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Posts com a Tag ‘Flamengo; Botafogo; RJ-09’

Flamengo tricampeão do Rio 2007-2009

domingo, 3 de maio de 2009

De novo, 2 a 2.

De novo, superação de lado a lado.

De novo, pênaltis.

De novo, Bruno, num pênalti. Desde os 90 minutos.

De novo, um valente Botafogo, que quase virou o clássico e virou história.

De novo, um ótimo trabalho de Ney Franco com pouco grupo.

De novo, coisas que só acontecem com…

De velho, na decisão, uma vez Flamengo, 31 vezes Flamengo.

Tricampeão.

Pentatri.

Campeão como Cuca. Mais que merecido, apesar dos problems técnicos, estruturais e de ataque do Flamengo.

O JOGO

* A frase é de Cuca: “Tirei uma betoneira das costas”. Melhor imagem não há. Ou houve: no Sportv, o treinador enfim campeão com a família. Parabéns, Cuca. Você merece.

* Campeão, aliás, tricampeão. E com os salários megaaaaaaatrasados. Parabéns ao time de melhor elenco. Parábéns à direção rubro-negra?

* 6min. Mesmo com apenas Victor Simões no ataque, e a chegada ao ataque de Eduardo e Túlio Souza do limitado e desfalcado elenco alvinegro, o Fogão causou algum calor no Flamengo, mais atento na marcação.

* O jogo se arrastava chaaaato até mais uma falta desnecessária de Alessandro na linha lateral. O melhor jeito de chamar o rival para dentro da área. No resultado disso tudo, Kleberson tocou de cobertura de cabeça por sobre o frágil Renan e fez 1 a 0, aos 19min43s.

* Aos 30, Túlio Souza mandou uma bela falta de curva no travessão de Bruno. Se o goleiro rubro-negro é impressionante no pênalti, nas faltas, em jogos decisivos, nem sempre vai tão bem. Se aquela bola entra, de heroi a vilão seria num simples chute.

* O Botafogo melhorava, mas o rubro-negro era mais contundente. Criava mais e, em mais uma falta tola de Alessandro, chegou ao segundo gol, numa bomba do excelente Kleberson que, para variar, resvalou em um botafoguense (Alessandro) e entrou sem defesa para Renan, aos 38.

* No minuto seguinte, com o buraco entre os zagueiros rubro-negros e os volantes, Victor Simões raspou a trave de Bruno.

* O goleiro flamenguista ainda faria bela defesa em bomba de falta de Juninho, aos 43, dando o mote do que viria a ser o segundo tempo.

* Com Jean Carioca aberto à direita para jogar com Victor, com Eduardo na zaga no lugar de Emerson, o Fogão precisou de 54 segundos para o árbitro Péricles Bassols Cortez marcar uma mão na bola que eu não marcaria de Juan, num sem-pulo à queima-roupa de Alessandro.

* Victor bateu o pênalti discutível brilhantemente defendido por Bruno. O primeiro dos três da tarde.

* Com os três na zaga, dois volantes e dois alas espetados (Alessandro e Thiaguinho), Túlio Souza em ótima jornada, o Fogão cresceu. Victor Simões perdeu boa chance aos 6. O Flamengo recuou demais.

* Obina entrou aos 11 no lugar de Erick Flores, que deu movimentação, mas não resolveu o terrível problema ofensivo do ataque do Flamengo que não faz gol. Ainda assim, no contragolpe, Emerson quase ampliou.

* Golaço de Juninho, aos 16. Mais uma falta tola e desnecessária. Quando marcadores vão evitar cometer faltas desse tipo contra ótimos batedores?

* Dois minutos depois, chutão de Leandro Guerreiro, Alessandro (principal construtor de lances no segundo tempo) relou de cabeça, e Túlio fez um belo gol, aproveitando de desatenção da zaga, e da saída infeliz de Bruno.

* O Flamengo acordou, Ibson só não fez aos 22 porque Renan fez boa defesa.

* Aos 28, o Botafogo teve de estrear o garoto Rodrigo Dantas. Coisas que só aconte…

* Aos 37, Obina se superou, e conseguiu criar a “não-finalização”, ao não chutar em gol a bola que bateu em direção ao planeta Terra (!?) em belo lance pela esquerda.

* Aos 46, com o Botafogo desde antes parecendo querer os pênaltis, ou sabendo que já estava bom demais, Renan quase fez gol contra numa bola lançada na área. Assim como Max, no RJ-07, Renan não deixará boas lembranças na decisão de 2009.

* Fábio Luciano, aos 47, trocou os pés pelas mãos, foi corretamente expulso, e quase termina a carreira de modo juvenil. Bobagem inominável em qualquer tempo, com qualquer atleta profissional.

* Em 2007, também foi 4 a 2 nos pênaltis. Então, Lúcio Flávio bateu no canto direito e Bruno foi pegar. Juninho bateu no mesmo canto, Bruno espalmou, e a bola ainda pegou no travessão. Renato, Roni, Juan (rasteiro, no meio do gol), e Leo Moura, batendo no canto direito, Max caindo para o lado errado, e os 4 a 2 dando o título ao Flamengo. Do primeiro na quinta série de tri.

* Em 2009, Kleberson (o craque da partida, fundamental na recuperação rubro-negra na Taça Rio) bateu e fez, com Renan passando pela bola. Juan bateu à meia altura, no canto esquerdo. Aírton bateu muito bem do outro lado. Leo Moura fez o quarto, de novo, só que mandando alto, quase no meio do gol.

* A história se repetiu como festa mesmo com Bruno. Com os pés, defendeu a bomba no meio do gol de Juninho, no segundo pênalti alvinegro. E mereceu defender o último tiro, batido à meia altura, no canto direito, por Leandro Guerreiro – um que não merecia perder a cobrança. Mas que Bruno merecia defender, mais uma vez.

* O clube não tem tido muito moral para cobrar dos atletas que “recebem” salários atrasados. Mas pode deixar o Flamengo que Josiel atue repetidas vezes com uma bandana na cabeça (ou faixa, sei-lá-eu) da Adidas, quando o clube é uniformizado pela Nike? Bandana não é uniforme, como luva de goleiro ou chuteira. É acessório bem dispensável.

* MAIS DA DECISÃO DO MARACANÃ EM ‘O JOGO DO BETING’, ESTA TERÇA-FEIRA, NO LANCE! *

Flamengo x Botafogo: tem troco?

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Flamengo quer devolver derrota de 1989; Botafogo, os dois últimos vices estaduais; quem é “pé-frio”: o Fogão ou Cuca?

Vai fazer 20 anos que a fila de 20 anos sem títulos estaduais do Botafogo acabou numa bola cruzada para Maurício empurrar Leonardo, e empurrar para dentro da rede de Zé Carlos o gol redentor alvinegro. Faz dois anos que, na decisão carioca, o Botafogo para na camisa rubro-negra e/ou na arbitragem e/ou no melhor time e/ou no Obina da vez.

Flamengo e Botafogo cobram com juros e correção futebolística as dívidas passadas. Em 1972, o Botafogo fez 6 a 0 no Flamengo. Por nove anos mandou mensagens do tipo “aqui pra v0x6!”. Até o time de Zico (e que time!) devolver os 6 a 0, em 1981. Desde a primeira final estadual, decidida por Garrincha em tarde de Mané, em 1962, até a do ano passado, vencida por Obina em tarde de Diego Tardelli, o clássico é um bumerangue: o que foi volta. Resta saber quando.

O Flamengo foi 100% na Taça Guanabara até cair feio para o Resende. Cuca virou “eterno vice” para o botafoguense. Juntou os cacos, arrumou o sistema defensivo melhor protegido e menos exposto, e repetiu boas partidas decisivas (como na campanha do bi, em 2008, com Joel Santana no banco da Gávea). Falta, agora, ajustar o ataque. Emerson se supera na velocidade. Mas não é o que foi Souza em 2007, o que foram Obina-Tardelli em 2008. Zé Roberto também não tem sido o insinuante meia-atacante que foi pelo Botafogo em 2007 (que gol ele deu para Dodô no primeiro 2 a 2 daquele ano!), e não pode ser o nome do gol do Flamengo. Quem sabe a história não reserve a Josiel um daqueles lugares improváveis do panteão dos campeões que pintam do nada – como o vascaíno Cocada, em 1988. Ou o próprio Obina que saiu do banco em 2008 para marcar três gols em dois jogos; ou mesmo Toró, o melhor em campo naquelas finais.

O Botafogo mexeu mais no time em relação a 2009. Mas Ney Franco não mudou. Continua o mesmo comandante sereno, detalhista, prático. Sem grandes nomes, arruma a defesa, dá um jeito no meio-campo (que fica melhor com Leandro Guerreiro mais à frente que com Fahel), e dá gás a um ataque perigoso de renascidos como Maicosuel, de experientes como Reinaldo, de goleadores como Victor Simões.


Pode parecer pouco. Mas é só a defesa não bobear como Emerson no gol decisivo da Taça Rio para o Botafogo tentar superar o trauma de ver um gol mal anulado de Dodô, no fim do jogo decisivo do RJ-07, e ainda perder nos pênaltis defendidos por Bruno, grande diferencial daquela decisão. Na primeira partida, até a expulsão do goleiro Júlio César, o Botafogo era melhor e ganhava por 2 a 0. Com Max, sofreu o gol do pênalti que “expulsara” Júlio César, e ainda cedeu o empate doado pelo reserva da meta. No segundo jogo, quando o Botafogo só tinha o RJ-07 para pensar, jogava melhor, mais bonito e mais consistente que o Flamengo. Mas… Havia um Bruno no meio da meta, e uma bomba de Renato Augusto (o que não sabia chutar…) de longe para empatar por 2 a 2. E não bastava o Botafogo permanecer no gramado no intervalo para “sentir” o clima decisivo. Decisão era com o Flamengo.

Em 2008, a história se repetiu como tragédia para o Fogão. Já não tinha um time tão bom. O Flamengo continuava com Leo Moura e Juan voando pelos lados. E Tardelli para dar os gols para Obina, que saía do banco para a história, compensando até frango histórico de Bruno, no segundo jogo decisivo. As duas vitórias do time de Joel Santana contribuiriam logo depois para a queda de Cuca. Treinador tão bom quanto Ney Franco. Ainda não tão vencedor. Mas, um dia, como bem (e mal sabem) rubro-negros e alvinegros, a história pode virar.

Só não me pergunte quando.

Flamengo 1 x 0 Botafogo – CAMPEÃO TAÇA RJ-09

domingo, 19 de abril de 2009

* Vitória do time que buscou o ataque, precisava da vitória, e não teme medo dela – mesmo sem um atacante para fazer os gols criados.

* Derrota de um Botafogo que tirou a foto que deveria ter tirado antes do jogo, e que pregou na segunda etapa também por conta da derrota na Copa do Brasil.

* Faltou contundência ao ataque de Emerson (que merece um lugar na equipe) e Zé Roberto (que não é o que foi no Botafogo, muito menos o finalizador necessário para o Flamengo).

* Kleberson e Willians marcaram corretamente um Botafogo muito recuado na segunda etapa, e começaram mais uma ve bem o jogo rubro-negro, fazendo os lances com Leo Moura e Juan.

* O Fogão teve as melhores chances do primeiro tempo, mas todas ou de bolas paradas ou de desatinos defensivos rubro-negros. Alessandro e Thiaguinho não funcionaram pelos lados.

* Emerson, coitado… Bobeou feio e definiu o placar, a vitória, o título do returno para o rival, e deixa, agora, tudo praticamente igual para duas partidas sem favoritos.

* Ainda bem que o presidente da Portuguesa paulista não está diretamente ligado à decisão carioca… Fosse o caso, falaria a primeira bobagem que viesse à mente.

* Angelim e Emerson, os atacantes no lance do gol do título, foram muito mais zagueiros; Emerson, o zagueiro que precisava afastar, foi melhor atacante, chutando para trás e com a perna mais que errada.

* E para quem acha “falido” o futebol do Rio, reveja o público do Maracanã, e do Morumbi.

MELHOR ESCREVE ANDRÉ ROCHA http://blogs.abril.com.br/futebolearte

Em duelo tático parelho, embora com propostas claramente diferentes, venceu quem mostrou mais disposição na disputa pela bola, fôlego e, especialmente, sorte no gol contra de Emerson que decidiu a partida e compensou a falta de poder de fogo de seu ataque. O Flamengo de Cuca voltou a ser organizado, raçudo e fez por merecer a conquista da Taça Rio que iguala tudo para as finais do Estadual.

A estratégia do Fla era clara: congestionar o meio-campo, ter a posse de bola e tentar surpreender na movimentação ofensiva. Na defesa, manter Fábio Luciano tranqüilo na sobra e deixar Willians, Aírton e Angelim com a dura tarefa de conter o veloz trio ofensivo alvinegro. Pelo Bota, a intenção era anular os alas e bloquear Ibson com a marcação individual de Leandro Guerreiro, com Fahel recuando para a zaga. Ofensivamente, a proposta era esperar o oponente errar e matar no contragolpe em velocidade com Reinaldo, Maicosuel e Victor Simões.

As duas equipes conseguiram parcialmente o seu intento na primeira etapa. O Fla teve a bola, as peças giraram e o time teve o domínio das ações. Mas novamente faltou presença no ataque. Emerson ficou perdido na marcação da zaga adversária e Zé Roberto longe demais da área. O jogador mais incisivo foi Kléberson, que novamente teve bom rendimento na dinâmica do meio-campo e arriscou os chutes de longe.

Já o Botafogo marcava bem, fechava os lados com Alessandro e Thiaguinho, além da boa cobertura do trio de zagueiros. E na frente, os contra-ataques saíram e as melhores oportunidades foram da equipe de Ney Franco, com Victor Simões chutando errado após assistência de Maicosuel e depois com o próprio camisa 10 alvinegro acertando a trave direita de Bruno. O campeão da Taça Guanabara ainda assustou com o chute forte de Juninho em cobrança de falta.

No segundo tempo, o Flamengo acertou a marcação atrás, com os zagueiros e Willians firmes nas antecipações, e foi avançando suas linhas conforme o Bota foi cansando, provavelmente pelo desgaste físico e psicológico da eliminação da Copa do Brasil para o Americano. Mas Emerson continuava saindo muito da área e Zé Roberto passou a errar além da conta. Novamente foi Kléberson que ameaçou em chute de longe para boa defesa de Renan.

Aos 17, saiu o gol da vitória em pura infelicidade do zagueiro Emerson, que até fazia partida correta e rebateu mal na confusão dentro da área depois da cobrança de falta de Juan pela esquerda. Na comemoração, muita festa para Fábio Luciano, o que mostra que boa parte da vontade mostrada pelos rubro-negros nesta etapa final de Taça Rio tem relação direta com a prometida despedida de seu capitão.

O Flamengo errou ao recuar demais e permitir que um acuado Botafogo fosse à frente. Com Renato e Gabriel nas vagas de Fahel e Léo Silva, a equipe de Ney Franco ficou mais agressiva, mas pecava pelo excesso de bolas alçadas na área que eram rebatidas pela impecável retaguarda do Fla, com destaque para Willians, o melhor em campo. Com as entradas de Josiel e Erick Flores no ataque nas vagas de Zé Roberto e Emerson, o contragolpe rubro-negro ficou mais perigoso e os dois jogadores que saíram do banco tiveram as melhores chances, mas novamente faltou precisão nas conclusões.

No final, Thiaguinho acabou justamente expulso por entrada duríssima em Juan e desanimou o Bota. A torcida rubro-negra, maioria entre os 83.359 presentes (78.395 pagantes) iniciou naquele momento uma tímida festa que explodiu no apito final de um Luiz Antônio Silva dos Santos mais sereno e equilibrado na parte disciplinar e que não influiu no resultado que deixa a decisão regional em aberto e absolutamente sem favorito.

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Flamengo 1 x 1 Botafogo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O melhor do Flamengo é que Cuca sabe que os resultados são muito melhores que a encomenda. A defesa inspira cuidados, o meio segue a expondo, os alas continuam criando mais que os meias, e Obina segue isolado.

O melhor do Botafogo é que Ney Franco (e o clube), mais uma vez, conseguem placares apesar dos pesares. O time está rápido e incisivo. E consegue uma consistência defensiva melhor que que a esperada para tamanhas mudanças táticas, e considerável declínio técnico.

MELHOR ESCREVE ANDRÉ ROCHA

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O Bota pode lamentar as chances mais claras de gol desperdiçadas por seus atacantes durante a partida e a desatenção nos últimos minutos. Mas o fato é que o clássico – que também teve briga entre as torcidas – foi equilibrado, as equipes, repleta de reservas, foram semelhantes nas virtudes e defeitos e a alternância de domínio seguiu um roteiro até previsível.

A partida foi parelha até o Bota abrir o placar com Batista, após boa tabela com Reinaldo. O Fla sentiu o golpe e a equipe de Ney Franco poderia ter ampliado nos minutos seguintes aproveitando a total desorganização defensiva do adversário, especialmente pela esquerda, com Thiago Sales perdido em campo. No final do primeiro tempo, o time rubro-negro cresceu com Jonatas mais ligado na partida e foi superior.

O domínio permaneceu na segunda etapa até Renan defender a cobrança de pênalti de Obina, que forçou a barra para acabar com o jejum de gols e acabou se transformando no vilão da tarde. O Alvinegro ganhou moral, poderia ter definido a partida com Wellington Júnior e acabou punido pelo recuo excessivo nos últimos minutos com o gol de Josiel, que colocou o time de Cuca na liderança do Grupo B, esperando o imbróglio do Vasco com o TJD para definir seu adversário que, por ora, é o Resende.

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA

Flamengo e Botafogo vencem

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Flamengo ainda não engrenou, mas segue 100%. O duro é que em vez de se comentar o que deve ser feito para melhorar a equipe, o debate é sobre como salvar a arbitragem. Por contigência, tem beneficiado o Flamengo. Mas, de fato, tem prejudicado o futebol como um tudo. Sem margens e esperanças para melhora num oceano de mediocridades.

Mal vi o Botafogo. Mas esse é um time que só será realmente conhecido para mais de mês.

ESCREVE ANDRÉ ROCHA

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Bangu 1X2 Flamengo – Difícil analisar a partida sem citar a péssima arbitragem comandada por Djalma Beltrani. O Fla, novamente beneficiado (o pênalti em Maxi que resultou no gol de empate não existiu e foi o equívoco mais relevante, entre tantos outros, para ambos os lados), teve dois tempos distintos: no primeiro, organização defensiva, mas pouco poder de fogo, com exceção do pênalti perdido por Obina e da jogada antológica do folclórico atacante do Fla dentro da área adversária; no segundo, defesa escancarada e desatenta, como no gol de Rafael Soeiro (outro lance duvidoso), mas um ataque mais incisivo, com Maxi e Everton abertos pelos lados, Marcelinho Paraíba chegando de trás e Ibson mais participativo. A virada nos últimos cinco minutos foi justa pela coragem rubro-negra e a pouca ambição de um Bangu redivivo, que pode render na frente com Somália e Bruno Luiz. Mas o Flamengo, que não deve ter Juan para a próxima rodada, não precisava contar mais uma vez com os erros de um trio de árbitros tão incompetente;

Botafogo 1X0 Macaé – A chuva de verão e o gramado pesado do Engenhão atrapalharam demais o Alvinegro em sua estréia dentro de casa no Estadual. Menos mal que o gol saiu cedo, logo aos seis minutos, em passe de Léo Silva e conclusão de Victor Simões. O Macaé do técnico Dário Lourenço até tentou ameaçar, mas Renan apareceu bem e fez boas defesas, a melhor em conclusão de Jackson. Ney Franco, vendo sua equipe definhar ainda na primeira etapa, pelo esforço de jogar em um campo molhado, reforçou o meio-campo com Túlio Souza e Batista substituindo Diego e Léo Silva, e adiantou Lucas Silva para encostar em Victor Simões. Maicossuel desta vez não se destacou e o Bota jogou apenas para o gasto, confirmando os 100% de aproveitamento, só ficando atrás do Flamengo no Grupo B pelo maior número de cartões amarelos (9 a 4).

ESCREVEU ANDRÉ ROCHA