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Posts com a Tag ‘Palmeiras’

Diretas anteontem nos clubes

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

 

São mais de 13 milhões de palmeirenses pelo mundo. Os, digamos, verdadeiros palmeirenses, que torcem pelo futebol do clube.

São mais de 12 mil associados da Sociedade Esportiva. Sócios, nem todos palmeirenses. Que elegem 152 conselheiros (não necessariamente palmeirenses de coração e/ou de cabeça) que, juntamente com até 148 “vitalícios” (alguns muito vivos, outros que, de verde, só vegetam) elegem o presidentes do clube.

No frigir dos votos: uns 300 (não de Esparta, nem sempre do esporte, alguns muito espertos) decidem por 13 milhões. Como em muitas sociedades, sim. Mas quase nenhuma tão popular, participativa e democrática como a paixão futebolística.

Esse amor que não tem medida e que, a cada mudança de estatuto, está ficando mais evoluído. Assim foi no Corinthians, Flamengo, Vasco e Santos que, agora, diretamemente, terão sócios elegendo seu presidente (não mais um feitor, um caudilho, um dono). Assim poderá ser no Palmeiras, se o Conselho for mais torcedor palmeirense e menos, digamos, conselheiro palmeirense, na assembleia do dia 24.

Mas não basta apenas propor e votar a eleição direta (e direita, correta e coerente) para presidente. É preciso revitalizar os vitalícios (ou simplesmente mandá-los para outras dependências do clube, chamando mais gente independente). É preciso cobrar mais profissionalismo e menos política (com p e pessoas minúsculas) em muitas áreas do futebol. É preciso repensar a administração do futebol. Ou minimamente pensá-la.

Além de discutir amplamente a ideia do conselho gestor. Um conselheiro eleito e ao menos um vitalício fariam parte do triunvirato que cuidaria de todo o futebol palmeirense. Mas no mínimo por dois mandatos. E sem limites de reeleições…

Resultado: em vez de um novo-velho Mustafá na presidência, um ainda pior velho-novo continuísta mandando e desmandando no futebol.

Uma sacada que pode ser interessante para trazer novas ideias e ideais. Mas será que tem realmente gente no Conselho assim capaz? E, ainda mais, três que não batam tanta cabeça? E cabeçadas fortes, registre-se…

Em tese, despresidencializar o futebol de um gigante como o Palmeiras é bom.

O problema é que muitos palmeirenses que podem fazer isso não são nada bons.

Irresponsáveis

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

 

Os presidentes de São Paulo e Corinthians falam demais. O do Palmeiras, de menos.

Juvenal e Andrés podem manter sua discussão de boteco nos urinódromos de bares, mas não devem trazer seus ressentimentos pessoais, suas picuinhas profissionais e seus negócios para a mídia e para o torcedor sem modos e meios. Mantenham fora do foco e do fogo os estultos que cobram de reservas dos reservas pelo mau futebol e pelos problemas do Palmeiras, por exemplo.

Cada palavra envenada e com querosene dos presidentes de Corinthians e São Paulo pode incendiar torcidas e pavios curtos. Andrés, ao menos, admite normalmente quando erra e quando detona pólvora. Juvenal, soberbo e jactante, encastelado em seu feudo, evidentemente não se mistura. E não admite que suas preconceituosas declarações não enriquecem o debate, não corrigem injustiças, e não trazem nada de positivo ao futebol – a não ser fios desencapados e audiência para a imprensa.

A irresponsabilidade de Juvenal e Andrés é proporcional ao silêncio e omissão da gente que tenta administrar o Palmeiras e não consegue. Não apenas pelos problemas que o próprio clube cria. Mas pela falta de um pulso mais firme, de uma língua mais dura para enquadrar quem se perde com a bola, com as boladas, com a língua, com a torcida, com as comissões, com tudo.

Andrés tem razão em exigir mais dos cartolas e atletas quando jogador é agredido apenas por ser um jogador de um time em má fase crônica. Mas é o mesmo dirigente que pouco fez quando o próprio clube foi atacado depois da derrota para o Tolima e outras atitudes tão absurdas quanto a que sofreu João Vítor – ainda que também ele aparentemente não tenha sido apenas vítima. É o mesmo cartola que cita salários e luvas de um atacante de um co-irmão que poderia ir para outro co-irmão. Dirigente que, como fundador da Pavilhão 9, deveria conhecer o poder que as torcidas profissionais têm.

Se comentarista fosse, e seria dos bons, porque entende de futebol, negócios e muitas coisas, Andrés poderia falar. Mas Andrés só é ouvido por ser presidente do Corinthians. Precisa pensar e se portar como tal. Como também deveria fazer o mesmo o Juvenal que atira a torto e sem o menor direito, achando-se superior aos pares, e acima das questões, inclusive as legítimas e legais.

Tirone entraria no  balaio de ferro do trio se estivesse há mais tempo na jogada. Ou se minimamente se manifestasse. O que não faz nem no mínimo. Nem no máximo. Nem na média. Ou apenas na média.

Claro que a encrenca com João Vítor não tem a ver com o que costumam brigar presidentes de São Paulo e Corinthians, e com o que não costuma lutar o presidente do Palmeiras. O que falei no “Jogo Aberto” da Band (e que gente que não quer raciocionar troca as bolas com a mesma facilidade com que jogador troca de clube) é que muito da intolerância entre eles acaba levando ao absurdo que se vê em campo, nos CTs e, agora, também nas ruas.

Defender o seu sem atacar o do outro é atitude cada vez mais rara na vida e no futebol. As gratuitas (porém caríssimas) agressões virulentas, verbais, vernaculares e verorissímeis entre presidentes servem para quê?

Estão todos errados. Uns mais, outros menos. Mais ou menos como Felipão e Kleber, no Palmeiras. O treinador palmeirense não tem sido o que foi. Kleber, desde o e enrosco com o Flamengo, ainda menos. Mas, ao menos, um sempre quis ficar no Palmeiras. Outro, que sempre quis retornar ao clube, parece jamais ter se contentado em voltar. Ou ficar.

Não é preciso dizer quem o Palmeiras deve escolher. E, quem permanecer, que deve ser Felipão, precisa também mudar. Melhorar. Para não perder o pouco de elenco que tem a favor. O que não é problema incontornável. Telê Santana, multicampeão pelo São Paulo, entre 1991 e 1994, sempre teve parte do elenco contra. Alguns que estarão na homenagem a ele a ser feita em 10 de dezembro, na reinuaguração do estádio do Ibirapuera, não gostavam do treinador que hoje idolatram.~

A bola resolveu as questões. Problema que o atual elenco do Palmeiras parece distante de conseguir. Ainda mais porque também tem gente de chuteira virada em relação a Kleber dentro do elenco. Outro que, do nada, em pouco tempo, conseguiu perder um jogo que ganhava de goleada.

Administrar grupos é assim mesmo. Tem gente que trabalha comigo e não gostaria de estar ao meu lado. Como tem gente com quem eu não faço questão de trabalhar ao lado. E, mesmo assim, estamos todos juntos. É assim a vida.

Só não pode ser a morte que irresponsáveis alimentam e aumentam quando pensam com os cotovelos e fígados. Se pensam.

(Ah, sim, e o termo “pensar” não faz referência ao português mal tratado por Andrés, que é inculto, mas muito inteligente; e também não pode ser usado em deferência a Juvenal, culto e inteligente, mas que usa o cérebro como a imprensa usa as declarações dele: sempre para o pior lado).

E, sim: Andrés e Juvenal estão entre os maiores presidentes da história dos clubes que bem dirigem. E até nisso eles usam algumas vezes para o pior lado.

Ferro-play

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Garrincha teria sido o primeiro a fazer o nobre gesto de jogar pela linha de fundo uma bola para atendimento de um rival. E era jogada de gol, próxima à área do Fluminense.

Outros belos exemplos de dignidade humana que goleiam o resultado de um jogo já citei em outros posts. Por mais que seja sempre bom relembrá-los, fico com a frase do doutor Sócrates, no “Agora é Tarde”, de Danilo Gentili: “Picasso não pintou Guernica para vendê-la. Pintou pela emoção”.

O futebol é esse espetáculo que precisamos vencer. Mas sem nos perder. Para nos defender não é preciso sempre atacar os outros. Muitas vitórias não dependem de títulos e pontos. Nem mesmo das regras escritas.

Tem muita hipocrisia no futebol. Tem muito erro que se quer justificar por outras tantas falhas. Chute a primeira pedra quem não atirou uma montanha no adversário. Mas segure a bronca quando pisar na bola.

Fair-Play é uma condição/situação absolutamente pessoal. Não se pode exigir. Mas se pode torcer.

Bola ao chão não tem orientação de árbitro. Pode ter acordo de cavalheiros. Mas não poderia ter as cavalarias rústicas que se formaram no Pacaembu quando Kléber se apoderou da bola que o Flamengo não quis chutar e quase fez o gol que quase desandou de vez o caldo, o clima e o coleguismo.

Não importa se houve ou não pênalti sobre Luan no segundo tempo. Se o Gladiador é desde 2008 quem mais apanha no futebol brasileiro. Se ele é o símbolo do torcedor mesmo com a confusão armada por quem agora não mais interessa. Se ele poderia ter preferido atuar no Flamengo que quase sofreu dos mais polêmicos gols em tempos. Se ele atrai o que há de melhor e pior no futebol. Se a bola era do Flamengo ou do Palmeiras. Se tantos ses. Aqui não se discute.

Apenas se poderia aprofundar um pouco mais o tema se houvesse mais gente interessada no bem do esporte que no próprio benefício.

Palmeiras 1 x 1 Corinthians (5 x 6 nos pênaltis) – Semifinal SP-11

segunda-feira, 2 de maio de 2011

 

Desta vez, São Marcos estava no banco. Deola até acertou o canto da cobrança decisiva de Ramirez, no ângulo. Mas, antes, João Vítor cometera seu único erro e chutou para a defesa de Júlio César, que acertou o canto, e classificou o Corinthians no Pacaembu que foi palmeirense como as maiores chances do Dérbi. Que teve uma torcida que equilibrou no grito uma equipe que, nervosa, ficou com dez jogadores aos 23, na enésima entrada destemperada de Danilo.

Mas havia um Corinthians no Pacaembu. É preciso respeitar o campeão dos campeões paulistas. Desde 1995 não perde para o rival no estádio. Desde 2009 não perde o Dérbi. E, agora, tem até uma decisão por pênaltis para contar vantagem. Mesmo com um jogador a mais, o Corinthians criou menos que o adversário, e chegou ao empate do mesmo modo que o Palmeiras abrira o placar, aos 7 do segundo tempo, com Leandro Amaro, de cabeça, depois de escanteio. Willian empatou aos 19, numa saída em falso de Deola.

O Palmeiras começou melhor numa batalha com 13 faltas em 10 minutos, mas se perdeu no nervosismo de Kléber, que pediu para ser expulso desde o início, e Danilo, que exigiu o vermelho (que poderia sobrar também para Liedson). Tite só então soltou o Timão, com Dentinho e Jorge Henrique pelas pontas. Felipão mal conseguiu arrumar o time porque arrumou confusão antes com Tite e o árbitro e foi expulso. O pior e o melhor do treinador se viu: mesmo perdendo Valdivia lesionado, mesmo sem Danilo, conseguiu arranjar a equipe que ainda perderia Cicinho, por lesão, no primeiro tempo.

O Corinthians reiniciara mal o segundo tempo e não se achava depois do gol sofrido. Mas, em 11 minitos, o empate de Willian (que substituiu o inoperante Dentinho) equilibrou os nervos, não o jogo. O Palmeiras foi mais perigoso. Mas o contestado JC voltou a ser determinante num clássico e garantiu mais uma decisão corintiana. Mais conturbada que jogada. Com mais calor que luz no Pacaembu.

Tite avançou os meias como pontas e atuou no 4-2-1-3 a partir dos 23 minutos; Felipão mandou bem e foi superior no 4-4-1, mesmo com um a menos e com desfalques por lesão

SP-11 – 18a. rodada – Palmeiras líder, São Paulo na cola

domingo, 10 de abril de 2011

 

* Palmeiras é a melhor surpresa entre os paulistas, e a maior entre os grandes brasileiros em 2011. Mas o regulamento traiçoeiro no SP-11 pode prejudicá-lo. Pode pintar um São Caetano logo de cara, num jogo só, sem vantagem regulamentar. E o Azulão é quem melhor está jogando entre os quatro que acompanharão os grandes paulistas.

* Das boas surpresas verdes é o desempenho defensivo e a fase impressionante de Thiago Heleno. Até ele está mais magro, jogando bem, e fazendo gols.

* São Paulo recebe o Oeste na próxima rodada, em Mogi. Palmeiras tem pedreira em Campinas contra a Ponte Preta. Vitória tricolor parece mais provável que a palmeirense. Bastaria para garantir a liderança para o time que não precisou de Lucas para golear em Bauru um ameaçado Noroeste.

* Rivaldo pode jogar pedaços de partidas. Fez bom primeiro tempo contra o fraco Noroeste no gramado irregular de Bauru. É reforço interessante dentro e fora de campo.

* Insisto. Azulão é time chato, experiente e bem montado por Ademir Fonseca. Pode causar estragos, como fez contra o Corinthians, mantendo a escrita de se asa azul do Timão.

* Castán em dia de Castán, Moradei em carreira de Moradei, meio-campo apagado, ataque esquecido. Derrota normal para a inspiração de Eduardo e para a segurança de Luís. Corinthians aind apode sonhar mais pelas armadilhas do regulamento que pelo potencial da equipe.

* A chuva prejudicou o empate de Americana x Santos, tanto quanto a arbitragem anulou gol legal do time da casa. Pouco para a estreia de Muricy, mas compreensível para um time com apenas quatro titulares, e pensando na dureza de vencer o Cerro, no Paraguai.

* Com o elenco que tem, mesmo se quisesse, Muricy não conseguiria fechar o Santos. E já mandou bem ao conversar com o elenco que está nervoso e ansioso além da conta.

Atlético Mineiro 1 x 1 Palmeiras

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

 

Renan Ribeiro e Deola não deixaram o placar ser algo próximo a 3 x 3, 4 x 4, em Sete Lagoas.

Mas Marcelo de Lima Henrique, árbitro que adora marcar pênaltis, quis compensar tudo o que os dois ótimos goleiros (mais uma vez) não deixaram acontecer.

Marcou dois. O primeiro, em Lincoln, aconteceu; o segundo, em Obina, eu não marcaria.

O problema é que a arbitragem anda tão confusa, para abusar do eufemismo, que os árbitros, até quando acertam, erram:

No lance a favor do Palmeiras, Lincoln estava impedido. Bem impedido, antes de ser derrubado. O assistente experiente Alessandro  Matos (BA) não viu, não  marcou, e foi na do árbitro. Só depois, sabe-se lá como, corrigiu o erro, e fez justiça, ainda que de modo estranho. E, também, se faça justiça: ele não foi alertado pelas imagens da TV, muito menos por alguém de TV: antes do  replay ele se corrigiu. Ainda que até o acerto tenha sido estranho.

Só no pênalti em Obina o árbitro se equivocou. Na minha opinião, e na de muita gente.

Mas, no Brasil, lances como esse viram pênaltis facilmente.

E é preciso entender. 

Difícil, apenas, é sacar como o time misto do Atlético, de bom nível, ainda está ameaçado no BR-10. Como Valdivia tantas vezes sente a fibrose na coxa bamba. Como Kléber não recebe mais  vezes mais gente para tabelar com ele como no belo gol paulista. Como um bom jogo acaba sendo mais lembrado por feios erros. Como Felipão tem perdido o equilíbrio com facilidade.

Rodada 29 – Cruzeiro assume a ponta

domingo, 10 de outubro de 2010

 

!INTERNACIONAL 1 X 0 ATLÉTICO-MG – Alecsandro fez o gol 50. Estava marcado nas coxas. E foi meio de nuca. Mas foi o suficiente para o Inter, que havia chutado 11 bolas a gol, contra apenas uma atleticana. Explica-se o Colorado ainda forte, e o Galo, ainda amuado, mesmo no segundo tempo, com um a mais.

+ É mais de um turno todo “rebaixado”. Nem com os rivais diretos ajudando deu para o Atlético. Mas há que considerar que foi uma derrota para o campeão da América, na casa dele. E mais ainda cogitar se vale a pena se dividir entre a salvação no Brasileirão e o sonho da Sul-Americana. O que disse Zé Luís: “Nosso título é permanecer na Série A”.

+ Valeu o Inter ter segurado Kléber para o Mundial. Ele continua o mesmo ótimo lateral de costume, além da experiência. E novos nomes podem render ainda mais, como o promissor Marquinhos, e, mais uma vez, Derley. Por ora, a melhor opção para acompanhar Guiñazú no 4-2-3-1 de Roth.

! BOTAFOGO 0 X 0 PALMEIRAS – Val Baiano acertando tudo, Loco Abreu perdendo pênalti… Um domingo estranho. Mas não foi anormal o empate sem gols no Engenhão. Foi jogo só para isso. O Botafogo que só empata, embora melhor no primeiro tempo, o Palmeiras sem criatividade no meio, melhor na segunda parte, e há seis jogos sem perder.

+ Oito jogos sem vitória do Botafogo. Sete empates seguidos. A sorte é que o Corinthians, com um jogo a menos, mas cinco pontos a mais, também não vence há cinco rodadas. Só que apenas isso não basta para reativar o sonho do G-3

+ Kléber apanha demais e, há mais de dois anos, tem revidado pouco, e batido ainda menos do muito que já bateu. Talvez fosse caso só para amarelo. Mas ele sabe que é marcado a ferro e fogo. Precisa se policiar. E precisa que a polícia da arbitragem também o proteja.

! AVAÍ 2 X 2 FLAMENGO – Val Baiano desencantou. Renato Abreu acertou o pé. Mas a equipe se retraiu, errou tudo mais uma vez na bola aérea, e uma infelicidade do árbitro na expulsão de Leo Moura – tanto quanto o erro do assistente 2 que não viu Renato impedido no primeiro gol rubro-negro – fizeram o empate na Ressacada.

+ Val Baiano fez dois gols de Val Baiano. Mas o Flamengo, no primeiro tempo, perdeu todos os gols como Val Baiano. E o Avaí, desta vez, não perdeu todos os gols que vinha desperdiçando nas outras partidas.

+ O Flamengo não se emenda e vai ficando longe do lugar dele, e ainda perigosamente perto da degola. Mas o Avaí vai fazendo força para cair. Não apenas por deméritos próprios.

Os contratados na gestão Cipullo no futebol do Palmeiras (fim de 2006 a setembro de 2010)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Salvador Hugo Palaia assume a presidência interina do Palmeiras e muda o comando do futebol. Disse que um “pacificador”.  Imagino, então, que, para ele, Dalai Lama é bélico.

Mas, de fato, até muita gente da situação já não queria mais Cipullo no comando do futebol.

Veja os nomes que foram contratados pelo clube (com e sem a ajuda de parceiros), os que foram revelados e é pelo clube ou vieram do Palmeiras B, e os que retornaram de empréstimos, desde que o grupo de Cipullo assumiu o futebol, no final de 2006.

Quase todos com a anuência do afastado Gilberto Cipullo.

Mas não todos – como Valdivia e Kléber, em seus retornos recentes.

Alguns deram certo e foram bem sucedidos na campanha do título paulista de 2008.
Outros, nem tanto.
Para não dizer nada certo, desde o “acerto” do negócio.

Um clube que gastou o que tinha e o que não tinha. E que segue gastando. Não apenas por demérito do cartola afastado.

Investimentos como Valdivia e Kléber são caros. Mas se pagam, até pelo resgate de palestrinidade embutido no preço (ambos, porém, salgados, e ainda, para piorar, não tão bem negociados pelo clube, e não apenas por Cipullo).

Mas alguns nada baratos saíram caro. E continuam saindo.
Também por alguns salários exorbitantes, que não cabem aqui ser explicitados.
Mas que explicam parte das finanças combalidas do clube. Que não cabem em cofre algum.

A lista dos 93 que chegaram ao Palestra Itália (apenas os que entraram em campo, sem contar os que treinaram):

Base e Palmeiras B

(15 atletas)

Posições 2007 2008 2009 2010
2 laterais Valmir     Gabriel Silva
4 zagueiros David Maurício, Paulo Miranda   Gualberto
2 volantes     Souza Anselmo
4 meias Bruno Farías   Felipe Joãozinho, Patrik
3 atacantes Luís   Daniel Lovinho Vinícius

 

CONTRATADOS

(71 atletas)

Posições 2007 (16 atletas) 2008 (19 atletas) 2009 (16 atletas) 2010 (20 atletas)
12 Zagueiros Edmilson Pantaneiro, Gustavo Gladstone, Henrique, Jeci, Roque Júnior Danilo, Maurício Ramos, Marcão Leo, Leandro Amaro, Fabrício
10 Laterais Leandro, Paulo Sérgio Elder Granja, Fabinho Capixaba, Jefferson Armero, Figueroa, Henrique Eduardo, Vítor
12 Volantes Makelele, Martinez, Pierre Leo Lima, Jumar, Sandro Silva Edmílson, Mozart Márcio Araújo, Edinho, Marcos Assunção, Tinga, Rivaldo
10 Meias Caio, Rick, Deyvid Sacconi Diego Souza, Evandro, Maicosuel Cleiton Xavier Ivo, Lincoln, Valdivia
26 Atacantes Alemão, Florentín, Cristiano, Luiz Henrique, Max, Rodrigão Alex Mineiro, Kléber, Denilson, Jorge Preá, Lenny, Thiago Cunha Keirrison, Marquinhos, Ortigoza, Willians, Obina, Vágner Love, Robert Ewerthon, Bruno Paulo, Paulo Henrique, Kléber, Tadeu, Luan, Dinei

 

RETORNARAM DE EMPRÉSTIMO

(8 atletas)

Goleiros: 2009 (Deola)
Zagueiros: 2007 (Leonardo Silva)
Laterais: 2009 (Wendel)
Meias: 2010 (William)
Atacantes: 2007 (Alex Afonso, Beto, Osmar); 2009 (Max)

 

Veja os atletas que não atuaram mais de 10 vezes entre os que chegaram desde janeiro de 2007 (não contando os que permanecem no elenco em 2010)

Gestão Cipullo 2007 2008 2009 2010
Atuaram até 10 jogos Leonardo Silva (1), Rick (1), Bruno Farias (1), Beto (2), Alemão (3 – faleceu), Alex Afonso (4) Paulo Miranda (2), Roque Júnior (7), Jorge Preá (7), Thiago Cunha (9) Felipe (1), Henrique (1, lateral-direito), Max (4 – naquele ano), Mozart (8), Bruno Paulo (2), Paulo Henrique (6), William (7)

Flamengo 1 x 3 Palmeiras

domingo, 26 de setembro de 2010

+ Uma das piores atuações da história rubro-negra combinada com boa partida palmeirense depois do gol de Kléber, de pênalti em Tinga. O que explica a grande vitória paulista, a segunda seguida.

+ Os pênaltis marcados aconteceram. Mas o reclamado em Diogo, quando o jogo ainda estava para o time verde, não marcaria. Embora discutível.

+ Kléber quando tem companhia (e Valdivia está mais encorpado e com melhor ritmo) faz o que fez em campo. Quando o time de Felipão sai na frente fora da casa e fica mais leve, acerte o bom jogo que fez no mau gramado do Engenhão.

+ Com meia hora, dois gols paulistas. O Flamengo ficou ainda mais perdido, perdendo todos os passes desde a defesa, e com um ataque ainda longe de todas as formas possíveis.

+ Felipão é um enorme chorão. Mas tudo que falou a respeito do futebol até 2014 é para assinar embaixo e aplaudir em pé. Até porque não há arquibancada para poder sentar.

+ Falta velocidade ao meio-campo rubro-negro. Além da marcação que, por momentos, consegue estar mais desatenta e desorganizada que antes. Silas ainda não achou o time. E o jeito.

+ Fabrício fez mais uma boa partida, desta vez na dele, como zagueiro. Como Gabriel Silva foi bem também na marcação, Felipão pode achar um novo jeito de montar a sua defesa, ainda que tenha falhado em alguns lances quase tanto quanto o Flamengo.

ERRATA – Onde está Marcos na meta palmeirense, esteve Deola, e muito bem, mais uma vez.

Palmeiras 0 x 2 São Paulo

domingo, 19 de setembro de 2010

Choque de realidade

Choque-Rei? Não: o mau clássico do Pacaembu foi apenas mais uma demonstração do baixo nível atual dos dois gigantes. O Tricolor foi menos pior e mereceu vencer pelo talento do jovem Lucas

Palmeiras no 4-3-1-2; São Paulo usou no 3-3-3-1

Em 20 de setembro de 1942, o Palestra morreu líder e o Palmeiras nasceu campeão paulista vencendo o São Paulo por 3 a 1, no Pacaembu, num Choque-Rei que terminou com o Tricolor deixando o gramado, discutindo a marcação de um pênalti. Em 2010, no intervalo depois de um primeiro tempo sem chances e sem bola, o torcedor também poderia deixar o estádio antes do fim. Mas ao menos o São Paulo tinha o excelente Lucas, que fez o suficiente para conquistar o 2 a 0.

Sem o lesionado Rivaldo, Felipão mudou de novo: retornou Fabrício à lateral, e apostou no Valdivia longe do ideal como meia, num 4-3-1-2. Baresi mudou tudo: colocou Rodrigo Souto como zagueiro, armou uma linha intermediária com três (Jean, Casemiro e Richarlyson), três meias (Ilsinho, Lucas e Jorge Wágner), e só Fernandão à frente.

O São Paulo foi melhor até perder Ilsinho machucado, aos 18. Substituído pelo volante Zé Vítor, o time se fechou no 3-4-2-1. E o que não era bom piorou. Deola e Rogério foram espectadores pouco privilegiados de um jogo cuja maior emoção foi a expulsão de Felipão, aos 24.

No segundo tempo, já com Tinga no lugar do lesionado Ewerthon, e Valdivia mais à frente, a partida ficou menos pior. O Palmeiras chegava mais até o zilionésimo balão ser ganho por Jorge Wágner, que serviu de cabeça Lucas para abrir o placar, aos 9, num belo chute. O Palmeiras tentou jogar, mas esbarrou nas severas limitações técnicas e na desordem de um clássico desgovernado por nove volantes em campo. Jogo piorado por arbitragem ainda mais lamentável, que marcava todas as faltas que não existiam.
Aos 31, mais um contragolpe puxado por Lucas definiu o jogo, depois de belo passe para Fernandão ampliar um placar justo para quem foi menos pior num Choque-Rei para esquecer.