
O Cruzeiro que fez os dois gols do títulos nos últimos 15 minutos: do 4-2-2-2 ao 4-2-1-3, contra o Galo que mudou nomes, mas manteve o 4-2-3-1
* Magno Alves, aos 28 finais, teve a bola do campeonato aos pés. Mas como não há em atividade um goleiro no Brasil que saiba fechar a meta como Fábio (além do palmeirense Marcos), o Magnata não conseguiu driblá-lo, e, num tapa, Fábio evitou o que seria o gol do 41o. título mineiro do Galo.
* Punição das punições, o iluminado Wallyson recebeu pela esquerda, dois minutos depois, onde atuava no segundo tempo no 4-2-1-3 de Cuca, passou por dois e chutou no canto do ótimo Renan Ribeiro, que chegou tarde e viu o título passar por baixo de seus braços.
* O gol de falta do meia e lateral Gilberto, o melhor da decisão em Sete Lagos, fez o placar largo demais para tamanho equilíbrio. Mas que deixou o título do MG-11 nos melhores pés. Os cruzeirenses.
* Dorival Júnior perdeu Diego Tardelli, Obina, Diego Souza e Ricardinho desde o ínicio do estadual. Se encontrou em Fillipe Souto (mais) e outros garotos boas respostas, se reencontrou em Mancini um pé de velocidade a alimentar Magno Alves, dentro do 4-2-3-1 da moda, muito mais não poderia fazer além do belo trabalho realizado. Perdeu seu primeiro clássico em Minas. O mais doído, porém.
* Cuca e o Cruzeiro foram mais que infelizes na eliminação para o Once Caldas. Mas ele e o elenco têm muitas soluções. Não é fácil vencer o rival sem Montillo e a necessidade do resultado. E com dois volantes improvisados nas laterais ainda carentes.

Cruzeiro começou no 4-2-2-2 usual, com Roger na função de Montillo, e dois volantes improvisados nas laterals; Galo manteve o 4-2-3-1 dos últimos jogos
* Mas Cuca realmente acertou quando abriu o Cruzeiro no segundo tempo com três na frente, Roger armando, e Gilberto reconvertido à lateral? O melhor criador cruzeirense ficou distante da área rival e a Raposa só abriu o placar num belo lance de Wallyson, quando o Galo parecia controlar o jogo e a decisão.
* Não há como criticar Cuca. Na ponta do lápis e da chuteira, ele e o Cruzeiro acertaram. Mas se o famoso Se entrasse em campo, as cornetas roncariam com a mesma força com que Dorival escuta críticas que não merece pelo bom desempenho de um elenco fragilizado e ainda em construção.

















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