Ramires fez muita falta no primeiro tempo. A boa marcação argentina, o afunilamento dos lances de ataque, e a pouca aproximação de Fabrício, Marquinhos Paraná e Henrique deixaram a Raposa encurralada, sem muitas ideias.
Ainda no primeiro tempo a torcida começou a pedir o gladiador Kleber. Jogo de luta e disputa, melhor apostar em quem briga e também joga. Também porque, no contragolpe, pela enésima vez, e mesmo protegida por três volantes, a zaga azul fez água, e quase cedeu o primeiro gol aos pincharratas.
Aos 14, Kleber, enfim, veio ao campo. Saiu Thiago Ribeiro. Melhor seria ter saído Wellington. Mas a fase é ótima. E o Cruzeiro ainda melhor com gente com o espírito guerreiro do atacante. Uma das críticas que podem ser feitas ao Cruzeiro em sua rica história é a ausência de jogadores com esse espírito. Gente como Kleber.
ADENDO POSTADO 14h59 – Sim, cruzeirenses: tantos são os ídolos de chuteiras e corações azuis. Vitórias épicas como as de 1966 contra o Santos (na técnica e na raça e na lama), a de 1976 contra o River e a arbitragem (também com um time técnico), a de 1997 (sobretudo contra o Grêmio), a virada de 2000 na Copa do Brasil, a brilhante tríplice coroa em 2003. Mas é algo que muitos cruzeirenses de campo, banco e arquibancada reclamam: por vezes, falta um espírito mais aguerrido. Competitivo. Um time essencialmente técnico às vezes se perde. Apenas isso. Não é crítica. É constatação. É diferente. Espero ter sido melhor entendido.
SEGUNDO ADENDO – Expressei-me mal ao escrever “ausência de jogadores com esse espírito”. De fato, acaba sendo amplo e vago. E, claro, injusto e incorreto. Perdão a todos, e agradeço aos críticos, mesmo os mais veementes. Mais considerações nos comentários dos comentários…
SEGUE O TEXTO INICIAL.
Em dois minutos, Wellington Paulista foi derrubado na área, e Fernandinho bateu muito bem. A vantagem ajudou. Mas um atacante como Kleber ajuda muito mais. E os dois gols de Kleber, em menos de 15 minutos em campo, saíram com naturalidade para uma equipe muito boa. E, agora, ainda mais forte. Em todos os sentidos.
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