De novo, 2 a 2.
De novo, superação de lado a lado.
De novo, pênaltis.
De novo, Bruno, num pênalti. Desde os 90 minutos.
De novo, um valente Botafogo, que quase virou o clássico e virou história.
De novo, um ótimo trabalho de Ney Franco com pouco grupo.
De novo, coisas que só acontecem com…
De velho, na decisão, uma vez Flamengo, 31 vezes Flamengo.
Tricampeão.
Pentatri.
Campeão como Cuca. Mais que merecido, apesar dos problems técnicos, estruturais e de ataque do Flamengo.
O JOGO
* A frase é de Cuca: “Tirei uma betoneira das costas”. Melhor imagem não há. Ou houve: no Sportv, o treinador enfim campeão com a família. Parabéns, Cuca. Você merece.
* Campeão, aliás, tricampeão. E com os salários megaaaaaaatrasados. Parabéns ao time de melhor elenco. Parábéns à direção rubro-negra?
* 6min. Mesmo com apenas Victor Simões no ataque, e a chegada ao ataque de Eduardo e Túlio Souza do limitado e desfalcado elenco alvinegro, o Fogão causou algum calor no Flamengo, mais atento na marcação.
* O jogo se arrastava chaaaato até mais uma falta desnecessária de Alessandro na linha lateral. O melhor jeito de chamar o rival para dentro da área. No resultado disso tudo, Kleberson tocou de cobertura de cabeça por sobre o frágil Renan e fez 1 a 0, aos 19min43s.
* Aos 30, Túlio Souza mandou uma bela falta de curva no travessão de Bruno. Se o goleiro rubro-negro é impressionante no pênalti, nas faltas, em jogos decisivos, nem sempre vai tão bem. Se aquela bola entra, de heroi a vilão seria num simples chute.
* O Botafogo melhorava, mas o rubro-negro era mais contundente. Criava mais e, em mais uma falta tola de Alessandro, chegou ao segundo gol, numa bomba do excelente Kleberson que, para variar, resvalou em um botafoguense (Alessandro) e entrou sem defesa para Renan, aos 38.
* No minuto seguinte, com o buraco entre os zagueiros rubro-negros e os volantes, Victor Simões raspou a trave de Bruno.
* O goleiro flamenguista ainda faria bela defesa em bomba de falta de Juninho, aos 43, dando o mote do que viria a ser o segundo tempo.
* Com Jean Carioca aberto à direita para jogar com Victor, com Eduardo na zaga no lugar de Emerson, o Fogão precisou de 54 segundos para o árbitro Péricles Bassols Cortez marcar uma mão na bola que eu não marcaria de Juan, num sem-pulo à queima-roupa de Alessandro.
* Victor bateu o pênalti discutível brilhantemente defendido por Bruno. O primeiro dos três da tarde.
* Com os três na zaga, dois volantes e dois alas espetados (Alessandro e Thiaguinho), Túlio Souza em ótima jornada, o Fogão cresceu. Victor Simões perdeu boa chance aos 6. O Flamengo recuou demais.
* Obina entrou aos 11 no lugar de Erick Flores, que deu movimentação, mas não resolveu o terrível problema ofensivo do ataque do Flamengo que não faz gol. Ainda assim, no contragolpe, Emerson quase ampliou.
* Golaço de Juninho, aos 16. Mais uma falta tola e desnecessária. Quando marcadores vão evitar cometer faltas desse tipo contra ótimos batedores?
* Dois minutos depois, chutão de Leandro Guerreiro, Alessandro (principal construtor de lances no segundo tempo) relou de cabeça, e Túlio fez um belo gol, aproveitando de desatenção da zaga, e da saída infeliz de Bruno.
* O Flamengo acordou, Ibson só não fez aos 22 porque Renan fez boa defesa.
* Aos 28, o Botafogo teve de estrear o garoto Rodrigo Dantas. Coisas que só aconte…
* Aos 37, Obina se superou, e conseguiu criar a “não-finalização”, ao não chutar em gol a bola que bateu em direção ao planeta Terra (!?) em belo lance pela esquerda.
* Aos 46, com o Botafogo desde antes parecendo querer os pênaltis, ou sabendo que já estava bom demais, Renan quase fez gol contra numa bola lançada na área. Assim como Max, no RJ-07, Renan não deixará boas lembranças na decisão de 2009.
* Fábio Luciano, aos 47, trocou os pés pelas mãos, foi corretamente expulso, e quase termina a carreira de modo juvenil. Bobagem inominável em qualquer tempo, com qualquer atleta profissional.
* Em 2007, também foi 4 a 2 nos pênaltis. Então, Lúcio Flávio bateu no canto direito e Bruno foi pegar. Juninho bateu no mesmo canto, Bruno espalmou, e a bola ainda pegou no travessão. Renato, Roni, Juan (rasteiro, no meio do gol), e Leo Moura, batendo no canto direito, Max caindo para o lado errado, e os 4 a 2 dando o título ao Flamengo. Do primeiro na quinta série de tri.
* Em 2009, Kleberson (o craque da partida, fundamental na recuperação rubro-negra na Taça Rio) bateu e fez, com Renan passando pela bola. Juan bateu à meia altura, no canto esquerdo. Aírton bateu muito bem do outro lado. Leo Moura fez o quarto, de novo, só que mandando alto, quase no meio do gol.
* A história se repetiu como festa mesmo com Bruno. Com os pés, defendeu a bomba no meio do gol de Juninho, no segundo pênalti alvinegro. E mereceu defender o último tiro, batido à meia altura, no canto direito, por Leandro Guerreiro – um que não merecia perder a cobrança. Mas que Bruno merecia defender, mais uma vez.
* O clube não tem tido muito moral para cobrar dos atletas que “recebem” salários atrasados. Mas pode deixar o Flamengo que Josiel atue repetidas vezes com uma bandana na cabeça (ou faixa, sei-lá-eu) da Adidas, quando o clube é uniformizado pela Nike? Bandana não é uniforme, como luva de goleiro ou chuteira. É acessório bem dispensável.
* MAIS DA DECISÃO DO MARACANÃ EM ‘O JOGO DO BETING’, ESTA TERÇA-FEIRA, NO LANCE! *













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