Garrincha teria sido o primeiro a fazer o nobre gesto de jogar pela linha de fundo uma bola para atendimento de um rival. E era jogada de gol, próxima à área do Fluminense.
Outros belos exemplos de dignidade humana que goleiam o resultado de um jogo já citei em outros posts. Por mais que seja sempre bom relembrá-los, fico com a frase do doutor Sócrates, no “Agora é Tarde”, de Danilo Gentili: “Picasso não pintou Guernica para vendê-la. Pintou pela emoção”.
O futebol é esse espetáculo que precisamos vencer. Mas sem nos perder. Para nos defender não é preciso sempre atacar os outros. Muitas vitórias não dependem de títulos e pontos. Nem mesmo das regras escritas.
Tem muita hipocrisia no futebol. Tem muito erro que se quer justificar por outras tantas falhas. Chute a primeira pedra quem não atirou uma montanha no adversário. Mas segure a bronca quando pisar na bola.
Fair-Play é uma condição/situação absolutamente pessoal. Não se pode exigir. Mas se pode torcer.
Bola ao chão não tem orientação de árbitro. Pode ter acordo de cavalheiros. Mas não poderia ter as cavalarias rústicas que se formaram no Pacaembu quando Kléber se apoderou da bola que o Flamengo não quis chutar e quase fez o gol que quase desandou de vez o caldo, o clima e o coleguismo.
Não importa se houve ou não pênalti sobre Luan no segundo tempo. Se o Gladiador é desde 2008 quem mais apanha no futebol brasileiro. Se ele é o símbolo do torcedor mesmo com a confusão armada por quem agora não mais interessa. Se ele poderia ter preferido atuar no Flamengo que quase sofreu dos mais polêmicos gols em tempos. Se ele atrai o que há de melhor e pior no futebol. Se a bola era do Flamengo ou do Palmeiras. Se tantos ses. Aqui não se discute.
Apenas se poderia aprofundar um pouco mais o tema se houvesse mais gente interessada no bem do esporte que no próprio benefício.














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