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Rodada 1 BR-11 – Sabadão do Ronaldinho Gaúcho

domingo, 22 de maio de 2011

 

* Ronaldinho Gaúcho voltar a jogar bem não chega a ser uma novidade, nem manchete. Mas foi quase o fim do mundo a ótima primeira etapa de Egídio contra o mistão catarinense, no largo FLAMENGO 4 X 0 ÁVAÍ, em Macaé. Mérito rubro-negro que se aproveitou de um time desfalcado e desfocado na estreia do BR-11.

* Bottinelli foi outro que jogou direitinho, fez o primeiro gol oficial pelo Flamengo, e deu ritmo a um meio-campo que nem precisou do melhor Thiago Neves para golear no contragolpe. Resultado nada bom para o Avaí que sonha com os olhos abertos na Copa do Brasil, mas que precisa estar muito esperto no Brasileirão.

* Toró fez um e perdeu outro ainda mais fácil. Magno Alves fez dois, e poderia ter feito muito mais. No ATLÉTICO MINEIRO 3 X 0 ATLÉTICO PARANAENSE, em Sete Lagoas, o time de Dorival Júnior foi eficiente e muito mais rápido que o lento e arrastado Furacão, que adotou um esquema muito precavido na primeira etapa, com muita gente marcando, e ninguém que soubesse compor o ataque.

* O Galo vai se ajeitando a partir da juventude de gente como Fillipe Soutto e Giovanni Augusto no meio-campo. O Furacão não vai se organizando com gente que não dá velocidade ao jogo na intemediária, ainda que tenha história e qualidade.

* SANTOS 1 X 1 INTERNACIONAL. Clássico que pode decidir o BR-11. Dois dos três melhores times do país. Candidatos ao título nacional. Atual campeão da Libertadores contra o provável futuro vencedor. Até por isso com 11 reservas. Que se esforçaram e atrapalharam a vida do campeão gaúcho. Que também pouco jogou, ainda que quase completo, na Vila Belmiro.

* Em respeito ao que fizeram e que deverão fazer no BR-11, fico por aqui. Lamentando nosso calendário que leva um jogo que pode decidir o campeonato a ter um um dos favoritos com apenas reservas contra outro candidato ao título; e, ainda mais, o número de casais que serão desfeitos e/ou terão crises pelo horário de 21h aos sábados.

* O mesmo vale para o Presidente Vargas, CEARÁ 1 X 3 VASCO. As duas equipes decidem se poderão fazer mais dois jogos na decisão da Copa do Brasil no meio de semana. Por isso tiraram o pé do acelerador e os melhores times de campo. Mas quem teve Bernardo, fundamental no arranque vascaíno no meio da temporada, teve muito mais, no Ceará.

* O resultado, conquistado de virada, recupera o time paar a duríssima tarefa da Ressacada. Ainda acho que está mais para o Vasco que para o Avaí. Como parece estar mais para o Coritiba que para o Ceará.

Grêmio 2 x 3 Internacional (4 x 5 pênaltis) – Inter campeão RS-11

segunda-feira, 16 de maio de 2011

 

* Zé Roberto nem estava entre os relacionados para a primeira decisão, vencida pelo Grêmio, no outro domingo, no Beira-Rio macambúzio pela eliminação inesperada na Libertadores para o Peñarol. No Olímpico, na finalíssima, Zé Roberto só entrou aos 29 de um jogo em que o Colorado já perdia por 1 a 0. O Inter precisava de três gols. Zé construiu em dois minutos o empate, concluído pelo letal Damião. E, a partir dali, o time da legenda Falcão começou a conquistar seu 40o. estadual. Numa das maiores decisões em 387 duelos da Dupla Gre-Nal.

* Renan falhara em dois dos três gols do Gre-Nal de Júnior Viçosa, o da ida, o do 3 a 2 Grêmio. Desde que voltou antes da hora da Espanha, em 2010, tem sido um goleiro irreconhecível. Mesmo campeão da América no ano passado, falhou demais. Mesmo campeão gaúcho de 2011, errou no Beira-Rio e, no segundo gol gremista, no Olímpico. Levou a disputa para os pênaltis numa falha clamorosa em insinuante cruzamento de Douglas. Mas dela sairia como heroi nessa fábrica de craques e bagres, ídolos e vilões, chavões e jargões.

* Mas o Renan que já defendera um pênalti na decisão da Taça Farroupilha voltou a crescer nos tiros e calvários de 11 metros. Como seu excelente colega gremista Victor, foi além do permitido pela regra, adiantand0-se sem dó. Algo liberado em quase todo o mundo… Renan defendeu o primeiro no canto, de William Magrão  - o mais dífícil. Mais uma defesa de Lúcio. Outra muito difícil em tiro de Adilson. Até a consagração definitiva de Zé Roberto. O pênalti do título.

* Mas Zé Roberto foi um achado de Falcão ou apenas um golpe de sorte do treinador que montara de modo infeliz o Inter no início do Gre-Nal?

Inter no 4-2-3-1 inicial, com Juan na lateral, Kléber como o meia-externo pela esquerda; Grêmio no 4-2-2-2 que variava para um 4-3-1-2, com o recuo de Lúcio

 * Questão de gosto e de estilo. Falcão tentou algo diferente com o zagueiro que também sabe jogar como lateral Juan. Mas o amarelo dele recebido depois do belo gol de Lúcio, em lançamento quilométrico de Douglas, e a necessidade de mais contundência para buscar três gols levou o treinador colorado a fazer o óbvio, recuando Kléber para a lateral, e escalando um meia pelo lado: Zé Roberto, na mesma função do 4-2-3-1 em que foi campeão brasileiro pelo Flamengo, em 2009.

* O jogo pedia mais Oscar que Zé Roberto, aos 29 mminutos. Até nisso Falcão foi feliz. Seria ainda mais depois da lesão de Andrezinho, que saiu aos 4min, para a entrada de Oscar. Era o Inter mais qualificado na armação para municiar o excelente Leandro Damião.

* Falcão também teria errado ao privilegiar Andrezinho? O segundo gol, de fora da área, com Andrezinho já sentindo lesão, mostra que foi iluminado o técnico do Inter. Andrezinho seguiu em campo para fazer história, até não aguentar mais e ser substituído, com o dever mais que comprido.

* O Grêmio poderia evitar a virada e a disputa de pênaltis? Pelos desfalques nos últimos jogos, pelas carências do elenco, mesmo decidindo no Olímpico, Renato Portaluppi fez o melhor possível.

* Só não poderia ter bobeado tanto o Tricolor como no gol juvenil que sofreu, no pênalti que Victor cometeu em Zé Roberto. Lance desastrado pelo Vílson caído, pelo lateral batido às costas dele, e pela saída do goleiro que pareceu sentir a falta de ritmo pela ausência de um mês.

O Inter mexido por questões táticas e pela lesão de Andrezinho contra o Grêmio que não tinha por onde melhoras com as opções de banco de Renato Portaluppi

 

* A lógica se construiu somente nos pênaltis, depois do gol de oportunismo de Borges e de infelicidade de Renan. O Inter tem mais time e banco que o Grêmio. No turno, jogou com uma terceira equipe, enquanto o fino do elenco se recuperava das férias curtas e do Mundial. No returno, o campeão de 2011 apenas nos pênaltis garantiu a decisão em dois jogos. Mas, quando completo, pelo elenco melhor, e pelos desfalques menores, fez valer o melhor trabalho que o deixa em boas condições para o BR-11. Diferentemente do Grêmio, que perdeu Jonas, e ainda precisa de mais milhagem para Leandro e Júnior Viçosa. Além de outras opções para todo o time.

Internacional, 102

segunda-feira, 4 de abril de 2011

 

A pedidos, o texto do centenário colorado- já adaptado depois do bi sul-americano.

Naquela última noite, nos Eucaliptos, Tesourinha e Carlitos viram as luzes se apagando no estádio. Foram até as goleiras, retiraram as redes do velho campo colorado, e deixaram nuas as traves naquelas trevas do entrevado 1969 brasileiro. Era a última cerimônia antes da inauguração do Beira-Rio. Onde iniciaria o ciclo vitorioso e virtuoso que começou com um Falcão imperial nos anos 70 e acabou num Gabiru iluminado na noite japonesa e mundial, em 2006.

 

Tudo ficara escuro nos Eucaliptos no último ato da velha cancha naquele fim de verão de 1969. Pouco antes do verão de 1975, tudo parecia cinza naquela tarde de 14 de dezembro, em Porto Alegre. Até um raio de sol iluminar a grande área onde o ainda maior Figueroa subiu para anotar o gol do primeiro dos três Brasileiros da glória do desporto nacional naqueles anos 70. O maior time do país em uma das nossas melhores décadas. O melhor campeão brasileiro por aproveitamento, no bicampeonato, em 1976. O único campeão invicto nacional, em 1979.

 

O Internacional centenário. O clube da família italiana Poppe que deixou São Paulo e Rio para fazer a vida em Porto Alegre, em 1909. Dizem que tentaram jogar bola no clube alemão – e não teriam deixado; tentaram jogar tênis, remar, dar tiro – também não deixaram. Então, juntaram um time de estudantes e comerciários para fazer um clube que deixasse entrar gente de todas as cores e credos. Dois negros assinaram a ata. O primeiro “colored” da Liga da Canela Preta (Dirceu Alves) atuou pelo clube em 1925, enquanto o rival só foi aceitar um negro em 1952 – justamente o Tesourinha, glória gaudéria nos anos 40, na década do Rolo Compressor que durou 11 anos, e dez títulos estaduais.

 

Inter que ergueu estádios com o torcedor que vestiu a camisa, arregaçou as mangas, e construiu arquibancadas de cimento armado e amado. Inter que apagou as luzes dos Eucaliptos para acender um gigante na Beira-Rio e ascender aos maiores lugares de pódios brasileiros, sul-americanos e mundiais. Superando potências e preconceitos, fincando a bandeira colorada da terra gaúcha no gramado do outro lado da Terra, vencendo um gaúcho genial como Ronaldinho e um Barcelona invencível aos olhos da bola.

 

Mas quem ousa duvidar da pelota que peleia? Dizem que o futebol gaúcho só é duro, só é viril. Diz quem não viu o Inter de Minelli, fortaleza técnica, tática e física. O Rolo Compressor inovador no preparo atlético e no apetite por gols. O futebol que ganhou o mundo em 2006 marcando como gaúcho, e contra-atacando como o alagoano Gabiru. Campeão com gringos como Figueroa, Villalba, Benítez, Ruben Páz, Gamarra, Guiñazú e D’Alessandro; com forasteiros como Fernandão, Valdomiro, Manga, Falcão, Bodinho, Dario, Larry, Lúcio, Nilmar, Mário Sérgio, Pato, Giuliano e Leandro Damião; gaúchos como Tesourinha, Carlitos, Oreco, Nena, Taffarel, Carpegiani, Chinesinho, Batista, Mauro Galvão, Dunga, Flávio, Paulinho, Claudiomiro, Jair e Rafael Sóbis.

 

Tantos de todos. Nada mais internacional. Poucos como o Internacional centenário. Aquele time de excluídos que, em 100 anos, já tem o sétimo maior número de sócios do planeta. São mais de 105 mil que têm mais que uma carteirinha. Eles têm um clube para amar que não depende de documento. Números e nomes não sabem contar o que uma bandeira vermelha pode fazer à sombra de um eucalipto.

 

Uma bandeira rubra pode ensolarar um estádio apagado, uma tarde cinzenta, e o mundo na terra do Sol Nascente. Aquele que iluminou Figueroa, aquele que inspirou Gabiru, aquele que neste quatro de abril vai nascer mais vermelho.

Internacional 4 x 0 Jaguares

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

 

Guiñazú na função de Tinga, como meia centralizado, deixa o Inter muito preso. Boa a movimentação de Zé e Cavenaghi

* Ganhou, e bem, por 4 a 0 em casa. Mas é preciso colocar os pés no chão. Tem muito a melhorar o Inter. Coisa que pode vir com o tempo, como aconteceu na campanha do bi. E foi logo ali.

* Tinga faz muita falta. Na articulação, e até mesmo na marcação, onde Guina se vira, mas não tem sido mais o mesmo. Não se pode cobrá-lo, porém, por não ter atuado mais à frente. Não é a dele.

* Leandro Damião segue causando estragos na defesa rival. Na técnica ou na força. Mérito inegável de Roth, que o resgatou do limbo, em 2010.

* A única nota negativa em relação a Bolatti é que ele não vai conseguir manter a média de gols… De resto, só aplausos. Como também merece registro a boa atuação de Lauro. Algo que tem andado raro na meta colorada.

* Índio, Sorondo e Wilson Mathias. Contra o Jaguares, não comprometeram. Mas ainda não dão a segurança necessária.

* A movimentação de Zé Roberto e Cavenaghi foi muito interessante. Compensaram em parte a ausência de D’Alessandro.

* Se na bola rolando o time pode produzir bem mais, nos lances de bola parada os méritos são coletivos. Também do treinador Roth.

* Oscar fez um belo gol, soltando a bomba de longe, e contando com o susto do goleiro mexicano. Precisa ainda se soltar mais. Como o treinador também pode apostar um pouco mais nele e num Inter mais criativo.

Internacional 4 x 2 Seongnam Ilwha

sábado, 18 de dezembro de 2010

 

O caríssimo Maurício Noriega, no HD do Sportv, definiu bem os primeiros minutos da disputa de dança com a prima, ops, de disputa de terceiro lugar entre o campeão da América e o da Ásia: o Inter parecia um time de zumbis.

Uma equipe amuada e muda como a torcida colorada, que encheu Abu Dhabi de alegria e ogulho até perder tudo (e 10 mil reais, em média), com a mazebra, Mazembe congolês. Mas veio o gol de Tinga, que o não menos caro Lédio Carmona definiu bem: foi um lance parecido com o do primeiro minuto da semifinal contra o campeão africano: a diferença é que Kidiaba defendeu o toque de Sóbis; Tinga enfiou o ombro na bola, ela passou por baixo do mau goleiro sul-coreano, e o placar foi aberto.

Reaberto em belo lance de Sóbis (pela direita, com D’Alessandro agora pela esquerda, no 4-2-3-1 colorado), tocando para Nei, dele para D’Ale, daí para Alecsandro tocar longe do goleiro e, numa linha de passe, acertar os passes que os nervos perderam e se perderam contra o time do Congo.

Dois a zero. E teve outro belo gol, no reinício do segundo tempo, com D’Alessandro mandando de longe a bola com efeito que bateu na trave esquerda e entrou. E teve mais um do impedido Alecsandro. E teve a despedida de Abbondanzieri. E mais dois belos gols de Molina. Diferente de tudo que dera errado na terça-feira. Também porque, desta vez, Roth não foi infeliz. Apenas alterou os lados dos meias, colocou Giuliano em campo (pela contusão de Sóbis, no segundo tempo), e conseguiu recuperar Alecsandro. Ainda que Leandro Damião parecesse melhor opção. Ainda que Giuliano pudesse ter entrado antes nesse time, aberto pela esquerda, com Sóbis no comando do ataque. Ainda que Renan pudesse voltar a ser o goleiro que foi quando foi para a Espanha. Ainda que um monte de “ainda ques” nada expliquem ou justifiquem.

Foi uma lástima e uma vergonha. Ponto. E o Inter que volte pronto para tentar voltar ao Japão, em dezembro de 2011. É possível. Até porque depois do Mazembe, como não aceditar em qualquer coisa?

1o. Turno encerrado – Fluminense campeão! Vasco! Santos

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

! SANTOS 1 X 0 INTERNACIONAL – Neymar. O gol do guri não é para qualquer um. Como mais uma grande vitória santista sobre um baita rival não é qualquer coisa. Se o Inter ficou muito atrás, encolhido na Vila, o Santos mereceu o resultado. E Marcelo mereceu continuar na Vila até a chegada de Abel Braga. Seja quando for.

! VASCO 2 X 0 CORINTHIANS – O Vasco cumpriu o jogo que faltava. O Corinthians deve uma partida. Perdeu por W.O. no Rio. Felipe organizou a equipe que teve três chances e fez dois gols no primeiro tempo (o primeiro irregular, em impedimento). O Corinthians foi um bando. Não por culpa do interino de plantão. Mas por uma equipe definhada fisicamente e animicamente irreconhecível. Como time e como Timão. Vasco nem precisou jogar na segunda etapa para conseguir boa vitória.

Rodada 29 – Cruzeiro assume a ponta

domingo, 10 de outubro de 2010

 

!INTERNACIONAL 1 X 0 ATLÉTICO-MG – Alecsandro fez o gol 50. Estava marcado nas coxas. E foi meio de nuca. Mas foi o suficiente para o Inter, que havia chutado 11 bolas a gol, contra apenas uma atleticana. Explica-se o Colorado ainda forte, e o Galo, ainda amuado, mesmo no segundo tempo, com um a mais.

+ É mais de um turno todo “rebaixado”. Nem com os rivais diretos ajudando deu para o Atlético. Mas há que considerar que foi uma derrota para o campeão da América, na casa dele. E mais ainda cogitar se vale a pena se dividir entre a salvação no Brasileirão e o sonho da Sul-Americana. O que disse Zé Luís: “Nosso título é permanecer na Série A”.

+ Valeu o Inter ter segurado Kléber para o Mundial. Ele continua o mesmo ótimo lateral de costume, além da experiência. E novos nomes podem render ainda mais, como o promissor Marquinhos, e, mais uma vez, Derley. Por ora, a melhor opção para acompanhar Guiñazú no 4-2-3-1 de Roth.

! BOTAFOGO 0 X 0 PALMEIRAS – Val Baiano acertando tudo, Loco Abreu perdendo pênalti… Um domingo estranho. Mas não foi anormal o empate sem gols no Engenhão. Foi jogo só para isso. O Botafogo que só empata, embora melhor no primeiro tempo, o Palmeiras sem criatividade no meio, melhor na segunda parte, e há seis jogos sem perder.

+ Oito jogos sem vitória do Botafogo. Sete empates seguidos. A sorte é que o Corinthians, com um jogo a menos, mas cinco pontos a mais, também não vence há cinco rodadas. Só que apenas isso não basta para reativar o sonho do G-3

+ Kléber apanha demais e, há mais de dois anos, tem revidado pouco, e batido ainda menos do muito que já bateu. Talvez fosse caso só para amarelo. Mas ele sabe que é marcado a ferro e fogo. Precisa se policiar. E precisa que a polícia da arbitragem também o proteja.

! AVAÍ 2 X 2 FLAMENGO – Val Baiano desencantou. Renato Abreu acertou o pé. Mas a equipe se retraiu, errou tudo mais uma vez na bola aérea, e uma infelicidade do árbitro na expulsão de Leo Moura – tanto quanto o erro do assistente 2 que não viu Renato impedido no primeiro gol rubro-negro – fizeram o empate na Ressacada.

+ Val Baiano fez dois gols de Val Baiano. Mas o Flamengo, no primeiro tempo, perdeu todos os gols como Val Baiano. E o Avaí, desta vez, não perdeu todos os gols que vinha desperdiçando nas outras partidas.

+ O Flamengo não se emenda e vai ficando longe do lugar dele, e ainda perigosamente perto da degola. Mas o Avaí vai fazendo força para cair. Não apenas por deméritos próprios.

Internacional 3 x 2 Corinthians – AO VIVO

domingo, 26 de setembro de 2010

PRIMEIRO TEMPO – Inter com a bola, Corinthians errando os passes até 15min, quando o Colorado começou a passar mal, e a marcação paulista acertou. Leandro Damião ficou isolado sem os três meias que se mexiam bem, e o clássico equilibrou aos 25min, quando o Timão passou a trocar a bola com inteligência, e segurar a partida com faltas e faltinhas, entre as cavadas e a as sofridas.

29min12 s – GOL. 1 x 0. INTERNACIONAL. TINGA. PÉ DIREITO. DA ENTRADA DA ÁREA. Belo lance de D’Alessandro e Tinga, em grande tabelinha. O argentino enxergou Tinga livre às costas de William. Desatenção alvinegra num momento em que era mais time em campo., Contragolpe colorado foi letal.

33min – TROCA INTER – EDU X TINGA (lesionado). Edu entra na de Giuliano, como meia pela direita, e aquele vai jogar aberto pela esquerda, com D’Alessandro por dentro. Time vai marcar menos, mas poderá atacar mais, deixando Damião menos isolado. Poderia ter entrado com Andrezinho. Mas Roth ousou mais que o habitual. Acho que foi bem.

INTERVALO – O Corinthians chegou duas vezes depois do gol, incluindo bola no travessão de Bruno César, em bela cobrança de falta. Muito bom jogo, porém com poucas oportunidades. Colorado foi mais feliz.

Inter sem Tinga, com Edu deixando a equipe na teoria mais ofensiva. Mas sem tanta pegada na marcação

SEGUNDO TEMPO

5min – Bombardeio corintiano, Renan salva em cima de Iarley. Volantes alvinegros saem mais para o jogo, meias colorados ainda não ajudam tanto na marcação, mas o contragolpe gaúcho é excelente. Jogaço, enfim.

8min – Resposta de D’Ale. Corinthians dá espaco para o Inter. Jogo imprevisível. Adilson não tem tantas opções para mexer no banco. Inter tem mais.

13min – MUDA CORINTHIANS – EDU X ROBERTO CARLOS. Não entendi. Paulinho na lateral? É isso?

14min – Leandro Damião quase amplia de cabeça.

18min – Edu virou lateral. Acho que é isso. Não seria melhor o Castán, ou mesmo o Danilo? Não entendi.

19min50s – GOL. CORINTHIANS. 1 X 1. JORGE HENRIQUE. GOLAÇO. O Fluminense havia acabado de fazer 2 a 1 no Barradão quando Jucilei soltou para Jorge Henrique livre, sem a marcação de Nei, para jogar na rede lateral esquerda de Renan. Golaço, num momento em que era melhor o Inter, no contragolpe.

23min – Recuou demais o Colorado. Momento do Timão forçar um tanto mais o ritmo. Agora, mesmo com um jogo a menos, o Flu é líder pelo saldo.

26min – Belo segundo tempo, Inter volta ao jogo.

27min – Bruno César perde o gol da virada com bola no travessão. Impressionante.

29min52s – GOL. 2 X 1 INTERNACIONAL. Alecsandro. Era para melhorar o jogo aéreo. E ele melhorou, depois do cruzamento de D’Alessandro. Na sequência, só não ampliou pq JC fez defesa espetacular. E tudo começou num escanteio tolo cedido por William.

41min – Corinthians pressiona, pela esquerda, onde D’Alessandro não ajuda na marcação.

45min24s – GOL. 2 X 2 CORINTHIANS. BRUNO CÉSAR. PÊNALTI. O lateral Nei foi o melhor goleiro colorado no Beira-Rio, porque Renan saiu numa bola que não precisava, deixando a meta gaúcha desguarnecida na cabeçada de Paulo André. Bruno bateu bem.

48min06s – GOL. 3 X 2. INTERNACIONAL. ANDREZINHO. Como na semifinal da Copa do Brasil, Andrezinho faz de falta o gol da grande vitória colorada, na melhor partida do campeonato. Como na semifinal da Libertadores-10, quando uma falha de Renan foi redimida pelos companheiros.

VISÃO DE JOGO

Um espetáculo

Inter 3 x 2 Corinthians teve de quase tudo que precisa um jogaço. Golaços, belos lances, dois gols depois dos 45 minutos, e duas senhoras equipes. Timão perde liderança para o Flu, mas segue muito vivo

As duas melhores equipes do semestre fizeram o melhor jogo do BR-10. Com ótima arbitragem, uma partida digna do campeão da América (e fortíssimo candidato ao título mundial) contra o rival que não é mais líder (porém com grande potencial para ser campeão).

Roth armou o Inter no 4-2-3-1 usual, com os três meias aproveitando-se da ausência de Ralf, movimentando-se bem, e o Timão errando os passes. Quando o Colorado isolou demais Damião, o Corinthians equilibrou o jogo até a bela tabela entre D’Alessandro e Tinga, que abriu o placar, aos 29. Ele sentiu lesão e saiu para a entrada de Edu. Roth poderia (deveria?) entrar com Andrezinho. Mas preferiu ousar e tirar o Corinthians do campo dele.

Não conseguiu. O Timão terminou bem e voltou melhor, mesmo dando o contragolpe ao Inter. O jogo lá e cá era imprevisível, como a bobeira de Nei, que deixou Jorge Henrique livre para empatar com um golaço, aos 19. Roth apostou em Alecsandro para as bolas aéreas. Em três minutos em campo, bingo: ele aproveitou cruzamento da direita de D’Alessandro, que se aproveitou da saída de Roberto Carlos para a discutível entrada de Edu como lateral, aos 13.

Ainda assim, o Timão insistiu, aproveitando que Júlio César defendia as bolas que Renan não conseguia. E foi numa bobagem do goleiro colorado que Nei teve de fazer a melhor defesa gaúcha no Beira-Rio, sobre a linha. Pênalti bem convertido por Bruno César, que mandara duas bolas no travessão, mas acertou o pé aos 45.

Estaria tudo definido se o Inter não tivesse Andrezinho. O predestinado que, aos 48, cobrou falta que bateu na barreira, na trave, e venceu Júlio César. Tirando o Corinthians da ponta, mas não do caminho ao título. O problema paulista é que o Inter mostrou que vai brigar até o fim.

Atlético Paranaense 1 x 0 Internacional

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

+ Paulo Baier, de novo, fez a diferença num belo gol de falta, e deixou o Furacão mais vivo para a segunda etapa, num jogo equilibrado, mas com resultado justo.

+ Ilan entrou sem ritmo, desfazendo o 4-2-3-1 para algo próximo a um 4-2-2-2. É opção interessante, em alguns casos. Mas ainda é melhor o 4-2-3-1, com D’Alessandro, Tinga e Giuliano, e cada vez mais a opção Leandro Damião.

+ Um lance discutível para cada lado. Dois muito difíceis, mesmo com a ajuda da TV. Não há como demonizar o apito.

Vitória 0 x 0 Internacional

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Comente. Cornete o empate chocho no Barradão.