A contratação de Lodeiro pelo Botafogo não se deu do dia para a noite. O antigo gerente de futebol do clube Anderson Barros foi o grande entusiasta da aquisição do atleta que, desde o fim de 2010 – quando atuava pelo Ajax – já era sondado pelo Glorioso.
Demorou, mas ele veio. E quando finalmente a negociação foi sacramentada, poucos o conheciam. E a torcida ainda teve de esperá-lo para vê-lo com a camisa alvinegra, pois estava servindo a seleção de seu país na Olimpíada de Londres.
Também levou um bom tempo para o botafoguense ser apresentado ao verdadeiro Lodeiro. Esse que corre os 90 minutos, faz gols, dá assistências e nunca desiste. Tudo isso aliado a uma qualidade técnica admirável. Um tipo de jogador difícil de se encontrar.
Lodeiro não tem nem um ano de clube e, assim como seu compatriota, chegou vencendo e conquistando a torcida. No entanto, o camisa 14 tem um trunfo que Abreu não teve, de estar livre da responsabilidade de ser a principal estrela da equipe. Não que o camisa 13 não soubesse lidar com isso (sabia e muito bem), mas para um jovem de apenas 24 anos e com personalidade diferente faz total diferença.
Agora, o lado ruim da história. Jogando bem, sendo campeão, titular da seleção uruguaia e candidato a ídolo no Botafogo, Lodeiro já sofre assédio de clubes do exterior. O Botafogo, mal das pernas financeiramente, não terá como segurá-lo se chegar uma boa proposta.
Profissionalmente, eu daria um conselho a Lodeiro: Fique no Botafogo, pelo menos, até a Copa do Mundo. Vai estar ainda mais adaptado ao país, ao clima, e isso certamente ajudará em seu desempenho (caso o Uruguai se classifique, claro). A tendência é que o jogador evolua ainda mais e, consequentemente, traga novas alegrias à torcida alvinegra.
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