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Posts com a Tag ‘Guarani’

Guarani, 100 anos

quarta-feira, 30 de março de 2011

 

O movimento que mais admiro de o Guarani não é a abertura monumental e famosa da ópera de Carlos Gomes. É o solo de Zenon, quando ultrapassou uma barreira vermelha de zagueiros colorados e avançou para fazer um dos três gols da vitória heroica contra o Internacional, no Beira-Rio, no BR-78. Driblou os rivais, superou a linha de impedimento, e começou a botar no mapa daquele Brasileirão uma camisa verde poderosa.

 

Haveria mais. O maestro catarinense bateria uma falta no Maracanã que abateria o Vasco. Daquelas que a gente diz que ele colocou com a mão. Mas foi algo mais para guardar nos olhos. Foi outra obra de arte daqueles arteiros artistas campineiros. Daquele exército caipira do ponta Capitão, daquela companhia de alegria do ponta de nome circense Bozó.

Daquele meia-direita de Seleção Brasileira de Morungaba, o menino Renato. Daquele centroavante ainda mais moleque de Araraquara, o genial Careca cabeludo. Careca por gostar de palhaço. Cerebral por jogar aos 17 anos de idade como se tivesse 17 de Brinco de Ouro. Jeito de gênio, ginga de craque que irritou Leão na primeira decisão no Morumbi e cavou o pênalti que começou a cavar a cova do gigante de verde na decisão do BR-78. Careca que pegou uma carona de Beto Fuscão e fez o gol da vitória por 1 a 0 em Campinas. A vitória do campeão brasileiro de 1978. O primeiro título do interior do Brasil. Dos maiores títulos da história brasileira.

 

Tinha o mineiríssimo Zé Carlos para comandar aquela tropa campeoníssima no meio-campo. Tinha a mineiridade de Carlos Alberto Silva para dirigir o time do banco. Tinha de quase tudo, tinha para poucos adversários. O Guarani só soube vencer na reta de chegada do BR-78. Quase fez a mesma coisa no BR-86, quando parou diante de um grande rival, e de uma arbitragem infeliz. Quase repetiu o feito no SP-88, mas houve uma Viola no meio do caminho para desafinar a festa.

 

Teve mais Guaranis para lembrar em 100 anos. Teve o de 1994, semifinalista do Brasileirão. Teve o de 1995, o de Djalminha, Luizão e Amoroso, mas o joelho deste impediu que o trio brilhasse. Alguns mais Guaranis foram dos melhores times que vi.

Mas, daí, com o tempo que foi dinheiro demais, executaram o Guarani. Não como se faz pelo mundo nas salas de concerto. Infelizmente, executaram de um jeito que quase não deu conserto. Nos últimos dez anos, mais descensos que acessos, mais acessos de raiva e abcessos administrativos que nomes, times e títulos para contar, não apenas para protestar em cartório.

Não está fácil fazer futebol no Brasil. No interior do Brasil, ainda mais. Mas quem fez a história do país a partir do interior não pode ficar reduzido a um time sem cara, a um clube sem alma, a um estádio esvaziado pela especulação imobiliária, comercial e futebolística.

Eu não quero mais só falar NenecaMauroGomesEdsonMirandaZéCarlosRenatoZenonCapitãoCarecaBozó sem vírgulas e espaços, como um só corpo, como um só timaço. Eu quero falar daqueles tantos times que, como amante do futebol, como palmeirense e como jornalista aprendi não só a admirar e respeitar.

Neneca (goleiro), Edson (zagueiro-esquerdo), Mauro (lateral-direito), Gomes (zagueiro-direito), Miranda (lateral-esquerdo) e Zé Carlos (volante); Capitão (ponta-direita), Renato (meia-direita), Careca (centroavante), Manguinha (meia-esquerda substituto do suspenso Zenon) e Bozó (ponta-esquerda do time campeão de 1978, na decisão no Brinco)

 Também a temer.

Cada jogo no Brinco, cada visita ao meu estádio, cada partida que, independente da qualidade do time, eu sabia que veria um Bugre bravo e guerreiro.

Não apenas uma série de nomes que guardo na memória enquanto ela ainda me protege. Não quero mais ter de falar só do passado. Quero um presente do Guarani nestes 100 anos. Quero o Guarani de volta. Quero o futuro.

O grande final da obra campineira não pode apenas se encerrar em nosso peito. Vamos tocar essa sinfonia para frente. Vamos tocar o Guarani, não executá-lo. Vamos aplaudi-lo pelos próximos 100 anos.

Como? Não sei. Mas sei que um time que fez o que fez em 1978 pode muito bem refazer a história.

Cruzeiro 4 x 0 Guarani do Paraguai

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

 

* Cuca e o cruzeirense têm mais é de ficar felizes com duas goleadas seguidas em casa. Mas todos têm de seguir os pés no chão do treinador, desconfortável com o primeiro tempo de pouca inspiração e movimentação. Porém plenamente compensado por mais um festival de gols no fim da partida.

* Wallyson. Um belo gol de sem-pulo, outro de atacante no passe preciso e precioso de Montillo. A fase é impressionante. A aposta de Cuca justificada. Como os dois armadores alimentando Wallyson e Wellington Paulista (ainda que este amuado e enfiado demais).

* Os primeiros 10 minutos em Sete Lagoas foram do Guarani, que mandou bola na trave e perdeu outras chances. As costas de Pablo e Diego Renan ainda são preocupantes. E até na bola aéra o Cruzeiro teve problemas.

* O terceiro e quarto gols saíram de pés de jogadores que entraram no fim (Dudu, Farías e Thiago Ribeiro). Três que não são titulares por falta de espaço, e que devem seguir ajudando. Com paciência e qualidade.

* O inicio avassalador merece ser louvado. Mas não significa tudo. Em 2009 e 2010, Estudiantes e Inter não começaram bem, trocararam treinadores, e foram campeões. Não é querer agourar. Mas um excelente início, mesmo que num grupo complicado como o do Cruzeiro, precisa ser sempre celebrado. Mas com moderação.

O 4-2-2-2 de Cuca. Quase um 2-4-2-2 pelo avanço dos laterais Pablo e Diego com o recuo do Guarani

São Paulo 2 x 1 Guarani

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

+ Um bom início tricolor originou o belo gol de Marlos. Mas desatenções defensivas e uma certa ousadia bugrina deram no empate conquistado com um pênalti inexistente. O segundo tempo com Ricardo Oliveira e Dagoberto deu mais qualidade e justiça à vitória tricolor, obtida com um gol do artilheiro que voltou para deixar o São Paulo de Baresi mais forte. Ou o de Dorival Júnior?

Cruzeiro 4 x 2 Guarani

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

+ Cinco vitórias seguidas. Cinco belas vitórias. Em sete jogos, uma vitória sobre o Corinthians, um empate contra o Vasco em que chegou a ser melhor. Uma senhora campanha cruzeirense. Para brigar não só pela Libertadores. Também pelo título.

+ Sem Fábio, Jonathan, Diego Renan, Marquinhos Paraná e Roger, e com apenas 10 minutos de Welllington Paulista. Ainda que com um a mais pela expulsão de Mazola, o Cruzeiro mostroi a força e riqueza de um ótimo elenco.

+ O Guarani buscou o 2 a 2 mesmo com um a menos, em quatro minutos. Levou o terceiro dois minutos depois, num escanteio. Mas segue fazendo campanha muito melhor que a encomenda.

+ O Corinthians, hoje, pinta como o maior favorito ao título. Mas o mais consistente futebol nas últimas rodadas é cruzeirense.

Guarani 2 x 1 Flamengo

domingo, 29 de agosto de 2010

Um pênalti de Marcelo Lomba que Arilson Bispo da Anunciação e o assistente erraram ao marcar fora da área – embora o árbitro tenha acertado ao não expulsar o goleiro rubro-negro.
Uma falta em Galhardo que o árbitro inverteu absurdamente e marcou o pênalti que Ricardo Xavier bateu para Marcelo Lomba mandar a escanteio.

Ao final das contas, errando tudo, ao menos nisso ficou tudo igual o jogo no Brinco.

O Flamengo já vencia por 1 a 0. Gol de Jean, de cabeça, no fim de um primeiro tempo marcado. De um Guarani que demorou a acreditar na qualidade da turma da frente – diferentemente da falta de aptidão de ataque dos rubro-negros. Zaga bugrina que demorou a marcar o zagueiro que apareceu sozinho para abrir o placar. Resultado que poderia ser ampliado se Val Baiano não fosse o que meu maldoso fake no twitter comentou:

“Há mais entre o gol e a bola do que pode imaginar nosso Val Baiano”, disse Willians Shakespeare, volante do Flamengo e dramaturgo.

Sem tantas divagações vãs e filosóficas, o Guarani cresceu com as mudanças, o Flamengo foi aceitando, e perdendo gols no contragolpe, até levar a virada aos 45 minutos e 47 minutos. Em 1 minutos e 56 segundos, tudo se esvaiu. E sem Rogério Lourenço para culpar.

Guarani 2 x 1 Flamengo

sábado, 28 de agosto de 2010

Comente. Cornete a bela virada bugrina contra um Flamengo que sofre para fazer gol.

Guarani 0 x 0 Palmeiras

domingo, 22 de agosto de 2010

O jogo foi ruim como o estado do gramado e a arbitragem, que poderia ter marcado um pênalti de Márcio Araújo, com uma mão na bola tola, na segunda etapa. Que exagerou no primeiro amarelo que levou à expulsão de Marcos Assunção, aos 29 do segundo tempo.

Mas que não foi pior que a partida. O Bugre poderia ter se aproveitado do cansaço palmeirense pela classificação heroica na quinta-feira. O calor também prejudicou as duas equipes. O Guarani ainda tentou mais com o ataque interessante que tem, com Mazola pelos cantos, Ricardo Xavier por dentro, e Mário Lúcio. Foi uma partida mais campineira na primeira, e totalmente bugrina na segunda etapa.

Nem tanto pela estreia de Valdivia, longe da forma necessária. Mas pela falta de maior qualidade da equipe palmeirense, que perdeu Kléber no início do segundo tempo, e ainda está carente de Lincoln. Rivaldo segue assustado. Fabrício tem sido boa opção pela lateral esquerda. Só que todo o Palmeiras ainda está bem longe do ideal.

Atlético-MG 3 x 1 Guarani

domingo, 15 de agosto de 2010

O Guarani fez um bom primeiro tempo. Criou e perdeu mais gols que o Galo, e segue com campanha muito melhor que a encomenda e que aquele time horrível do primeiro semestre. Mancini conseguiu colocar outro elenco nos eixos, e faz campanha do nível da história do primeiro campeão do interior do Brasil e do próprio Brasil.

O Galo mais uma vez ajudou um rival na primeira etapa. Não foi bem, deu espaços, criou pouco. Mas com Diego Souza enfim arrumando a criação, e com uma bolha de gols em 10 minutos, a vitória sorriu. Mesmo que pelo menos com um gol discutível, em lance difícil para a arbitragem. Impedimento complicado, daqueles muitos que várias vezes prejudicaram o Atlético. E, desta vez, não.

Para celebrar mais uma vitória que dá alívio. Por mais que o futebol atleticano ainda esteja longe dos placares, qualidade, velocidade e preparo físico exigidos.

Guarani 0 x 0 São Paulo

domingo, 30 de maio de 2010

 

O Bugre é outro time em relação ao 1o. semestre de 2010. E o São Paulo não foi aquele time poderoso dos últimos jogos.

 

Comente. Cornete.

Santos 3 x 1 Guarani

quinta-feira, 27 de maio de 2010

 

Comente mais uma vitória dos Meninos da Vila diante do recuperado Guarani.