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Posts com a Tag ‘Flamengo’

Ferro-play

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Garrincha teria sido o primeiro a fazer o nobre gesto de jogar pela linha de fundo uma bola para atendimento de um rival. E era jogada de gol, próxima à área do Fluminense.

Outros belos exemplos de dignidade humana que goleiam o resultado de um jogo já citei em outros posts. Por mais que seja sempre bom relembrá-los, fico com a frase do doutor Sócrates, no “Agora é Tarde”, de Danilo Gentili: “Picasso não pintou Guernica para vendê-la. Pintou pela emoção”.

O futebol é esse espetáculo que precisamos vencer. Mas sem nos perder. Para nos defender não é preciso sempre atacar os outros. Muitas vitórias não dependem de títulos e pontos. Nem mesmo das regras escritas.

Tem muita hipocrisia no futebol. Tem muito erro que se quer justificar por outras tantas falhas. Chute a primeira pedra quem não atirou uma montanha no adversário. Mas segure a bronca quando pisar na bola.

Fair-Play é uma condição/situação absolutamente pessoal. Não se pode exigir. Mas se pode torcer.

Bola ao chão não tem orientação de árbitro. Pode ter acordo de cavalheiros. Mas não poderia ter as cavalarias rústicas que se formaram no Pacaembu quando Kléber se apoderou da bola que o Flamengo não quis chutar e quase fez o gol que quase desandou de vez o caldo, o clima e o coleguismo.

Não importa se houve ou não pênalti sobre Luan no segundo tempo. Se o Gladiador é desde 2008 quem mais apanha no futebol brasileiro. Se ele é o símbolo do torcedor mesmo com a confusão armada por quem agora não mais interessa. Se ele poderia ter preferido atuar no Flamengo que quase sofreu dos mais polêmicos gols em tempos. Se ele atrai o que há de melhor e pior no futebol. Se a bola era do Flamengo ou do Palmeiras. Se tantos ses. Aqui não se discute.

Apenas se poderia aprofundar um pouco mais o tema se houvesse mais gente interessada no bem do esporte que no próprio benefício.

Adeus, Petkovic – Flamengo 1 x 1 Corinthians

domingo, 5 de junho de 2011

 

Em 27 de maio de 2001, decisão do RJ-01, Petkovic bateu de longe uma falta no ângulo esquerdo do vascaíno Helton. Golaço que garantiu o tri estadual ao Flamengo, na vitória por 3 a 1. Os outros dois gols foram de Edilson, camisa 11 que atuara – e muito bem – pelo Corinthians.

Em 5 de junho de 2011, terceira rodada do Brasileirão, no Engenhão, outro camisa 11 rubro-negro de passagem vitoriosa pelo Parque São Jorge foi bater uma falta de longe, pela meia direita. A bola de Renato Abreu morreu no canto esquerdo da meta rival. Numa cobrança de falta espetacular como a de Pet, em 2001.

Quase tão impressionante como outra batida há 20 anos, em 5 de maio de 1991, no Maracanã, quando o corintiano Neto chutou quase da linha lateral uma falta que entrou no ângulo direito do rubro-negro Gilmar, na vitória paulista por 3 a 2, no Maracanã.

Renato honrou no golaço indefensável para Júlio César o muito que jogou Petkovic no Flamengo. O gol 39 de um clássico equilibrado quase foi na  mítica marca dos 43 minutos, como na final de 2001. O 43 da última camisa de Pet na arrepiante festa que os quase 43 mil rubro-negros presentes propiciaram ao sérvio mais que brasileiro, no intervalo do jogo, durante a volta olímpica final. Eles valeram o ingresso pago, e a entrada de Dejan na galeria rubro-negro como mais um gringo campeão na Gávea.

Como em 2009, quando Pet repetiu na espantosa arrancada para o hexa do Brasileirão o feito de outro mito flamenguista aposentado até renascer campeão (Agustín Valido, herói do tri estadual de 1944), o sérvio calou os não poucos críticos por sua escalação em jogo tão difícil contra o Corinthians. No primeiro tempo de ligeiro domínio paulista, ele foi dos melhores rubro-negros, com lançamentos longos e cobranças perigosas de faltas e escanteios.

O Corinthians mandava no Engenhão desde os 37 segundos, quando Willian e Liedson quase abriram o placar que seria alvinegro aos 18, num belo gol armado pelo (bom) estreante Weldinho, que passou por Egídio como quis para Willian, o meia pela direita do 4-2-3-1 de Tite fusilar Felipe.

O Flamengo cresceu só nos minutos finais do primeiro tempo, mesmo com Ronaldinho e Leo Moura com dificuldades até para dominar a bola. No intervalo, o Flamengo melhorou. Não pela tocante despedida de Pet, mas pela boa entrada de Negueba aberto pela direita, com Bottinelli centralizado. No mesmo 4-2-3-1 do rival, e com mais agilidade com a entrada de Diego Maurício, o Flamengo criou o que só o Corinthians parecia fazer e mandou no jogo. Também pelas lesões que levaram às saídas de Liedson e Jorge Henrique.  Mas que fizeram estrear, e num bom nível, o volante Edenilson e o atacante Emerson Sheik.

Domínio que talvez não fizesse merecedor da vitória, num jogo com um tempo corintiano e outro flamenguista. Mas ao menos para dar a Pet mais um entre tantos pontos que ele conquistou em campo e, principalmente, entre os torcedores rubro-negros.

Rodada 1 BR-11 – Sabadão do Ronaldinho Gaúcho

domingo, 22 de maio de 2011

 

* Ronaldinho Gaúcho voltar a jogar bem não chega a ser uma novidade, nem manchete. Mas foi quase o fim do mundo a ótima primeira etapa de Egídio contra o mistão catarinense, no largo FLAMENGO 4 X 0 ÁVAÍ, em Macaé. Mérito rubro-negro que se aproveitou de um time desfalcado e desfocado na estreia do BR-11.

* Bottinelli foi outro que jogou direitinho, fez o primeiro gol oficial pelo Flamengo, e deu ritmo a um meio-campo que nem precisou do melhor Thiago Neves para golear no contragolpe. Resultado nada bom para o Avaí que sonha com os olhos abertos na Copa do Brasil, mas que precisa estar muito esperto no Brasileirão.

* Toró fez um e perdeu outro ainda mais fácil. Magno Alves fez dois, e poderia ter feito muito mais. No ATLÉTICO MINEIRO 3 X 0 ATLÉTICO PARANAENSE, em Sete Lagoas, o time de Dorival Júnior foi eficiente e muito mais rápido que o lento e arrastado Furacão, que adotou um esquema muito precavido na primeira etapa, com muita gente marcando, e ninguém que soubesse compor o ataque.

* O Galo vai se ajeitando a partir da juventude de gente como Fillipe Soutto e Giovanni Augusto no meio-campo. O Furacão não vai se organizando com gente que não dá velocidade ao jogo na intemediária, ainda que tenha história e qualidade.

* SANTOS 1 X 1 INTERNACIONAL. Clássico que pode decidir o BR-11. Dois dos três melhores times do país. Candidatos ao título nacional. Atual campeão da Libertadores contra o provável futuro vencedor. Até por isso com 11 reservas. Que se esforçaram e atrapalharam a vida do campeão gaúcho. Que também pouco jogou, ainda que quase completo, na Vila Belmiro.

* Em respeito ao que fizeram e que deverão fazer no BR-11, fico por aqui. Lamentando nosso calendário que leva um jogo que pode decidir o campeonato a ter um um dos favoritos com apenas reservas contra outro candidato ao título; e, ainda mais, o número de casais que serão desfeitos e/ou terão crises pelo horário de 21h aos sábados.

* O mesmo vale para o Presidente Vargas, CEARÁ 1 X 3 VASCO. As duas equipes decidem se poderão fazer mais dois jogos na decisão da Copa do Brasil no meio de semana. Por isso tiraram o pé do acelerador e os melhores times de campo. Mas quem teve Bernardo, fundamental no arranque vascaíno no meio da temporada, teve muito mais, no Ceará.

* O resultado, conquistado de virada, recupera o time paar a duríssima tarefa da Ressacada. Ainda acho que está mais para o Vasco que para o Avaí. Como parece estar mais para o Coritiba que para o Ceará.

Vasco 0 x 0 Flamengo (1 x 3 pênaltis) – Decisão Taça Rio – Flamengo campeão

segunda-feira, 2 de maio de 2011

 

Baena, Píndaro, Nery, Curiol, Sidney Pullen, Galo, Arnaldo, Gumercindo, Borgerth, Riemer e Paulo Buarque. Oito vitórias e quatro derrotas dessa base campeã invicta do Rio em 1915.

Kuntz, Burgos, Telefone, Rodrigo, Sisson, Dino, Carregal, Sidney Pullen, Candiota, João Candiota e Junqueira. Treze vitórias e cinco empates dessa base campeã invicta do Rio em 1920.

Cantarelli, Toninho, Rondinelli, Manguito, Júnior, Carpegiani, Adílio, Zico, Reinaldo, Claudio Adão e Júlio César. Treze vitórias e cinco empates dessa base campeã invicta do torneio especial do Rio, em 1979.

Roger, Zé Maria, Jorge Luís, Ronaldão, Gilberto, Mancuso, Márcio Costa, Nélio, Sávio, Romário e Marques. Dezoito vitórias e quatro empates da base campeã invicta do Rio, em 1996.

Felipe, Leo Moura, Wellinton, David Braz, Rodrigo Alvim, Maldonado, Willians, Renato Abreu, Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho e Deivid. Doze vitórias e sete empates da base campeã invicta do Rio, em 2011.

São quatro estaduais conquistados nos últimos cinco anos. São sete vitórias seguidas em disputas de pênaltis, desde 2004. São 32 títulos do Rio. Mais que os 30 do Fluminense, os 22 do Vasco, os 19 do Botafogo.

Foi um pouco mais de futebol que o Vasco, o melhor time da Taça Rio, nos 90 minutos equilibrados no Engenhão.

Foram seis chances rubro-negras, contra quatro vascaínas.

Não foi uma grande partida. Não foram grandes atuações rubro-negras no RJ-11. Mas quem jogou realmente mais no Rio? Ou, na hora de decidir, quem foi mais competente que o Flamengo?

Acreditava que o Vasco pudesse aprontar. Vinha bem, melhor que o adversário. Mas, uma vez mais, ficou devendo na decisão. Diego Souza criou pouco, e Bernardo entrou tarde. Eder Luiz se sentiu mal no fim do jogo, Alecsandro pouco fez. Felipe, o melhor dos vascaínos, não brilhou. A zaga, segura em seu miolo, não comprometeu pelos lados. Mas faltou algo mais.

O Flamengo mudou de novo o desenho tático. Apostou num 4-2-2-2, com Renato Abreu como volante pela esquerda, Thiago Neves e Bottinelli tentando armar. Ronaldinho Gaúcho não brilhou, Deivid ao menos não foi tão vaiado ao sair.

Vasco jogou no 4-3-1-2 usual; Flamengo adotou o 4-2-2-2 e foi mais feliz nos pênaltis de uma decisão equilibrada

Thiago Neves, se não foi tão determinante nos 90 minutos, fez o dele na decisão por pênaltis. Quando o Flamengo teve a frieza e a rodagem acumulada em tantas disputas. Algo, também, que prejudica por expor ao rival os lados dos pênaltis batidos pelos rubro-negros. Fator que o Vasco não soube aproveitar, não só desperdiçando três pênaltis. Mas chutando todos eles para fora.

Desta vez, não precisou de Bruno ou de Felipe.

Bastaram três chutes tortos para o time invicto escrever certo o 32o. título estadual.

Flamengo 1 x 2 Cruzeiro

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

 

O Luxemburgo FC estaria rebaixado no BR-10. O Cuca FC poderia ganhar uma faixa de campeão se, como der a lógica, ganhar o Fluminense que ele recuperou espantosamente ao final do BR-09.

Mas o jogo de Volta Redonda foi decidido pelos jogadores. Especialmente os do  Cruzeiro, que deram uma volta no placar, e ganharam com propriedade uma partida que, desde o início, mesmo com o gol rubro-negro de Diego Maurício, sempre pareceu mais celeste. Até porque pouco rubro-negro parece esse Flamengo, o campeão que menos soube defender o título na era dos pontos corridos.

Flamengo salvo do rebaixamento apenas pela maior incompetência dos rivais. Cruzeiro que não deve ser campeão apenas por poucos detalhes que definem um vencedor. De um jogo ou mesmo de um campeonato. Mais uma vez pareceu faltar zaga ao time mineiro. Só isso. Mais uma vez pareceu faltar tudo ao Flamengo.

Flamengo 1 x 1 Corinthians

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

 

Um tempo alvinegro, com um gol de Ronaldo, outro rubro-negro, com o primeiro gol de Diogo em 13 jogos na Gávea.

Placar justo.

O Flamengo vai se recuperando, o Corinthians vai se reencontrando.

Mas ainda falta algo. Ao time de Luxenburgo, mais consistência. Quando atacou com três, o meio-campo não se sustentou, e deu a bola ao Corinthians (como teimou o jogo todo Willians). Quando voltou também com três na frente, mas com maior mobilidade, imprensou o Timão. Também porque a turma de Tite, mais uma vezm definhou fisicamente na segunda etapa. Como já vinha acontecendo com Mano e Adilson.

O treinador alvinegro credita mais ao mérito do Flamengo e a ausência de um puxador de contragolpe (“transição”) como Jorge Henrique ou Dentinho mais uma pálida partida corintiana no segundo tempo. Eu vou além: a média de idade alta, o jogo sobre partida que esgarça, tudo isso também compromete o Corinthians.

O Flamengo se aproveitou e vai ficar na patota da Sul-Americana, em 2011. O Corinthians segue na luta pelo título. Precisa, agora, fazer todos os serviços no Pacaembu. E secar o Flu.

* Como pode uma defesa de boa qualidade deixar um Ronaldo tão livre? Não há como dizer, pelo tamanho em todos os sentidos, que não viram o Fenômeno livre depois da bela enfiada de Bruno César.

Mas dá para dizer que Wellinton e Angelim pararam para pedir autógrafo a Ronaldo.

Faz mais sentido.

Rodada 29 – Cruzeiro assume a ponta

domingo, 10 de outubro de 2010

 

!INTERNACIONAL 1 X 0 ATLÉTICO-MG – Alecsandro fez o gol 50. Estava marcado nas coxas. E foi meio de nuca. Mas foi o suficiente para o Inter, que havia chutado 11 bolas a gol, contra apenas uma atleticana. Explica-se o Colorado ainda forte, e o Galo, ainda amuado, mesmo no segundo tempo, com um a mais.

+ É mais de um turno todo “rebaixado”. Nem com os rivais diretos ajudando deu para o Atlético. Mas há que considerar que foi uma derrota para o campeão da América, na casa dele. E mais ainda cogitar se vale a pena se dividir entre a salvação no Brasileirão e o sonho da Sul-Americana. O que disse Zé Luís: “Nosso título é permanecer na Série A”.

+ Valeu o Inter ter segurado Kléber para o Mundial. Ele continua o mesmo ótimo lateral de costume, além da experiência. E novos nomes podem render ainda mais, como o promissor Marquinhos, e, mais uma vez, Derley. Por ora, a melhor opção para acompanhar Guiñazú no 4-2-3-1 de Roth.

! BOTAFOGO 0 X 0 PALMEIRAS – Val Baiano acertando tudo, Loco Abreu perdendo pênalti… Um domingo estranho. Mas não foi anormal o empate sem gols no Engenhão. Foi jogo só para isso. O Botafogo que só empata, embora melhor no primeiro tempo, o Palmeiras sem criatividade no meio, melhor na segunda parte, e há seis jogos sem perder.

+ Oito jogos sem vitória do Botafogo. Sete empates seguidos. A sorte é que o Corinthians, com um jogo a menos, mas cinco pontos a mais, também não vence há cinco rodadas. Só que apenas isso não basta para reativar o sonho do G-3

+ Kléber apanha demais e, há mais de dois anos, tem revidado pouco, e batido ainda menos do muito que já bateu. Talvez fosse caso só para amarelo. Mas ele sabe que é marcado a ferro e fogo. Precisa se policiar. E precisa que a polícia da arbitragem também o proteja.

! AVAÍ 2 X 2 FLAMENGO – Val Baiano desencantou. Renato Abreu acertou o pé. Mas a equipe se retraiu, errou tudo mais uma vez na bola aérea, e uma infelicidade do árbitro na expulsão de Leo Moura – tanto quanto o erro do assistente 2 que não viu Renato impedido no primeiro gol rubro-negro – fizeram o empate na Ressacada.

+ Val Baiano fez dois gols de Val Baiano. Mas o Flamengo, no primeiro tempo, perdeu todos os gols como Val Baiano. E o Avaí, desta vez, não perdeu todos os gols que vinha desperdiçando nas outras partidas.

+ O Flamengo não se emenda e vai ficando longe do lugar dele, e ainda perigosamente perto da degola. Mas o Avaí vai fazendo força para cair. Não apenas por deméritos próprios.

Luxemburgo no Flamengo, Sérgio Soares no Atlético-PR

terça-feira, 5 de outubro de 2010

 

Luxemburgo, um auxiliar-técnico, e um preparador físico.

Apenas dois homens de confiança chegam com o premiado, competente, conhecedor, trabalhador, vencedor novo-velho treinador do Flamengo.Rubro-negro desde Tinguá, ex-atleta da base e do clube, técnico não vitorioso no clube em 1991 e 1995, quando saiu antes da hora, por uma série de motivos que ainda estão na Gávea. “Ou que pertencem ao futebol”, como adora falar o novo messias flamenguista em 2010.

Se Zico, que é Zico, não deu jeito em outras áreas, só o Wanderley, se voltar a ser Wanderley, pode resolver em campo.

Mas, para isso, que cobrem, de fato, a partir de 2011.

Agora é hora de apenas lutar para não cair como ainda pode ser rebaixado o ex-clube do treinador que já foi muito melhor do que é.

Também por problemas que ele mesmo cria. Embora, para o meu gosto, ele ainda crie soluções. Algumas caras, sim. Mas que muitas vezes valem a pena.

Luxemburgo ainda tem tempo para voltar a ser o campeão que é. É só deixarem – como não quiseram em 2009, também por arroubos dele. É só ele querer – como algumas vezes não pareceu tão disposto.

Já no rubro-negro quinto colocado do BR-10, só acerto ao apostar em Sérgio Soares. Ótima aposta.

Silas, ex-Flamengo

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Nos 10 jogos em que tentou dirigir o ingovernável Flamengo, Silas ganhou uma partida.

Pelos números do Footstats, o rubro-negro manteve a boa posse de bola que sempre teve nos últimos anos (a terceira melhor média); teve o quarto melhor passe do BR-10; teve o melhor índice de acerto em lançamentos.

Se, por outro lado, teve apenas o 14o. íncide de desarmes, nos demais números, não esteve mal.
Ao contrário.

Porém, o que de fato vale, os placares dentro de campo, uma vitória apenas, no fim do jogo, contra o lanterna Grêmio Prudente, fora de casa.
Mais seis empates.
Mais três derrotas.

É pouco.
Nada para um Flamengo.
Ainda menos para o atual campeão.
Hexa nacional.

Para piorar, além da qualidade discutível de novas apostas, e pela fase indiscutivelmente ruim de velhos nomes que poderiam render mais, Silas ainda foi infeliz ao jogar nas costas e nas pernas de Jean o gol contra em Goiás.

Quando o próprio Silas fez ainda pior, tirando da reta, botando na curva o seu zagueiro e comandado.

Mas nada mais Flamengo dos últimos anos a atitude errada de um comandante. Num clube que tem preferido um Capitão Leo ao mito Zico, o treinador perder a cabeça (e a ter ceifada uma semana depois) é tão natural quanto achar que vai ser difícil o clube se recuperar prontamente.

O que não significa, porém, que ele irá cair profundamente na tabela.

Mas, no caso, mais ou menos como aconteceu no BR-09, os rivais irão ajudá-lo a não cair no fundo do poço onde estão Patricia, Capitão Leo e os 171 que desmandam na Gávea.

Zico sai, Val Baiano fica

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Flamengo perdeu o único Zico que tinha e fica com todos os Val Baianos da Gávea.

O esforçado centroavante em má forma não merece ser o alvo de todos os males e malas do Flamengo.

Mas Zico não poderia expiar todas as mazelas de tantos anos mal administrados no clube.

O Flamengo é tão grande, e Zico é do tamanho do clube, que mesmo o clube fazendo tudo errado em 2009 (e antes, dever dizer, e depois, pelo visto), ainda assim o clube ganhou tudo que conquistou.

Mas o clube parece não querer aprender. Insiste em desprezar as mais básicas normas de tudo. E parece fazer questão de criar problemas do nada onde poderiam pintar soluções.

Zico teve 4 meses para se encher profundamente do meio que ele conhece como poucos, como craque & ídolo & gênio, dono de clube, comentarista, ministro, treinador, diretor-técnico. Mais que tudo, como rubro-negro.

Se Zico, que é Zico, não aturou, quem irá suportar?

“Mas ele não fez nada em 4 meses” dirão os que o ajudaram a voltar para casa – se é que a Gávea já era não era o próprio lar do Galinho de Quintino & Gávea.

Mas como fazer algo numa terra arrasada, e com minas terrestres, aquáticas e aéreas em todas as partes?

Longa vida a Zico.

Hoje, infelizmente, só posso respeitar o passado do Flamengo.

O presente é essa coisa que aí está. Por culpa da situação (e que situação!), da oposição (mais ao próprio clube que do clube), e do mundinho cada vez mais imundo do futebol.