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Arquivo de junho de 2012

Retorno de Fucile pode significar retomada dos bons resultados

terça-feira, 26 de junho de 2012

O lateral uruguaio Fucile não é craque, fora de série, muito menos a solução dos problemas do Santos, mas o seu retorno aos gramados, nesta terça-feira, após longo período de inatividade por conta de uma lesão no tornozelo esquerdo, pode ser essencial para que a equipe do técnico Muricy Ramalho decrete um ponto final no momento delicado em que vive.

A presença do lateral, que tem na marcação o seu ponto forte, no duelo frente ao atacante Emerson Sheik, do Corinthians, na semifinal da Libertadores, poderia ter sido fundamental num resultado positivo do Peixe, na Vila Belmiro e, consequentemente, na vaga para final. Pelo Paulistão, o uruguaio teve ótima atuação diante do rival e ganhou idolatria da torcida após carrinho no melhor estilo uruguaio sobre o atacante Jorge Henrique, que foi anulado naquela ocasião.

Desde a lesão do jogador,  em abril, no entanto, o Santos sofre com problemas no setor. No último domingo, no empate por 2 a 2 com o Coritiba, pelo Brasileirão, o problema na lacuna deixada na ala direita ficou ainda mais evidente. Com Henrique improvisado, o setor não traz segurança à zaga alvinegra. Prova disso é que os dois gols marcados pelos paranaenses foram iniciados naquela faixa do campo, ora com Henrique improvisado, ora com o limitado Maranhão, lateral de origem.

A culpa pelos problemas na lateral não deve ser direcionada ao então titular Henrique. Improvisado, ele tem se esforçado no setor, mas sem cacoete, acaba sendo presa fácil aos adversários, que diga Emerson Sheik, que pintou e bordou na semi da Libertadores. O grande problema fica por conta do planejamento do elenco. Como opções, Muricy conta apenas com Maranhão, sem prestígio junto ao treinador, e Crystian, fiel escudeiro do Departamento Médico santista.

Enquanto Fucile não está apto a voltar a atuar – “reestreia” deve acontecer contra o Grêmio, daqui a duas semanas -, o comandante alvinegro segue buscando alternativas. Nesta terça-feira, o lateral Weslley Douglas, 19 anos, foi promovido ao elenco profissional. O jogador teve boa passagem pelas categorias de base do Peixe e tem na marcação, assim como Fucile, o seu ponto forte. Pode ser a solução para os problemas, resta esperar.

 

 

O Santos tinha Neymar, mas faltou todo o resto

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Não é hora de buscar culpados ou desqualificar o trabalho do Santos com a eliminação da Libertadores. Porém, é preciso constatar que a equipe não está atuando em alto nível há algum tempo. E as palavras de Muricy após o jogo defendendo que o Peixe tem um bom elenco não condizem com os fatos.

É difícil jogar contra equipes covardes, como foram Vélez (ARG) e Corinthians, mesmo quando a qualidade técnica poderia ter se ressaltado mais. Mas fica evidente que faltaram peças para que o treinador tentasse mudar a tática dos jogos. Afinal, colocar o garoto Dimba em uma semifinal complicada não me parece nem um pouco cabível.

A situação financeira para a liberação de Ibson para o Flamengo foi um dos episódios que poderiam ter feito a diferença. Elano havia recuperado a posição, mas o futebol não estava tão superior, era uma opção. Faltou um lateral-direito, um meia para tentar auxiliar Paulo Henrique Ganso e um atacante de velocidade para incendiar o jogo.

A fragilidade da zaga era conhecida, o que não se esperava era chegar na reta final com um meio de campo tão debilitado fisicamente e laterais tão inoperantes. Por isso a entrada de Alan Kardec como ponta e Borges de referência no Pacaembu contra o Corinthians. Funcionou no primeiro gol, mas foi pouco. Sem Sheik no segundo jogo, Maranhão poderia ter dado mais dinâmica à linha de fundo, quem sabe com Henrique no meio para liberar Arouca. Ganso deveria ter voltado mais para buscar a bola atrás da linha de volantes, mas ficou entregue entre as duas linhas de quatro do adversário.

Erros de passes e cruzamentos desgovernados não foram só um sinal de nervosismo do Peixe, mas também de falta de mobilidade sem bola. Sem dinâmica, a equipe também se mostrou mais uma vez apática, como foi contra o Barcelona (ESP) no Mundial. Cansei de ver jogadores esperando demais a bola no pé, sonolentos, desarmados antes de receber.

Faltou opção, faltou tática e faltou espírito de Libertadores. Sobrou confiança de que Neymar resolveria sozinho, mas nem sempre isso é possível.

Foi pesadelo. E até quando?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Foi uma noite de lamentações no Pacaembu e não se sabe até quando o torcedor santista tentará entender o que se passou nesse 20 de junho de 2012, ano do centenário de sua gloriosa história.  Certo é que o time deu adeus ao tetracampeonato da Libertadores.

As lamentações passarão também pelo dia 13, data do primeiro duelo, na Vila Belmiro. Afinal, na soma dos resultados, foi ali, no golaço de Emerson Sheik, que o Peixe chorou a triste eliminação.

Mas, voltando a noite desta quarta, o santista vai sempre lamentar a falta de inspiração de seu maior astro, maior esperança. Neymar, como já tinha sido na Vila, fez muito pouco. Até o gol com a trave escancarada foi pouco. Bem pouco.

Os alvinegros da baixada também tentarão entender por que seu camisa 10 ficou tão distante do gol durante todo o tempo. Uns até vão dizer que era para organizar a saída e encontrar espaços na barreira corintiana, mas também é pouco. Ganso, por sua qualidade e importância, precisa jogar mais.

Mas o que vai ficar difícil de engolir mesmo é como o time voltou frio para o segundo tempo. A bola do gol de Danilo passou por todos. E lá se ia a vantagem tão sofrida de ser conquistada no primeiro tempo. E e esse lance sempre assombrará o sono dos santistas.

Falando em sono, o sonho de Neymar acabou. Ele pode até disputar uma final contra o Boca Juniors (ARG), mas não será este ano. Quem tem por direito é o Corinthians, logo seu maior rival

Foi noite de pesadelo. E agora fica a dúvida. Até quando?

Santos confirmado com três atacantes

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Fim do mistério! O Santos enfrenta o Corinthians com três atacantes: Alan Kardec, Neymar e Borges, que entra na vaga de Elano.

A formação, utilizada no segundo tempo do jogo da Vila Belmiro, na última semana, foi treinada pelo técnico Muricy Ramalho no último domingo, em treino fechado, e também antes da atividade da última terça, também sem a presença dos jornalistas.

Coincidência ou não, é justamente a formação que teve sucesso no segundo turno do Campeonato Brasileiro do ano passado, quando o Peixe derrotou o arquirrival por 3 a 1 no mesmo estádio.

 Banco de reservas da equipe alvinegra: 

Aranha, Léo,  Bruno Rodrigo, Maranhão, Elano, Dimba e Felipe Anderson

Direção do Peixe terá camarote com quitutes

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Após declarações polêmicas do presidente do Santos, Luis Alvaro, em torno de uma “conspiração Corinthians/Seleção”, o clima de paz parece reinar entre as diretorias do Corinthians e do Peixe.

Antes do início do confronto decisivo entre as equipes, pela semifinal da Libertadores da América, o clube do Parque São Jorge oferece total conforto no camarote destinado aos santistas.

Próximo do setor onde ficarão os torcedores alvinegros no Pacaembu, o camarote, decorado em preto e branco, conta com quitutes, como salgadinhos, lanches e refrigerantes.

O espaço será destinado para membros da diretoria santista e comissão técnica.

Mesa de quitutes prepara para a cúpula do Peixe (Foto: Bruno Cassucci)

Mesa de quitutes prepara para a cúpula do Peixe (Foto: Bruno Cassucci)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em pequeno número no Pacaembu, santistas se refugiam da chuva

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Torcedores tentam se proteger da chuva (Foto: Bruno Cassucci)

Ainda é pequena a presença da torcida santista no Pacaembu. Faltando cerca de três horas para a semifinal contra o Corinthians, apenas cerca de 20 alvinegros estão no estádio.

Como chove forte, os torcedores do Peixe se refugiam embaixo de um toldo, em frente ao portão 22.

A entrada do público no Pacaembu deve ser autorizada as 19h.

 

Divisórias separam santistas e corintianos

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Divisória é instalada nos arredores do Pacaembu (Foto: Bruno Cassucci)

Faltando cerca de quatro horas para o superclássico entre Santos e Corinthians, o Pacaembu já está quase pronto para a decisão. Apenas alguns detalhes são ajustados dentro e fora do estádio. Há pouco, como medida de segurança, divisórias de ferro foram instaladas na rua Desembargador Paulo Passalaqua, para separar as torcidas.

Os cerca de 1,3 mil santistas entram pelo portão 22 do Pacaembu e ficam no setor lilás.

A entrada da torcida no estádio será permitida às 19h, mas, a expectativa é que os ônibus das organizadas do Peixe cheguem ao Pacaembu por volta das 20h30.

Boas notícias, apesar de nova derrota

domingo, 17 de junho de 2012

A derrota para o Flamengo, jogando com time reserva (desfalcado), era prevista pelo torcedor santista. Porém, o 1 a 0 no Engenhão deixou um gosto amargo aos alvinegros, pela forma como o placar se desenhou.

De forma surpreendente, a garotada do Peixe fez uma boa partida e, por incrível que pareça, a equipe esteve próxima da vitória no segundo tempo, quando criou boas oportunidades. Mesmo desentrosado, o Santos, que teve Tata no banco de reservas e foi observado por Muricy Ramalho das tribunas do estádio, se defendeu bem na maior parte do jogo e armou bons contra-ataques. Porém, o time esbarrou nos erros de Rentería (péssimo), no preciosismo de Felipe Anderson e na deficiência técnica de Gérson Magrão.

Embora o tropeço, que veio no final da partida, em pênalti contestado pelos santistas, deixe o Peixe na zona de rebaixamento e possa fazer diferença no final do campeonato, a partida contra o Flamengo trouxe boas notícias para os torcedores do alvinegro. A melhor delas atende pelo nome de Gustavo Henrique. O zagueiro, de 19 anos, fez sua estreia e, além de personalidade, mostrou precisão nos desarmes, bom posicionamento, técnica e velocidade.

Emerson Palmieri, ala-esquerdo, e Éwerton Páscoa, volante, também se destacaram dentre os reservas, mas…

Não acostumado a jogar, o “time B” sentiu o cansaço no fim do jogo e o Peixe passou a dar mais espaços ao rival. Os setores, antes compactos, se distanciaram e, em um dos poucos lances que teve, o Flamengo matou o jogo…

Castigo para a garotada, que fez por merecer sorte melhor.

O novo Ganso

domingo, 17 de junho de 2012

A ficha caiu para Paulo Henrique Ganso. O celebrado meia de 22 anos, que antes evitava muita exposição à mídia, agora reconhece a importância da imagem para um jogador de futebol. O camisa 10, que durante tanto tempo relutou em renovar contrato com o Santos e entrou em confronto com a diretoria durante as tratativas, enfim mostra-se receptivo a estender seu vínculo. E, exibindo rara autocrítica, dobrou-se aos analistas que querem vê-lo exercendo maior papel na marcação, como reza o futebol moderno, chegando assim mais próximo aos seus ídolos confessos Iniesta e Xavi, do Barcelona. E, ainda no seu comportamento em campo, dá o braço a torcer ao técnico Muricy, que cobra dele desempenho mais artilheiro. “Camisa 10 tem que fazer gol”, diz, com contundência.

Assista abaixo a entrevista exclusiva para o LANCENET! que mostra o novo Ganso e comente:

A maquina emperrou?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O Santos completou nesta quarta, justo contra o arquirrival Corinthians, o terceiro jogo consecutivo sem ser Santos na Libertadores. Perdeu por 1 a 0 e a sequência de falta de inspiração pode custar o sonhado bicampeonato da América.

Foi assim nos dois confrontos contra o Vélez Sarsfield (ARG), pelas quartas de final. E o time persistiu irregular, com Neymar em seca criativa das bravas.

A impressão que fica, após estes três duelos, é que a máquina emperrou. O Santos hoje cria com dificuldade e boa parte disso deve-se à “experiência” dos rivais.

Tanto Vélez quanto Corinthians souberam se armar. Não é mais novidade que marcação individual em Neymar não adianta e que, cercado o camisa 11, o Peixe se complica. Nem o toque de classe de Ganso vira solução.

O camisa 10 voltou de maneira surpreendente, após apenas 19 dias de recuperação de uma artroscopia no joelho direito. Desempenho também surpreendeu, mas não foi aquele Maestro  de sempre, sobretudo no primeiro tempo, em que Elano, muito acionado, cansou de errar.

O Santos pagou caro com o golaço de Emerson Sheik. A jogada, aliás, ajuda a entender a perda de identidade deste poderoso time.

Danilo, Alex, Alessandro e Paulinho trocaram passes pela direita e, quando Arouca resolveu encostar em Alex para fazer 2 a 1 com Juan, foi fatal. Paulinho entrou em ação, deixando para trás também Henrique e Ganso, que apenas observou, e rolou para Emerson arrematar: 1 a 0.

No segundo tempo, Muricy voltou com Borges no lugar de Elano. Houve pressão, sobretudo após a expulsão de Emerson, mas não era o Santos de sempre. E vai precisar ser na semana que vem, para o bi seguir vivo. Mas o placar já estará 1 a 0 para o rival…