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Posts com a Tag ‘Fluminense’

Libertad 3 x 0 Fluminense (4 x 3 agregado)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

 

* Os guerreiros no Miercoles dos Diablos brasileiro na Libertadores também sucumbiram. E horroroso, no Paraguai.

* Meia hora de pavor inicial, pancadas de tirar sangue em Fred e Conca, e um pouco mais de estabilidade até nova falha de Berna e o início da derrocada e derrota. O segundo gol foi rara felicidade de Samudio. O terceiro foi consequência.

* Mas a análise fria não mascara uma atuação muito ruim coletiva. Potencializada por atuações individuais ainda piores de um elenco que começou a se perder com as bobagens ditas e feitas por Emerson. Algumas, porém, verossímeis. E que explicam a “inexplicável” derrota de outro favorito.

* O duro é que nem pelo regulamento do gol marcado fora de casa caiu prematuramente o Fluminense. Foi no saldo simples. Aliás, como os demais brasileiros, não há como responsabilizar o regulamento.

* Mas há como imaginar que um goleiro mais confiável, um sistema defensivo mais seguro, e menos problemas de lesão e ritmo, além do turbilhão da saída de Muricy e a indefinição de comando, não teriam levdo o Fluminense a ficar pelo caminho.

Muricy Ramalho, ex-Fluminense

terça-feira, 15 de março de 2011

 

Em 1969, começando a carreira de treinador pelo Fluminense do coração e da alma, Telê Santana soube que a direção do clube tradicionalíssimo exigia que os atletas do futebol não mais entrassem pelas célebres catracas reservadas aos sócios. Deveriam adentrar ao clube pelas portas dos fundos. Foi por onde saiu Telê, pulando o muro, para só voltar tempos depois.

Ele entendia que um clube como o Fluminense não poderia tratar daquele jeito os atletas que o representavam pelos campos e pelo mundo. Se os seus comandados não eram “dignos” de entrar pela frente, ele preferia sair pelos fundos.

Muricy não saiu pelos fundos. Mas, em termos, tomou atitude digna e corajosa semelhante a de um de seus exemplos no futebol, de quem foi auxiliar por mais de três anos, no início da vitoriosa carreira de treinador.

Sem as condições pedidas e sugeridas, pegou suas coisas e voltou para perto de casa, do lar, do filho adolescente, da sua vida simples. Porque o Fluminense não entregou aquilo que exigia. E nem era elenco, que o do Flu é muito bom. E nem era salário, que é dos maiores do país. Era um CT. Era um gramado da altura das Laranjeiras. Era a estrutura do campeão brasileiro de 2010. Do mais que centenário Fluminense. Com algumas coisas e situações mais antigas que o próprio clube.

Muricy pode até se acertar com o Santos. Tem casa no Guarujá, é uma cidade que gosta, perto da casa dele.

Mas não será agora.

E, mesmo se for, o que será um acerto para ele, não necessariamente para a turma de Ganso, Neymar e Elano, não se poderá dizer que ele armou tudo para ser mais feliz em São Paulo.

Porque Muricy é daqueles raros profissionais que não pensa só em grana e na estrutura prometida e não entregue.

É um cara de família. Que pensa nela. Que morre de saudade dela.

Mesmo adorando o Rio e o Fluminense, em muitas coisas parecido com o São Paulo de berço, não foi dado o que ele pedia. E o que futebol de alto nível exige.

Muricy tem moral para cobrar.

E o Fluminense que não foi trocado por ele por uma CBF que oferecia ainda menos não pôde dar. E nem pode dele exigir mais. Não só por aquilo que deixou de ser – treinador da Seleção Brasileira. Também por aquilo que o Fluminense deveria ser e ainda não é.

Ainda que se pudesse cobrar mais futebol do time em 2011. Ainda que mesmo assim havia como entender os problemas pela fase de Conca, pela lesão de Fred, pelas carências defensivas. Muricy estava devendo em 2011. Mas o Flu devia mais a ele.

Muricy não vinha sendo muito feliz nas Laranjeiras em todos os sentidos.

Mas é preciso entender e respeitar a escolha dele.

Ainda que desfalcando ainda mais um Fluminense tão debilitado, desfalcado e depauperado na Libertadores onde começara como um dos favoritos. Onde não sei mais onde vai acabar.

Talvez ele pudesse esperar mais tempo para dizer adeus, e não deixar o elenco entregue.

Mas, certamente, o Fluminense tem mais débitos que ele.

Fluminense 0 x 0 Nacional-URU

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

 

Muricy exagerou nos volantes, os alas não fluíram, Conca não desequilibrou, e o time empacou no Engenhão

* Conca, enquanto não estiver na forma ideal, vai fazer o Fluminense só empatar quando só pode vencer os rivais. E, agora, fora de casa, vai ter de ter o contragolpe que não tem fluído com os alas travados como todo o time.

* Fred não foi desta vez substituído a contento por Rafael Moura. E nem se pode cobrar demais o atacante isolado pela discutível escolha de Muricy, que insistiu num só jogo e, embora tenha finalizado muito em gol, poucas vezes obrigou o goleiro a fazer boas defesas.

* Era muita gente atrás que nem assim Muricy protegeu devidamente os despossuídos Leandro Euzébio (mais) e Gum (bem menos). Digão até que se virou driblando suas limitações. Mas é muito pouco. Também porque Diguinho não tem passado bem e nem marcado.

* Não faltou brio ao “time de guerreiro” gritado pela torcida. Mas tem faltado muito mais além das ausências de Fred e Emerson. Até porque Araújo, se não está tão bem, deu outra cor no fim. Como Tartá.

* E ainda tem Deco que não pode jogar. Mas dá para dizer que, em outras funções e características, Marquinho tem feito muito bem seu papel.

* BOTA-TEIMA – Não marcaria o pênalti pedido de bola na mão do zagueiro uruguaio na bomba de Rafael Moura.

* E AGORA? – As chances continuam. Estudiantes-09 e Inter-10 são exemplos campeões de equipes que superaram adversidades na fase inicial. Elenco e camisa o Flu tem. Só não tem mostrado futebol para vencer adversários de bom nível.

Botafogo 3 x 2 Fluminense

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

 

 

Botafogo no 3-4-1-2, com alas saindo bastante para o jogo; Fluminense no 4-2-2-2, mas torto à direita

* Poucos jogos tiveram dois lances polêmicos seguidos de bola que entra ou não entra como Botafogo 3 x 2 Fluminense. Poucos clássicos foram tão bons como o do Engenhão.

* Poucos recuaram pênaltis cavados como Abreu devolveu a bola ao esperto Diego Cavallieri. Raros tiveram a oportunidade de redenção como o artilheiro uruguaio, que repetiu a marra, mas acertou o canto e foi feliz.

* Raríssimos tiveram o nome gritado por todo o estádio num pênalti errado. Por torcedores e adversários.

* Muitos discutiram os pênaltis a favor do Botafogo. E todos têm mais é de discutir. Confesso que, de primeira, não tive convicção em lance algum se foi ou se não foi. Só sei que, no paga-para-ver da TV que já é paga, não deu para ver. Porque são menos câmeras pagas na transmissão.

* Uma coisa não se discute. Domingo, se batesse tiro de meta, Renato Cajá poderia ter feito gol. Foi o pé que balançou a rede, a trave, Cavallieri e o grande clássico que foi muito além das polêmicas.

* Demorou um pouco para dar jogo. Mas depois que sobrou espaço, também pelos desatinos de Valencia e Marcelo Mattos, foi dos melhores da temporada. Também pela velocidade e qualidade das equipes.

* Joel: o Botafogo pode sair mais para o jogo. Dá para liberar mais Alessandro em diagonal e Marcelo Cordeiro mais aberto. E dá para Bruno Tiago chegar mais vezes à área. (ADENDO – Sim, como está desenhado na prancheta, é MÁRCIO AZEVEDO, não pode mais ser MARCELO CORDEIRO. Perdão pela lamentável falha)

* Conca, por natureza, atua do meio para a direita. Souza, bem aberto pela direita. Abre-se o corredor do outro lado. Sem Deco, algo a se pensar por Muricy. Marquinho? Tartá? Mesmo Araújo? Existem boas alternativas.

* Não gosto de um ataque com dois de área como Fred e Rafael Moura, por mais que o primeiro seja excelente e que saiba sair para o jogo, e por melhor que seja o momento impressionante e inesperado de Rafael Moura. Um outro jogador desde a Sul-Americana. Bem diferente do “artilheiro” de um gol em 15 jogos tricolores em 2007.

* Joel manda bem ao baixar a bola no Fogão depois da grande vitória. O próprio exemplo alvinegro no RJ-10 é ótimo. De onde não se esperava nada além de decepção veio uma campanha histórica. Depois de um empate que deveria ser derrota para o Bangu, a recuperação em dias foi digna daquela trajetória, e típica do futebol maluco destes tempos.

* A primeira vitória do Botafogo em clássicos mandando literalmente no Engenhão. Depois de 9 empates e duas derrotas, enfim três pontos.

* Há como discutir muitas decisões de Gutemberg Fonseca. Mas não os dois árbitros assistentes adicionais do lado das metas.  Errando ou não, a simples presença deles próximos à linha de meta minimiza, pelo menos possíveis reclamações e eventuais erros.

* Só para encerrar. Que partida de Renato Cajá. Que passe para o golaço da virada. E que (mais uma) atuação de Jefferson. Ainda não teria convocado para a Seleção com as demais opções que Mano tem. Mas o ótimo momento que vive desde 2010 é incontestável.

Wanderley Luxemburgo, ex-Atlético Mineiro

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Não deu mais.

Uma paulada de 5 a 1 no Rio, ainda que para o vice-líder (que nem precisou jogar tudo isso, ainda que terminando o Galo o clássico com dois a menos), não deu para segurar o treinador que iniciou o ano num clube que deu praticamente tudo que ele pediu.
Que fez quase todos os caprichos na montagem da comissão técnica e do elenco.
Que o segurou além da medida e da praxe no futebol brasileiro.
Que fez o que era impossível para manter um dos maiores nomes da história do futebol brasileiro na direção de um time.

(E só para não dizer que não falei das coisas boas, o Flu mandou muito bem, conseguiu um resultado e porções de futebol para continuar na luta atrás de um Corinthians em melhor forma).

Porém, e voltando ao tema do post que superou a goleada tricolor, esse Atlético parece ingovernável em campo.
É o que mais perdeu (15 em 25 jogos).
A pior defesa (45 gols sofridos, absurdos 1,88 gols sofridos).
O segundo pior saldo (16 gols devendo).
E não são apenas os gols devidos. É um bando desarrumado e tão perdido quanto os jogos, tão desalmado como poucos times na história guerreira atleticana.

Luxemburgo usou exagerados 37 atletas em 24 partidas.
Mesmo tendo o segundo melhor passe do BR-10, mesmo não tendo uma das piores médias de perdas de bola (números Footstats), mesmo tendo o quarto goleiro que menos defende bolas (até porque quase todas parecem passar pelos goleiros atleticanos que parecem esquecer como as defender), mesmo tendo a quinta melhor média em desarmes, mesmo tendo o quarto melhor índice de acertos nas finalizações entre os 20 times da Série A (e o ainda assim apenas o 12º. ataque mais positivo), com números que não são tão ruins, a equipe tem sido medonha em campo.

Fisicamente, parece um time sub-60.
Psicologicamente, uma equipe sub-6.
Tecnicamente, está abaixo da nota cinco.
Na tabela, é só o antepenúltimo colocado.
Em campo, os números são bem outros.

Era preciso fazer algo, porque nem Luxemburgo conseguia mais. E não sei se outro conseguirá.
A possibilidade atleticana é que o Avaí caia ainda mais pelas tabelas para salvá-lo.
Ou mesmo o Ceará, embora ainda com uma bolha de pontos na poupança do turno que vai viabilizando a permanência na primeira divisão.
Porque os demais, mesmo não muito bem das bolas, parecem que irão sobreviver.

Flamengo 3 x 3 Fluminense

domingo, 19 de setembro de 2010

+ Fla-Flu em que os dois times mereciam ganhar os 3 pontos por mais um ótimo jogo no Engenhão. Mas as duas defesas mereciam perder o clássico que quase entregaram.

+ O primeiro gol do clássico foi um lance ensaiado. Do Flu no escanteio completado por Leandro Euzébio, e do sistema defensivo rubro-negro, que mais uma vez ficou ainda mais parado que a bola.

+ O empate rubro-negro, aos 22, foi uma sucessão de bobagens de Leandro Euzébio, Gum e André Luís, até a conclusão de Deivid, que mostrou parte do que ainda pode jogar na Gávea.

+ Aos 39, quando o Flu era um tantinho melhor, a zaga retribuiu a paralisação do gol de Leandro Euzébio, e David Braz fez 2 a 1 Flamengo, escapando de Diogo.

+ O primeiro tempo também foi bom pelos erros defensivos. O segundo tempo foi ótimo pelas equipes se atirarem à vitória.

+ Aos 18, Rodriguinho acertou a primeira, David Braz não foi tão feliz, e o Tricolor empatou num belo gol, bem iniciado por Diogo. Placar mais justo.

+ Renato Abreu, aos 20, acertou uma daquelas faltas que o notabilizaram na Gávea e fez um golaço do tamanho do Fla-Flu, numa falta cavada por Leo Moura num choque com Carlinhos.

+ Aos 27, mais uma bobagem na bola parada, bola carambolada até o gol de Rodriguinho. Já não havia mais David Braz, e sim Jean, e o resultado final foi o mesmo.

+ Fernando Bob, aos 30, recebeu de calcanhar um lindo passe de Washington, mas bateu muito mal, com o pé ruim, o direito, isolando a bola no Engenhão. No momento em que o Flu atacava mais, e o Flamengo não conseguia contragolpear.

+ Washington perdeu outro gol bizarro, aos 37, depois da milésima enfiada de Conca. O que impressiona do atacante com a melhor média de gols da história do Brasileirão é que ele segue perdendo gols, e ainda mantém números expressivos.

+ Mais uma vez o Flamengo definhou fisicamente na segunda etapa. Ainda assim, aos 41, Deivid quase fez, não fosse ótima defesa de Rafael. E Marquinho respondeu bom belo sem-pulo, aos 45.

+ Duelo de grande qualidade técnica e tática: Leo Moura x Conca. impressionante a aplicação do meia argentino. Que ainda sofreu com Willians ao seu encalço. E com a ausência de Deco.

+ Carlinhos marca um tanto melhor que Júlio César e merece ter mais chances na ala esquerda tricolor. Ou mesmo como lateral, como atuou no segundo tempo, quando Muricy trocou André Luís por mais um meia – Marquinho. O mesmo já não se pode dizer de Rodrigo Alvim, do outro lado do clássico.

+ Apenas 15 mil no Engenhão. O Maracanã fará mais falta do que o imaginado.

+ Fernando Henrique também fará falta na meta tricolor. Nem tanto pela ausência dele, muito mais pela presença de Rafael.

Flamengo 3 x 3 Fluminense

domingo, 19 de setembro de 2010

+ Fla-Flu em que os dois times mereciam ganhar os 3 pontos por mais um ótimo jogo no Engenhão. Mas as duas defesas mereciam perder o clássico que quase entregaram.

+ O primeiro gol do clássico foi um lance ensaiado. Do Flu no escanteio completado por Leandro Euzébio, e do sistema defensivo rubro-negro, que mais uma vez ficou ainda mais parado que a bola.

+ O empate rubro-negro, aos 22, foi uma sucessão de bobagens de Leandro Euzébio, Gum e André Luís, até a conclusão de Deivid, que mostrou parte do que ainda pode jogar na Gávea.

+ Aos 39, quando o Flu era um tantinho melhor, a zaga retribuiu a paralisação do gol de Leandro Euzébio, e David Braz fez 2 a 1 Flamengo, escapando de Diogo.

+ O primeiro tempo também foi bom pelos erros defensivos. O segundo tempo foi ótimo pelas equipes se atirarem à vitória.

+ Aos 18, Rodriguinho acertou a primeira, David Braz não foi tão feliz, e o Tricolor empatou num belo gol, bem iniciado por Diogo. Placar mais justo.

+ Renato Abreu, aos 20, acertou uma daquelas faltas que o notabilizaram na Gávea e fez um golaço do tamanho do Fla-Flu, numa falta cavada por Leo Moura num choque com Carlinhos.

+ Aos 27, mais uma bobagem na bola parada, bola carambolada até o gol de Rodriguinho. Já não havia mais David Braz, e sim Jean, e o resultado final foi o mesmo.

+ Fernando Bob, aos 30, recebeu de calcanhar um lindo passe de Washington, mas bateu muito mal, com o pé ruim, o direito, isolando a bola no Engenhão. No momento em que o Flu atacava mais, e o Flamengo não conseguia contragolpear.

+ Washington perdeu outro gol bizarro, aos 37, depois da milésima enfiada de Conca. O que impressiona do atacante com a melhor média de gols da história do Brasileirão é que ele segue perdendo gols, e ainda mantém números expressivos.

+ Mais uma vez o Flamengo definhou fisicamente na segunda etapa. Ainda assim, aos 41, Deivid quase fez, não fosse ótima defesa de Rafael.

+ Duelo de grande qualidade técnica e tática: Leo Moura x Conca. impressionante a aplicação do meia argentino. Que ainda sofreu com Willians ao seu encalço. E com a ausência de Deco.

+ Carlinhos marca um tanto melhor que Júlio César e merece ter mais chances na ala esquerda tricolor. Ou mesmo como lateral, como atuou no segundo tempo, quando Muricy trocou André Luís por mais um meia – Marquinho. O mesmo já não se pode dizer de Rodrigo Alvim, do outro lado do clássico.

+ Apenas 15 mil no Engenhão. O Maracanã fará mais falta do que o imaginado.

+ Fernando Henrique também fará falta na meta tricolor. Nem tanto pela ausência dele, muito mais pela presença de Rafael.

Fluminense 1 x 2 Corinthians

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Não foi a invasão corintiana de 5 de dezembro de 1976.
Mas foi outra vitória histórica corintiana contra o Fluminense.

Então, no Maracanã (que muita falta fez e ainda fará ao Flu no returno do BR-10, até pelo mau gramado), a Máquina Tricolor era muito melhor tecnicamente que o Corinthians que não era campeão havia 22 anos. Um senhor Fluminense que parou na raça corintiana e na chuva da segunda etapa da semifinal do BR-76. Vencida pelos paulistas nos pênaltis que os levaram até a decisão e a derrota para o Internacional, em Porto Alegre.

No Engenhão que recebeu não mais que apenas 23 mil torcedores, o Flu também era melhor e tinha vantagem na tabela, como em 1976. Mas não era tão melhor. Até foi superior nos primeiros 20 minutos, com Deco armando um senhor lance que desperdiçou por cima. Como outros ataques não funcionaram porque Washington esquecia da existência da regra do impedimento, e o ataque a cada arrancada se lembrava da ausência de Emerson. Mesmo passando Mariano e Júlio César, ainda assim o Flu tinha problemas.

Porque o Corinthians teve várias soluções. Alessandro e Roberto Carlos deram conta das laterais. Júlio César atuou muito bem na meta. E Paulinho marcou Deco como se fosse Ralf, mas avançou como se fosse Paulinho. Mas não marcou, armou, atacou e fez um belo gol como Jucilei, aos 44 minutos, depois de belo cruzamento de Elias. Fazendo justiça aos melhores 25 minutos finais alvinegros, na primeria etapa.

No intervalo, Muricy sacou André Luiz antes que fosse expulso, colocou a velocidade de Rodriguinho para trabalhar com Washington. Mas com mais gente no meio-campo, e uma qualidade e inteligência impressionantes, o Corinthians trocou bolas e fez o tempo passar como se fosse um bom time espanhol destes dias. E fez o segundo gol em belo lance de Elias para Alessandro servir Iarley para acertar seu primeiro lance na partida. Mesmo escorregando, Iarley ampliou. E foi sacado para a entrada de Danilo.

O Fluminense até diminuiu, com Washington. Mas o Corinthians não diminuiu a qualidade de seu jogo. E conseguiu daqueles resultados que podem, lá na frente, definir o campeão. Ainda mais se o futebol apresentado for equivalente a esse.

Se, no saldo, o Tricolor ainda é líder por um gol, o Corinthians, por ter um jogo a menos, só depende dele.

Fluminense 1 x 1 Palmeiras

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Em minutos, o “time de guerreiro” cantado pelo Maracanã esvaziado pelo anel inferior fechado e pelo proibitivo horário das 22 horas foi vaiado pelo gol em cima da hora do ex-corintiano Ewerthon, que recebeu de cabeça de Edinho para fazer justiça à luta palmeirense no Rio. Um gol que ajuda o Corinthians tanto quanto resgata o felipônico Palmeiras, que buscou o empate como Palestra, embora ainda com um futebol longe do ideal, e perto da qualidade discutível de Luan & Rivaldo, muitas vezes, uma dupla de futebol universitário.

Mas uma vez mais foi pouco o futebol do time de Muricy. Outra vez uma equipe que recuou demais com o resultado conquistado rápido, num gol carambolado de Emerson. Deco e Conca cada vez jogam mais. Emerson foi o escape de velocidade que faltou contra o São Paulo. Mas a bola escapou tantos vezes de Washington que muitos ataques se perderam. O Palmeiras, não. Fez, talvez, sua melhor exibição com Felipão. Mesmo perdendo o jogo e três gols no primeiro tempo. Melhor, muito melhor, com Valdivia e Kléber à frente, jogando e lutando muito. Mas com problemas na frente da zaga, onde Pierre não é mais o mesmo, e só Edinho tem dado conta.

O miolo de zaga palmeirense também é tão discutível quanto o tricolor. Nem sempre bem protegido, pode entregar. Como o Flu deu mais uma chance para o Corinthians que ganhou folga centenária tentar tirar a diferença lá na frente. E, como no BR-09, provavelmente só definiremos o campeão do turno, vencedor do troféu Osmar Santos, lá no meio do returno…

Fluminense no 4-2-2-2, desta vez com Diogo e Fernando Bob como volantes, e não como laterais como atuaram contra o São Paulo; Palmeiras no mesmo esquema, com Marcos Assunção (bem) e Rivaldo (mal) como meias.

Fluminense 2 x 2 São Paulo

domingo, 29 de agosto de 2010

Fase boa é isso. Você enfrenta um rival em má fase, é pressionado nos 10 minutos iniciais, mas faz um gol na primeira chegada, com a categoria de Deco.

No lance seguinte, o São Paulo só não empatou porque Fernando Bob salvou sobre a linha o que o xará Henrique já vinha fazendo.
Mas a fase pode virar em 1min13s. Rogério Ceni marcou seu 90o. gol na carreira, numa falta que passou por onde estava Fernandinho, onde não esteve FH. Em 1min13s, Fernandão cabeceou a bola que Fernando Henrique não defendeu, às costas de Fernando Bob, que bobeou como o lateral-esquerdo que foi na partida.

Sim. Muricy escalou Diogo na direita contra o ótimo Fernandinho, deixou Bob na outra lateral para proteger os discutíveis Leandro Euzébio e André Luís. Tudo pra liberar Mariano e Júlio César como meias, não mais alas. O problema é que Beletti errou tudo que tentou. E o São Paulo acertou o melhor tempo desde a Copa. Num 4-3-1-2 com Renato Silva como lateral, e Marcelinho bem como o 1.

Mas o experiente treinador tricolor foi feliz com Rodriguinho no lugar do até vaiado Belletti. Em 26 segundos só não empatou porque Rogério foi Ceni. E o SP deixou de ter ataque com a lesão de Fernandão, substituído por Cléber Santana. Para dar altura ao Tricolor paulista. Algo que não aconteceu em três cruzamentos seguidos. O último deu em gol de Euzébio, aos 14 minutos. Numa falta que eu não marcaria. Como também não daria o pênalti que Leandro Vuaden marcou de bola na mão de Richarlyson. Pênalti que Washington bateu, e Ceni foi brilhante, mais uma vez.

Baresi não foi feliz ao mudar o time, sacando Fernandinho e colocado Marlos, mais um não-atacante num elenco fragilizado ofensivamente. Mas que conseguiu ainda bons lances para a má fase. E um senhor resultado diante de um líder que sentiu demais a ausëncia de Emerson e a presença de Belleti.
Mas que vai crescer como melhora o entendimento entre Deco e Conca.

O São Paulo mostrou que pode sair dessa fase. Não é time para ficar tão longe da ponta. Lugar onde o Fluminense tem elenco, time e espírito para manter.