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Brasil 0 x 0 Holanda – Jogo 7 era Mano – AO VIVO

sábado, 4 de junho de 2011

BRASIL – 4-2-3-1: Júlio César-1; Daniel Alves-2, Lúcio-3, Thiago Silva-4 e André Santos-6; Lucas Leiva-5 e Ramires-8; Robinho-7, Elano-10 e Neymar-11; Fred-9. MANO MENEZES

BANCO – Victor, Maicon, Luisão, David Luiz, Adriano, Sandro, Elias, Lucas, Jadson, Thiago Neves, Leandro Damião, Jefferson-22, Fábio-29

HOLANDA – 4-2-3-1: Krul-1; Van der Wiel-2, Heitinga-3, Mathijsen-4 e Pieters-5; De Jong-6 e Strootman-8; Robben-7, Afellay-10 e Kuyt-11; Van Persie-9. BERT VAN MARWIJK.

CORTADOS – Van Bommel, Van der Vaart, Sneijder.

CONVOCADOS – Goleiros: Michel Vorm (Utrecht), Tim Krul (Newcastle United), Jasper Cillessen (NEC Nijmegen)

Zagueiros: Khalid Boulahrouz (Stuttgart), Edson Braafheid (Hoffenheim), Jeffrey Bruma (Chelsea), John Heitinga (Everton), Hedwiges Maduro (Valência), Joris Mathijsen (Hamburgo), Erik Pieters (PSV Eindhoven), Gregory van der Wiel (Ajax)

Meio-campistas: Ibrahim Afellay (Barcelona), Nigel de Jong (Manchester City), Arjen Robben (Bayern de Munique), Stijn Schaars (AZ Alkmaar), Kevin Strootman (Utrecht), Demy de Zeeuw (Ajax)

Atacantes: Dirk Kuyt (Liverpool), Robin van Persie (Arsenal), Klaas Jan Huntelaar (Schalke), Eljero Elia (Hamburgo), Luuk de Jong (Twente)

SERRA DOURADA. 16H10. Apita Carlos Amarilla, Paraguai, o primeiro jogo da Seleção de Mano no Brasil.

BRASIL DE AMARELO, HOLANDA BRANCO, CALÇÃO BRANCO, MEIAS AZUIS.

COMEÇOU – 16h14 -

1min – De Jong dejongueia em Ramires, que volta a campo 2min depois.

4min – Torcida feminina delira quando Neymar recebe a bola. Marcação brasileira mais adiantada no campo holandês. Sol forte.

6min – Holanda mais lenta no contragolpe. Afellay como meia interno, com Robben e Kuyt pelos lados, não garante qualidade na armação por dentro. Mais ou menos o que acontece com Elano centralizado, com Robinho e Neymar pelos lados.

11min – Lance de ataque brasileiro impugnado pelo assistente Rodney Aquino. Posição era legal de Daniel Alves.

12min – Brasil começa a jogar melhor, saindo pelos dois lados.

15min – Holanda toda em seu campo. Brasil ainda acha espaços.

17min – Lindo lance de Neymar, chapelado Van der Wiel de cabeça.

20min – Holanda assiste ao Brasil e mal roça a meta de JC.

2Omin – Foi só falar… Grande saída de JC impede gol de Afellay, em bela troca de passes holandesa na entrada da área brasileira. Bobeou a marcação na entrada da área. PLACAR VIRTUAL – HOLANDA 1 X 0

23min – Elano sente a posição que não é dele, no 4-2-3-1 brasileiro. Não, não é 4-3-3. Raras vezes Mano jogou assim, no Grêmio, Corinthians e, claro, na Seleção.

25min – Kuyt ajuda bem a marcação pela esquerda. Daniel Alves e Robinho com pouco espaço. Melhor sair mais para o jogo Ramires.

26min – Neymar faz a primeira jogada pela direita, mas pega mal. Ainda é quase nada. Brasil finaliza nada.

28min – Lucas Leiva aparece pela direita e vai ao fundo. É isso.

28min – PLACAR VIRTUAL – HOLANDA 2 X 0 – Afellay entrou às costas de Lucas Leiva, foi para cima de Daniel Alves, e JC fez sua segunda boa defesa.

29min – Robben, então discreto, tenta o lance pela direita, e cai. Falta de André Santos? Não achei.

29min – AMARELO. VAN DER WIEL. Falta no Neymar.

33min – Brasil chega com Elano, Holanda responde com Kuyt. Jogo melhor. Mas que falta fazem Ganso, Sneijder e Van der Vaart… Seleção muito afoita na organização.

34min – É isso, Ramires! Uma bomba da meia direita, à esquerda do goleiro. Primeira chance brasileira. Pouco. PLACAR VIRTUAL – HOLANDA 2 X 1.

35min – Torcida vaia troca de bola holandesa. Mas, como sempre, vibra pouco com a Seleção durante o jogo.

36min – Ah… Se o Robben só estivesse jogando isso em 2010…

36min – AMARELO. RAMIRES. Falta em Afellay

38min – PLACAR VIRTUAL – HOLANDA 3 X 1 – Van Persie chega atrasado em cruzamento da direita. Bobeada da zaga, ninguém o acompanhou…

39min – Jogo para o são-paulino Lucas no lugar de Elano. Mantido o 4-2-3-1, com Robinho centralizado, Lucas e Neymar pelos lados. Fred também é outro que precisa se mexer mais. Leandro Damião pode ser opção interessante.

40min – AMARELO. DANIEL ALVES. Falta disciplinar.

43min – Robinho se mexe mais, André Santos se apresenta. Mas ainda é pouco.

INTERVALO – Jogo Nota 5. Brasil 4, Holanda 6. Uma só chance brasileira, num tiro longo, e apenas 3 da Holanda, que só especulou no contragolpe e nas bolas paradas. Sem criatividade e movimentação, jogo pede vitalidade de Lucas pelo lado direito. E, até, quem sabe, Leandro Damião na frente. Outra alternativa é entrar com Elias, também saindo Elano. O Brasil sairia do 4-2-3-1 ao 4-3-2-1, já usado por Mano. Lucas Leiva na cabeça da área, Elias e Ramires pelos lados, Lucas e Neymar bem abertos, vindo mais de trás, e um centroavante.

17h19 – RECOMEÇOU

44s – PLACAR VIRTUAL – HOLANDA 3 x 2 – Grande chance brasileira. Pass espetacular do Elano para Neymar. Mérito do goleiro que fez grande defesa. Teremos jogo?

3min – NEYMAR. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 3 X 3. Bomba de Neymar, dentro da área. Brasil joga em 5 minutos o que não jogou em 45. Calor também pode explicar.

7min – Torcida grita “tira o Fred”.

9min – Bela arrancada de Ramires pela esquerda. É esse o jogo. Holanda só assiste.

10min – “Lucas” pede a torcida.

10min – Fred fura bom lance brasileiro.

11min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 5 X 3. Thiago Silva bate e a zaga desvia.

11min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 6 X 3. Fred de cabeça, depois de escanteio. É outro Brasil. Ainda assim melhor seria com Lucas.

12min – “Eu sou brasileiro, com muito orgilho, e muito amor” grita o Serra Dourada.

12min – Lúcio, de longe, boa defesa do goleiro. Enfim há Brasil em campo, em Goiás. Mais escrevo que consigo ver o bom jogo brasileiro.

13min – Bobagem na saída quase dá em gol de Robben.

13min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 7 X 3 – Pieters evita o gol, quando Robinho chutou de canhota, goleiro não conseguiu segurar com os pés, e o lateral salvou sobre a linha.

14min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 8 X 3 – Robinho bate forte, foi bem o goleiro.

15min – Os melhores 15 minutos do Brasil de Mano, em 7 jogos.

16min – Robben isola, depois de bobagem da zaga exposta. PLACAR VIRTUAL – BRASIL 8 X 4.

17min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 9 X 4. Robinho fura…

18min. MUDA HOLANDA – HUNTELAAR-18 X VAN PERSIE-9. ELIA-17 X KUYT. MADURO-14 X DE JONG. Taticamente, tudo igual. Ganha em velocidade, mas perde muito tecnicamente.

19min. MUDA BRASIL – LUCAS-21 X ELANO. Com pelo menos 20 minutos de atraso. SANDRO-17 X LUCAS LEIVA. Boa mexida. Sandro marca mais e está mais descansado. Equipes mantém o 4-2-3-1. Robinho vai articular por dentro, Lucas segue aberto pela direita. Sandro é o volante mais próximo da zaga, pela direita, Ramires segue pelo lado esquerdo.

20min – Leandro Damião poderia entrar no lugar do Fred…

21min – AMARELO. LUCAS. Cavou a falta, ganhou o cartão.

22min – Caneta de letra de Neymar no holandês. Jogá facil, bonito e objetivo o santista. Mas tentou cavar falta desnecessária em seguida.

23min – PLACAR VIRTUAL – BRASIL 10 X 4. Neymar, num lindo bate-pronto, para boa defesa do goleiro. Lance pela direita.

24min – Lucas entrou bem, assumiu os lances, mas isolou a bola quando tinha melhores alternativas.

25min – Bela arrancada de Neymar pela esquerda.

28min – SCHAARS-15 X STOORTMAN. Um volante por outro, pela esquerda.

28min – MUDA BRASIL. LEANDRO DAMIÃO-19 X FRED. ELIAS-18 X ROBINHO. Um centroavante por outro. Normal. E com atraso. O time mantém o 4-2-3-1. Elias vai por dentro, como meia. Lucas e Neymar pelos cantos. Mas Ramires está tão avançado que dá para dizer que o Brasil está quase no 4-1-4-1.

33min. RAMIRES. VERMELHO. Por segundo amarelo, em Robben. Falta tola. De novo o Brasil com um a menos em jogo importante.

33min. AMARELO, LÚCIO. Por reclamação da expulsão.

34min – Elias é recuado, pela esquerda, ao lado de Sandro. Seleção agora atua no 4-2-2-1. Holanda parte ao ataque, enfim.

38min – PLACAR VIRTUAL. BRASIL 11 X 4. SANDRO, bomba de longe, goleiro espalma para escanteio, depois de Neymar se atirar mais uma vez dentro da área. Não foi falta, não era o caso.

38min – MUDA BRASIL. ADRIANO-16 x ANDRÉ SANTOS. Estádio quieto. Boa mexida.

39min – MUDA HOLANDA. BOULAHROUZ-12 X VAN DER WIEL. Um lateral por outro. Se marca mais e bate muito mais, também está sem ritmo para seguir Neymar, cada vez mais aberto pela esquerda.

41min – Huntelaar rides again… Chute bizarro para fora.

42min – AMARELO. NEYMAR. Pela milésima simulação. E por outras 700 faltas sofridas que nem sempre foram marcadas.

42min “Timinho, timinho” exagera a torcida no Serra Dourada.

ACABOU.

Brasil jogou um quarto de tempo, o terceiro, e jogou muito. Criou chances demais. Depois, mais do mesmo. Que foi bem menos do que se poderia esperar, apesar da qualidade do rival. Neymar, ainda que exagerando nas quedas, foi o melhor do Brasil. NOTA 7. Holanda merece nota 6. O Brasil, por parte do segundo tempo, também. O jogo, pelos primeiros 25 minutos do segundo tempo, também é 6. Ou seja, decepcionante para um Brasil x Holanda.

ESPANHA 1 X 0 HOLANDA – AO VIVO – A Espanha jogou como nunca e venceu como nunca

domingo, 11 de julho de 2010

COMEÇANDO O JOGO

O básico no começo. Pedro aberto pela direita, no 4-1-4-1 espanhol; Holanda no 4-2-3-1, esperando a Espanha que tomou a iniciativa

PRIMEIRO TEMPO

Ruim. Chato. Holanda muito atrás, especulando apenas. Teve um lance com Robben, aos 45. Uma furada de Mathijsen feia, e quase um gol numa bola mal devolvida no fair-play. A Espanha teve 3 oportunidades em 11 minutos, mas, depois, parada num jogo muito bruto de lado a lado, não acertou os passes de Xavi a Villa. E só apurar que a zaga holandesa entrega. Jogo ainda mais para a Espanha que quer jogá-lo, e não especulá-lo.

SEGUNDO TEMPO

Holanda resolveu jogar. Mas, ainda assim, a Espanha foi mais perigosa. Aos 2minutos, Capdevilla retribuiu a furada de Mathijsen e perdeu boa chance. Robben respondeu aos 6, em lance típico, bem defendido pelo gigante Casillas. Eternizado aos , quando Robben avançou sozinho depois do único belo passe de Sneijder, e só não fez gol por brilhante saída de Casillas, que defendeu com os pés.

Antes, Del Bosque abriu Navas na de Pedro, e foi bem. Marwijk não foi tão feliz com Elia por Kuyt, aos 25. Pior ficou para o torcedor, que viu das piores e mais violentas finais. Até quando Robbern teve a sexta chance holandesa contra a sexta espanhola, e parou mais uma vez nas mãos de Casillas. Porque, na corrida, Puyol pisou na língua. E ainda teve uma senhora chance perdida por Villa, que Heitinga salvou, mesmo caído.

E o torcedor, na poltrona, cochilou.

Prorrogação?

Nela, cresce a chance holandesa, fisicamente e teoricamente mais descansada. Mas a Espanha vem mais qualificada, com Fábregas substituindo Xabi Alonso. Um batedor de pênaltis a menos para os espanhois. Del Bosque quer decideir se os pênaltis. Boa ousadia.

PRORROGAÇÃO

No primeiro tempo, não teve cansaço espanhol. E, sim, 5 chances, contra apenas uma holandesa. Time que ficou entregue de vez com 1 minuto do segundo tempo, com a expulsão correta de Heitinga. Van Bommel teve de ir para a zaga, Torres entrou no lugar do cansado Villa, em alteração discutível. Como o belo gol de Iniesta. Depois de 2 erros de arbitragem, que prejudicaram a Holanda no lance que depois daria na jogada do título. Fábregas serviu Iniesta para fazer a bela homenagem a Jarque e ao melhor futebol.

MANO A MANO – ESPANHA X HOLANDA

sexta-feira, 9 de julho de 2010

VILLA X HEITINGA X MATHIJSEN – A defesa holandesa não é grande coisa. E pode ser campeã do mundo, como continua garantindo aproveitamento de 100% nos seis jogos. Já superou o Brasil, mesmo tendo falhado no golaço de Robinho. Venceu o Uruguai com dificuldades, também por essas falhas de DNA. E pela orientação tática de Van Marwijk, que deixa um time mais fluido, sem grande pegada no meio-campo. A dupla holandesa não é alta, não é tão boa de cabeça, e não é rápida. Conta o melhor atacante da Copa, um dos melhores jogadores do Mundial, o excelente David Villa (para mim, o craque da Euro-08, mesmo não tendo atuado na decisão), perigo real e imeadiato para os holandeses. Villa mais próximo da área, como atuou na maioria das segundas etapas, e como jogou muito bem contra a Alemanha, é a melhor solução para a falta de ritmo de Torres.

INIESTA X BOUHLAROUZ OU VAN DER WIEL – Um dos maiores armadores do mundo, Iniesta tem sido, ao lado de Villa, o melhor e mais regular espanhol. Mesmo que, por vezes, com Del Bosque, não jogue a bola do Barça. Nem se encontre taticamente como deveria. Mas ele voou contra os atarantados alemães. Ainda mais no segundo tempo, quando Del Bosque fez o que deveria ter feito desde o início: abrir Pedro para cima de Boateng (depois Jansen), e deixar Iniesta flutuando entre atuar bem aberto pela esquerda, e articular um pouco mais por dentro. Nesse espaço, à frente do lateral-direito holandês, e atrás do volante-direito Van Bommel, Iniesta pode brilhar ainda mais. Algo que poderá levar o treinador holandês a escalar o mais rochoso (também conhecido como violento) Boulahrouz, mais marcador e experiente que o jovem Van der Wiel. Se a Holanda quiser atacar, melhor este último. Se pretender marcar mais – e deve ser o caso -, Boulahrouz é a menor pior escolha.

PEDRO X VAN BRONCKHORST – O lateral-esquerdo fez um gol magnífico contra o Uruguai. Tem marcado direitinho, muito melhor do que se esperava, com seus 35 anos. Capitão, é homem de irrestrita confiança do treinador, desde o Feyenoord. Até por falta de melhores opções, é o que tem a Holanda. O duro é que a Espanha, sem Torres, em má forma, pode atacar pela direita com Jesús Navas, bastante técnico e rápido. Um meia-atacante como o titular da Euro-08 (David Silva). Poderia Del Bosque colocar Iniesta pela direita, e abrir o jogo com Mata, pela esquerda. Mas é melhor mesmo abrir o ex-Pedrito, cada vez mais Pedrón, pelo lado direito. Canhoto, corta por dentro, e explora o pior pé de Van Bronckhorst. Se for mais solidário, e simplificar alguns lances, ganha o duelo na técnica e na velocidade.

XAVI X DE JONG – O todocampista catalão foi contra os alemães o que não vinha sendo na Copa. Marca, arma, chega na área, finaliza, pensa o jogo. Parecia cansado. Ou travado pelo esquema de Del Bosque. O fato é que jogou demais contra os alemães. Como normalmente brilha pelo Barça, e foi o destaque eleito na Euro-08. O tiki-taka espanhol (jogo rápido de troca de passes) passa por Xavi. Se ele está bem como esteve na semifinal, a bola é espanhola. Se ele não está bem como não esteve nas partidas iniciais, a Espanha refuga. Ainda mais um time tão técnico e entrosado pela base do Barcelona. Ideia e ideal do jogo nascidos com o Barça ironicamente holandês, a partir de 1971. Quando Rinus Michels chegou ao clube, dois anos antes de Johan Cruyff. Moldando uma ideia de futebol que até hoje perdura, passando pelo próprio Cruyff treinando o Barça multicampeão da primeira metade dos anos 90. Passando por Van Gaal, nos anos 90, e por Rijkaard, campeão da Europa, em 2006. Essa ideia ainda norteia o grande Barcelona de Guardiola. Ele jogando o que jogou contra os alemães, e o que não deixou o ótimo rival jogar, ele faz a diferença. Para tanto, De Jong terá de marcar tudo que nem sempre consegue. É um volante comum. Como foi o seu substituto De Zeeuw, no primeiro tempo contra os uruguaios. Uma alternativa mais difícil de ser usada é Van der Vaart. Mais recuado, como volante, em muitas vezes, fez ótima Euro-08. Contra o Uruguai, não foi bem. E não parece ser o melhor caminho. Mesmo que qualifique a saída de jogo, mesmo que tente empatar tecnicamente o meio-campo, não parece ser a melhor solução.

XABI ALONSO X VAN BOMMEL – O volante-direito do Bayern de Munique melhora a cada partida. Não apenas como volante do 4-2-3-1 usual holandês, ou como quarto meia, pelo centro-direita, no 4-1-4-1 eventual de Van Marwijk. Fará um duelo interessante com Xabi Alonso. O madridista não é veloz. Mas tem um impressionante tiro de longa distância. Sabe passar bem. E é outro que tem marcado bem. A questão é ficar de olho em Van Bommel, e ainda dar um pé a Capdevilla na contenção a Robben. Se tiver pernas e gás para tanto, ao menos uma das tarefas poderá desempenhar. É uma das tarefas táticas de Van Bommel se soltar com a bola e tentar articular o jogo mais vezes.

BUSQUETS X SNEIJDER – O volante do Barcelona colocou no bolso o ótimo Ozil, na semifinal. Terá de fazer tudo isso e muito mais na decisão contra o meu craque da hora – Sneijder. O meia-atacante centralizado do 4-2-3-1 holandês acaba com essa história – ao menos por hora – de que uma imensa temporada derruba um jogador na Copa. Sneijder foi o melhor da Internazionale campeã da Europa, da Itália e da Copa da Itália. E segue jogando tudo isso pela Holanda. O esquema de jogo também ajuda. É o mesmo 4-2-3-1 da Inter. Mas com características distintas. Sneijder é e pode ser mais ofensiva pelo time holandês. Tem feito gols de todos os jeitos, incluindo de cabeça contra o Brasil, e outro na falha conjunta de Júlio César e Felipe Melo. Além de pensar o jogo, passa muito bem, e tem chegado ainda melhor. Busquets terá de marcá-lo não apena na cabeça da área. Mas também segui-lo pelos cantos, com a ajuda eventual de Xabi Alonso ou dos dois laterais, sempre adiantados pela zaga espanhola.

CAPDEVILLA X ROBBEN – O lateral-esquerdo do Villarreal não é grande coisa. Apoia direitinho. Mas não marca bem e não gosta de assumir responsabilidades. Vai ter de se virar contra o melhor ponta-direita do mundo. Um, porém, que anda devendo bola na Copa. Voltando de lesão, sente a falta de melhor ritmo. Mas sentirá mais a Espanha se não o blindar. Apenas Capdevilla parece pouco. Xabi Alonso seria o back-up. Mas ele terá Van Bommel para marcar. É o caso de a Holanda avançar seu volante pela direita para atrapalhar a marcação espanhola pela esquerda.

SERGIO RAMOS X KUYT – O atacante holandês faz ótima Copa. Não é craque, jamais será. Mas corre, marca, cerca, cruza. Só não tem boa finalização. Por isso melhor ele longe da área. O problema é que, com isso, ele acaba ocupando a posição melhor de Van Persie, que não está se sentindo bem de costas para a meta. No entanto, para cercar o apoio do lateral-direito espanhol que avança bastante, é boa a opção de deixar Kuyt por ali.

PIQUÉ + PUYOL X VAN PERSIE – A zaga espanhola não é uma beleza – o que seria muito difícil, em todos os sentidos, pela presença de Puyol. Mas a dupla catalã treina e joga junto, e bem, pelo Barça. Se atuam muito à frente, adiantados, como adoram os espanhois (e o que é péssimo para enfrentar ataques rápidos como os holandeses), têm no entrosamento uma grande vantagem. Até pelo ótimo momento de Puyol. O trabalho pode ser facilitado pelo mau momento físico e técnico de Van Persie, dificultando pela posição tática dele. Claro que tudo pode mudar de um jogo a outro, como aconteceu com próprios espanhois.

CASILLAS X STEKELENBURG – O holandês fez belas defesas contra eslovacos e brasileiros, e voltou a ser o goleiro irregular no gol de Forlán. Não é confiável. Diferentemente do melhor goleiro da Copa, o madridista Casillas. Cada vez melhor, rodado e experiente, vive o auge. E é outro fator que dá maiores chances aos espanhois.

Holanda no 4-2-3-1 usual, que pode virar 4-1-4-1 com o avanço de Van Bommel; Espanha em algo que varia do 4-1-4-1 ao 4-2-3-1

Holanda 3 x 2 Uruguai

terça-feira, 6 de julho de 2010

Vitória do time 100%. Melhor tecnicamente, mais bem disposto física e taticamente. Mas uma equipe que não jogou tudo que pode em 90 minutos contra os desfalcados, bravos e heroicos uruguaios. Um time que foi muito além da ilusão, no sentido que “ilusión” toma em espanhol. Um sonho. Que caiu por terra também por um erro de arbitragem. Mal posicionado, o assistente do Quirguistão não viu Van Pesie não apenas em posição de impedimento, mas também participando do lance, chamando a atenção do goleiro Muslera e do zagueiro Godín.

Ainda assim, venceu o melhor em campo. Mesmo com um goleiro fraco, uma defesa discutível, e um Van Persie longe do ideal, de costas para a zaga. Até Robben ainda não é o craque que é. Mas bastam 60% dele, e os atuais 110% de Sneijder para definirem um grande finalista

PRIMEIRO TEMPO

Uruguai veio num novo 4-1-3-2, com Arévalo marcando Sneijder, três meias mais defensivos, e tome bola para Forlán; a Holanda manteve o 4-2-3-1 num primeiro tempo equilibrado, mas com mais oportunidades holandesas: 3 x 1

SEGUNDO TEMPO

O Uruguai voltou melhor e mandava no jogo até levar o segundo gol, irregular. Aí fez-se a diferença esperada

MANO A MANO – HOLANDA X URUGUAI

segunda-feira, 5 de julho de 2010

VAN PERSIE X VICTORINO + GODÍN – Lugano, mesmo sendo Lugano, dificilmente joga, pela lesão que o tirou de campo contra Gana. Uma lástima. Até porque, mesmo com o retorno do regular e até então lesionado Godín (Villarreal, 1m85, 24 anos) à zaga uruguaia, ainda terá de atuar Victorino (Universidad de Chile, 27 anos, 1m80), lento, irregular, comum. Dois zagueiros pouco entrosados e de nível nada acima do normal. Godín deve entrar pelo lado direito, na de Lugano. Victorino será o zagueiro-esquerdo para marcar Van Persie, ótimo atacante holandês. Mas não necessariamente o centroavante ideal laranja. O homem de frente do Arsenal seria melhor vindo pelas pontas. À frente, muitas vezes de costas para a zaga e para a meta rival, não funciona tanto. Ainda assim, é um perigo, pela pancada de canhota (também nas bolas paradas), e pelo giro rápido, normalmente à esquerda. Problema para Godín. E para todo o time uruguaio.

KUYT X MAXI PEREIRA – O lateral-direito charrua é muito mais um ala e homem de meio-campo que um lateral. É lento, não tem tanta técnica, e tem dificuldades para marcar. Se Kuyt correr o que corre (não necessariamente o que joga), ponto para os holandeses. Até pela capacidade de recuperação e comprometimento tático. O ponta e meia do Liverpool não é o melhor nome da frente holandesa. Mas é o que tem o treinador holandês para escalar contra o lateral do Benfica.

SNEIJDER X ARÉVALO – Grande campeonato faz o volante do Peñarol. Tem marcado demais, e corrido além da conta. É o nome para seguir o melhor holandês da Copa, para não dizer dos três melhores. Campeoníssimo pela Internazionale, articula o jogo por dentro, também aparece pelos lados, e finaliza muito, com inteligência e dinâmica além da conta. Arévalo parece fisicamente pronto para correr atrás de Sneijder, mesmo com o cansaço descomunal da prorrogação contra Gana. A questão é que tecnicamente o volante não é um primor. Outro ponto a favor dos holandeses.

ROBBEN X CÁCERES – O lateral de 1m78 da Juventus é um “comodín”, zagueiro polivalente que atua no miolo da zaga ou em qualquer uma das laterais. Boa alternativa ao suspenso Fucile, que vinha fazendo ótima Copa pela lateral esquerda celeste. Se está sem ritmo de jogo, tem boa capacidade de recuperação e técnica apreciável. Mas Robben é Robben. Parece recuperado da lesão, e, se não desequilibrou contra o Brasil do jeito que espatifou a Eslováquia, é o craque do time. Mais desequilibrante num bom dia que Sneijder. E pegando o remendado lado esquerdo uruguaio, então…

DE ZEEUW X PÉREZ – Duelo tático e físico entre dois volantes eficientes. Sem o suspenso De Jong, De Zeeuw mantém o mesmo nível tático e técnico. O do Monaco francês começou como cabeça-de-área uruguaio até virar o marcador pelo lado direito do 4-3-2-1 uruguaio, abandonado por Tabárez em nome de um usual 4-4-2 no empate com Gana. Num time ainda mais marcador que criativo (pelas ausências e circunstâncias, incluindo a lesão de Lodeiro), Pérez fará um duelo área a área com De Zeeuw.

VAN BOMMEL X GARGANO – O volante de 25 anos do Napoli é mais um mordedor de meio-campo sem muito ritmo. Deverá bater com o genro do treinador Bert Van Marwijk. O Van Bommel é rodado (33 anos), e vem de boa temporada pelo vice-campeão europeu Bayern de Munique. Onde fez boa dupla com outro armador recuado (Schweinsteiger). Na Alemanha, deixou muitas vezes uma zaga irregular desprotegida pela própria natureza. Agora, se a zaga holandesa também não é grande coisa, ao menos se virou contra o Brasil. E, no segundo tempo, ele fez ótimo papel como o armador que ainda é. Foi muito mais um time num 4-1-4-1 que no usual 4-2-3-1. Com Van Bommel armando, a equipe passa a um 4-1-4-1 com naturalidade. Esquema que pode ser usado para espelhar taticamente o provável 4-4-2 uruguaio. Aí, na qualidade técnica, e no desgaste físico menor, mais uma vantagem europeia.

VAN BRONCKHORST X CAVANI – O veterano lateral-esquerdo de 35 anos do Feyenoord enfrenta um bom atacante em má fase técnica. Cavani (23 anos, do Palermo) não atuou bem como meia pela direita no 4-3-2-1 uruguaio, do segundo jogo até a vitória contra a Coreia do Sul. Contra Gana, no 4-4-2 proposto pelo treinador Oscar Tabárez, ele jogou na linha de quatro pela esquerda, ainda mais distante da área. E em nenhuma delas foi bem. Mas pelos desfalques, a partir da ausência do grande atacante Luis Suárez (artilheiro holandês pelo Ajax), é o que tem de melhor opção para a frente Tabárez. Duelo equilibrado. Com Cavani, possivelmente, muitas vezes voltando para compor o meio-campo, mais uma vez se sacrificando para deixar livre o craque do time – Diego Forlán.

BOUHLAROUZ X ALVARO PEREIRA – Recuperado de lesão, o meia do Peñarol vai atuar pela primeira vez na Copa na dele. Rápido, bom de bola, foi ala-esquerdo no 3-4-1-2 na pavorosa estréia uruguaia sem gols e sem futebol contra a França; até não atuar contra Gana, foi o meio-campista mais preso pela esquerda no 4-3-2-1. Agora, será o meia aberto pela esquerda contra Boulahrouz, mais marcador que Van de Wiel, Bom e jovem lateral do Ajax, melhor no apoio que na marcação. Boula marca mais, e é muito mais violento. Um dos sobreviventes da Batalha de Nurembergue de 2006, contra Portugal. Mas que não terá tantos problemas num jogo como esse para cercar um meia aberto pela esquerda que pouco chegará à frente.

HEITINGA + MATHIJSEN X FORLÁN – O filho da bandeira são-paulina Pablo Forlán é muito mais jogador que o pai. Até porque bate bem demais ao gol (e não nas canelas alheias como o violento lateral-direito). Além das faltas bem batidas, com força e efeito, ainda sabe armar o ataque, aparecer para finalizar, segurar o jogo. Um senhor atacante. Um senhor meia. Um que pode desequilibrar pelo time uruguaio. Para não dizer o único, pela ausência de Suárez. Para favorecer o ataque sul-americano, Heitinga é baixo e não é rápido. Mathijsen é pouco mais alto, mas também não é nada de outro mundo nas jogadas aéreas. Como bem soube o Brasil no primeiro tempo. Como pode muito bem explorar o time uruguaio, ainda que mais cansado e menos qualificado.

MUSLERA X STEKELENBURG – O “castorzinho”, goleiro da Lazio, não é grande coisa. Mas foi bem nos pênaltis, depois de levar um gol mezzo Jabulani, mezzo desatenção contra Gana. A participação decisiva nos pênaltis deve animá-lo. Mas não muito. Ou ainda menos que Stekelenburg. Outro que não é uma maravilha. Mas faz ótima Copa. Ao menos duas defesas sensacionais contra Eslováquia e Brasil. Está mais confiável que a dupla de zaga holandesa. Empate pouco técnico entre os goleiros.

OSCAR TABÁREZ X BERT VAN MARWIJK – Fez o último bom papel uruguaio, na Copa de 1990, quando caiu nas oitavas diante da Itália. Agora, levou a Celeste Olímpica à primeira semifinal desde 1970. Mas muito mais por falhas alheias que por inegáveis méritos de um elenco limitado, e cheio de desfalques por lesão e cartão. Aos 63 anos, depois de passagens por Boca Juniors e Milan, sabe como armar um time. E fez do Uruguai o semifinalista mais dinâmico taticamente. Mesmo com a limitação técnica. Lambertus Van Marwijk foi um meio-campista ofensivo discreto. Só jogou uma vez pela Holanda, em 1975, depois da Laranja Mecânica de 1974. Como treinador, foi bem melhor. Ganhou a Copa da Uefa de 20002 com o Feyenoord. Assumiu a Holanda em agosto de 2008, depois da boa Eurocopa. Faz ótimo trabalho. É sogro de Van Bommel.

CHUTE – A Holanda tem mais time. Está menos cansada. Mais gente desequilibrante. Vai ter imensa torcida a favor – como Gana também teve… Tem de respeitar sempre a garra uruguaia, de um time que vai jogar todo atrás, fechado como nunca em 2010. Talvez consiga levar o jogo à prorrogação e aos pênaltis. Mas as chances maiores são holandesas. Para o bem do futebol.

Uruguai deve vir no 4-4-2 semelhante ao do empate com Gana; Holanda mantém o 4-2-3-1, e é favorita

PS: Por absoluta distração de minha parte, e com a ajuda de ANDRÉ ROCHA, esqueci vergonhosamente dos cartões amarelos que suspenderam Van der Wiel e Boulahrouz. Perdão. Mas é só trocar Van der Wiel por Boulahrouz, e De Zeeuw por De Jong, e se tem o 4-2-3-1 holandês.

BRASIL 1 X 2 HOLANDA – AO VIVO – Felipe Melou

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PRIMEIRO TEMPO

Grande primeiro tempo. Melhor o Brasil, que criou 4 chances contra apenas uma rival. Também porque Robben foi encaixotado por Michel Bastos que bateu demais, por Felipe Melo que deu belíssimo passe para o gol de Robinho (o melhor do primeiro tempo), e pelo imenso Juan. Sneijder teve poucas chances com Gilberto Silva. Lúcio anulou Van Persie, e Maicon voou para cima de Kuyt.

Van Bommel teve a liberdade para virar muito mais um meia num 4-1-4-1. Mas pouco criou. O Brasil foi bem melhor no ataque, no contragolpe, e teve a mais sensacional jogada do Mundial, num come de Robinho em dois pela ponta esquerda, o toque de letra de L.Fabiano para Kaká tirar do goleiro, que fez defesa sensacional. Bonita como a partida que o Brasil faz, e deve repetir no segundo tempo. É só não recuar, manter o rodízio entre Kaká e Robinho, e seguir encaixotando Robben.

Equipes como sempre, no 4-2-3-1. Mas Mathijsen sentiu no aquecimento, e entra Ooijer, mais lento e pesado, embora melhor no jogo aéreo

SEGUNDO TEMPO

Era Felipe Melo.

Deu o belo passe para o gol, mas, em menos de um minuto, brincou e quase deu o empate. Numa falta estúpida – mais uma de Michel Bastos, pedindo para ser expulso e Dunga pedindo para ser criticado -, cobrança rápida, Sneijder jogou na área, Felipe Melo atrapalhou Júlio César (QUE TAMBÉM FALHOU, DEVER RECONHECER, AINDA QUE TARDIAMENTE), tocou na bola, e fez contra. Dunga enfim sacou Michel, mas só tinha outro lateral adaptado e sem ritmo – Gilberto. Quando o Brasil seguia mais nervoso, levou a primeira virada em Copas de 1998. Com um gol de cabeça do homem mais baixo em campo – Sneijder, solto na área por Felipe Melo.

Então Dunga sacou o único atacante – que pouco fazia – e deixou Nilmar para ganhar as bolas de cabeça…

REÍNICIO DE JOGO

Van Bommel ficou um pouco mais atrás, e a Holanda veio para cima. Mas Felipe e Michel caíram como todo o Brasil, e o gol de empate o time entrou em parafuso

16min do 2o. tempo

Com Michel Bastos pedindo para ser expulso - ele nunca foi lateral confiável, e não vinha sendo -, Dunga demorou para sacar Michel e escalar um ex-lateral que não vinha bem como meia

27min do 2o. tempo

Nilmar no lugar de Luís Fabiano, Robinho mais próximo, mas um buraco ainda maior pela ausência de Felipe Melo

Holanda 2 x 0 Dinamarca

segunda-feira, 14 de junho de 2010

PRIMEIRO TEMPO

A Holanda no 4-2-3-1 básico, mas sentindo a ausência de Robben; a Dinamarca foi montada no 4-2-3-1, variando para um 4-1-4-1 sem sal.

Faltou Robben. Sobraram belíssimas torcedoras holandesas e dinamarquesas no não menos maravilhoso Soccer City. No final das contas e de um jogo chocho, deu a lógica. O melhor e mais ofensivo time foi beneficiado por mais um gol entregue pelo rival. Desta vez, o lateral Simon Poulsen, num gol contra ridículo como os frangos e o pênalti tolo da Sérvia, deu a vantagem para a Holanda, ampliada por um gol de Kuyt.

Difícil imaginar a Dinamarca indo além das oitavas. Mas a Holanda, com Robben, e com mais movimentação, vai longe. Desde que o meio-campo se mexa mais, e ganhe a velocidade que só apareceu no segundo tempo, com os velozes Afellay e Elias como meias bem abertos pelas pontas.

SEGUNDO TEMPO

Com Afellay e Elia abertos, e mais Kuyt deslocado para o comando de ataque, a Holanda mereceu vencer. Mesmo sem jogar bem, criou muito mais que os envelhecidos dinamarqueses