Com mata-mata, fecham-se (estas) cortinas

Com mata-mata, fecham-se (estas) cortinas



Flamengo

FOTO: Magalhães Jr/PHOTOPRESS/Lancepress!

Os jogos de volta das quartas de final da Copa do Brasil ofertaram ao espectador voraz um cardápio com emoção em doses cavalares e de características distintas. A definição emocionante dos semifinalistas da competição nacional veio a calhar para que eu, também emocionado, pudesse me despedir dos leitores deste diário. Nos últimos dez anos, com frequência e espaço variados, despejei minhas impressões e elucubrações sobre os assuntos esportivos mais palpitantes. Aos raros leitores e leitoras que fidelizei, entretendo e (tomara!!!) fazendo pensar, agradeço imensamente. Escrever é expressar e compartilhar. É, portanto, ato solitário e solidário. Como o poeta aprendiz da canção de Vinícius de Moraes, eu era um menino que “achava bonita a palavra escrita”. Na vida adulta, tenho a felicidade de escrever por ofício e sobrevivência. Nada mal.

Então, vamos deixar de chorumelas e elencar os tópicos de uma noite emocionante:

– Galo e Cruzeiro ameaça ser protocolar, dada a vantagem obtida pela Raposa no jogo de ida, no Mineirão. Ledo e ivo engano. Clássico de rivalidade que dá música (“Para aumentar meu tormento, eu sou Galo e ela é Cruzeiro”, do saudoso Vander Lee) nunca é favas contadas. O Atlético-MG fez 2 a 0 e a virada ficou por um triz. Teve emoção.
– Após empatar em casa, o Grêmio foi a Salvador com árdua tarefa, Encarar o firme Bahia de Roger Machado e vencer na Fonte Nova não era o óbvio, apesar da qualidade do time gaúcho. Mas os mandantes, rezando na neocartilha do seu técnico, optaram por tentar conter o ímpeto rival. A vitória gremista foi de quem peleia, pois não tá morto. E, assim, reiterou sua imortalidade. Teve emoção.

– No Beira-Rio, o Inter conseguiu um feito raro neste momento no futebol brasileiro. Derrotar o Palmeiras, invicto no Brasileirão desde o segundo turno da edição passada, já é motivo para se orgulhar. Superar no tempo normal e nos pênaltis, avançando ás semifinais, foi grandioso. Teve emoção.

– Ainda no Beira-Rio, o torcedor do Inter experimentou as delícias e dores do VAR. O gol de Victor Cuesta no instante final foi comemorado com a potência de gols no fim que selam rumos. Após a enorme celebração, com torcida e jogadores em êxtase, veio a convocação para o árbitro espiar na televisão se houve falta. Apreensão e frustração se sucederam. A felicidade fora adiada para os pênaltis. Teve (cortes) de emoção.

– No Maracanã, o Athlético-PR, organizado e peitudo, não se intimidou com o Flamengo empurrado por massa de quase 70 mil torcedores e embalado pela goleada de 6 a 1 sobre o Goiás, no domingo. Após buscar o empate, mostrou personalidade na disputa por pênaltis. Uma cobrança de Diego que virou sátira e um erro de outro figurão da equipe, Everton Ribeiro, semearam o caminho do Furacão. Teve emoção.

Com emoção, me despeço. Até a próxima!



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