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Posts com a Tag ‘Flamengo; RJ-09’

Flamengo 4 x 0 Resende

segunda-feira, 30 de março de 2009

ESCREVE ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Não houve revanche, nem show no Engenhão. E muito menos um novo “carrossel” de Cuca, apesar do 3-4-3 do Fla. O time rubro-negro novamente se complicou contra o Resende, mas construiu a goleada no melhor preparo físico dos jogadores, beneficiados pela injusta expulsão do volante Márcio Gomes aos 28 do primeiro tempo.

O árbitro William Nery parecia carregar nos ombros a atuação lamentável do colega Felipe Gomes da Silva na semifinal da Taça GB e, além de exagerar no cartão vermelho, beneficiou o Flamengo em alguns lances de jogo e deixou de expulsar Ibson que, com cartão amarelo, reclamou, fez faltas duras e ainda simulou descaradamente um pênalti no segundo tempo.

Sobre o jogo, Cuca manteve Erick Flores no time e montou uma equipe ultraofensiva, com Everton Silva e Angelim se revezando no apoio pelos lados, Léo Moura voltando à ala direita, Zé Roberto fazendo companhia a Juan pela esquerda e Josiel mais enfiado. E novamente o time se embolou no ataque com tanta gente e escancarou a defesa, que só não sofreu mais porque o time do técnico Roy, com Viola no ataque, começou muito recuado e, quando planejava explorar os contragolpes de forma mais incisiva, foi prejudicado pela arbitragem. Ainda assim, teve uma boa chance no primeiro tempo com Bruno Meneghel, o que mostra a fragilidade do sistema defensivo rubro-negro.

Na frente, Josiel tropeçou menos na bola e marcou mais dois gols, se igualando a Meneghel na artilharia do Estadual. O camisa 9 já está na página principal de todos os sites especializados e amanhã certamente será capa de todos os jornais.

Mas o destaque do jogo foi Léo Moura.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Flamengo 1 x 1 Tigres

domingo, 15 de março de 2009

André Rocha, mais uma vez, foi preciso em palavras com a imprecisão rubro-negra no gramado. Mas impreciso mesmo foi Bruno, no gol do Tigres. Quem mandou mexer com uma fera como Andrade? Pode ser birra de criança, retaliação infantil de minha parte.

Mas quem foi juvenil não fui eu. Com as mãos e com a língua.

Os deuses do futebol não perdoam. E são corporativos, Bruno.

ESCREVE ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

O Fla jogou mal. Ponto.

Na verdade, foi um típico tropeço de time grande em Campeonato Estadual. O Flamengo entrou em campo relaxado pelos bons resultados nas últimas partidas e, embora tenha começado o jogo contra o Tigres em ritmo intenso e com o mesmo desenho tático da goleada sobre o Duque de Caxias, acreditou que marcaria quando bem entendesse, confiando em sua superioridade técnica.

Mas aí veio o pênalti perdido por Léo Moura, a chance desperdiçada por Josiel…e o gol do Tigres! Após falha de Bruno (mais uma!), Leandro Chaves empurrou para as redes e abriu o placar no Maracanã.

E a tranquilidade excessiva virou tensão em um grupo já estressado com tantos problemas fora do campo. O time voltou a mostrar buracos na defesa e afunilar os ataques. Ibson fez falta demais no trabalho entre as intermediárias e a equipe rubro-negra só conseguiu empatar, ainda no primeiro tempo, em bela cabeçada de Josiel após cruzamento preciso de Juan em cobrança de escanteio.

A segunda etapa foi cópia da primeira, mas sem gols. O time de Cuca achou que venceria quando acelerasse o jogo, mas o gol do alívio não veio. Com o tempo passando e o Tigres marcando bem dentro de suas limitações, o Flamengo foi entrando em desespero, se lançando à frente e jogando bolas na área a esmo para Obina, que entrou na vaga de Everton Silva, com Léo Moura voltando para a ala direita. O time só não foi completamente inócuo porque Zé Roberto, apagado em campo, assustou o goleiro em chute cruzado e, no final, Maxi, que substituiu Josiel, bateu forte dentro da área e Marcos Paulo fez uma defesa milagrosa, no melhor lance da partida.

É injusto afirmar que os rubro-negros não suaram a camisa e criar teorias de boicote ou “corpo mole”, até porque os salários não começaram a atrasar na quinta-feira. Também é dever reconhecer o esforço da equipe de Xerém, que já havia feito uma boa partida contra o Botafogo e luta bravamente contra o iminente rebaixamento.

O que falta ao Fla é talento para definir jogos mais complicados e serenidade para buscar a regularidade tão almejada.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

Resende 5%?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

É, seu Mauro Beting…

É, seu Cuca…

É, seu Kléber Leite…

É, seu árbitro…

Méritos enormes ao Resende e ao seu treinador.

Deméritos a todos os acima citados.

MELHOR ESCREVE ANDRÉ ROCHA

O Flamengo repetiu os erros táticos deste início de temporada e poderia ter levado uma goleada histórica na semifinal da Taça Guanabara. Mas os equívocos do árbitro Felipe Gomes da Silva que prejudicaram demais o time de Cuca é que serão lembrados e tirarão o peso da derrota humilhante por 3 a 1 dos ombros do treinador.

A zaga do Fla em linha e sem Angelim é um convite para qualquer ataque, ainda mais sem um meio-campo bem postado para dar sustentação. Impressiona a lentidão de Thiago Salles. Antes do Resende abrir o placar e o jogo perder seu aspecto tático por conta das expulsões, o time do interior já vinha criando chances com facilidade e havia perdido dois gols feitos.

Ofensivamente, o erro rubro-negro, mais uma vez, foi afunilar as jogadas com os alas na esperança que Zé Roberto e Marcelinho Paraíba buscassem os lados do campo. E novamente não funcionou, o que ressalta a pouca inteligência de Cuca na insistência com a estratégia. Obina novamente foi sacrificado na frente, atuando isolado e funcionando apenas como pivô.

O Resende, muito bem organizado pelo técnico Roy em um 3-4-2-1, tinha mais fôlego e fluência no ataque, com Léo armando as jogadas buscando Bruno Meneghel na área. A chegada dos alas e volantes de trás às costas da linha formada por Léo Moura, Ibson e Juan expunha o trio de zaga e Willians, o volante mais plantado e o único a mostrar espírito de luta durante toda a partida.

O jogo começou a ser decidido na prática com o pênalti de Airton em Léo. O volante/zagueiro havia levado um amarelo anteriormente sem nem ter participado do lance que terminou na falta de Fábio Luciano. Com a infração dentro da área, veio o segundo amarelo e a expulsão injusta. Na cobrança, Meneghel bateu mal, mas a bola tocou na trave, nas costas de Bruno e entrou. Era o primeiro sinal que a tórrida tarde de sábado de Carnaval no Maracanã seria trágica.

A desvantagem e o péssimo futebol deixaram o Fla ainda mais tenso. E aí, o árbitro, intencionalmente ou não, minou os nervos dos jogadores ao fazer a equipe repetir cinco vezes a cobrança de um simples impedimento na área rubro-negra. Fábio Luciano perdeu a paciência e o juiz o expulsou direto.

Na segunda etapa, o Resende misturou indolência com cansaço e atraiu um Flamengo desfigurado para o seu campo.Ainda assim, poderia ter matado a partida logo no início, não fosse a péssima pontaria nas conclusões e a atuação heróica de Willians, que salvou Bruno pelo menos três vezes. E após expulsar com justiça o zagueiro Leandro do Resende pelo segundo amarelo e anular corretamente um gol de Josiel, que novamente substituiu Obina e deu mais movimentação ao ataque, o juiz deixou de marcar uma falta sobre Ibson dentro da área em um lance semelhante à penalidade marcada a favor da equipe do interior. No mínimo, faltou critério. Logo depois, veio o golaço de Hiroshi em chute no ângulo de Bruno.

Lutador, o Fla ainda diminuiu com Josiel após jogada do incansável Willians e acreditou no empate. Mas depois de perder duas ótimas oportunidades, o artilheiro do campeonato Bruno Meneghel marcou seu oitavo gol na competição e definiu o placar em contragolpe sobre uma zaga pregada no chão pelo cansaço.

Desta vez, a soberba não foi o pecado do Fla e o vexame fica apenas por conta do resultado surpreendente. A arbitragem foi lamentável e atrapalhou demais o time rubro-negro. Mas foi a desorganização tática da equipe de Cuca, o primeiro a admitir a péssima atuação depois da partida, que começou a desenhar o histórico triunfo do Resende, o primeiro finalista da Taça GB.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

Flamengo 95%

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O Resende está na semifinal da Taça GB apenas por conta de mais um rolo administrativo vascaíno. Apenas por isso. Merece elogios um clube profissional há apenas 4 anos disputar uma decisão contra o Flamengo. O treinador Roy também é nome que precisa ser observado com ótimos olhos por montar equipes competitivas e redondinhas. Terá toda a torcida do arco-íris a favor. Mas já está bom demais.

É um sonho para terminar em cinzas antes da quarta-feira. Por mais que o Flamengo ainda não seja o que deverá ser; por mais que o sistema defensivo não arranque suspiros – apenas cabelos; por mais que as dúvidas ofensivas ainda assolem Cuca e o torcedor, só o futebol pode dar os 5% de chances para o Resende. O futebol e o regulamento, que permite zebras em apenas uma partida decisiva, com pênaltis à disposição.

Mas é jogo todo rubro-negro. Se Ibson começar a armação, se Léo Moura e Juan forem os de 2008, se Willians se sacrificar por todos na marcação, se Zé Roberto e Marcelinho Paraíba assumirem a criação, outros “ses” ficarão pelo caminho.

Macaé 1 x 2 Flamengo

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ANDRÉ ROCHA dá uns toques das questões que ainda podem ser melhoradas no Flamengo 100% na Taça GB.

http://blogs.abril.com.br/futebolearte

- A combinação de alas muito avançados e jogando por dentro com meias e atacantes, com exceção do Zé Roberto, que não têm o hábito de se projetar pelos lados e também procuram o meio, faz o time afunilar o jogo e facilitar a marcação;

- Defesa aberta pelo revezamento dos zagueiros nas descidas ao ataque e na sobra, e também porque o trio de zaga e Willians, vendo o time tão embolado, acabam sendo os homens que se projetam pelos flancos chegando de trás. Quando o time perde a bola é surpreendido com pouca gente no rebote defensivo e na retaguarda, como no pênalti sobre Jackson bem cobrado pelo meia Wallacer. Fábio Luciano acertou ótimo cruzamento para Zé Roberto marcar o gol da vitória contra o Macaé, mas é muito mais importante atuando na sobra do que correndo como um louco para o ataque. Até porque ele nem tem velocidade para isso;

- Marcelinho Paraíba é importante pelos bons chutes, como na cobrança de falta que abriu o placar no Estádio Raulino de Oliveira na partida de ontem, e algumas assistências precisas, mas normalmente mata a velocidade da equipe com seu estilo mais cadenciado e muitos erros de passe. Se Jonatas mantiver a regularidade que vem apresentando quando jogar noventa minutos, deve ser o titular na armação das jogadas;

- Obina vem sofrendo com sua nova função tática. O baiano não é jogador para ficar isolado, fazendo o pivô e tendo poucas chances durante a partida. O atacante, acostumado a marcar, acaba ficando ansioso e seu rendimento cai. Um esquema com mais aproximação de Zé Roberto e de mais um meia ou até a entrada de Josiel pode melhorar o rendimento do “xodó” da torcida. Com a manutenção do sistema de jogo, é melhor substitui-lo.

A classificação antecipada para as semifinais com cinco vitórias foi importante para dar confiança. Mas para os confrontos mais difíceis que estão por vir no Cariocão e, principalmente, para a disputa da Copa do Brasil, é dever de Cuca esquecer um pouco a superstição da camisa preta e rever suas convicções táticas que não permitem que o Flamengo encaixe um bom jogo. Além de sorte, ele vai precisar mostrar competência para, enfim, conquistar o primeiro título de sua carreira.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

Zé Roberto no Flamengo

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Cabeça no lugar, Cuca no comando, Zé Roberto funciona. Com Marcelinho Paraíba chegando pelo lado esquerdo, ainda mais, podendo deixar Obina solitário no comando de ataque.

Mas ainda o melhor Flamengo é com Léo Moura e o ausente Juan pelas alas. Aírton pode ser o Jaílton modelo 09/09, um terceiro atrás, até para liberar o promissor Willians e Ibson para apoiarem e criarem.

O melhor para o rubro-negro ainda é um esquema com três atrás.

PARA MELHOR E MAIS PROFUNDA ANÁLISE RUBRO-NEGRA, LEIA ANDRÉ ROCHA EM http://blogs.abril.com.br/futebolearte