Maidana, González, Lezcano, Gonçalves, Cano, Caetano, Rojas, Sacia, Spencer, Matosas, Joya, Béla Guttman. Nomes históricos do Peñarol que era bi sul-americano até enfrentar Gilmar, Lima, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé, Pepe, Lula. O Santos campeão da Libertadores de 1962. Que seria bi em 1963. Perderia o tri em 2003. Em 2011 é favorito para conquistar a terceira estrela com Neymar, o craque da competição, melhores pés que atuam neste continente.
E não só com ele. Com Rafael, essencial na classificação no México, na vitória no Pacaembu contra o Cerro, e com pelo menos quatro grandes defesas no empate suado em Assunção por 3 a 3. Passagem à final que começou a ser garantida com aquelas coisas que acontecem em filmes ou histórias campeãs: a redenção de Zé Eduardo, que abriu de cabeça o placar num cruzamento-passe de Elano. Dos poucos lances que o organizador santista acertou atuando numa posição onde não vai tão bem. Onde o Santos espera ansioso o retorno de Ganso como esperou tanto tempo para voltar a gritar “campeón”.
Porque está nas mãos de Rafael e nos pés de um time mais qualificado. Também porque o bom goleiro Barreto, do Cerro, fez o favor continental de sofrer dos mais bizarros e autênticos frangos paraguaios, no segundo gol santista. Bobagem retribuída em fair-play pelo Santos no escanteio seguinte, em uma das tantas falhas de uma defesa que não errava. Mas falhou quase tudo que acertava com Muricy, também no jogo aéreo.
O sufoco ao final das contas, normal em qualquer semifinal de Libertadores (apesar das anormalidades extracampo que insistem em ocorrer nessa competição desorganizada pela Conmebol, que mais pensa em ter um presidente cavaleiro inglês que punir as cavalgaduras das arquibancadas), chega a preocupar.
Mas não tanto contra um Peñarol que perdeu na Argentina para o Vélez por 2 a 1, mas, pelo discutível critério do gol marcado como visitante, segue vivo em busca de mais um título continental. Salvo pelo escorregão de Tanque Silva no pênalti mandake desperdiçado quando já estava 2 a 1 pros argentinos. Salvo pelo lance de gol mal anulado do ótimo Martínez, no primeiro tempo.
O Peñarol tenta seu primeiro título de Libertadores desde 1987 (o que seria o sexto, para se igualar ao Boca Juniors) com uma defesa muito pior e mais lenta que a santista, um meio-campo menos brilhante (porém mais duro que o paulista), e um ataque rápido e insinuante com Martinuccio, mas também de boa presença na bola aérea com Olivera.
Nada, porém, que assuste mais que Neymar em dia de Neymar. E já são tantos os dias de Neymar na Libertadores-11 que fica difícil imaginar que não dê mais uma vez Santos. No ano em que o futebol brasileiro volta a empatar com o argentino em número de decisões de Libertadores. Desde 1960, são 30 para cada país. Desde 1965 o Brasil não tinha o mesmo número de finais que os co-hermanos.
Mas o balanço ainda é negativo. Eles ganharam 22 das 30. Os clubes brasileiros, quando finalistas, ganharam apenas 14 (duas delas tendo outros brasileiros vices em 2005 e 2006).
É a hora de ganhar mais uma. É a hora do Santos.



















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