Robinho acabou com o jogo na Vila.
Melhor: Depois de tanto tentar, o meia-atacante Robson, ex-Mogi, que chegou ao Santos em 2008, fez os dois gols da vitória alvinegra,
Mas, para ele, melhor ser chamado de Robson que Robinho. Para o Santos, melhor chamar as pretensões à terra e seguir por esse caminho. 2002 foi uma linha história, como tantas gloriosas páginas e páginas santistas. 2009 é outra história que começa. Para não virar conto de fadas, é bom se ater aos fatos.
Ainda tem muita bola para rolar e para jogar. E muita gente para ralar.
MELHOR ESCREVE ANDRÉ ROCHA
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O Santos padecia contra um São Caetano forte e ofensivo na Vila Belmiro; Léo corria pela esquerda e tentava criar as jogadas de linha de fundo. E quando tudo parece perdido, com a torcida reclamando do treinador e cobrando um melhor futebol do Alvinegro Praiano, o jovem Robinho surgiu do ocaso de sua meninice e, com dois gols, resolveu a parada para o Peixe.
Poderia ser 2002, com o Azulão vice-campeão da Libertadores, o jovem lateral-esquerdo ainda aparecendo para o futebol e o pequeno Robson ainda hesitante, mas talentoso, entre os profissionais do Peixe. Mas o cenário no atual Paulistão é outro e Márcio Fernandes, que ouviu das arquibancadas os pedidos de Molina na vaga de Lúcio Flávio, teve presença de espírito e sorte ao colocar o jovem meia, ex-Mogi Mirim, que deu mais velocidade à ligação do meio com o ataque santista.
Novamente no 4-2-3-1, com Roni e Madson se alternando pelos lados, os donos da casa começaram imprimindo um ritmo veloz e acertaram as duas traves em um único lance, logo aos dois minutos, em chute de Roni. Mas o São Caetano de Vadão encaixou a marcação no meio-campo e o Santos simplesmente sumiu do jogo na primeira etapa.
No segundo tempo, a entrada de Robinho desarticulou a marcação do Azulão. A movimentação do meia abriu um clarão às costas dos volantes e, por ali, o camisa 16 penetrou e decretou a vitória que anima o Peixe para o clássico contra o Palmeiras no Palestra Itália. Ainda que Márcio Fernandes não tenha lateral-direito para a partida (Luizinho sentiu fisgada na coxa e para por 15 dias e Pará foi expulso no final do jogo), a esperança da torcida santista é que a renovada equipe aproveite as coincidências e reviva a época mágica do time comandado por um outro Robinho de tempos atrás.
ESCREVEU ANDRÉ ROCHA
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