aparecem. Nossos pontas precisam jogar livres para criar, mas eles têm de marcar o lateral adversário. É assim que pedem para jogarmos”.

A frase acima foi do atacante Kleber após a partida contra o São Paulo,  no domingo. Cornetada em Felipão? Não deixou de ser.  Ele e Valdivia elogiaram a entrada de Adriano Michael Jackson no segundo tempo.

Avesso à função de referência, Kleber quer companhia. Adriano dá mais opções ao ataque do que Luan, útil mas muito fixo na esquerda. Michael Jackson se movimenta mais, procura o gol. E deixa o Gladiador menos solitário.

Valdivia também ganha opções à sua frente. Adriano já vai fazendo por merecer a vaga de titular, hoje de Luan.

Vídeo: confira uma análise do Verdão no clássico

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Confira uma análise do repórter Marcelo Braga sobre a atuação do Verdão no clássico contra o São Paulo, no último domingo. Ele também faz uma projeção para os próximos jogos do clube na sequência do Campeonato Paulista e na Copa do Brasil. Veja!

Uma jogada que serve de exemplo

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Após boa jogada do trio Adriano, Kleber e Valdivia, o Michael Jackson balançou a rede (Crédito: Ivan Storti)

Um passe de Valdivia, outro de Kleber, e um gol, desta vez com dancinha, de Adriano Michael Jackson. É da jogada do gol de empate que o Palmeiras precisa, com frequência, para embalar.
São nas habilidades de Gladiador e Mago que se concentram a esperança do palmeirense. Domingo, demorou para aparecer no clássico.

E, por isso, o Verdão quase foi reprovado pela segunda vez em um grande teste em 2011. A primeira “bomba” veio diante do Corinthians, com a falta de um goleador vista como a grande vilã.

Até Alex Silva ser expulso ontem, os problemas seriam concentrados na falta de criatividade do time, no primeiro tempo. A melhor zaga do Paulistão havia sido dominada pelo rápido ataque são-paulino e o Palmeiras ficou sem saída para responder.

O torcedor que enfrentou o dilúvio no Morumbi via poucas perspectivas de reação no intervalo. A expulsão de Alex deu o suspiro aos comandados de Felipão.

O técnico não aproveitou a vantagem para tornar o time mais ofensivo. Trocou o pendurado Assunção pelo volante João Vitor. Mesmo assim, o Palmeiras reagiu.

Adriano Michael Jackson, no lugar de Luan, melhorou o ataque. Apesar de um gol perdido, ele provocou a expulsão do zagueiro rival e empatou o duelo no fim.

Valdivia, ainda buscando ritmo, entrou no clássico. Se o Mago renascer, como se espera, o Verdão tem tudo para brigar com qualquer um.

Amadurecimento ajuda Gladiador no Verdão

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Um jogador mais maduro e com um maior poder para desequilibrar um jogo. Foi dessa maneira que Kleber voltou ao Palmeiras após passar um ano e meio no Cruzeiro.  Assim, o resultado não poderia ser outro: ele é a principal arma ofensiva da equipe.

Kleber tem se destacado no ataque do Palmeiras. Camisa 30 tem jogado mais dentro da área (Crédito: Tom Dib)

Não é por acaso que o Gladiador é o goleador palmeirense na temporada. Além de jogar mais avançado, ele aprendeu a fazer gols. Em sua primeira passagem pelo clube, era comum vê-lo errando o alvo. Agora, a porcentagem de erros é bem menor.

Isso sem contar o temperamento. Taxado de garoto-problema, o camisa 30 parou de receber cartões bobos. As reclamações e desentendimentos com os adversários também diminuíram. Nesta temporada, ele foi advertido apenas três vezes, em nove partidas.

Em entrevista ao LANCE! no fim do ano passado, Kleber revelou que o nascimento de suas filhas ajudou muito nessa mudança de comportamento. E ele tem razão.

Hoje é difícil imaginar o Palmeiras sem Kleber. Atualmente, ele tem jogado como o centrovante do time. Mas como está em seu número, ele não é o camisa 9. Seu rendimento é melhor quando tem um companheiro para ficar dentro da área.

Enquanto procura um atacante, o Gladiador vai dando conta do recado. Com muita garra, luta e gols. Resta saber até quando ele vai segurar a bronca sozinho.

Valdivia tem tudo para brilhar em 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Valdivia está satisfeito por ter voltado a campo sem as polêmicas dores na coxa esquerdaApós muitas lesões, polêmicas com a diretoria e frustrações em 2010, Valdivia voltou a jogar. E este tem tudo para ser o ano do Mago brilhar novamente com a camisa do Palmeiras, como fez no Paulistão de 2008.

O jogador voltou a ser feliz no Verdão. Nesta quinta, ele deu entrevista coletiva, na Academia de Futebol. À vontade, apareceu na sala de imprensa de chinelo de dedo, brincou com os jornalistas e foi solícito após todas as perguntas, fossem elas sobre seu retorno ou sobre seus problemas.

Nem mesmo o ex-diretor Wlademir Pescarmona, com quem trocou críticas publicamente, tirou o bom humor do Mago, que fez questão de cutucá-lo. Questionado sobre o fim das polêmicas no clube, respondeu:

- Pescarmona foi embora, né? – antes de “culpar” o dirigente por ter derrubado o microfone da sala de imprensa enquanto falava, novamente em tom de brincadeira.

Além da chegada da nova diretoria, muito elogiada pelo Mago, os problemas com Felipão também foram resolvidos. Ele revelou que os dois conversaram, se acertaram e a relação, que antes era apenas profissional, passou a ser boa.

Dentro de campo, o camisa 10 não decepcionou. Nas duas partidas, mesmo fora de ritmo, se movimentou, deu passes precisos e mais criatividade ao meio de campo da equipe. É inegável que o Palmeiras fica muito mais perigoso quando tem seu jogador mais talentoso e a tendência é que o time cresça, acompanhando a melhora física e técnica dele, que irá acontecer.

Os problemas com a diretoria já não existem mais. A lesão foi curada e a pré-temporada de Valdivia foi muito maior do que a do restante do grupo. As diferenças com Felipão também foram acertadas. A confiança e idolatria da torcida permanece a mesma. O Mago tem tudo o que precisava para apagar a má impressão deixada em 2010 e voltar a brilhar. Só depende dele. De preferência, preocupado apenas em jogar futebol.

Visão de jogo: Verdão venceu a batalha, mas não a guerra

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Felipão orienta Valdivia durante o jogo (Foto: Tom Dib)

Ganhou a batalha, mas ainda não venceu a guerra. A frase pode destacar a atuação do Palmeiras, do desbravador Luiz Felipe Scolari, na partida desta quarta contra o Comercial-PI, pela primeira fase da Copa do Brasil.

Apesar da vitória por 2 a 1, em Teresina, os palmeirenses não atingiram seu principal objetivo: eliminar o jogo de volta. E a conquista da capital piauiense pelo técnico ficou para uma outra oportunidade.

A batalha já não começou bem para os guerreiros do Verdão. Por causa do problema no aeroporto, o grupo só chegou ao local do duelo ontem à tarde.

E nem mesmo a enorme diferença de forças entre Palmeiras e Comercial-PI foi suficiente para consagrar o Alviverde na batalha. No esburacado Albertão e apoiado por parte da torcida, o Bode conseguiu dar trabalho. E o inimaginável objetivo de poder atuar em São Paulo foi atingido.

No início, os guerreiros palmeirenses decidiram estudar melhor o adversário. Até por isso, o jogo não foi empolgante. As principais chances sempre eram criadas pelo lado direito com avançadas do lateral  Cicinho.

Enquanto isso, os donos da casa tentavam criar algo e causar algum dano na defesa palmeirense. O Tanque Zé Rodrigues era o mais perigoso. Mas todos mostravam certo nervosismo.

Com o passar do tempo e mais adaptado com o terreno, o Alviverde passou a controlar a partida. E com uma boa jogada do habilidoso soldado Valdivia, Adriano Michael Jackson abriu o placar. Mas cadê a dancinha? Como um bom guerreiro, o camisa 19 deixou a festa para depois.

Com metade da batalha vencida, o Verdão segurou o jogo até o fim do primeiro tempo e começou o segundo com tudo. E se a intenção era ganhar Teresina, não poderia faltar o Gladiador.

Com bela jogada, Kleber ampliou com um minuto. A batalha dentro do Piauí perto do fim.

Mas como um bom batalhador, o Comercial-PI resistiu. Não dava para entregar o território tão facilmente. Já o Verdão cansou. Valdivia saiu para a entrada de Chico. Era dia de sofrimento.

Foi então que veio o castigo. Após cruzamento na área, Rafael marcou de cabeça. A tão positiva zaga acabou em ruínas.

No fim, o Verdão tentou renascer na batalha. Mas não foi suficiente para conquistar Teresina. O time saiu de campo vitorioso, mas sem o principal objetivo. Na quarta a guerra continua. Em outro território.

Visão do Verdão: Um problema crônico e o castigo contra time ‘amador’

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Verdão venceu, mas não conquistou o resultado que gostaria na estreia da Copa do Brasil

Dificuldade para concluir as jogadas em gol. Jogo vai, jogo vem e o problema vai se tornando crônico no Verdão.

Nesta quarta, nem foram tantas as chances criadas como em partidas anteriores, no Paulistão. Mas foram suficientes para fazer Felipão perder mais dos seus poucos cabelos, chiando já no intervalo. Diante do quase amador Comercial, o placar poderia ser maior do que o 1 a 0 que o Palmeiras fez na etapa inicial.

Scolari optou por algumas mudanças em Teresina, mas manteve a base tática do último domingo, de novo com Valdivia na armação. Desta vez, porém, o Mago teve a companhia de Patrik e não de Tinga, que ficou no banco.

Na teoria, o meio de campo ganharia muito mais criatividade. Na prática, Patrik pouco apareceu em campo.

Já o camisa 10, adquirindo ritmo, vai dando lampejos de que pode melhorar a criação: foi assim no belo passe para Adriano Michael Jackson, sem dancinhas, fazer 1 a 0.

O time teve espaços para fazer mais. Só fez outro no início do segundo tempo. E poderia fazer 3 a 0. Mas as finalizações são deficientes.

Já está ficando chato, para críticos, torcida e Felipão, falar que o Palmeiras precisa de um camisa 9 para melhorar o seu poder de fogo. Desta vez, o castigo veio com o gol do Comercial, um time pífio e em más condições físicas.

Resultado: a classificação na Copa do Brasil foi adiada.

Falta de dinheiro volta a prejudicar planejamento

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Torcedores ficam em frente ao hotel do Verdão em Teresina

É difícil prever os  problemas climáticos. Ainda mais quando um raio cria uma pane em um aeroporto e apaga as luzes que auxiliam um avião a pousar. Mas uma coisa é certa: o Palmeiras correu muito riscos em sua viagem para Teresina. E a programação poderia ter sido diferente.

Para economizar custos, a ideia era chegar na capital piauiense na noite de terça-feira e voltar para São Paulo logo após a estreia contra o Comercial-PI, na noite desta quarta-feira. Assim, o clube teria de pagar apenas uma diária no hotel. Mas tudo deu errado. Vale lembrar que o time tinha treinado na terça de manhã e poderia ter viajado logo na hora do almoço.

Com o problema no voo, a delegação teve de passar a noite em Fortaleza. A chegada em Teresina foi às 15h desta quarta. Ou seja, algumas horas antes do duelo contra o Comercial-PI. Como não poderia ser diferente, os jogadores demonstravam cansaço ao chegarem no hotel. Todos logo subiram para o quarto.

Penso que esse atraso na chegada não pode ser usado como desculpa caso aconteça algum resultado imprevisível. Mas realmente isso deve atrapalhar o desempenho dos jogadores. E o pior, domingo tem o clássico contra o São Paulo, pelo Paulistão.

Lógico que o Comercial-PI tem um time bem inferior. Mas jogando em casa e para o Brasil todo assistir, os piauienses vão correr em dobro e fazer um enorme esforço.

Mas tudo isso tem uma explicação: a culpa não é dos raios ou da falta de estrutura do aeroporto de Teresina. Na verdade, o problema é a falta de dinheiro no Palmeiras.

Tal problema não tem atrapalhado o clube apenas na contratação de jogadores. O planejamento também engloba viagens e toda uma programação. E para resolver isso, a busca por parceiros não é a única solução.

Tática do Comercial-PI: o mistério

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sede do Comercial-PI, em Campo Maior, a 84km de TeresinaSe a diferença de estrutura entre Comercial-PI e Palmeiras é muito grande, o técnico Aníbal Lemos tem buscado outras maneiras para derrotar o Verdão, nesta quarta, pela primeira fase da Copa do Brasil. Para não dar chances a Felipão, o comandante do Bode não quer confirmar a escalação nem para o presidente Francisco Wilson.

O time piauiense treinou na tarde de hoje novamente em um clube, em Teresina. E mesmo após a atividade Lemos manteve sua postura. A ideia é surpreender Felipão para forçar o jogo de volta, no Pacaembu.

Apesar de ser presidente do clube, Wilson concordou com a decisão do treinador. Algo até certo ponto inimaginável. Normalmente, muitos dirigentes poderiam considerar isso um desmando ou uma desobediência. Mas no Comercial-PI isso não acontece.

Mas uma coisa é verdade: o clube deve muito a seu treinador. Se não fosse Lemos, dificilmente o Bode teria conquistado o Campeonato Piauiense na temporada passada. E assim, não estaria na Copa do Brasil. O técnico também foi responsável por formar o time para 2011.

Simpático bode é o mascote que representa o adversário do Verdão

E tem outro adendo. O comandante do Comercial-PI tem contrato só até acabar o confronto contra o Palmeiras. E não está garantido no Piauiense desse ano. A diretoria quer mantê-lo. Então, o melhor é não discutir.

Verdão na Copa do Brasil: simplicidade é o que reina no Comercial-PI

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cavalos pastam em campo de treino na sede do Comercial-PI. Equipe não tem usado o local para treinar no Estádio Deusdeth Melo (crédito: Guilherme Cardoso)

O Palmeiras estreia nesta quarta-feira na Copa do Brasil. O adversário na primeira fase vai ser o Comercial-PI. E como acontece nos confrontos entre um grande do futebol brasileiro e outro de menor expressão, os palmeirenses são favoritos.

Nesta segunda-feira, pude acompanhar um pouco da estrutura e da História do time piauiense em Campo Maior, cidade do interior do Piauí. E se comparado com o que ocorre em São Paulo, até parece que não estamos no mesmo país. Ou melhor, no país do futebol.

Mesmo com um local para alojar os jogadores, um campo de treinos e um estádio para atuar (é estadual), tudo é muito simples. Nada de luxo. Até por isso, os jogadores e diretores não se incomodam com a imprensa. A meta mesmo é mostrar o Bode da Terra dos Carnaubais para o país.

A recepção na casa onde os jogadores ficam alojados foi a melhor possível. Todo o local foi mostrado. Não havia nada para esconder. Vergonha pela falta de estrutura? Longe disso. O que havia era muito orgulho para mostrar o trabalho feito pelo clube. E lógico mostrar toda a disparidade entre as regiões do país.

É inegável a importância do jogo desta quarta para o Comercial-PI. A intenção é forçar o segundo jogo, no Pacaembu. Não precisa nada mais do que isso. Zebra com uma eliminação do Alviverde? Na Copa do Brasil, nunca podemos descartá-la. Mas os palmeirenses, que guardam na História quedas contra ASA-AL, Santo André, Ipatingae Atlético-GO, não precisam se preocupar. O time de Felipão vai passar de fase.

O que vai ficar para trás é a boa vontade de todos no Comercial-PI. No profissionalismo tão sonhado por dirigentes brasileiros, falta um pouco dessa simplicidade. Mas esse é o bom da Copa do Brasil. Times tão distantes podem se tornar conhecidos. E suas Histórias finalmente são contadas.